AMMG promove encontro de filiadas

Dia 27 de março, presidentes e representantes das entidades médicas mineiras se reuniram na sede da Associação Médica de Minas Gerais (AMMG), para o Encontro das Filiadas.

O presidente da AMMG, Lincoln Lopes Ferreira, apresentou a diretoria eleita para a gestão 2014/2017 e convocou para atuação na mudança do estatuto da Associação Médica Brasileira (AMB), entidade que responde pela 2ª vice-presidência, que ocorrerá dia oito de maio, na AMMG. Ferreira destacou a atuação da classe médica mineira e disse que é preciso intensificar a participação. Ele falou da oportunidade de ampliação dos debates sobre a saúde, por meio da agenda política proposta pela Comissão de Saúde da Assembleia Legislativa de Minas Gerais. “Serão realizados encontros em todas as regiões, buscando soluções para as dificuldades dos pequenos hospitais e da assistência. Afirmo que o comparecimento dos colegas é de grande relevância”, garantiu.

A visita a Manaus, para o Congresso Internacional de Saúde do Interior e Fronteiras, realizado em setembro pelo Sindicato dos Médicos do Amazonas (Simeam), a importância da criação dos departamentos de acadêmicos nas cidades com faculdades de medicina e a obra de ampliação e reforma da sede da AMMG também foram objetos da explanação. O diretor financeiro da Federação Nacional das Cooperativas Médicas (Fencom), João Tadeu Leite dos Reis, explicou o trabalho da entidade e ponderou sobre o papel das cooperativas para o recebimento dos honorários médicos.

A diretora científica da AMMG, Luciana Costa, trouxe o tema ‘Atualização científica à distância: como implementar em todas as filiadas?’ Ela apresentou o ‘Terça Cultural’ e a ‘Reunião Multidisciplinar’ e propôs a realização dos projetos no interior, além das jornadas científicas. A coordenadora da Biblioteca Virtual da AMMG, Mirian Carvalho, falou do benefício disponível a todos sócios quites da AMMG e mostrou como pode ser utilizado.

A assessora de imprensa Daniela Colen e a relações públicas Maísa Pinheiro abordaram ‘O uso da Comunicação na captação e retenção de associados’, mostrando a necessidade de dar visibilidade às ações desenvolvidas, estreitar o relacionamento com a imprensa e incrementar os eventos. Os participantes receberam a cartilha ‘Guia de relacionamento com a mídia’, que pode ser solicitada pelo e-mail jornalista@ammg.org.br.

O próximo Encontro de Filiadas será em setembro. Mais informações: (31) 3247-1608.

Pressionada, cubana abandona Mais Médicos e foge para os EUA

É a primeira deserção em razão de ameaças do governo de Cuba para que parentes voltem à ilha. Ela viajou com filho e marido; ministério diz não poder interferir em relação entre profissionais e Cuba

Pressionada pelo governo de Cuba para que seu marido e seu filho de cinco anos voltassem à ilha, a médica Dianelys San Roman Parrado fugiu para Miami (EUA) no último sábado (28).

Ela havia ingressado em dezembro de 2013 no Mais Médicos, bandeira da presidente Dilma Rousseff (PT) para levar profissionais ao interior do país e à periferia de grandes cidades. Trabalhava em Jandira, na Grande SP.

É a primeira deserção em razão de pressões para que parentes voltem à ilha.

Conforme revelou a Folha, Cuba tem ameaçado substituí-los ou cassar seus diplomas caso os familiares permaneçam no Brasil. Também está retendo na ilha os médicos que saem de férias –eles precisam, necessariamente, gozá-las em Cuba.

A medida seria para prevenir eventuais deserções.

Dianelys confirmou a fuga neste domingo (29) em mensagem enviada a seu supervisor, o médico Gustavo Gusso, professor da USP. Disse não ter aguentado a pressão para o regresso do marido e do filho. Contou que havia chegado a Miami em segurança e que estava com amigos.

Em conversa com a Folha em 12 de março, Dianelys disse que o filho estava estudando em uma escola bilíngue e o marido vinha trabalhando em uma fábrica de parafusos. “Gosto do meu trabalho, mas não quero me separar deles por nada”, disse, na ocasião.

Marido e filho haviam chegado ao Brasil em novembro.

Segundo Gusso, Dianelys não deu sinais de que pretendia desertar. “Ela fazia um ótimo trabalho. Ficou felicíssima quando o marido e o filho vieram. Ultimamente, estava muito nervosa com a pressão [do governo cubano]. Tinha medo, chorava”, diz.

A Secretaria da Saúde de Jandira informou que a médica não foi trabalhar na última semana e não fez nenhum contato. O prazo legal para que ela justificasse as faltas terminou na sexta (27).

Em nota, o Ministério da Saúde informou que aguarda comunicado oficial da ausência. A médica será notificada e terá prazo de 48 horas para se justificar. Caso isso não ocorra, haverá processo para desligá-la do programa.

Até dezembro, dos 14.462 profissionais trabalhando no Mais Médicos, 11.429 (79%) eram cubanos. Desde o início, ao menos 40 desertaram.

Os médicos dizem que, ao serem contratados, foram informados que poderiam viver com as famílias. O Brasil concede aos parentes visto de permanência de 36 meses –mesmo tempo dado a eles.

Emissários de Cuba têm dito aos médicos que o contrato prevê visitas, não moradia. O documento, porém, não estipula prazo para as visitas.

A Folha tenta há três semanas falar com o governo cubano. Não houve retorno de e-mails e ligações.

O Ministério da Saúde alega não poder interferir nas relações trabalhistas entre os profissionais e Cuba.

 

Fonte: Jornal Folha de S. Paulo

17º Congresso Brasileiro de Medicina e Cirurgia do Tornozelo e Pé será realizado em Belo Horizonte

Os ortopedistas brasileiros têm encontro marcado no 17º Congresso Brasileiro de Medicina e Cirurgia do Tornozelo e Pé, no Minascentro, em Belo Horizonte, de 30 de abril a 02 de maio. O evento – realizado pela ABTÉ – Associação Brasileira de Medicina e Cirurgia do Tornozelo e Pe -, é de dimensão internacional e figura no calendário oficial das grandes sociedades da especialidade ao redor do mundo. A comissão organizadora está trabalhando muito para oferecer aos participantes um evento de excelente qualidade em todas as áreas.

De acordo com o presidente do congresso, Dr. Wilel Benevides, embora seja um evento de especialidade, “teremos uma grade científica repleta de assuntos de grande interesse para todos nós, com a participação de especialistas de renome internacional, que trarão para nós um pouco da sua experiência e habilidade. Faremos também um curso pré-congresso, de altíssimo nível, com colegas de grande experiência na realização de trabalhos científicos. Assim, convido todos os colegas, especialista ou não em cirurgia do tornozelo e pé, para participarem desse grande encontro que inclui, em sua grade científica, simpósios sobre importantes temas da atualidade, tais como artroplastia do tornozelo, correção de patologias do tornozelo e pé causados por doenças neuromusculares e procedimentos artroscópicos do tornozelo e pé”.

Além da participação de renomados colegas brasileiros, acrescenta o presidente do evento, participam da pauta de debates do congresso os seguintes convidados internacionais: C, Niel van Dijl, Professor em Ortopedia e Chefe do Departamento de Ortopedia no Academic Medical Centre( AMC) em Amsterdam/Holanda, especialista em cirurgia do tornozelo e joelho, traumatologia do esporte e artroscopia; Mark Myerson, diretor do Instituto do Pé e Tornozelo no Mercy Medical Center em Baltimore, Maryland, Estados Unidos, ex-presidente da American OrthopaedicFootandAnkleSociety e da Associação Ortopédica de Maryland; Robert Anderson, ex-presidente da American OrthopaedicFootandAnfleSociety , trabalha como médico de futebol americano no Carolina Panthers, bem como consultor para diversos times colegiais e profissionais nos Estados Unidos; Keith Wapner, chefe da área de pé e tornozelo e professor clínico de cirurgia ortoppédica na Universidade da Pensilvânia, EUA. Reconhecido anualmente pela Fhipaldephia Magazine em questões médicas entre 2004 e 2014. Mais informações sobre o congresso no site www.pe2015.com.br .

Chega de “faz de conta” na saúde

Fazer de conta é um recurso natural em certa fase do desenvolvimento da criança, em seu necessário exercício da imaginação; do processo criativo. Mas, no Brasil, infelizmente, fazer de conta é subterfúgio usual para aqueles que dissimulam soluções com o intuito de acalmar o clamor social, tirar vantagem pessoais, ou alavancar votos durante as campanhas eleitorais.

Na seara da Saúde, faz-se de conta que a resposta para os problemas da assistência básica à população nos municípios desatendidos é o programa Mais Médicos, lançado pelo governo no final de 2013 – véspera das eleições – e ainda abafando a reação das entidades e dos profissionais médicos brasileiros que, conscientes dos riscos, denunciaram os graves pontos fracos da iniciativa, visivelmente eleitoreira.

O resultado está aí, demonstrado no alarmante relatório do TCU. Segundo o documento, 95 cubanos do Programa Mais Médicos, recrutados em convênio com a OPAS, não alcançaram a pontuação mínima necessária no modo de acolhimento, que é um simples curso preparatório. Pelo menos 4.375 dos profissionais, 31,73%, trabalham sem supervisão, apontam os auditores. O relatório concluiu também que as atividades de tutoria, quando existentes, são executadas de maneira superficial.

Enquanto isso, no FIES (Fundo de Desenvolvimento Estudantil) o MEC e o FNDE fazem de conta que vão atender aos milhares de estudantes que necessitam do financiamento para poder levar adiante ou iniciar seus cursos universitários, após alcançarem as médias exigidas no Enem. Atribuem a instabilidades na plataforma a dificuldade dos alunos de concluírem ou renovarem suas matrículas. Na verdade, fora do mundo mágico do faz de conta, as instituições mudaram as regras do financiamento e cerca de meio milhão de alunos ficaram fora da universidade, muitos deles estudantes de medicina, curso com uma das mais altas mensalidades do país.

Um mero detalhe, diretamente lá do mundo da falácia, onde se diz que a educação está em primeiro lugar: o orçamento do FIES 2015 ainda não foi aprovado pelo Congresso Nacional, mas o prazo de inscrição dentro da plataforma emperrada, vai até 30 de abril…

Como se não bastasse, os médicos recém-formados enfrentam a disputa de vagas no PROVAB (Programa de Valorização dos Profissionais da Atenção Básica): para os 15mil inscritos no Programa havia 3,7 mil vagas. Onze mil médicos brasileiros se candidataram, mas grande parte das vagas foi ocupada por integrantes estrangeiros que migraram do mundo do faz de conta do Mais Médicos, forjando uma especialização que não têm, para legitimar suas práticas temerárias e que colocam em risco a saúde e a vida da população.

No mundo do faz de conta, as entidades médicas (do mundo real) são alijadas do processo de formulação de políticas públicas, ignoradas pelas lideranças políticas quando argumentam ou propõem soluções aos críticos problemas da assistência à saúde no Brasil, massacradas por um marketing inescrupuloso que, detentor do capital, vem distorcendo a realidade, transformando o médico em vilão perante à opinião pública.

Ah, e essa sociedade aberta, vítima de todo esse faz de conta, mal pode entender a gravidade do problema, pois a ela não é exposta a verdade, pois verdade é palavra inexistente no dicionário desse mundo pseudo encantado!

A sociedade médica precisa acordar, sair da inércia de conforto e dar densidade à discussão. Precisa entender que erros foram cometidos e fazer proposições que os resolva. Se não for assim, se torna coparticipe do faz de conta.

Luciano Carvalho
Presidente da Associação Médica de Brasília

Mutirão Nacional de Cirurgia da Criança

Programado para acontecer no próximo dia 9 de maio, sábado que antecede o Dia das Mães, em diversos hospitais do País, o IX Mutirão Nacional de Cirurgia da Criança, promovido pela Associação Brasileira de Cirurgia Pediátrica (CIPE), conta com a adesão e colaboração de profissionais da especialidade que atuam em hospitais e casas de saúde em todo o Brasil.

A iniciativa na área da saúde pública e voluntariado traz benefícios imediatos para crianças e adolescentes que aguardam a realização de pequenas cirurgias, como fimose, hérnia umbilical e outras que podem ser feitas em ambulatórios e dispensam internação.

Ao mesmo tempo , o mutirão cria espaço na agenda das instituições hospitalares, principalmente de unidades da rede pública, para as cirurgias mais complexas, que exigem internação, e para os novos casos, que têm o tempo de espera abreviado.

Em 2014, foram beneficiadas 628 crianças e adolescentes, em 12 Estados e no Distrito Federal, envolvendo 28 serviços, como são chamados os grupos de cirurgiões e outros profissionais necessários para os procedimentos.

Outro aspecto positivo dos mutirões de Cirurgia Pediátrica é proporcionar a união dos cirurgiões pediátricos em torno de uma causa humana e solidária, apresentando à sociedade resultados práticos dos serviços desses especialistas para a saúde de crianças e adolescentes.

AMB apoia iniciativa Fit for Work-Brasil

A Associação Médica Brasileira participou do lançamento da iniciativa Brasil Fit for Work, que tem como meta contribuir para diminuição do impacto negativo dos distúrbios músculo-esqueléticos.

As patologias músculo-esqueléticas tem forte impacto pela elevada incidências, ocasionando afastamentos temporários e definitivos do trabalho, sequelas e um custo expressivo para os sistemas de saúde e previdenciário, especialmente. Está entre as principais causas de auxílios-doença e aposentadorias precoces no país.

A inciativa começou em 2007, na Europa, com coordenação da Work Foundation. Atualmente está estabelecida em mais de 30 países. No Brasil, é liderada pela ABQV – Associação Brasileira de Qualidade de Vida, tem patrocínio da AbbVie, apoio do SESI – Serviço Social da Indústria e reúne entidades que representam médicos, como a AMB, pacientes e especialistas em trabalho e qualidade de vida.

De acordo com o Prof. Stephen Bevan, líder global da coalizão Fit For Work, o Brasil começa muito bem, com a integração de diferentes stakeholders, alinhados com a proposta global e propostas integradas e baseadas em evidências.

Para o presidente da AMB, Florentino Cardoso, é muito importante tantas instituições participando desse projeto no Brasil. “É um privilégio a AMB juntar-se ao Fit for Works”.

Sobre os “DMEs”: São considerados distúrbios musculoesqueléticos as artrites (incluindo artrite reumatoide e as espondiloartrites), as dorsopatias (“dor na coluna”), entre outras, que juntas foram responsáveis por 18,7%  do total dos auxílios-doença concedidos em 2012, pelo Ministério da Previdência Social no Brasil, além de representarem 26,4% do total de casos de invalidez precoce, a um custo estimado de R$ 405 milhões para a Previdência Social, no mesmo ano.

Apesar de seu impacto na vida e no trabalho da população brasileira, muitas destas doenças ainda são desconhecidas da população brasileira.  Pesquisa IBOPE (Instituto Brasileiro de Pesquisa e Opinião Pública), realizada no Brasil com 4000 pessoas, acima de 16 anos, de áreas urbanas brasileiras, entre outubro e novembro de 2013, mostrou que apenas 1/3 dos entrevistados conhecem as doenças que fazem parte da categoria de distúrbios musculoesqueléticos.

11º Congresso Brasileiro Sobre Acidentes e Medicina de Tráfego

Abramet promeverá Congresso para debater Acidente e Medicina do Tráfego, em setembro

 

O 11º Congresso Brasileiro Sobre Acidentes e Medicina de Tráfego ocorrerá de 9 a 13 de setembro de 2015, no Wish Serrano Resort, em Gramado (RS).

Palestrantes de renome internacional irão tratar dos problemas e da prevenção em relação a acidentes de trânsito e estradas do Brasil.

Os organizadores do evento pretendem também envolver a comunidade, com ações sociais, buscando sempre uma maior conscientização. “A participação dos alunos das escolas de Gramado é muito importante”, afirma o presidente do evento Juarez Molinari.

Desde a sua fundação, em 1980, a Associação Brasileira de Medicina de Tráfego (Abramet) congrega os especialistas em Medicina de Tráfego desenvolvendo ações, estudos e pesquisas visando à prevenção de acidentes decorrentes da mobilidade humana, procurando evitá-los ou mitigar a dor por eles provocada. Por isso, a importância da realização de reuniões de caráter científico, tais como congressos, simpósios e cursos de atualização.

Uma cidade onde o pedestre coloca o pé na faixa de segurança e os motoristas imediatamente param os veículos. Sem nenhum semáforo no município, os cruzamentos de maior movimento são ordenados apenas por rotatórias floridas. Assim é Gramado, no Rio Grande do Sul. E esse é apenas um dos motivos pela escolha deste acolhedor município da Serra Gaúcha para receber o 11º Congresso Brasileiro Sobre Acidentes e Medicina de Tráfego.

Além da disciplina do trânsito, Gramado é reconhecida por sua infraestrutura hoteleira e gastronômica, além de espaços bem equipados para a realização de eventos de todos os portes. E o que dizer do comércio, bastante variado e repleto de produtos que são a cara da cidade, como o chocolate, o couro, o tricô e o artesanato, sem esquecer dos produtos coloniais – preparados com carinho pelos agricultores do município.

A realização do 11º Congresso Brasileiro Sobre Acidentes e Medicina de Tráfego é da Associação Brasileira de Medicina de Tráfego e organização da Rossi e Zorzanello Feiras e Empreendimentos.  A agência oficial é a Brocker Turismo. Informações pelo telefone (54) 3282.5400 ou, ainda, pelo e-mail brocker@brockerturismo.com.br.

Mais informações sabrina@rossiezorzanello.com.br.

SBIm promove Jornada Nacional de Imunizações em Curitiba

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Com o tema “Nova era nas imunizações: desafios e oportunidades”, a Sociedade Brasileira de Imunização realiza, em Curitiba, de 30 de setembro a 03 de outubro, a XVII Jornada Nacional de Imunizações. O maior evento do gênero no país reunirá as principais referências em imunização para discutir assuntos que vão da incorporação de novos conceitos imunológicos a questões de mercado que podem comprometer a segurança do paciente.

Nas conferências, simpósios e mesas redondas também serão debatidas estratégias para manter as coberturas vacinais já conquistadas, como a do sarampo. Apesar de o Brasil não registrar transmissão autócne desde 2000, os surtos de casos importados no Ceará e em Pernambuco acenderam o alerta apara a doença.

Os interessados em apresentar temas livres (orais ou pôsteres) devem enviar os trabalhos à comissão científica até às 21 horas de 31 de julho. O material só será analisado se enquadrar-se nas seguintes áreas: Aspectos Éticos e Legais das Imunizações, Controle de Infecção e Vigilância Epidemiológica, Imunizações, e Infecções Preveníveis por Imunizações. Não há limite de trabalhos enviados por autor.

Mais detalhes estão disponíveis no site www.jornadasbim.com.br.

XXVII Congresso Brasileiro de Genética Médica em Ribeirão Preto

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A Sociedade Brasileira de Genética Médica em parceria com o Departamento de Genética da FMRP-USP realizarão de 3 a 6 de junho de 2015 o XXVII Congresso Brasileiro de Genética Médica, na cidade de Ribeirão Preto SP. A programação cientifica foi desenvolvida pela comissão com cautela para abranger os mais diversos temas dentro da Genética e contará com os renomados colegas nacionais e internacionais como: David Valle, EUA – Henk Blom, Alemanha – Kenneth Lyons Jones, EUA – Miguel del Campo Casanelles, Espanha e Nara Sobreira, EUA. A Genética Médica e Clínica são áreas de intenso desenvolvimento científico com evolução rápida do conhecimento, necessitando de Congressos anuais para atualização do público alvo e maior aproximação e intercâmbio de conhecimento entre os diferentes grupos nacionais e internacionais.

Para mais informações: www.oxfordeventos.com.br/geneticamedica/

Sociedade Brasileira de Patologia Clínica/Medicina Laboratorial manifesta surpresa com a ANS após publicação da Súmula Normativa Nº 26

Entende-se que a publicação estabelece recomposição inflacionária inferior para laboratórios sem certificado de qualidade

 

A Sociedade Brasileira de Patologia Clínica/Medicina Laboratorial (SBPC/ML) manifesta sua surpresa com a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) sobre a Súmula Normativa Nº 26, publicada no Diário Oficial da União do dia 02 de março de 2015.

 

Na recente publicação da Súmula, a ANS, no item 1.2, determina que será utilizado apenas o valor integral do IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) para a aplicação do  Fator de Qualidade, não podendo o resultado ser superior ao próprio índice de reajuste.

 

Subentende-se que a maneira que a Súmula foi apresentada não trará um estímulo para o setor laboratorial, que investiu para adequar os seus serviços e melhor atender a população brasileira – lembrando que os exames laboratoriais são responsáveis por 70% das decisões médicas.

 

Além disso, é de entendimento da SBPC/ML que os laboratórios que não tiverem qualificação comprovada receberão reajustes inferiores ao IPCA como referência. “Em um momento de crescente inflação, os laboratórios são impactados, já que são pressionados pela não reposição de seus custos, além da qualidade dos serviços laboratoriais estarem em risco”, avalia Vitor Pariz, diretor de Defesa Profissional da SBPC/ML.

 

De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a inflação oficial do país, medido pelo IPCA, fechou em 1,24% em janeiro, depois de avançar 0,78% em dezembro de 2014. Ainda, segundo recente pesquisa do Banco Central, o crescimento da economia deve ser zero em 2015, enquanto a inflação deve chegar em 7,15% – considerada a maior em 11 anos.

 

“Acreditamos que a ANS queria valorizar a qualidade dos serviços oferecidos pelos laboratórios clínicos, mas não deveria limitar a aplicação do Fator de Qualidade ao IPCA e, sim, permitir uma vantagem adicional para quem investiu na qualificação. Por outro lado, devemos entender que o laboratório que não tiver qualificação comprovada por certificados de acreditação, terá ajustes inferiores ao índice usado como referência. Como poderão sobreviver? Que serviços devemos esperar que serão oferecidos?”, questiona o diretor.

 

A expectativa da SBPC/ML era de composição de grupo com os representantes do setor de Saúde Suplementar para definir a aplicação do Fator de Qualidade. Apesar do cenário desanimador por conta da inflação, a SBPC/ML elogia a recente Súmula, onde é estabelecido, no item 1.1, que o IPCA será aplicado em seu valor integral para os reajustes que ocorram nos dois primeiros anos de vigência para os profissionais de saúde e, no primeiro ano, para os demais estabelecimentos de saúde.

 

“Nos casos que não houver acordo entre as partes, plano de saúde e prestador, a reposição da inflação, com base no IPCA, fica garantida. Exceto alguns casos, isso deve atender os laboratórios que atuam no sistema suplementar. Isso já é um grande progresso”, diz Vitor Pariz.

 

A Lei 13.003 da ANS, publicada no Diário Oficial da União do dia 11/12/2014, estabelece regras para contratos entre operadoras de planos de saúde e prestadores de serviços, que incluem laboratórios clínicos, hospitais, clínicas e profissionais de saúde. Após a publicação da RN 364, que regulamentou a Lei 13.003, a SBPC/ML também manifestou sua surpresa pela inclusão da palavra “limitado”, empregada no Artigo 3º da referida Resolução Normativa, que não deixa clara a aplicação de índice de percentual no reajuste para os prestadores que possuem certificação de qualidade.

 

“Para a SBPC/ML, a regulamentação da Lei 13.003 foi um grande progresso por estabelecer igualdade entre prestadores e operadoras, mas deixou uma lacuna no valor para a aplicação do Fator de Qualidade, que seria definido e detalhado nos próximos meses por meio de uma reunião criada pela ANS. Isso prejudica a valorização da rede de prestadores e é extremamente importante que os laboratórios tenham um incentivo por todo o investimento que se propuseram a fazer para se adequarem aos requisitos de qualidade”, finaliza Pariz.

 

Sobre o PALC

Em 1998, a Sociedade Brasileira de Patologia Clínica/Medicina Laboratorial criou o Programa de Acreditação de Laboratórios Clínicos (PALC). A acreditação é um processo voluntário em que uma instituição, governamental ou não, avalia um laboratório através de auditorias e determina se ele atende a requisitos predeterminados para exercer as tarefas a que se propõe. Dentre vários objetivos esse processo pretende garantir a qualidade dos serviços prestados.