Nota oficial de entidades médicas referente à liberação da maconha

Nós, abaixo-assinados, que representamos as entidades nacionais dos médicos brasileiros, viemos manifestar aos Ministros do Supremo Tribunal Federal, nossa posição favorável à manutenção do texto artigo 28 da Lei 11343, que trata da política sobre drogas no Brasil.

Entendemos que a descriminalização do uso de drogas ilícitas vai ter como resultado prático o aumento deste consumo e a multiplicação de usuários. Aumentando o número de usuários, aumentarão também as pessoas que se tornarão dependentes químicos. E a dependência química é uma doença crônica que afetará seus portadores para o resto de suas vidas e devastará suas famílias.

O aumento do consumo de drogas também elevará ao, já trágico, recorde mundial de acidentes de trânsito, homicídios e suicídios.

A descriminalização, ao aumentar o consumo, também ampliará o poder e o tamanho do tráfico clandestino, que vai fornecer as drogas ilícitas. E a violência recrudescerá!

Não existe experiência histórica, ou evidência científica que mostre melhoria com a descriminalização. Ao contrário, são justamente os países com maior rigor no enfrentamento às drogas que diminuem a proporção de dependentes e mortes violentas.

Em nome dos médicos brasileiros, que estão no “front” desse enfrentamento, e que conhecem bem  a gravidade e complexidade desta questão na saúde e na segurança da nossa população, apelamos ao STF para que mantenha, na forma atual o artigo 28 da Lei 11.343.

 

Atenciosamente,

Associação Brasileira de Psiquiatria

Associação Médica Brasileira

Federação Nacional dos Médicos

Conselho Federal de Medicina

Medicação injetável para controle do colesterol será tema do Congresso de Cardiologia, em Curitiba

Evento que começa na próxima sexta, dia 18, reunirá os mais importantes cardiologistas do país e do mundo na capital paranaense

          O 70° Congresso Brasileiro de Cardiologia, que começa na próxima sexta, dia 18, em Curitiba, será a oportunidade para a discussão sobre uma nova terapia para tratamento do colesterol alto, queixa de muitos pacientes. Trata-se de uma injeção de anticorpos monoclonais, terapia hoje já usada por muitos pacientes com problemas inflamatórios e oncológicos, cuja liberação já foi pedida para a Anvisa. O medicamento baixa o nível de colesterol e estará indicado para aqueles pacientes onde só a terapia com os comprimidos (estatinas) não é suficiente.

O tema será discutido no próprio dia 18, num simpósio do Departamento de Aterosclerose da Sociedade Brasileira de Cardiologia – SBC, organizadora do congresso. O evento é muito aguardado pelos 6.000 especialistas brasileiros que estarão presentes, além de vários dos mais destacados cardiologistas internacionais, especialmente convidados.

Para o presidente do Departamento de Aterosclerose da SBC, José Rocha Faria Neto, a novidade é muito auspiciosa, mas a medicação tem indicação específica, não deve ser usada por qualquer pessoa que precise baixar o colesterol e, inicialmente, deverá será cara.

O especialista explica que a indicação é para os pacientes que não suportam as estatinas, medicação tradicional, mas que pode ter como efeito colateral dores musculares intensas. Também é indicada para quem, mesmo tomando estatina, não logra baixar suficientemente o colesterol, precisando um segundo medicamento. A terceira indicação é para a hipercolesterolemia familiar, que ocorre em famílias nas quais, por problemas genéticos, várias pessoas tem colesterol elevado, fenômeno presente também nas crianças e que exige cuidados.

Há duas semanas na Europa

Ainda segundo Rocha Faria, os anticorpos monoclonais anti-PCSK9 são conhecidos há algum tempo, mas só recentemente as pesquisas demonstraram sua eficácia, o que levou Estados Unidos e Europa a liberarem o medicamento. Na Europa a comercialização foi iniciada há poucas semanas.

“No Brasil, dois laboratórios, Sanofi e Amgen entraram com pedidos junto à Anvisa para comercializarem o produto”, explica o cardiologista, e ele deve ser ministrado a cada duas semanas, por uma injeção subcutânea.

350 mil mortes anuais

         O interesse dos cardiologistas pela medicação de controle do colesterol é grande, porque o coração é a maior causa de morte no Brasil, respondendo por 350 mil óbitos anuais, muitos evitáveis, lembra o presidente da Sociedade Brasileira de Cardiologia, Angelo de Paola.

O motivo é que os fatores de risco para o coração são fartamente conhecidos, mas ainda insuficientemente combatidos. São eles a obesidade,  tabagismo, hipertensão arterial, sedentarismo e a taxa de colesterol elevada, que leva ao estreitamento e bloqueio das artérias coronárias, o que caracteriza o infarto.

O problema, diz Rocha Faria, é que ainda há poucos dias vários meios de comunicação deram abrigo a informações falsas, que dão a entender que não seria tão importante controlar o colesterol, o que não é verdade.

Grave também é o modismo de usar ‘óleo de coco’ como gordura saudável, quando o coco é rico em gorduras saturadas, que no organismo vão produzir colesterol. As gorduras recomendadas e que com evidências científicas comprovam ser úteis são o azeite de oliva e óleo de canola.

O especialista conclui reafirmando que não há dúvidas sobre o papel do colesterol sanguíneo como fator de risco independente para doenças cardiovasculares, fato comprovado por estudos experimentais, epidemiológicos, genéticos e de intervenção. O adequado controle do colesterol é recomendado por diretrizes nacionais e internacionais de sociedades médicas, como a SBC, de nutrição, órgãos governamentais e a Organização Mundial da Saúde.

Os anticorpos monoclonais que combatem o colesterol representam mais uma arma e importante, para que a Medicina possa reduzir o número de brasileiros que morrem a cada ano em decorrência do infarto.

SERVIÇO:

70º Congresso Brasileiro de Cardiologia e Museu do Coração

Local: Expotrade Convention Center
Endereço: Rodovia Deputado João Leopoldo Jacomel, nº 10.454 – Vila Amélia Pinhais/PR

Datas: 18 a 21 de setembro de 2015

Informações: http://congresso.cardiol.br/70/

Veneno é Veneno

É baseado neste conceito que o presidente da AMB (Associação Médica Brasileira), Florentino Cardoso, tem defendido que nenhuma droga deve ser descriminalizada: “Não dá para ficar escolhendo um veneno menos ruim do que o outro. Se é veneno e faz mal para a saúde da população, e isso é cientificamente comprovado, não podemos ficar dourando a pílula”, alerta.

O assunto, principalmente referente à maconha, está em debate no Supremo Tribunal Federal. Na última semana, inclusive, já houve votos a favor da liberação.

Recentemente, a ABP (Associação Brasileira de Psiquiatria), a AMB e a FENAM (Federação Nacional dos Médicos) se manifestaram por meio de nota (íntegra abaixo) contra o fim das restrições.

Os jornais Folha de S.Paulo (SP) e A Tribuna (ES) deram espaço para o tema nos últimos dias, em que a AMB voltou a ratificar a opinião em prol da saúde brasileira.

– Nota oficial: ABP, AMB, FENAM e CFM

– Reportagem da folha (Clique aqui)

– Reportagem do Jornal “A Tribuna/ES” (Parte_01 – Clique aqui)

– Reportagem do Jornal “A Tribuna/ES” (Parte_02 – Clique aqui)

 

 

14 de setembro é instituído Dia do Médico Nuclear

Sociedade Brasileira de Medicina Nuclear escolhe a data da fundação da entidade como o dia de celebrar a especialidade no Brasil.

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Com uma história de desafios e superação a medicina nuclear celebra 54 anos neste mês de setembro. Neste ano a Sociedade Brasileira de Medicina Nuclear instituiu a data da fundação da entidade como celebrativa ao Médico Nuclear – sendo constituído “14 de setembro – Dia do Médico Nuclear”.
Pela primeira vez os especialistas terão um motivo a mais para comemorar. “Além de relembrarmos a nossa história, o Dia do Médico Nuclear vem sedimentar um processo que temos há muito caminhado, em busca do reconhecimento da especialidade e de seu potencial no campo da medicina”, avalia Claudio Tinoco, presidente da Sociedade Brasileira de Medicina Nuclear (SBMN).
Na data a SBMN irá inaugurar em sua sede – localizada em São Paulo, a “Galeria de Presidentes” – um espaço permanente destinado a manter viva a memória da especialidade.  Na ocasião serão homenageados os presidentes que lideraram a sociedade, como reconhecimento de seus esforços em prol do reconhecimento e desenvolvimento da MN no País.
Desde a sua fundação, em 1961, a Sociedade Brasileira de Medicina Nuclear – entidade filiada à Associação Médica Brasileira (AMB) – tem buscado estratégias que fortaleçam e desenvolvam a especialidade no País, para que possa ser atingido o seu pleno potencial diagnóstico e terapêutico nos diversos campos da saúde, seja no âmbito público ou privado.
Hoje, a medicina nuclear (MN) atua em diversas áreas como cardiologia, oncologia, hematologia, neurologia, entre tantas outras e usa quantidades mínimas de substâncias radioativas (radiofármacos) para diagnosticar diversas doenças, que incluem as cardiovasculares – em especial infecções agudas e infarto do miocárdio, embolia pulmonar, câncer, obstruções renais, demências. Entre os principais recursos estão a cintilografia e o PET-CT.
Tinoco esclarece ainda que a especialidade pode também definir o tipo e extensão do câncer no organismo, o que irá ajudar o oncologista na decisão sobre a conduta terapêutica mais adequada para cada caso (terapia alvo). Como forma de tratamento, os radiofármacos podem ajudar a combater o hipertiroidismo ou tratamento de câncer na tiroide, dores ósseas, e também casos de tumores específicos. Recentemente, houve o registro do primeiro radiofármaco para tratamento de câncer de próstata.
Informações: www.sbmn.org,br 

Entrevista: Deputado Mandetta, atuação em defesa da saúde.

MANDETA

Foi de autoria do deputado Mandetta, um dos principais aliados das entidades médicas em questões de saúde no Congresso Nacional, o PDC  157, que seria votado na Câmara, sustando o Decreto Presidencial 8497. Nesta entrevista a Taís Andrade ele fala mais sobre o assunto que poderia colocar em risco o futuro das especialidades no País.

Qual foi sua primeira reação ao saber da existência do Decreto 8.497/2015?

Assim que fiquei sabendo da publicação desse decreto que ia contra tudo o que os médicos conquistaram ao longo dos anos, que o governo iria tomar o controle das especialidades médicas e ainda pretendia obrigar o cidadão a trabalhar onde ele determinar, não hesitei em criar um projeto de Decreto Legislativo que sustasse a decisão. Se já não bastasse a criação de um programa eleitoreiro, o Mais Médicos, o governo decidiu com esse decreto acabar de vez com os direitos dos profissionais de Medicina no Brasil.

O nosso Presidente, Florentino Cardoso, esteve lado a lado com o senhor nas negociações. Quais foram as suas principais preocupações?

A minha maior preocupação foi com o fato do decreto ferir os direitos dos médicos e interferir nas competências do Conselho Federal de Medicina, das Sociedades de Especialistas e da Associação Médica Brasileira.

O senhor esteve à frente das negociações com o governo para que o decreto 8.497/2015 fosse modificado, quais os principais motivos que o levaram a encabeçar a luta?

 Sou médico e me preocupo com a situação da saúde brasileira e a falta de uma carreira médica de estado. A decisão pela apresentação de um novo acordo ao proposto pelo governo não foi fácil. O ideal seria derrubar o decreto, mas como a pressão no plenário foi grande e muitos deputados relataram a necessidade de se fazer um debate maior sobre o texto, eu acabei cedendo. Deixei claro ao governo, que se o texto não fosse modificado, conforme as exigências dos médicos, eu iria apelar novamente a todos os lideres para que votássemos a urgência e o mérito da derrubada em 15 dias.

O decreto interferia na autonomia das sociedades de especialidades, quais os pontos mais críticos do texto o senhor pode apontar?

 O governo avocava pra si a responsabilidade de, por meio de um ato do ministro da Saúde, reconhecer, incluir e excluir alguma especialidade. Imagine como seria desastrosa a situação em que você está trabalhando e, por algum motivo, o ministro entende que agora a sua especialidade saiu do cadastro. O médico teria praticamente cassada a sua capacidade profissional. Além disso, o decreto continha uma série de outros artigos arbitrários, que concentravam poder nesse Estado hoje gerenciado por um governo não confiável.

Como o senhor classifica a atuação da nossa entidade neste episódio?

 A AMB exerceu muito bem o seu papel como representante dos médicos e assumiu as suas responsabilidades frente ao governo. Se não fosse a pressão da AMB, junto com outras entidades, não teríamos alcançado essa vitória.

Confira a entrevista completa na próxima edição do JAMB – Jornal da AMB que trará também um encarte especial sobre o Decreto 8497.

Após recuo, Governo publica nova redação de decreto que recria o Cadastro de Especialistas

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AMB, demais entidades e parlamentares saem vitoriosos na luta por especialistas de qualidade e atendimento especializado para a população

O Diário Oficial da União desta sexta-feira, 11, publicou o Decreto nº 8.516/2015, revogando o polêmico e deletério 8.497/2015, de agosto.

O texto, que permitia ao governo interferir de forma unilateral no modelo de formação de médicos especialista no Brasil, causou indignação, revolta e preocupação em toda classe médica.

A Associação Médica Brasileira (AMB), as sociedades de especialidade e demais entidades médicas, ficaram apreensivos ao tomarem conhecimento do conteúdo do decreto, com o impacto negativo que ele traria na qualidade da formação do médico especialista. Por conseguinte, o nível do atendimento à população brasileira também teria uma expressiva queda.

O presidente da AMB, Florentino Cardoso, afirmou que não poderiam nem iria “nivelar por baixo”, muito menos colocar em risco a saúde dos brasileiros, especialmente a mais pobre e carente, que não pode escolher seus médicos.

Assim, a AMB convidou as entidades médicas a abraçarem a luta, pois o governo sequer as havia consultado antes da elaboração do deletério texto, e partiram para a Câmara dos Deputados. Após diversos debates, e um pedido de urgência de votação do Projeto de Decreto Legislativo, que sustaria os efeitos do decreto 8.497, feito pelo deputado Luiz Henrique Mandetta, o governo recuou e aceitou editar o conteúdo.

Para isso foi criado um grupo de trabalho formado pela AMB, entidades médicas, parlamentares e representantes do governo. Juntos eles criaram um novo texto para regulamentar a criação do Cadastro Nacional de Especialistas, preservando o modelo atual de formação e garantindo a qualidades destes profissionais.

Veja algumas das principais conquistas do grupo de trabalho:

– O título de especialista é aquele concedido pelas sociedades de especialidade, por meio da Associação Médica Brasileira – AMB, ou pelos programas de residência médica credenciados;

– Fica estabelecida a Comissão Mista de Especialidades, vinculada ao CFM, a qual compete definir, por consenso, as especialidades médicas no País.

– O Cadastro Nacional de Especialistas reunirá informações para subsidiar os ministérios da Saúde e da Educação nas ações de saúde pública e de formação em saúde;

– Constituirá a base de informação pública oficial referentes à especialidade médica de cada profissional constante nas bases de dados da CNRM, CFM, AMB e sociedades de especialidades;

– Trará os parâmetros para a CNRM, AMB e sociedades de especialidades definirem a oferta de vagas nos programas de residência e de cursos de especialização;

– A atualização do Cadastro será assegurada pela a AMB, sociedades de especialidades e programas de residência médica credenciados pela CNRM, que informarão ao Ministério da Saúde todas as vezes que concederem certificados de especialização;

Florentino Cardoso comemorou, “A AMB sempre estará à disposição para contribuir com melhorias para o Brasil, para a saúde, a medicina, o médico e também para nosso povo. Governos e partidos passam, sendo assim, devemos construir algo duradouro e que proporcione ganhos coletivos. Afirmou ainda, prezar as verdades, a ética e a seriedade, especialmente nas causas públicas. “Mais do que a conquista das entidades médicas para manter a qualidade dos profissionais, a vitória foi população brasileira que precisa de saúde com qualidade”.

Novo decreto 8516/2015

Publicação do Diário Oficial da União

Decreto antigo 8497/2015

Congresso Brasileiro de Medicina do Tráfego iniciou hoje, em Gramado

O 11º Congresso Brasileiro Sobre Acidentes e Medicina de Tráfego, que iniciou na manhã desta quinta-feira (10), segue até o próximo domingo (13), teve como uma das primeiras atividades do evento a simulação de atendimento a um acidente de automóvel.

Chamar a atenção das pessoas, buscando conscientizá-las a respeito de dirigir com cautela foi o objetivo maior da ação, que aconteceu nas imediações da Unimed, na Av. das Hortênsias, entre Gramado e Canela.

A ação de simulação de salvamento veicular, sob coordenação do Comandante do Corpo de Bombeiros de Gramado Capitão Maurício Ferro Corrêa, contou com a participação de oito bombeiros, de Gramado e Canela,  e salvou duas vítimas, presas às ferragens. Este trabalho requer qualificação profissional e preparo psicológico para que as pessoas possam ser retiradas das ferragens sem serem ainda mais machucadas e então removidas ao hospital.

Na simulação apresentada foram desencarceradas as portas do automóvel para retirada das vítimas, sendo que a em estado mais grave foi removida pelo helicóptero da Uniair.

De quinta a domingo, das 9h às 17h, a Associação Brasileira de Medicina do Tráfego (Abramet), realizadora do Congresso, em parceria com a Porto Seguro Auto também oportunizará um importante serviço, gratuito, para a comunidade: inspeção veicular, com alta tecnologia, que reduz sensivelmente os riscos de acidentes, no Ginasio de Esportes Perinão, que fica na Av. Borges de Medeiros, 3940, em Gramado. Nesse check-up, os técnicos da Porto Seguro, analisam em apenas oito minutos, e com muita precisão diversos itens, em especial os que afetam a segurança.

O Congresso Brasileiro Sobre Acidentes e Medicina de Tráfego, tem caráter científico e contará com a presença de profissionais de renome em diversas áreas da saúde, autoridades, entidades e órgãos ligados ao trânsito que, até domingo, estarão debatendo e trocando experiências em prol de um trânsito mais seguro e da prevenção de acidentes.

Oportunidade de qualificação profissional também está a disposição dos participantes com cursos e workshops.

A realização do 11º Congresso Brasileiro Sobre Acidentes e Medicina de Tráfego é da Associação Brasileira de Medicina de Tráfego, com organização daRossi e Zorzanello Feiras e Empreendimentos e ocorre no Wish Serrano Resort, em Gramado/RS.

Médicos peritos do INSS entram em greve

Desde a manhã de sexta-feira, 4/9, os médicos peritos do INSS entraram em greve, por tempo indeterminado. A categoria entra em greve dois meses depois dos funcionários administrativos do INSS. Dos mais de 4.500 médicos peritos que atuam em todo o país, somente 30% continuarão trabalhando, garantindo a prestação mínima de serviços.

A pauta de reivindicações é ampla, na qual destaca-se: solução para os prédios do INSS onde a população é atendida e, na sua maioria, estão condenados, ou não possuem “habite-se”; recomposição do quadro médico, que atualmente não é suficiente para atender a demanda existente e causa longas filas de espera à população; recomposição salarial.

“Estamos tentando negociar com o governo desde o início do ano, mas sequer somos recebidos. A situação chegou a um ponto insustentável. Não há mais como trabalhar nestas condições sem a menor perspectiva de nossas reivindicações serem atendidas. É um desrespeito total com a categoria e com a população que acaba tendo um serviço aquém do que deseja e merece”, reclama Francisco Cardoso Alves, Presidente da Associação Nacional dos Médicos Peritos da Previdência Social.

Mais uma vez fica clara a total falta de valorização do governo federal com a classe médica e total despreocupação com qualidade dos serviços prestados à população brasileira. Como no SUS, não há zelo pelo atendimento e pela satisfação com o serviço prestado.

Para Florentino Cardoso, presidente da Associação Médica Brasileira, a situação é lamentável e os médicos peritos necessitam do apoio de todos os médicos brasileiros: “É triste, mas não nos surpreende. Valorizar a carreira de médicos peritos não gera dividendos políticos e nem gera possibilidade de propagandas bonitas para o governo. A AMB apoia a pauta de reivindicações dos médicos peritos. É preciso dignidade e valorização profissional, principalmente para quem tem atividade tão crítica para definição na concessão de benefícios da Previdência Social. É incompreensível que o governo não entenda a importância estratégica que estes profissionais têm para gestão pública”.

A paralisação deve afetar concessão e renovação de benefícios por incapacidade, como auxílio-doença e aposentadoria por invalidez. Mensalmente quase 1,5 milhão de pessoas são atendidas nas agências do INSS.

Alguns pedidos de aposentadoria já foram remarcados para ano que vem. A greve dos médicos peritos deve atingir serviços como: aposentadoria especial, por invalidez e deficiente; aumento de 25% para aposentado que precisa de acompanhamento; auxílio acidente e desconto do Imposto de Renda para doenças graves.

Atualmente, mais de 4.500 médicos peritos são responsáveis pelo atendimento de quase 1,5 milhão pessoas por mês em todo território nacional.