Gincana de Medicina da ABM reúne quase 500 alunos em dois meses

O evento foi encerrado com chave de ouro no INESS; Grupo Cecil venceu a competição e participantes poderão escolher curso gratuito no Instituto de Ensino e Simulação em Saúde

Depois de competir entre 480 alunos, sete grupos chegaram à fase final da I Gincana Intermédica da ABM, que foi realizada presencialmente no domingo (08.11), no Instituto de Ensino e Simulação em Saúde (INESS), em Nazaré. Idealizado pela Associação Bahiana de Medicina, em parceria com instituições de ensino superior, a competição começou no dia 14 de setembro com as provas realizadas em ambiente virtual.

Os grandes vencedores da competição, que integram o grupo Cecil, poderão escolher um curso de treinamento médico com os mais modernos manequins disponíveis no INESS. A diretora da ABM e idealizadora da iniciativa, Dra. Clarissa Mathias, comemorou os resultados do último dia de competição. “Nós utilizamos as questões do teste do progresso, seguida por uma simulação do INESS, e o nível de aprendizado foi excelente. Os estudantes receberam muito bem a atividade”, avaliou, garantindo que a atividade complementar veio para fazer parte definitivamente do calendário acadêmico.

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Membro do grupo Cecil, que venceu a competição, a estudante Bruna Souza falou da experiência e ressaltou a qualidade dos equipamentos usados durante a prova final no INESS. “Eu achei interessante as diversas faculdades terem essa discussão bem diferenciada. Gostei bastante das estruturas e dos bonecos do INESS. O boneco fala e faz tudo [risos] e eu achei bem interessante. Foi uma experiência que agregou bastante conhecimento”, comemorou Bruna.

Quem também comemorou o encerramento no INESS foi o presidente da ABM, Dr. Robson Moura. Avaliando como exitosa a competição, ele afirmou que o evento contribuiu bastante para a aprendizagem dos alunos de Medicina e reforçou a importância da prova presencial, que ocorreu durante o encerramento no INESS. “Eles puderam praticar a teoria que aprendem em sala de aula. E nós também nos comunicamos mais com os estudantes de Medicina e mostramos a eles a sua casa, que é a ABM. Estamos de portas abertas para recebê-los e colaborar no atendimento às suas demandas”, assegurou.

Dr. Wilson Bruno, representante do Portal Meduniverse, que realizou as avaliações no âmbito digital, avaliou positivamente a primeira edição da Gincana da ABM, destacando a participação dos estudantes no evento. “O que surpreendeu foi o sucesso da Gincana. O volume de acessos que tivemos no Portal chegou a 62 mil visualizações nos dois meses. Ficamos muito felizes com a parte virtual gincana, com a participação dos estudantes. A gente parabeniza também a Dr. Izio por essa fase do simulado no INESS que fez com que os estudantes fizessem todas as simulações em manequins modernos”, disse. Ele falou ainda da importância dessa participação estudantil e confirmou uma segunda edição da Gincana de Medicina.

Já o coordenador do INESS, Dr. Izio Kowes, elogiou o comprometimento dos estudantes de medicina na competição. Para Dr. Izio, o sucesso da Gincana se deu também por conta do sucesso dos alunos nas provas: “Para nós do INESS, foi uma manhã histórica. Nós desenvolvemos essa finalização dessa gincana entre oito faculdades de medicina aqui da Bahia. Eu acho que foi um coroamento do trabalho em equipe e dos alunos que se envolveram e se comprometeram com todo o processo, desde o início da Gincana até esse encerramento”.

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Durante a prova final, os grupos participaram de duas provas: a primeira etapa com perguntas e respostas e a segunda com a simulação de atendimento em um cenário prático. O professor Adelmo Machado também comentou a importância do último dia da Gincana ser presencial e no próprio INESS. “Foi muito importante porque, além de estimular os alunos, os casos foram bastante aprofundados e com conteúdo muito importante e isso consequentemente é um estimulo à educação médica”, avaliou o docente.

Também durante a Gincana, foi criado o Conselho do Estudante, para que os participantes possam criticar e dar sugestões com o intuito de prover melhorias ao evento nas edições seguintes. A I Gincana Intermédica 2015 foi realizada pela ABM em parceria com o Portal Meduniverse e as Faculdades de Medicina da UFBA, EBMSP, UNIFACS, UNEB, FTC e UNIME.

Novembro Azul polêmico: desserviço da desinformação

Por  Aguinel José Bastian Júnior

Só quem efetivamente trata de pacientes com câncer de próstata conhece de perto as nuances do sofrimento causado pelas metástases ósseas dos tumores que não foram vistos a tempo. Falar apenas em mortalidade como referencial de desfecho de uma neoplasia arrastada e sofrida como o câncer de próstata pode bem servir a alguns propósitos econômicos no custeio da saúde pública, mas não retrata a vida real de quem padece desse mal.

Segundo o paradigma de Halsted, consagrado nome da cirurgia mundial, o câncer aparece no órgão de origem, se desenvolve localmente por um certo tempo para então disseminar para os gânglios linfáticos e para outros órgãos do paciente. É justamente esse hiato de tempo, entre o surgimento e a disseminação, que confere eficácia aos programas de rastreamento populacional das doenças malignas. O câncer de próstata, por ser um tumor de crescimento relativamente lento quando comparado a outras neoplasias, permite uma janela generosa de tempo para o seu diagnóstico enquanto ainda localizado e COMPLETAMENTE ASSINTOMÁTICO.

Em recente e criteriosa análise sobre os benefícios dos programas de rastreamento das neoplasias de próstata e de mama, ressaltando que são doenças de biologia e história natural distintas, o New England Journal of Medicine, um dos principais periódicos médicos do mundo, nos oferece um gráfico sobre o que aconteceu nos Estados Unidos após o advento do PSA, que fala por si.

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Em pleno Novembro Azul, campanha de ESCLARECIMENTO à população sobre os dados estatísticos, formas de diagnóstico e de tratamento do câncer mais comum no sexo masculino, não faltam opiniões desavisadas desestimulando a busca dos pacientes pelo diagnóstico precoce. Assistimos na mídia colegas médicos que não tratam câncer de próstata contradizendo as recomendações da Sociedade Brasileira de Urologia, com a mensagem lenitiva de que bastam os hábitos saudáveis, atividade física e não fumar. De uma distância “confortável” dos doentes, desencorajam os homens a fazer PSA e toque retal, exames mundialmente indicados por todas as comunidades médicas efetivamente envolvidas com o câncer de próstata.

As estatísticas brasileiras na área da saúde ainda são incompletas, e por isso precisamos, muitas vezes, recorrer a dados da América do Norte e da Europa, onde o registro nosológico é feito de forma mais consistente. Essa polêmica, que agora assistimos no Brasil, nasceu nos Estados Unidos em 2012 depois que um grupo de estatísticos e burocratas de uma instituição chamada U.S. Preventive Services Task Force (USPSTF) desaconselhou a comunidade médica norte-americana a rastrear o câncer de próstata, apontando os eventuais casos de câncer pouco agressivo, os relativos riscos do diagnóstico e tratamento e seus custos para os cofres públicos. Focado apenas nas taxas de mortalidade, não abordou a relevância clínica e social da doença metastática e os dois principais grupos de risco para o câncer de próstata:

  1. a) Homens com história familiar da doença
  2. b) afrodescendentes.

Nos Estados Unidos a mortalidade por câncer de próstata diminuiu 47% de 1992 a 2011, graças aos esforços de diagnóstico precoce às custas de PSA e toque retal. Desde 2012, após as “recomendações” da USPSTF os casos de alto risco por diagnóstico tardio vêm aumentando, assim como diminuiu de forma alarmante a pesquisa da doença entre os afrodescendentes. Uma clara contramão no benefício trazido pelo PSA e por tudo o que a medicina moderna conhece a respeito do câncer de próstata. Além disso, a realização de PSA por lá caiu justamente nos homens com idade entre 50 e 70 anos, o grupo etário mais suscetível à doença.

Modelos estatísticos estimam que se levada à risca a recomendação da USPSTF, em 2025 os Estados Unidos terão o dobro de pacientes com doença metastática e um incremento de 13 a 20% no número de mortes evitáveis por câncer de próstata. Com base nessas análises a comunidade científica norte-americana começa agora a questionar as diretrizes de 2012 do USPSTF e cresce a preocupação com o resultado desses 3 anos de equívoco.  Como as coisas costumam “reverberar” aqui no Brasil com algum atraso, repete-se o equívoco norte-americano sem buscar saber que resultado isso trouxe por lá.

Um fato é certo: é cômodo recitar produtos estatísticos e aconselhar as “massas” a relaxar, com um discurso numérico e sem responsabilidade individual. As planilhas de dados são frias e nelas não há pessoas, somente números. Os urologistas e os oncologistas, por sua vez, tratam de pessoas reais com câncer de próstata. Elas têm nome, história, anseios, família e vontade de viver. E gritam de dor quando o câncer de próstata lhes chega aos ossos.

Cabe ressaltar que a Campanha Novembro Azul não obriga ninguém a fazer PSA ou toque retal. É tão somente uma campanha de esclarecimento, que visa INFORMAR e estimular os homens ao auto-cuidado, hábito a que são menos afeitos do que as mulheres.  Se como resultado conseguirmos consolidar o conceito de que os homens com maior risco devem procurar um médico e discutir com ele, de forma personalizada, sua necessidade de realizar o PSA e o toque retal já teremos nas mãos uma grande conquista.

Para os céticos em relação ao benefício do diagnóstico precoce do câncer de próstata, dois ou três dias de convívio direto com um paciente metastático é uma vivência recomendável e de grande valor humano. Além disso, pode trazer mudanças de entendimento para muitos.

Dr. Aguinel José Bastian Júnior é médico e urologista, membro titular da Sociedade Brasileira de Urologia e vice-presidente da AMB/Regional Sul.

DECLARAÇÕES E POLÍTICAS DA WMA APROVADAS PELO CONSELHO E ASSEMBLÉIA GERAL, EM OUTUBRO, NA RÚSSIA

O Conselho e Assembleia Geral da WMA (World Medical Association) aprovou declarações, diretrizes e resoluções sobre 16 assuntos de grande impacto para a saúde. Realizado entre os dias 21 e 24 de outubro de 2015, em Moscou. A AMB (Associação Médica Brasileira) foi representada pelos Drs. Florentino Cardoso, Lincoln Ferreira, José Luiz Bonamigo, Miguel Jorge, Diogo Sampaio, Emílio Zilli e Nívio Moreira.

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  1. Declaração sobre Álcool: considerando os problemas relacionados ao consumo excessivo de bebidas alcoólicas, a WMA propõe que medidas envolvam as seguintes prioridades: 1. regular custo, acessibilidade e disponibilidade. 2. reduzir o uso prejudicial do álcool. 3. limitar o papel da indústria do álcool no desenvolvimento de políticas sobre o álcool.(http://www.wma.net/en/30publications/10policies/a33/index.html)
  1. Declaração sobre Aspectos Éticos relacionados a Pacientes com Doença Mental: tendo em conta o estigma e discriminação direcionados a pacientes com doença mental, a WMA recomenda às Associações Médicas Nacionais (AMNs) que: 1. propugnem pelo respeito total – em todos os momentos – à dignidade e direitos humanos de pacientes com doença mental. 2. aumentem a consciência das responsabilidades dos médicos no apoio ao bem estar e direitos dos pacientes com doença mental. 3. promovam o reconhecimento da relação privilegiada entre paciente e médico baseada na confiança, profissionalismo e confidencialidade. 4. advoguem por recursos apropriados para satisfazer as necessidades de pessoas com doença mental.(http://www.wma.net/en/30publications/10policies/e11/index.html)
  1. Declaração sobre Saúde Móvel (mHealth): uma forma de saúde eletrônica descrita como práticas de saúde pública e médica apoiada no uso de dispositivos móveis tais como celulares, aparelhos de monitoramento de pacientes e assistentes digitais pessoais (PDAs) entre outros dispositivos que se utilizam de SMSs, APPs e GPSs, levam a WMA: 1. reconhecer o potencial da mHealth em suplementar métodos tradicionais de gerenciar a saúde e fornecer cuidados. 2. recomendar que se use com discernimento os métodos de saúde móvel e cientes de seus potenciais riscos e implicações. 3. demandar regulação apropriada para o uso de tecnologias de mHealth que requeiram conhecimento médico especializado. 4. requerer avaliações periódicas abrangentes e independentes por autoridades competentes, com o devido conhecimento médico especializado, da funcionalidade, limitações, integridade de dados, segurança e privacidade de tecnologias de mHealth.(http://www.wma.net/en/30publications/10policies/m38/index.html)
  1. Declaração sobre Não-Discriminação na Filiação Profissional e Atividades de Médicos: a WMA propugna por igualdade de oportunidades em atividades associativas, educação e treinamento, emprego e todos os outros empreendimentos médico-profissionais independentemente de quaisquer fatores de discriminação.(http://www.wma.net/en/30publications/10policies/f10/index.html)
  1. Declaração sobre Armas Nucleares: a WMA propõe o banimento e eliminação de armas nucleares.(http://www.wma.net/en/30publications/10policies/n7/index.html)
  1. Declaração sobre o Bem Estar dos Médicos: o bem estar dos médicos refere-se à otimização de todos os fatores que afetam a saúde biológica, psicológica e social, além da prevenção e tratamento de doenças agudas e crônicas de médicos, incluindo doenças mentais, incapacidades e prejuízos resultantes de riscos no trabalho, estresse ocupacional e exaustão (burnout). Barreiras ao bem estar médico envolvem fatores relacionados ao papel e expectativa profissionais, o ambiente de trabalho e doenças (inclusive abuso de substâncias). A WMA recomenda, entre outras medidas, que as AMNs forneçam educação sobre o tema em conjunto com escolas médicas e empresas de saúde, que existam programas de prevenção e tratamento disponíveis para os médicos em necessidade com garantia de confidencialidade e apoio abrangente, e que os médicos contem com boas condições de trabalho (com carga horária razoável e segura, descanso entre plantões e semanal, além de férias periódicas, ausência de assédio moral e de violência no ambiente de trabalho).(http://www.wma.net/en/30publications/10policies/p9/index.html)
  1. Declaração de Apoio à Saúde de Crianças de Rua: ainda que reconhecendo ser inaceitável ter crianças vivendo nas ruas, a WMA entende ser o contato com médicos o primeiro passo em direção a um processo de ressocialização de crianças de rua a ser complementado por uma abordagem multiprofissional e multidimensional. A WMA recomenda uma série de medidas para se lidar com as questões que envolvem crianças de rua, dentre as quais se destacam a defesa dos direitos das crianças; a prevenção de abuso ou exploração de crianças de rua; a proteção das crianças de rua serem expostas a drogas, fumo, álcool e infecção pelo HIV; a garantia do acesso à alimentação, moradia, cuidados de saúde e educação, além de outras formas de proteção social, e o pleno reconhecimento de seu status como menores de idade.(http://www.wma.net/en/30publications/10policies/s14/index.html)
  1. Declaração sobre Agentes de Controle de Distúrbios (de Rua): ainda que a Convenção da Organização para a Proibição de Armas Químicas permita o uso de agentes químicos específicos na aplicação da lei domesticamente, inclusive no controle de situações de distúrbios de rua, a WMA recomenda que os governos abstenham-se de usá-los ou o façam de forma a minimizar ao máximo os riscos de danos graves aos indivíduos, proíbam seu uso com populações vulneráveis ou em espaços fechados, penalizando aqueles que os utilizem inapropriadamente, bem como garantam e protejam o acesso de pessoal de saúde no atendimento de pessoas feridas.(http://www.wma.net/en/30publications/10policies/r7/index.html)
  1. Declaração sobre Pessoas Transgênero: considerando transgênero como referente a uma pessoa com incongruência entre o sexo a elas atribuído ao nascimento e a percepção da mesma de sua identidade sexual, a WMA propõe diretrizes para a relação de médicos com pessoas transgênero que incluem o reconhecimento de que esta situação por si só não constitui uma doença mental mas pode levar ao desconforto ou estresse emocional significativo, que a instituição de qualquer intervenção requer o consentimento livre da pessoa, que a elas seja garantido acesso a cuidados de saúde e que sejam tratadas sem qualquer discriminação, entre outras recomendações.(http://www.wma.net/en/30publications/10policies/t13/index.html)
  1. Declaração sobre a Insuficiência de Vitamina D: dada estimativa de que cerca de um terço da população mundial apresenta insuficiência/deficiência de vitamina D e sua associação com diversos tipos de agravos à saúde, a WMA recomenda às AMNs que: 1. apoiem pesquisa continuada sobre vitamina D e seus metabólitos. 2. eduquem os médicos sobre a vitamina D e seu impacto na saúde. 3. encorajem os médicos a avaliar a concentração de vitamina D de pacientes em risco de apresentarem deficiência de vitamina D. 4. monitorem as recomendações dietéticas para vitamina D.(http://www.wma.net/en/30publications/10policies/v6/index.html)
  1. Diretrizes sobre Apresentações Promocionais em Meio de Comunicação de Massa por Médicos: no sentido de que, ao se apresentarem em meios de comunicação de massa, os médicos o façam sem infringir a ética profissional e contribuindo para a segurança dos pacientes, a WMA recomenda que os médicos forneçam informações cientificamente comprovadas de forma precisa e objetiva, que não se utilizem de forma abusiva de meios de comunicação de massa para fins de propaganda e que mantenham integridade profissional.(http://www.wma.net/en/30publications/10policies/m39/index.html)
  1. Resolução sobre a Inclusão de Ética Médica e Direitos Humanos no Currículo de Escolas Médicas em Todo o Mundo: a WMA encoraja que o ensino de ética médica e direitos humanos seja obrigatório em todas as escolas médicas e de forma continuada em todos os níveis de educação médica pós-graduada e de desenvolvimento profissional continuado.(http://www.wma.net/en/30publications/10policies/e8/index.html)
  1. Resolução para Interromper Ataques contra Trabalhadores e Serviços de Cuidados à Saúde na Turquia: dada a situação de ataques a pessoal e serviços de saúde por forças de segurança na Turquia, a WMA demanda que: 1. se interrompam os ataques a trabalhadores de cuidados à saúde e pacientes, serviços de saúde e ambulâncias, e se garantam sua segurança. 2. se respeite a autonomia profissional e imparcialidade dos trabalhadores de cuidados à saúde. 3. se satisfaça integralmente a lei internacional de direitos humanos bem como outros regulamentos internacionais relevantes dos quais o Estado Turco seja signatário. 4. se documente e registre todas as violações e se processe devidamente os infratores.(http://www.wma.net/en/30publications/10policies/t12/index.html)
  1. Resolução sobre o Bombardeio do Hospital dos Médicos Sem Fronteiras (MSF) em Kunduz: a WMA: 1. estende suas mais profundas condolências às famílias, colegas e amigos dos médicos, trabalhadores de cuidados à saúde e pacientes mortos no bombardeio. 2. lamenta profundamente e condena o bombardeio do hospital dos MSF, considerando-o uma violação aos direitos humanos. 3. reafirma sua posição expressa na Declaração sobre “Saúde em Perigo” e convoca todos os países a respeitar pessoal de cuidados à saúde em situações de conflito. 4. demanda uma investigação imediata sobre o ataque por um corpo independente e a determinação de responsabilidades.(http://www.wma.net/en/30publications/10policies/b7/index.html)
  1. Resolução sobre a Crise Global de Refugiados: considerando que a maioria dos países assinaram tratados internacionais que os obrigam a oferecer ajuda e assistência a refugiados e aqueles que buscam asilo, e entendendo suas preocupações sobre sua habilidade de absorver número significativo de novos imigrantes, a WMA: reconhece que o processo de se tornar um refugiado é danoso para a saúde física e mental; elogia os países que acolheram e cuidaram de refugiados, especialmente aqueles atualmente fugindo da Síria; convoca outros países a melhorar sua boa vontade em receber refugiados e aqueles em busca de asilo; urge os governos a tratar os refugiados com dignidade, fornecendo serviços essenciais a eles; estimula os governos a trabalharem em conjunto para procurar acabarem com conflitos e proteger a saúde, segurança e bem estar das populações, bem como a cooperarem em fornecer ajuda imediata a países que enfrentam os efeitos de fenômenos naturais; e convoca a mídia global a relatar sobre a crise de refugiados de maneira a respeitar a dignidade dos refugiados e das pessoa deslocadas, evitando o fanatismo e o viés racial ou de qualquer outra natureza.(http://www.wma.net/en/30publications/10policies/r6/index.html)
  1. Declaração de Oslo sobre Determinantes Sociais da Saúde: reconhecendo a importância dos determinantes sociais na saúde, a WMA pode exercer um importante papel ajudando médicos, outros profissionais da saúde e AMNs a compreenderem o que as evidências que emergem mostram e o que funciona em diferentes circunstâncias; pode ajudar a coletar dados de exemplos que estão funcionando e no engajamento de médicos e outros profissionais em experimentar novas e inovativas soluções; deve trabalhar com AMNs na educação e informação aos seus membros e pressionar os governos a dar os passos apropriados para tentar minimizar as causas profundas dos problemas prematuros da saúde.(http://www.wma.net/en/30publications/10policies/s2/index.html)

Prêmio Jovem Gastro tem inscrições até hoje (9/11)

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O Prêmio Jovem Gastro, idealizado pela Federação Brasileira de Gastroenterologia, é um estímulo à inserção na pesquisa clínica de todos aqueles que se iniciam na especialidade.

O objetivo da instituição, durante a SBAD – Semana Brasileira do Aparelho Digestivo, é incentivar a clínica gastroenterológica através do preparo e encaminhamento de casos clínicos de acordo com as normas estipuladas pela Comissão Científica.

Confira o regulamento para participar.

Resultados da PROVA para obtenção de certificação em área de atuação em Medicina Paliativa

Dia 30 de outubro, ocorreu a PROVA para obtenção de certificação em área de atuação em Medicina Paliativa, conforme previsto no edital. Segue lista de aprovados e gabarito.
EXAME DE SUFICIÊNCIA PARA OBTENÇÃO DO CERTIFICADO DE ÁREA DE ATUAÇÃO EM MEDICINA PALIATIVA – 2015 GABARITO PROVA GERAL
1. C 31. A 2. B 32. A 3. A 33. A 4. D 34. D 5. A 35. C 6. D 36. B 7. A 37. B 8. B 38. B 9. B 39. A 10. C 40. A 11. A 41. D 12. A 42. D 13. B 43. C 14. C 44. C 15. D 45. A 16. C 46. C 17. A 47. A 18. C 48. C 19. B 49. B 20. B 50. C 21. D 51. D 22. D 52. B 23. C 53. D 24. C 54. B 25. A 55. A 26. D 56. A 27. A 57. C 28. B 58. A 29. C 59. B 30. B 60. D
EXAME DE SUFICIÊNCIA PARA OBTENÇÃO DO CERTIFICADO DE ÁREA DE ATUAÇÃO EM MEDICINA PALIATIVA – 2015 GABARITO PEDIATRIA
1. C 31. A 2. A 32. B 3. C 33. C 4. C 34. C 5. D 35. C 6. D 36. B 7. B 37. A 8. A 38. C 9. D 39. C 10. C 40. D 11. A 41. B 12. A 42. D 13. B 43. A 14. A 44. D 15. D 45. D 16. A 46. A 17. B 47. C 18. D 48. C 19. A 49. C 20. C 50. A 21. D 51. A 22. C 52. C 23. A 53. B 24. A 54. A 25. C 55. D 26. B 56. B 27. C 57. A 28. B 58. A 29. D 59. D 30. B 60. C
APROVADOS NO EXAMES DE SUFICIÊNCIA PARA OBTENÇÃO DO CERTIFICADO DE ÁREA DE ATUAÇÃO EM MEDICINA PALIATIVA – 30/10/15
Adhemar Dias de Figueiredo Neto
Alexsandra Maria Siqueira Campos de Carvalho
Ana Lucia Frota Vasconcelos
Anelise Carvalho Pulschen
Carlota Vitória Blassioli Moraes
Cristiana Guimarães Paes Savoi
Danielle Soler Lopes
Fabiano Moraes Pereira
Julieta Carriconde Fripp
Laiane Moraes Dias
Lizana Arend Henrique
Luciana Louzada Farias
Manuela Vasconcelos de Castro Sales
Maria Perez Soares D’Alessandro
Mariana Bohns Michalowski
Milena dos Reis Bezerra de Souza
Neulânio Francisco de Oliveira
Rita Zambonato
Sara Krasilcic
Thais de Deus Vieira Boaventura
Tiago Pugliese Branco
Washington Aspilicueta Pinto Filho

 

ABMFR promove Encontro Nacional de Médicos Fisiatras no dia 7 de novembro, em São Paulo

Paralelo ao Encontro Internacional de Reabilitação, a Associação Brasileira de Medicina Física e Reabilitação promove também, no no dia 7 de novembro, o Encontro Nacional de Médicos Fisiatras, no Hotel Mercure, em São Paulo.

As inscrições são feitas por meio do site do evento.

Entre os palestrantes está o Prof. Dr. Leonardo Metsavaht, cientista chefe do Instituto Brasil de Tecnologias da Saúde (CSO / IBTS), ex-diretor do Departamento de Terapias Minimamente Invasivas da ABMFR e ganhador do PPCR Award 2010, dado pelo Departament of Continuing Education, da Harvard Medical School. Dr. Metsavaht vai falar sobre o uso da análise biomecânica quantitativa 3D no tratamento da dor na Síndrome Patelofemural.

O Diretor Científico da ABMFR, Eduardo de Melo Carvalho Rocha, abre os debates, às 8 horas, enfocando conceitos atuais da abordagem fisiátrica da osteoporose com o médico fisiatra e neurofisiologista Antonio Martins Tieppo e o médico homeopata Cyro Scala de Almeida.

O Encontro terá também como palestrantes o neurologista Fábio de Nazaré Oliveira, o neurocirurgião Carlos Rocha e a urologista Ana Paula Bogdan, os três médicos da Fundação Faculdade Regional de Medicina (Funfarme), de São José do Rio Preto (SP).

 

Programação do Encontro Nacional de Médicos Fisiatras