“VITÓRIA” DA FENAM É A DERROTA DOS MÉDICOS E DA SAÚDE BRASILEIRA

Infelizmente, a atuação da FENAM (Federação Nacional dos Médicos) na plenária da CNRM (Comissão Nacional de Residência Médica), realizada ontem (quarta-feira, 27/04), mostra um total descompasso entre os interesses da entidade e o dos médicos brasileiros. E, mais uma vez, nenhuma preocupação com os impactos negativos que seus pleitos irão gerar para a saúde da população brasileira.

A decisão de continuar atrasando a instrução normativa da CNRM sobre a CME (Comissão Mista de Especialidades) é um desrespeito a toda a luta da área da saúde, travada em conjunto com o congresso nacional, contra o Decreto 8.497/15 da Presidência da República, que na prática banalizava o sistema de formação de especialistas no Brasil.

É de crucial importância esclarecer que durante as tratativas das entidades médicas signatárias da presente nota, unidas na desconstrução do decreto inicial (8.497/15), a participação da FENAM inexistiu. A entidade, por total desinteresse no assunto, não participou de nenhuma das reuniões do movimento contra o decreto, que contou com o envolvimento de parlamentares, da AMB (Associação Médica Brasileira) e suas Federadas, das Sociedades de Especialidade, do CFM (Conselho Federal de Medicina), dos Conselhos Regionais de Medicina e da ANMR (Associação Nacional de Médicos Residentes).

A bem da verdade participou de uma única reunião, quando o grupo de trabalho já havia negociado a substituição do primeiro decreto por um novo, com redação clara, específica e com ganhos importantes para a garantia e segurança do atual e consagrado modelo de formação de médicos especialistas, por meio da CME, que conta com a participação da CNRM, CFM e AMB. Naquele momento, a FENAM somente preocupou-se em tentar incluir no decreto a obrigatoriedade do imposto sindical.

O Decreto 8.516/15 foi um avanço para a regulamentação do médico especialista e para a saúde do Brasil. Por que retroceder? Querem esvaziar essas conquistas e voltar ao famigerado Decreto inicial, derrubado pelas entidades médicas e sociedade civil, com apoio dos parlamentares? Lamentamos a posição da FENAM.

Também vale esclarecer que a AMB e CFM se retiraram da CNRM quando os propósitos daquela comissão foram antidemocraticamente subvertidos. Por força do governo federal, a CNRM deixou de ter um caráter técnico voltado para a formação de especialistas de qualidade e passou apenas ser usada para “homologar” decisões programáticas do governo. Caso emblemático e que desencadeou a decisão foi o do Provab. À época, inclusive, a própria FENAM, que agora critica a ausência da AMB e do CFM, também se retirou. Hoje, está de volta à comissão, embora nada tenha mudado na condução das principais decisões.

Convidamos a FENAM a atuar em prol de uma formação médica de qualidade, enaltecendo sempre a residência médica, o título de especialista e as conquistas da medicina brasileira.

28º Congresso Brasileiro de Medicina do Exercício e do Esporte

 

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Considerado o mais importante da especialidade no País, evento acontece entre os dias 13 e 15 de outubro em Florianópolis (SC) e reúne grandes nomes nacionais e internacionais.

O 28º Congresso Brasileiro de Medicina do Exercício de Esporte, evento organizado pela Sociedade Catarinense de Medicina do Esporte e do Exercício acontece entre os dias 13 e 15 de outubro no Resort Costão do Santinho, em Florianópolis (SC).

A bela capital de Santa Catarina vai receber convidados nacionais e internacionais entre os maiores especialistas da área, que devem ministrar cursos, coordenar palestras, simpósios e mesas-redondas sobre a medicina esportiva e os seus temas relacionados, como nutrição, educação física, cardiologia, entre outros.

“Vamos aproveitar esse momento mágico, em que o Brasil é o foco do mundo por conta dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos, para mostrarmos a nossa capacidade de realizar um evento científico grandioso, com nomes de ponta nacionais e internacionais”, declarou o presidente da Sociedade Brasileira de Medicina do Exercício e do Esporte (SBMEE), Dr. Daniel Kopiler. “O evento mostrará a nossa capacidade de realizar os Congressos Pan-Americano e Mundial, em 2017 e 2018”.

Entre as novidades está a grade científica, que deve contar com formas inovadoras de apresentação, o que tornará as palestras e mesas mais agradáveis de serem assistidas, mantendo o conteúdo científico e os temas relevantes.

Mais informações: http://www.medicinadoesporte2016.com.br/sbmee2016

Estão abertas as inscrições para o 19° Congresso da SOBRICE

Nosobrice_22abrils dias 14, 15 e 16 de julho de 2016 será realizado o 19º Congresso da Sociedade Brasileira de Radiologia Intervencionista e Cirurgia Endovascular (SOBRICE), na cidade de São Paulo, Centro de Convenções Rebouças.

O congresso contará com palestrantes nacionais e internacionais, salas simultâneas de Radiologia Intervencionista, Neuroradiologia Terapêutica e workshops.

Um dos destaques do evento é o SOBRICE MEETS WCIO, onde
especialistas do World Congress of Interventional Oncology (WCIO) debaterão, em conjunto com membros da SOBRICE, tópicos relacionados à Oncologia Intervencionista. Também serão debatidos temas referentes à relação entre médicos radiologistas intervencionistas e operadoras de saúde, com foco em OPMEs (Órteses, Próteses e Materiais Especiais) e normatização de procedimentos.

As inscrições para o congresso já estão abertas. Os participantes poderão enviar, até 3 de maio, resumos de trabalhos que – após aprovação da comissão julgadora – deverão ser apresentados como pôster no evento.

Instruções para inscrição, envio de trabalhos e outras informações estão no site oficial do congresso: http://sobrice2016.com.br/

 

16º Congresso Nacional ANAMT

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16º Congresso Nacional ANAMT
Data: 14/05/2016
Local: Foz do Iguaçu
A ANAMT promoverá, entre os dias 14 e 19 de maio de 2016, o Congresso Nacional ANAMT. O evento ocorrerá em Foz do Iguaçu (PR) e reunirá cursos, palestras, painéis, entre outras atividades sobre temas relacionados à especialidade. Mais detalhes da programação serão divulgados em breve.

 

Serviço:

Site: http://www.congressoanamt2016.com.br/

AMB pede ao STF suspensão de lei que libera o uso da “pílula do câncer”

A Associação Médica Brasileira (AMB) está protocolando nesta sexta-feira (15) ação direta de inconstitucionalidade (ADI) e mandado de segurança junto ao Supremo Tribunal Federal (STF) pedindo a suspensão imediata da lei 13.269/2016 que autoriza o uso da fosfoetanolamina sintética, conhecida como “pílula do câncer”, sancionada pela presidente Dilma Rousseff e publicado no DOU ontem (14/04).

A justificativa das ações é “o amplo desconhecimento acerca da eficácia e dos efeitos colaterais da substância, incompatível com o direito à saúde, previsto nos artigos 6º e 196 da Constituição Federal”, segundo Carlos Michaelis Júnior, coordenador jurídico da AMB.

Os textos solicitam a suspensão imediata dos efeitos da lei, garantindo o conhecimento científico em prol da sociedade e de forma a não gerar falsas expectativas de sucesso no tratamento do câncer, ou comprometer de maneira irresponsável pacientes com reais chances de cura por tratamentos já reconhecidos.

Segundo o presidente da AMB, Florentino Cardoso, a presidente da República ignorou completamente todas as orientações e alertas científicos da AMB, Anvisa, CFM, sociedades médicas, e o rigor científico que a questão requer.

“Não há justificativa racional para assinatura dessa lei pela presidente. Ela está expondo pacientes a um risco desconhecido e aproveitando-se do desespero de alguns para, de maneira demagógica, apresentar falsa solução à desassistência reinante no setor saúde, que só piora ao longo dos anos. Pacientes com câncer estão morrendo por falta de diagnóstico e tratamento, por completa falência do SUS”, conclui Florentino.

Diploma de medicina deverá conter a expressão “médico” e não mais “bacharel em medicina”

Para facilitar o reconhecimento dos diplomas de faculdades de Medicina no Brasil por outros países, o Congresso aprovou projeto de lei que determina o uso da palavra “médico” em vez de “bacharel em Medicina” nesses documentos. A proposta foi sancionada pela presidente Dilma Rousseff e publicada no Diário Oficial da União nesta quinta-feira (14) – LEI Nº 13.270, DE 13 DE ABRIL DE 2016.

Segundo o autor do texto, deputado Henrique Mandetta (DEM-MS), alguns egressos do curso de Medicina da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS) chegaram a ter dificuldades para fazer intercâmbios por conta do título de “bacharel” em seus diplomas.

“Diplomas de medicina sempre usaram o termo ‘médico’, porém, houve mudança recente nessa nomenclatura para ‘bacharel em Medicina’, que vem prejudicando profissionais que desejam fazer pós-graduação em outros países, por exemplo”, afirma Florentino Cardoso, presidente da AMB.

Perguntas e respostas:

  1. Quem tem o diploma com a nomenclatura “bacharel em Medicina” vai poder pedir alteração do documento na instituição de ensino?

Sim. A lei não retroage para prejudicar, somente para beneficiar as partes envolvidas. Aquelas pessoas que tiverem em seu diploma nomenclatura “bacharel em Medicina” e quiserem nova identificação, poderão solicitar a mudança em sua instituição de ensino.

  1. Todas as universidades brasileiras usavam a expressão “bacharel” em seus diplomas de Medicina?

Não. Cada universidade tinha liberdade para usar a nomenclatura que desejasse. O Conselho Nacional de Educação, ligado ao Ministério da Educação, chegou a ser acionado para tratar dessa divergência de termos, porém, o governo tem dificuldades em se posicionar sobre o assunto devido a autonomia universitária.

  1. Qual país com maior incidência de problemas relacionados à nomenclatura relatados por brasileiros?

Grande parte das queixas ocorre de médicos brasileiros que tentam fazer cursos de especialização na Europa, porém, também há casos em outros países. A insatisfação de egressos em instituições de ensino em Mato Grosso do Sul que não conseguiram se matricular em cursos no exterior pela falta do termo “Médico” no diploma foi o que deu início ao processo de criação do projeto de lei que proíbe o uso do termo “bacharel”.

http://www.planalto.gov.br/CCIVIL_03/_Ato2015-2018/2016/Lei/L13270.htm

Lei assinada por Dilma Rousseff coloca em risco vida de pacientes com câncer

A atitude imprudente da presidente da República em sancionar lei que libera uso e comercialização da fosfoetanolamina, conhecida como “pílula do câncer”, coloca em risco a saúde dos pacientes com câncer e ignora por completo métodos científicos e seguros para aprovação de medicamentos, além de desvalorizar a ANVISA, órgão do próprio governo. A substância não é reconhecida como medicamento e não há nenhum estudo sério e conclusivo sobre indicação, dose recomendada, efetividade e quais riscos para pacientes que a utilizam. “Medicamento deve ser substância que melhore a saúde dos pacientes, trazendo benefícios que superem efeitos colaterais”, afirma Florentino Cardoso, presidente da AMB (Associação Médica Brasileira). “A presidente da República ignorou complemente todas as orientações e alertas científicos da AMB, Anvisa, CFM, sociedades médicas, e o rigor científico que a questão requer. Não há justificativa racional para assinatura dessa lei pela presidente. Está expondo pacientes a risco desconhecido e aproveitando-se do desespero de alguns para, de maneira demagógica, apresentar falsa solução à desassistência reinante no setor saúde, que só piora ao longo dos anos. Pacientes com câncer estão morrendo por falta de diagnóstico e tratamento, por completa falência do SUS”, conclui Florentino. A AMB, suas federadas e sociedades de especialidade alertam que a disponibilização de substâncias através da promulgação de lei, sem sustentação em arcabouço científico, concebido nas diversas fases da pesquisa clínica, coloca em risco a saúde dos pacientes com câncer. Não obstante o enorme corte orçamentário da Saúde, à suspensão do pagamento de bolsas de estudos para pesquisadores brasileiros e aos diversos atrasos de repasses a estados e municípios, agora o governo federal autoriza uso e comercialização de substância sem o devido rigor científico. Assim, tendo como principal preocupação a segurança do paciente, a AMB, suas federadas e sociedades de especialidade orientam aos médicos que não prescrevam o uso da fosfoetanolamina até a devida comprovação científica. Saúde é nosso bem maior e o povo brasileiro merece respeito.

Associação Médica Brasileira

Associação Bahiana de Medicina

Academia Brasileira de Neurologia

Associação Brasileira de Medicina Física e Reabilitação

Associação de Medicina Intensiva Brasileira

Associação Médica Cearense

Associação Médica de Minas Gerais

Associação Médica do Maranhão

Colégio Brasileiro de Cirurgia Digestiva

Colégio Brasileiro de Cirurgiões

Federação Brasileira de Gastroenterologia

Sociedade Brasileira de Cancerologia

Sociedade Brasileira de Cirurgia Oncológica

Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia

Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica

Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia

Sociedade Brasileira de Pediatria

Sociedade Médica de Sergipe

Sociedade Brasileira de Dermatologia

Sociedade Brasileira de Patologia Clínica

Sociedade Brasileira de Angiologia e Cirurgia Vascular

Associação Brasileira de Otorrinolaringologia e Cirurgia Cérvico-Facial 

Sociedade Brasileira de Hepatologia

 

 

 

Nota falsamente atribuída à AMB sobre atestados médicos não é da entidade

Nos últimos dias vem circulando nas redes sociais uma nota falsamente atribuída à AMB (Associação Médica Brasileira). A nota alerta os médicos sobre atestados que poderiam ser fornecidos a deputados federais durante a votação do impeachment da Presidente da República.

A referida nota não é de autoria da AMB. A entidade confia plenamente na honestidade e integridade profissional dos colegas médicos brasileiros, bem como na observação do artigo 80 do Código de Ética Médica, especialmente em um momento de tamanha importância aos destinos da nação.

É vedado ao médico:

Art. 80. Expedir documento médico sem ter praticado ato profissional que o justifique, que seja tendencioso ou que não corresponda à verdade.