AMB RECEBE VISITA DE DIRETORES DA FEDERAÇÃO BRASILEIRA DE GASTROENTEROLOGIA (FBG)

Representantes da Federação Brasileira de Gastroenterologia (FBG), filiada à AMB, estiveram visitando a sede da Associação Médica Brasileira (AMB), no último dia 01/02.

Foram recebidos pelo presidente da AMB, Lincoln Lopes Ferreira (ao centro na foto), os diretores da FBG: Aureo de Almeida Delgado (à direita na foto), vice-presidente, e Decio Chinzon, secretário (à esquerda).

Foram tratados vários assuntos importantes e de interesse dos médicos, da saúde e da medicina, entre eles sobre diretrizes e educação continuada.

GRAVIDEZ NA ADOLESCÊNCIA, SÃO 400 MIL CASOS POR ANO NO BRASIL

 

Ao instituir a Semana Nacional de Prevenção da Gravidez na Adolescência, por meio da Lei nº 13.798/2019 sancionada pelo presidente Jair Bolsonaro, o Governo Federal dá foco e atenção a esse importante tema. Anualmente cerca de 18% dos brasileiros nascidos são filhos de mães adolescentes. Em números absolutos isso representa 400 mil casos por ano. No mundo, por ano, são aproximadamente 16 milhões de adolescentes de 15 a 19 anos; e 2 milhões de adolescentes menores de 15 anos. Globalmente o risco de morte materna se duplica entre mães com menos de 15 anos em países de baixa e média renda.

Os dados são do relatório publicado em 2018 pela Organização Pan-Americana da Saúde/Organização Mundial da Saúde (OPAS/OMS), Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) e Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA). Segundo o relatório, muitas meninas e adolescentes precisam abandonar a escola devido à gravidez, o que tem um impacto de longo prazo nas oportunidades de completar sua educação e se incorporar no mercado de trabalho. Como resultado as mães adolescentes estão expostas a situações de maior vulnerabilidade e a reproduzir padrões de pobreza e exclusão social, segundo diz o relatório.

“Trata-se de um tema que merece ser tratado com muita atenção e seriedade. Existem diversos fatores de risco a serem analisados na gravidez das adolescentes. São questões sociais, econômicas, familiares, culturais e de educação que precisam ser resolvidos, além da saúde tanto na prevenção quanto na gestação, parto e pós-parto. A AMB, junto com suas federadas e sociedades de especialidade, apoia todas as iniciativas que possam contribuir com o objetivo de disseminar informações sobre medidas preventivas e educativas que possam contribuir efetivamente para reduzir a incidência da gravidez na adolescência”, declarou o presidente da AMB, Lincoln Lopes Ferreira.

O presidente da AMB lembra também que a entidade está apoiando e parabenizando as entidades médicas e sociedades de especialidade que estão participando da Semana Nacional de Prevenção da Gravidez na Adolescência, promovendo ações, fóruns e eventos. De acordo com a Lei nº 13.798/2019 que instituiu a Semana, ela deve ser realizada anualmente na semana que incluir o dia 1º de fevereiro.

Para a Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (FEBRASGO) a Semana Nacional de Prevenção da Gravidez na Adolescência é muito importante para chamar a atenção sobre gravidez não planejada e para oferecer informação de qualidade às adolescentes e para as mulheres de uma forma geral. De acordo com o Vice-Presidente da Região Sudeste, Agnaldo Lopes da Silva Filho, 56% das gravidezes no Brasil não são planejadas. Esse número é maior entre os jovens que usam de forma inadequada os métodos contraceptivos e tem uma taxa de fecundidade maior.

“Apesar da ampla variedade de métodos contraceptivos disponíveis, a taxa de gravidez não planejada é extremamente alta em todo o mundo. Mais de 50%. Isso tem repercussões tanto do ponto de vista da gravidez, pois tem uma taxa maior de mulheres que fazem o pré-natal de forma inadequada, não interrompendo o tabagismo por exemplo; está associada também a baixo peso ao nascer, a prematuridade, e repercussões de toda a vida em relação daquela gravidez não planejada naquela criança. Além disso, 50% daquelas gravidezes não planejadas terminam em aborto. E isso aumenta muito a mortalidade materna. Uma consulta ginecológica é uma oportunidade única para mudar essa realidade. A mulher tem que ter o direito de saber se vai ter ou não, e quando vai ter esse filho”, explica Agnaldo Lopes da Silva Filho – Vice-presidente da Região Sudeste da FEBRASGO.

A presidente da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP), Dra. Luciana Rodrigues Silva, destaca que ao projetar este tema em âmbito nacional, o Governo Brasileiro demonstra sensibilidade e compromisso com a vida de milhões de adolescentes e jovens. “A inclusão deste público nas políticas de saúde, especialmente naquelas voltadas para a saúde sexual e saúde reprodutiva, requer uma profunda reflexão, sobre a qual os pediatras têm se dedicado ao longo dos anos. Nós, pediatras brasileiros, seguiremos atentos na busca por melhores condições de vida para crianças e adolescentes, alinhados a iniciativas que fortaleçam as conquistas previstas no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA)”, disse, Luciana Rodrigues Silva.

 

A gravidez na adolescência pode transformar um momento vital em crise e também oferecer riscos às adolescentes, aos recém-nascidos, às famílias e também para a sociedade. O alerta é do Departamento Científico de Adolescência da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP), que nesta semana divulgou o Guia Prático de Atualização sobre a Prevenção da Gravidez na Adolescência.

Acesse o Guia: http://www.sbp.com.br/fileadmin/user_upload/Adolescencia_-_21621c-GPA_-_Prevencao_Gravidez_Adolescencia.pdf

NOTA CONJUNTA DA AMB E CFM SOBRE A RESOLUÇÃO Nº 198/2019 DO CONSELHO FEDERAL DE ODONTOLOGIA

 

 

Em 29 de janeiro de 2019 foi editada a Resolução nº 198/2019 pelo Conselho Federal de Odontologia, que reconhece a harmonização orofacial como especialidade odontológica.

Os termos de tal Resolução supostamente permitem aos dentistas a utilização de toxina botulínica e preenchedores faciais na região orofacial e em estruturas anexas, bem como a realização de procedimentos com vistas a “harmonizar os terços superior, médio e inferior da face”.

Trata-se de mais uma tentativa de ampliar irregularmente o escopo de atuação de dentistas, invadindo a esfera de atuação exclusiva dos médicos, segundo disposições expressas da Lei do Ato Médico (nº 12.842/2013).

A Associação Médica Brasileira (AMB), em apoio ao Conselho Federal de Medicina (CFM), tem participado de importantes vitórias na defesa do ato médico e contra iniciativas de outras categorias de profissionais da saúde que, por meio de normas infralegais, dão exemplo de desrespeito à referida Lei.

Não raro, tais categorias de profissionais da saúde tentam extrapolar suas atribuições e praticar atos invasivos — que são exclusivos aos médicos, uma vez que demandam perícia profissional e possuem potencial de complicações clínicas —, na tentativa de se beneficiarem da demanda da sociedade por procedimentos estéticos.

A pretensão de profissionais da saúde não médicos de executar procedimentos invasivos tem o potencial de causar sérios danos à população.

Neste sentido, a AMB e o CFM repudiam a Resolução nº 198/2019 do Conselho Federal de Odontologia e informam que tomarão todas as medidas jurídicas que estejam ao alcance, a fim de garantir que atos médicos sejam praticados apenas por médicos, e que o atendimento à população transcorra de forma integrada entre as categorias profissionais, dentro de suas respectivas esferas de atuação, em benefício da saúde da população.

 

Associação Médica Brasileira                         Conselho Federal de Medicina

 

Também subscrevem essa nota:

Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica 

 Sociedade Brasileira de Dermatologia

 

Acesse a nota: NOTA CONJUNTA DA AMB E CFM SOBRE A RESOLUÇÃO Nº 198/2019 DO CONSELHO FEDERAL DE ODONTOLOGIA