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CLASSIFICAÇÃO FOGOS: IMPORTANTE CONHECER

No mês de junho, os acidentes com fogos de artifício aumentam consideravelmente, geralmente porque são manuseados de forma equivocada ou irresponsável.

Os acidentes mais comuns com os fogos são queimaduras e mutilações, havendo ainda riscos para audição e riscos de cegueira. Ainda há riscos para casas e florestas atingidas, com princípio de incêndio. Em caso de emergência, deve-se manter a calma e acionar imediatamente os bombeiros.

A produção, armazenamento e a comercialização de fogos exigem registro e fiscalização do Exército Brasileiro.

Fique atento a classificação dos fogos de artifício.

Apesar de poderem ser manuseados por crianças e adolescentes, o uso dos fogos dos tipos A e B precisa ser monitorado por adultos. A venda desses artefatos a menores de 18 anos, fora da classificação de risco A, é expressamente proibida segundo o Estatuto da Criança e do Adolescente (Lei 8.069/90).

Também é essencial seguir as instruções dos fabricantes.

Ao comprar fogos de artifício, observe se os estabelecimentos comerciais que vendem esse tipo de mercadoria possuem licença de funcionamento da prefeitura.

Evite acidentes com fogos de artifício!

Faça o uso seguro e mantenham as crianças longe de fogos de artifício.

Essa é uma campanha conjunta do Conselho Federal de Medicina – CFM, da Sociedade Brasileira de Cirurgia da Mão – SBCM e da Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia – SBOT, com o apoio do Ministério da Saúde.

VITÓRIA SEDIA REUNIÃO DO CONSELHO DELIBERATIVO DA AMB

Nesta sexta-feira (15) a Associação Médica Brasileira (AMB) realiza Reunião do Conselho Deliberativo com suas Federadas e Sociedades de Especialidade em Vitória, discutindo importantes temas como o Exame Nacional Obrigatório de Proficiência em Medicina para os recém-formados, a moratória de novos cursos de medicina e o Revalida.

No encontro, José Bonamigo, segundo tesoureiro da AMB, apresentará um relatório de vistoria das cidades candidatadas a receberem novas faculdade de medicina.

A Reunião do Conselho Deliberativo da AMB é um espaço para a discussão dos principais assuntos na medicina atual. Pautas como o ENEM (Encontro Nacional das Entidades Médicas); o resultado da reunião realizadas na AMB com os médicos candidatos ao parlamento; Lei do Retorno em 60 dias/Lei Agressão ao Médico; controle de receituários versus autonomia do ato médico e WMA/Confemel (World Medical Association/ Confederação Médica Latino-Ibero-Americana e do Caribe) também estarão em debate.

COPA DO MUNDO SEM ACIDENTES COM FOGOS DE ARTIFÍCIO

Esporte não combina com fogos.

Estamos chegando a mais uma Copa do Mundo, momenta de festa e grandes comemorações, especialmente para os brasileiros.

A Copa do Mundo, bem como grandes eventos esportivos, costumam elevar o número de acidentes com fogos de artifício.

A prevenção é sempre a melhor opção. A recomendação é não fazer uso.

Crianças não devem jamais brincar com este tipo de artifício e, os adultos, se puderem evitar o uso é mais seguro. O recomendado é que somente pessoas treinadas utilizem os fogos de artificio.

As áreas de manuseio de fogos de artifício devem ser isoladas e é muito arriscado o uso em varandas de apartamentos e locais pequenos.

A combinação de bebidas e fogos é sempre perigosa e deve ser banida.

Os ferimentos mais comuns são no rosto e nas mãos, podendo causar queimaduras e mutilações, havendo ainda riscos para audição, riscos de cegueira e até a morte.

Atenção redobrada com as crianças, que nessa época costumam manusear fogos de artifício que não estouraram, mas podem machucar. Não há fogos seguros para crianças, nem mesmo os da classificação A.

Evite acidentes com fogos de artifício!

Faça o uso seguro e mantenham as crianças longe de fogos de artifício.

Essa é uma campanha conjunta do Conselho Federal de Medicina – CFM, da Sociedade Brasileira de Cirurgia da Mão – SBCM e da Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia – SBOT, com o apoio do Ministério da Saúde e Associação Médica Brasileira.

SBACV INVESTE EM COMUNICAÇÃO E AÇÕES SOCIAIS

Sociedade realiza mudanças na identidade visual, cria novos canais e desenvolve ações para tornar a especialidade mais conhecida

No início da gestão, a SBACV apresentou o documento denominado Referencial Estratégico. Com base nesse material, efetuou mudanças na estrutura da comunicação. A revista impressa trimestral foi reestruturada e intitulada “SBACV em pauta”, com foco na Defesa Profissional. A assessoria de Imprensa foi direcionada à atuação específica de captação de mídia espontânea na imprensa e as redes sociais passaram a publicar posts com orientações de profissionais Vasculares de diferente partes do país.

“Estamos melhorando a interação entre o colega que está lá na ponta, atuando em seu consultório, e a nossa Sociedade, trazendo assuntos relevantes e também fornecendo ferramentas para a educação de seus pacientes sobre a relevância da nossa especialidade. Nossa principal missão é fazer com que o associado tome conhecimento de todo o trabalho que a Sociedade realiza. Para isso, estamos atuando com grande articulação com as demais diretorias e com a presidência”, afirma o Diretor de Publicações, Dr. Júlio Peclat.

A SBACV também conta com o SBACV on-line, newsletter com resumo e link das principais notícias da área; Jornal Vascular, tradicional publicação de artigos científicos; Canal de vídeos no YouTube; Facebook , Instagram, Twitter e o site.

Na área social, a entidade tem atuado cada vez mais em ações de esclarecimento à população. Nesses primeiros seis meses da gestão, participou das três edições do Bem Estar Global, ação do programa Bem Estar da TV Globo, em Salvador, Porto Velho e Goiânia. Em maio, lançou o Projeto Circulando Saúde, que já está levando atendimento e esclarecimentos sobre doenças vasculares e a importância do diagnóstico precoce à população. Todos, com envolvimento direto das Regionais.

A primeira ação social do projeto foi realizada no Hospital Universitário da UFMA – Unidade Presidente Dutra, em São Luís (MA). Pacientes que apresentavam fatores de risco e alguma alteração vascular na triagem foram submetidos a exame de Ecodoppler. Ao todo, a SBACV vai percorrer vinte 20 cidades brasileiras com o projeto, que tem apoio da FQM.

“O Circulando Saúde é uma ação social importante que, além do atendimento médico a quem mais precisa, também tem cunho educativo. Durante a avaliação do paciente, nossos associados entregam material informativo, com orientações sobre cuidados, alertas sobre a importância do diagnóstico precoce das principais doenças vasculares e riscos de tratamentos realizados por profissionais não médicos. Sem dúvida, colabora para disseminar o conhecimento a respeito da nossa especialidade”, ressalta o presidente da SBACV, Dr. Roberto Sacilotto

COM A MENSAGEM “ALBINISMO ALÉM DO QUE SE VÊ”, SOCIEDADE BRASILEIRA DE DERMATOLOGIA PROMOVE CAMPANHA DE CONSCIENTIZAÇÃO SOBRE A DOENÇA

 
Apenas uma, em cada 20 mil pessoas no mundo, apresenta alguma forma de albinismo, o que torna essa característica algo raro. Atenta a essa situação, a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) promove, desde 2015, uma campanha de esclarecimento e conscientização da população brasileira sobre essa doença e alerta aos próprios albinos sobre os riscos que eles correm se não tiverem os cuidados adequados com a pele.
 
albinismo é a incapacidade/deficiência de um indivíduo em produzir melanina, que é um filtro solar natural e que dá cor à pele, pelos, cabelos e olhos. Como uma das principais funções da cor da pele é criar uma barreira contra as radiações solares, o albino não consegue se defender da exposição ao sol e a consequência imediata é a queimadura solar, principalmente na infância, quando o controle é mais difícil. Sem a prevenção, os portadores envelhecem precocemente e podem desenvolver doenças graves, como cânceres da pele agressivos e precoces. 
 
No dia 13 de junho é comemorado o Dia Mundial da Conscientização do Albinismo. A data foi decretada pela Organização das Nações Unidas (ONU) devido a uma série de casos de agressão, bullying, discriminação, e às necessidades especiais dessas pessoas. A proposta de ter um dia para doença é esclarecer a população sobre a doença, e os próprios albinos a tomarem os cuidados exigidos pela sua condição de saúde. A SBD, entre outras entidades, aproveita a data para propagar informações, no Brasil, através de campanha, sobre essa doença rara.
 
Conheça os sintomas, tratamentos, diagnósticos e cuidados do albinismo:
 
Sintomas
NA PELE: Esse é o principal diagnóstico para identificação do albinismo. Apesar disso, pode variar em diferentes tons, do branco ao marrom. Para algumas pessoas com albinismo, a pigmentação da pele não muda nunca. Para outras, no entanto, ela pode aumentar com o passar do tempo, principalmente durante a infância e à adolescência.
 
NO CABELO: A cor varia de tons muito brancos até o castanho – dependendo muito da quantidade de melanina produzida. Pessoas com albinismo e que tenham ascendência africana ou asiática podem apresentar cabelo louro, ruivo ou castanho. A cor do cabelo também pode escurecer com o passar dos anos, conforme aumenta a produção de melanina.
 
NOS OLHOS: A cor dos olhos de uma pessoa com albinismo pode variar do azul muito claro ao castanho e, assim como a cor da pele e do cabelo, também pode mudar conforme a idade. O albinismotambém costuma levar ao surgimento de sinais e sintomas diretamente relacionados à visão, como o movimento rápido e involuntário dos olhos, estrabismo, miopia, hipermetropia, fotofobia e outros.
 
Diagnóstico
Para análise completa é necessário exame físico, oftalmológico minucioso e comparação da pigmentação da pele e do cabelo com a de membros da mesma família. Em geral, é possível determinar um caso de albinismo apenas por meio da observação clínica, uma vez que a maioria dos casos da doença leva ao desenvolvimento de sintomas bastante característicos.
 
Tratamento
Para tratar do albinismo é necessário atendimento oftalmológico e dermatológico adequados. É imprescindível acompanhar os sinais na pele buscando detectar possíveis anormalidades e indícios do surgimento de lesões que possam levar ao câncer da pele – uma das principais complicações do albinismo.
 
Cuidados
Pacientes devem tomar uma série de medidas de autocuidado para evitar complicações decorrentes de albinismo. O uso de filtros solar é essencial para pessoas com albinismo. Além disso, é importante que os pacientes evitem ao máximo a exposição solar de alto risco, sem tomar os cuidados necessários. Se possível, o uso de roupas compridas, que cubram regiões normalmente expostas ao sol, também deve ser priorizado, além de óculos-escuros que contenham proteção contra os raios UVA e UVB.
 
É válido lembrar que o médico responsável por cuidar da pele de um paciente com albinismo é o dermatologista, profissional qualificado e capacitado para realizar o diagnóstico e tratamento dessa doença. Procure um médico associado à Sociedade Brasileira de Dermatologia: www.sbd.org.br.

AMA TEM NOVA PRESIDENTE

A oncologista Barbara L. McAneny assumiu nesta terça-feira, 12 de junho, a presidência da American Medical Association, durante a Reunião Anual da entidade, realizada em Chicago.

No seu primeiro discurso, a presidente recém empossada, falou sobre os desafios a AMA precisa vencer para cumprir seu papel. Também valorizou a importância do médico no sistema de saúde, não só por conta da questão técnica: “Somos a bússola moral da medicina e nossa força está em nossa experiência coletiva, nossas percepções e nossos valores”.

Criada em 1847, a AMA atua intensamente não só na área científica, como também na defesa dos interesses da classe no congresso americano.

Convidado pela própria presidente eleita, de quem foi colega de curso, Lincoln Ferreira, representou a AMB na solenidade,

juntamente com o diretor Miguel Roberto Jorge.

“As realidades brasileira e americana em termos econômicos são bastante dispares, mas os desafios das entidades para conseguir garantir dignidade de atuação ao médico e qualidade no atendimento à população são muito semelhantes”, avaliou Lincoln.

26° CONGRESSO MUNDIAL DE MEDICINA DO TRÁFEGO SERÁ SEDIADO EM CURITIBA

O evento pontua para o Certificado de Atualização Profissional da Comissão Nacional de Acreditação da AMB e associado adimplente da AMB conta com 50% de desconto.

O 26° Congresso Mundial de Medicina do Tráfego da Associação Internacional de Medicina de Tráfego (International Traffic Medicine Association – ITMA) será realizado de 30 de outubro a 1 de novembro de 2018, na PUC-PR (Pontifícia Universidade Católica do Paraná), em Curitiba, discutindo os mais diversos assuntos que envolvem a Medicina do Tráfego no Brasil e no mundo, com tradução simultânea do Inglês, Espanhol e Português.

O brasileiro Dr. Jack Szymanski, presidente da Associação Internacional de Medicina de Tráfego, também preside a comissão organizadora do evento e salienta: “Será um momento ímpar que possibilitará discussões multidisciplinares sobre prevenção de acidentes, tecnologia direcionada à segurança no trânsito e estratégias para mudanças culturais e sociais que diminuam o risco de mortes e lesões no trânsito, atenuando o alto custo dessas ocorrências aos cofres públicos e a sociedade em geral”.

O evento pontua para o Certificado de Atualização Profissional da Comissão Nacional de Acreditação da AMB para as especialidades MEDICINA DE TRÁFEGO , ORTOPEDIA E TRAUMATOLOGIA, CARDIOLOGIA, NEUROLOGIA, OFTALMOLOGIA, e para a área de atuação CIRURGIA DO TRAUMA e os associados adimplente da AMB contam com 50% de desconto.

Segundo Jack Szymanski, a violência do trânsito provocou no Brasil, um impacto econômico de quase 200 bilhões de reais em 2017, ou 3,04% do PIB do País. E o mais grave é que 90,5% das vítimas do trânsito estavam na fase economicamente ativa.

Estudos indicam que a faixa etária mais afetada com o risco de morte no trânsito está entre os 15 e 34 anos de idade, com um máximo entre 20 e 24 anos. Cerca de 70% de todas as mortes no trânsito ocorrem entre homens.

Entre as principais causas de acidentes estão a qualidade inadequada das vias e dos veículos, o aumento da frota veicular, principalmente de motocicletas que se envolveram em 74% dos acidentes em 2017. O principal agente de acidentes é o fator humano e os vetores são o excesso de velocidade, o uso álcool ao volante, substâncias psicoativas, imprudência e negligência.

Mini cursos serão realizados no dia 30/10/2018 durante a programação pré-congresso.

Ocorrerão cursos específicos para a área médica e cursos globais que permitirão a participação dos congressistas em geral. Aqueles direcionados às especialidades médicas terão como pré-requisito a apresentação de uma documentação no momento do credenciamento no evento.

Dez palestrantes estrangeiros participarão do Congresso, cujo tema será ‘Mortalidade no trânsito – Um problema menosprezado em nível mundial’. Este tema terá como palestrante o Dr. Leonard Evans, dos Estados Unidos, que é o Presidente Emérito da ITMA.

Outros assuntos que serão debatidos serão: Avanços após 20 anos do Programa Vision Zero; Sistema Avançado de Assistência ao Condutor (ADAS) para auxiliar motoristas deficientes para estarem aptos a dirigir novamente; Prevenção de acidentes de trânsito, novos desafios; Direção veicular segura em motoristas com danos cerebrais pós AVC; Ações contra a condução veicular sob efeito do álcool; Uso da Internet para a segurança do trânsito, Luchemos por la Vida, Associação Argentina dedicada a campanhas de prevenção à violência no trânsito; Sistema eletrônico exclusivo para a avaliação médica de motoristas.

Participarão também como expositores o Laboratório Synlab de Munich, apresentando seus métodos de controle de drogas ilícitas em saliva e álcool no ar expirado.

A Polícia Rodoviária Federal também estará presente levando ao evento relatos de ações e resultados que a PRF vem desenvolvendo na área de segurança viária, onde se compromete como uma das entidades responsáveis pela implementação das Ações pela Segurança no Trânsito 2011-2020, idealizadas pela Organização das Nações Unidas (ONU).

Principais desafios na prevenção dos acidentes de trânsito no Brasil e no mundo

É possível notar que as mortes no trânsito estão intimamente ligadas ao IDH (Índice de Desenvolvimento Humano) de um povo, que, por sua vez, tem por base a educação, longevidade e a renda per capita de cada país.

No mundo e nas Américas, as lesões causadas no trânsito configuram um problema de saúde pública de grande importância.

Segundo a OMS, o acidente de trânsito é considerado a nona maior causa de óbito no mundo, após a Doença Cardíaca Isquêmica, AVC, Doenças Pulmonares e Trato Respiratório, HIV, Diarréia e Diabetes. Sem ação, os acidentes de trânsito estão previstos para se tornar a sétima principal causa de morte em 2030.

Cerca de 1,25 milhão de pessoas morrem a cada ano no mundo em consequência de acidentes de trânsito. Seu forte impacto na morbidade e na mortalidade da população gera, além de um elevado percentual de óbitos e internações, altos custos hospitalares, perdas materiais, despesas previdenciárias e, naturalmente, grande sofrimento para as vítimas e seus familiares.

Os 193 estados-membros das Nações Unidas, incluindo o Brasil, se comprometeram a proporcionar transporte seguro, sustentável e a preço acessível para todos até 2030. A meta foi aprovada por unanimidade durante a Cúpula da ONU sobre Desenvolvimento Sustentável 2015, em Nova York.

O principal desafio é melhorar a segurança no trânsito com a expansão dos transportes públicos, principalmente para as pessoas em situação de vulnerabilidade, como idosos.

Avaliação sobre a segurança nos processos para a habilitação de veículos no Brasil e a legislação de trânsito atual

As doenças orgânicas dos motoristas são responsáveis por cerca de 12% dos acidentes de trânsito fatais, elencando-se como principais: a Cardiopatia, Epilepsia, Demência, Transtornos Mentais, Hipoglicemia e Apneia Obstrutiva do Sono.

O homem é o responsável, na maioria das vezes, pelos acidentes de trânsito por desobedecer às regras ou por suas condições físicas em desequilíbrio. Um controle médico do motorista deve ser realizado com perfeição e a concessão da habilitação deve ser referendada por um especialista em Medicina de Tráfego, após um Exame de Aptidão Física e Mental, que contribui, inegavelmente, para a diminuição da morbidade e da mortalidade dos acidentes de trânsito.

O exame é iniciado pela obtenção de dados do motorista sobre o uso de medicamentos ou tratamento de saúde. É avaliada a presença de alguma deficiência física. Questionamento sobre suas condições neurológicas são essenciais. Caso haja história de tonturas, desmaios, convulsões ou vertigens, deve ser solicitado um laudo otoneurológico sobre as condições atuais do motorista, para a avaliação de sua condição de segurança para a direção veicular.

O mesmo é solicitado do médico psiquiatra, caso motorista tenha história de tratamento psiquiátrico. Caso haja história de diabetes, epilepsia, doença cardíaca, neurológica ou pulmonar, deve haver acompanhamento conjunto com outras especialidades para avaliação das atuais condições de saúde do motorista.

Deve se arguir o candidato sobre cirurgias anteriores, uso de drogas ilícitas ou uso não moderado de álcool, assim como se o motorista já sofreu algum acidente e suas causas.

É dada importância se o motorista exerce atividade remunerada como condutor, pois as exigências, principalmente visuais, auditivas e de dinamometria ou força manual, são maiores.

Os valores de acuidade visual exigidos poderão ser obtidos sem ou com correção óptica e são diferentes quando relacionados a categorias de carro ou motos e categorias profissionais. Portadores de estrabismo, por exemplo, apenas poderão ser aprovados para categorias menores. É pesquisado o campo visual, na visão periférica, e o teste de visão cromática, onde os candidatos a motorista devem identificar as cores verde, amarela e vermelha.

Para saber mais sobre a programação e inscrições do 26° Congresso Mundial de Medicina do Tráfego da Associação Internacional de Medicina de Tráfego, acesse: http://www.itma-congress-2018.com

FOGOS DE ARTIFÍCIO PROVOCARAM MAIS DE 5 MIL INTERNAÇÕES NOS ÚLTIMOS DEZ ANOS

O manuseio inadequado de fogos de artifício levou à internação hospitalar mais de cinco mil pessoas entre os anos de 2008 e 2017, segundo levantamento elaborado pelo Conselho Federal de Medicina (CFM), em parceria com as Sociedades Brasileiras de Cirurgia da Mão (SBCM) e de Ortopedia e Traumatologia (SBOT). O alerta integra uma série de ações de alerta preparadas pelas três entidades sobre os riscos de acidentes e queimaduras durante as festas juninas e as festividades ligadas à Copa do Mundo.

Nos últimos 21 anos, o Brasil registrou 218 mortes por acidente com fogos de artifício. No período, foram 84 acidentes fatais na região Sudeste, seguido de 75 na região Nordeste e 33 na região Sul. Já nas regiões Centro-Oeste e Norte, foram registrados, juntos, 26 óbitos. Além de mortes – aproximadamente dez a cada ano –, o uso de fogos de artifício pode provocar queimaduras, lesões com lacerações e cortes, amputações de membros, lesões de córnea ou perda da visão e lesões auditivas.

Em média, são registradas nos serviços públicos de saúde cerca de 80 internações somente no mês de junho. “Se considerarmos que em algumas regiões as festas juninas têm início nas quermesses de maio e vão até julho, podemos verificar que um terço de todas as hospitalizações acontecem apenas neste período de 90 dias. É preciso, portanto, ter cautela no manuseio desses fogos, sobretudo promovendo ações de proteção às crianças”, destacou Carlos Vital, presidente do CFM.

“É importante falarmos francamente sobre esse assunto e educar as próximas gerações. Não há fogos seguros para o manuseio de crianças, elas não devem manipular e nem ficar expostas a nenhum tipo de fogos, mesmo os de classificação livre. As crianças devem saber que fogos são perigosos e que só devem ser manipulados por adultos, seguindo instruções de segurança ou por profissionais. Essa postura é que reduzirá os acidentes de forma eficiente”, afirma o presidente da SBCM, Milton Pignataro.

Ranking – Segundo dados do Sistema de Informação Hospitalar (SIM), nos últimos dez anos 5.063 pessoas foram internadas para tratamento por acidentes com fogos de artifício. Na série analisada, o ano de 2014 foi o que registrou o maior número de acidentes. Naquele ano, o Brasil foi palco da Copa do Mundo, o que pode ter motivado o aumento no número de casos.

Entre os estados, a Bahia aparece com o maior número de casos em quase todos os anos. Ao longo da última década, 20% das internações ocorreram em municípios baianos. Outros destaques foram os estados de São Paulo, com 962 casos (19%), e Minas Gerais, onde houve 701 internações (14%). Juntas, as três unidades da federação representam mais da metade dos todos os casos registrados no período (53%). Entre os estados com menor número de notificações estão Roraima (17), além de Tocantins e Acre, ambos com apenas 14 internações. CONFIRA A LISTA COMPLETA POR ESTADO.

Na avaliação por município, Salvador lidera com folga o ranking das cidades com o maior número absoluto de acidentes com fogos de artifício: 686 internações ao longo da década. Em outras palavras, pelo menos um em cada dez acidentes acontece em Salvador. Em segundo lugar aparece a capital paulista (337), seguido por Belo Horizonte (299). CONFIRA A LISTA COMPLETA POR MUNICÍPIO.  

Perfil do acidentado – Os homens representam a absoluta maioria dos registros no período analisado: 4.245 internações, número que representa 83% do total de casos. As mulheres representaram apenas 17% das ocorrências, com 853 internações.

“Quando se trata de fogos de artifício, todo cuidado é pouco. Além de sempre seguir as instruções do fabricante, nunca se deve carregar bombinhas nos bolsos, acender próximo ao rosto e é importante ainda evitar associar a brincadeira com fogos ao uso de bebida alcoólica. Não se deve deixar as crianças brincarem com os fogos. É importante lembrar que, além das mortes registradas por fogos de artifício, muitas pessoas ficam com sequelas para o resto da vida”, orienta a presidente da SBOT, Patrícia Fucs.

Para não transformar as festividades em uma tragédia, o especialista também recomenda evitar que as crianças estejam expostas aos riscos das explosões. De acordo com os dados apurados pelo CFM, 39% das internações envolviam crianças e adolescentes de zero a 19 anos. Já entre os adultos de 20 a 49 anos, foram registradas 46% das internações no período. CONFIRA A EVOLUÇÃO DE INTERNAÇÕES POR SEXO E IDADE.

Precauções – Em caso de acidente, as pessoas devem lavar o ferimento com água corrente, evitar tocar na área queimada e não usar nenhuma substância sobre a lesão – como manteiga, creme dental, clara de ovo e pomadas. É recomendado que se procure o serviço de saúde mais próximo, para atendimento médico adequado.

CAMPANHA DE SÃO JOÃO

A proximidade dos festejos juninos aumenta os riscos de acidentes provocados por fogos de artifício, balões e fogueiras.

Para buscar mudar a cultura do manejo desses materiais inflamáveis, a Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP), a Sociedade Brasileira de Queimaduras (SBQ), a Associação Médica Brasileira (AMB), a Sociedade Brasileira de Cirurgia de Mão (SBCM) e a Fundação Ideah (Instituto de Ensino e Ação Humanitária da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica), lançaram uma campanha de alerta contra o uso inadequado de fogos de artifício. Com o lema ‘Eliminando os riscos é possível passar longe das queimaduras’, a iniciativa pretende mobilizar educadores, profissionais de saúde, líderes comunitários e a população em geral para a importância de medidas de prevenção das queimaduras. Acompanhe nas nossas redes sociais as formas de se manter prevenido – e ajude a compartilhar essa mensagem.

CENTRO DE CONVENÇÕES DA AMMS RECEBEU O 13º CONGRESSO ASSOCIAÇÃO MÉDICA DE MATO GROSSO DO SUL

Na sua décima terceira edição o congresso teve centenas de inscritos que se interessaram na vasta pauta científica, criada objetivo oferecer conhecimento e atualização profissional em diversas especialidades, bem como a troca de experiências entre os participantes.

A presidente da AMMS, Maria José Maldonado participou da Comissão Organizadora, com mais 12 colegas. O esforço desta equipe garantiu presença de palestrantes renomados em 11 especialidades,trazendo abordagens ricas e atuais de interesse de todos.

Diogo Sampaio, vice-presidente Associação Médica Brasileira (AMB) esteve presente ao evento, quando falou aos participantes sobre a visão e pauta de desafios da AMB em favor da medicina, da saúde e do médico brasileiro.