AMB no Congresso lutando pela Carreira Médica de Estado.

Emílio Zilli, diretor de Defesa Profissional da AMB, representou a entidade em audiência com o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, sobre Projeto de Lei para criação de Carreira Médica de Estado.
Também foi discutido o Projeto de Lei que inclui o termo “médico” nos diplomas e retira o “bacharel em medicina”, além de outros assuntos de interesse da saúde, da medicina e do médico.
O vice-presidente da AMB, Lincoln Ferreira, o 1º Secretário, Aldemir Humberto Soares e o diretores Márcio Fortini, Carmelo Leão Filho e José Mestrinho também estiveram presentes.

Sessão Solene – Antes da audiência com a presidência da Câmara dos Deputados, os representantes da AMB participaram da Sessão Solene solicitada pelo deputado federal Luiz Henrique Mandetta para comemorar o Dia do Médico, que aconteceu no último domingo (19/10)

Veja as imagens:

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Programa de Boas Práticas Clínicas em Cardiologia foi lançado em São Paulo com participação da American Heart Association  

         Com a presença dos investigadores das seis Universidades que participarão do programa, foi realizado no auditório do Hospital do Coração, de São Paulo, o lançamento do programa ‘Boas Práticas Clínicas em Cardiologia’. O programa envolve a Sociedade Brasileira de Cardiologia, a American Heart Association, o PROADI-SUS, do Ministério da Saúde e o Hospital do Coração.

         O objetivo da primeira fase do programa, que vai funcionar como projeto-piloto, é avaliar e posteriormente incrementar as taxas de adesão às diretrizes assistenciais da SBC nas áreas de insuficiência cardíaca, fibrilação atrial e síndrome coronariana aguda. As doenças cardiovasculares são a primeira causa de morte no Brasil, em torno de 350 mil óbitos anuais, explica o presidente da entidade, Angelo de Paola.

Ele acrescenta que o projeto se baseia no GWTG norte-americano, abreviatura de Get With The Guidelines, devidamente adaptado para as condições brasileiras. O programa demandou um ano de trabalho, para a adaptação, a busca de financiamento e para conseguir o envolvimento do gestor público, o Ministério da Saúde. A fundamentação do trabalho é a subutilização dos recursos efetivos no atendimento aos pacientes, estimado entre 30% e 40% dos pacientes, enquanto 20% dos cuidados prestados são desnecessários e eventualmente até prejudiciais.

Se for possível fazer com que os hospitais que atendem a pacientes com cardiopatias sigam corretamente as orientações das Diretrizes da SBC, o número de óbitos por eventos cardíacos será sensivelmente reduzido, acreditam os médicos brasileiros e norte-americanos envolvidos no projeto. Para isso os investigadores avaliarão a situação antes e depois da implementação do programa em hospitais pré-selecionados do SUS.

Universidades participantes

 

Na primeira fase do projeto, agora iniciada, participam seis centros de pesquisa de grandes hospitais brasileiros, a Universidade Estadual do Rio de Janeiro, na reunião representada pela equipe de Denilson Albuquerque, o Hospital do Coração de Messejana, de Fortaleza, tendo à frente da equipe João Davide, o Hospital de Clínicas de Porto Alegre, com Luis Rohde, o PROCAPE – Pronto Socorro Cardiológico de Pernambuco, cuja equipe no projeto fica subordinada a Sérgio Montenegro, a Universidade Federal de Minas Gerais, pela qual responde no projeto Antonio Pinho e a Escola Paulista de Medicina, representada pelo presidente da SBC e professor da Unifesp, Angelo de Paola.

         O projeto vai enfocar a adesão às diretrizes assistenciais em três áreas, Insuficiência Cardíaca, Fibrilação Atrial e Síndrome Coronariana Aguda. A expectativa é que o melhore a taxa de adesão dos hospitais às Diretrizes da SBC em pelo menos 10%. Angelo de Paola lembra que o sucesso do projeto ora iniciado permitirá sua ampliação para outros Estados e áreas do País, com o que os benefícios esperados poderão atingir a uma população muito maior que a agora envolvida.

SBPC/ML elege presidente para biênio 2016/2017

Nascido em Campinas (SP), 45 anos, casado, com dois filhos, César Alex de Oliveira Galoro graduou-se em medicina, em 1995, pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), onde também fez residência médica, de 1996 a 1999 (Clínica Médica e Patologia Clínica).

Alguns anos antes, porém, havia escolhido outra carreira. Em 1988, começou o curso de Veterinária na Universidade Estadual de São Paulo (Unesp), no campus de Jaboticabal. Mas a experiência acadêmica obtida com estudos científicos levou-o a uma mudança de planos. “A aproximação com a universidade e a pesquisa favoreceram minha identificação com a profissão médica”, recorda. Em 1990, entrou para o curso de medicina da Unicamp. Quando estava no quinto ano, a participação no programa de iniciação científica foi decisiva para escolher a especialidade.

“A Patologia Clínica permite a integração entre os conceitos básicos da medicina, a correlação clínico-laboratorial e sua aplicação prática nas condutas frente ao paciente”, afirma Galoro.

O Título de Especialista em Patologia Clínica/Medicina Laboratorial (TEPAC) foi obtido em 1998, mesmo ano em que se associou à SBPC/ML.

Galoro também tem MBA em Gerência da Saúde (2003) pela Fundação Getúlio Vargas, e doutorado em Ciências (2008) pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP). Entre outros cursos, também fez o de Auditor Interno da Qualidade (2004), oferecido pela SBPC/ML.

Sua primeira experiência profissional em Patologia Clínica foi em 2000, na área de “Clinical Chemistry and Laboratory Management”, no Jewish General Hospital, da Universidade McGill, em Montreal, Canadá.

No Brasil, trabalhou no Laboratório Médico do Hospital da Beneficência Portuguesa de São Paulo; Laboratório Médico J.A.Vozza (Campinas), Laboratório de Análises Clínicas do Hospital e Maternidade Celso Pierro da PUC-Campinas, onde também foi professor; e Cientificalab.

Desde 2012 é médico responsável pela área analítica do Laboratório Franceschi (Campinas), e, desde 2013, trabalha como médico supervisor da Central de Coleta de Materiais Biológicos  do Laboratório de Patologia Clínica do Hospital das Clinicas da Unicamp.

Na diretoria da SBPC/ML ocupou os cargos de presidente Regional de São Paulo/Interior (2008/2009), diretor Administrativo (2010/2011) e vice-presidente nos biênios 2012/2013 e 2014/2105. Em 2006, integrou o Grupo de Trabalho do Programa de Indicadores SBPC/ML-ControlLab. Coordenou a programação científica dos congressos da SBPC/ML de 2013, 2014 e 2015, onde também atuou como palestrante em diversas atividades.

O mandato de Alex Galoro na presidência da SBPC/ML começa em 1º de janeiro de 2016.

Abertura oficial do 49º Congresso da SBPC/ML

A cerimônia de abertura oficial do 49º Congresso de Patologia Clínica Medicina Laboratorial (49º CBPC/ML) e 1º Congresso Brasileiro de Informática Laboratorial (1º CBIL) aconteceu na noite da terça, 29, no auditório do Centro de Eventos do Ceará, em Fortaleza.

Após a execução do Hino Nacional pelo violonista e compositor cearense Nonato Luiz, foi composta a mesa de abertura: Paula Távora (presidente da SBPC/ML), Tadeu Sobreira (presidente do 49º CBPC/ML), Florentino Cardoso (presidente da AMB), Armando Fonseca (coordenador executivo do congresso), Alex Galoro (Coordenador da Comissão Científica do congresso), Carlos Ballarati (coordenador da programa científica do 1º CBIL), Adagmar Andriolo (coordenador da comissão de julgamento dos temas livres), Marilene Melo (representante da WASPaLM), Gláucio Saldanha (presidente da Regional Ceará da SBAC) e Gentil Galiza (representando o presidente do Cremec).

Paula Távora agradeceu a todos que contribuíram para seu trabalho na presidência da SBPC/ML e ressaltou os avanços e as conquistas obtidas nesses dois anos de mandato. “Fizemos a reforma estatutária, que entrará em vigor em 2016. Além disso, demos uma relevância da patologia na graduação, assim como impulsionamos o site Lab Tests Online BR”. A Presidente ressaltou, também, que o país vive momentos difíceis, mas que é preciso continuar a lutar com coragem. Ela anuncou os nomes dos aprovados no TEPAC 2015 e os premiados em resumos de tema livre.

Tadeu Sobreira registrou a missão que assumiu ao trazer o Congresso da SBPC/ML para Fortaleza, após uma lacuna de 35 anos, e como foi importnate para ele ter participado desse projeto, sobretudo por ter construído uma amizade colaborativa, em especial com os diretores da SBPC/ML.

O presidente da Associação Médica Brasileira, Florentino Cardoso citou a crise financeira, política e social no país. Mas, apesar de todos os dissabores pelos quais o Brasil enfrenta, ele preferiu enfatizar o trabalho da SBPC/ML ao incentivar e difundir a qualidade da Medicina Laboratorial e seu Programa de Acreditação de Laboratórios Clínicos, o PALC.

Após a solenidade, Nonato Luia voltou ao palco e brindou a plateia com algumas composições e de autores conhecidos. Em seguida, foi servido um coquetel.

Carta aberta ao novo ministro da Saúde

São Paulo, 02 de outubro de 2015.

Esperamos um novo tempo com mais respeito à população, pacientes e médicos. É isso que mais de 200 milhões de brasileiros desejam do novo ministro da Saúde.

Sabemos dos enormes desafios, pois a saúde tem vivido um período desolador, com diversos problemas, notadamente na gestão. O atual momento necessita coragem para encarar de frente as dificuldades no sistema de saúde brasileiro. Vemos um cenário com cada vez mais postos de saúde e hospitais sucateados, péssimas condições e estrutura de trabalho, além da má qualidade no ensino médico e atraso na pesquisa clínica. A saúde suplementar também precisa ter mais eficiência.

É momento de atacarmos os problemas e sairmos da letargia em que nos colocamos nos últimos anos, onde as preocupações do Governo Federal foram mais com quantidade que com qualidade, e saúde sempre precisa ter qualidade.

É de conhecimento público que a entidade divergiu por muitas vezes de políticas adotadas para a saúde, principalmente nas duas últimas gestões. Precisamos desenvolver mais políticas de estado e não somente de governos ou partidos políticos. Como uma associação representativa em todo país, é nosso dever defender um sistema de saúde eficiente e que atenda às necessidades da população, com adequadas condições de trabalho aos médicos e demais profissionais de saúde.

Assim como sempre fez em sua história, a AMB (Associação Médica Brasileira) continuará trabalhando por saúde de qualidade para o Brasil, bem como se manterá aberta ao diálogo para construir um país melhor para todos, pacientes e médicos.

A AMB parabeniza e deseja boa sorte ao novo ministro Marcelo Castro e sua equipe.

Florentino Cardoso

Presidente da Associação Médica Brasileira

Nota oficial de entidades médicas referente à liberação da maconha

Nós, abaixo-assinados, que representamos as entidades nacionais dos médicos brasileiros, viemos manifestar aos Ministros do Supremo Tribunal Federal, nossa posição favorável à manutenção do texto artigo 28 da Lei 11343, que trata da política sobre drogas no Brasil.

Entendemos que a descriminalização do uso de drogas ilícitas vai ter como resultado prático o aumento deste consumo e a multiplicação de usuários. Aumentando o número de usuários, aumentarão também as pessoas que se tornarão dependentes químicos. E a dependência química é uma doença crônica que afetará seus portadores para o resto de suas vidas e devastará suas famílias.

O aumento do consumo de drogas também elevará ao, já trágico, recorde mundial de acidentes de trânsito, homicídios e suicídios.

A descriminalização, ao aumentar o consumo, também ampliará o poder e o tamanho do tráfico clandestino, que vai fornecer as drogas ilícitas. E a violência recrudescerá!

Não existe experiência histórica, ou evidência científica que mostre melhoria com a descriminalização. Ao contrário, são justamente os países com maior rigor no enfrentamento às drogas que diminuem a proporção de dependentes e mortes violentas.

Em nome dos médicos brasileiros, que estão no “front” desse enfrentamento, e que conhecem bem  a gravidade e complexidade desta questão na saúde e na segurança da nossa população, apelamos ao STF para que mantenha, na forma atual o artigo 28 da Lei 11.343.

 

Atenciosamente,

Associação Brasileira de Psiquiatria

Associação Médica Brasileira

Federação Nacional dos Médicos

Conselho Federal de Medicina

Veneno é Veneno

É baseado neste conceito que o presidente da AMB (Associação Médica Brasileira), Florentino Cardoso, tem defendido que nenhuma droga deve ser descriminalizada: “Não dá para ficar escolhendo um veneno menos ruim do que o outro. Se é veneno e faz mal para a saúde da população, e isso é cientificamente comprovado, não podemos ficar dourando a pílula”, alerta.

O assunto, principalmente referente à maconha, está em debate no Supremo Tribunal Federal. Na última semana, inclusive, já houve votos a favor da liberação.

Recentemente, a ABP (Associação Brasileira de Psiquiatria), a AMB e a FENAM (Federação Nacional dos Médicos) se manifestaram por meio de nota (íntegra abaixo) contra o fim das restrições.

Os jornais Folha de S.Paulo (SP) e A Tribuna (ES) deram espaço para o tema nos últimos dias, em que a AMB voltou a ratificar a opinião em prol da saúde brasileira.

– Nota oficial: ABP, AMB, FENAM e CFM

– Reportagem da folha (Clique aqui)

– Reportagem do Jornal “A Tribuna/ES” (Parte_01 – Clique aqui)

– Reportagem do Jornal “A Tribuna/ES” (Parte_02 – Clique aqui)