26° CONGRESSO MUNDIAL DE MEDICINA DO TRÁFEGO SERÁ SEDIADO EM CURITIBA

O evento pontua para o Certificado de Atualização Profissional da Comissão Nacional de Acreditação da AMB e associado adimplente da AMB conta com 50% de desconto.

O 26° Congresso Mundial de Medicina do Tráfego da Associação Internacional de Medicina de Tráfego (International Traffic Medicine Association – ITMA) será realizado de 30 de outubro a 1 de novembro de 2018, na PUC-PR (Pontifícia Universidade Católica do Paraná), em Curitiba, discutindo os mais diversos assuntos que envolvem a Medicina do Tráfego no Brasil e no mundo, com tradução simultânea do Inglês, Espanhol e Português.

O brasileiro Dr. Jack Szymanski, presidente da Associação Internacional de Medicina de Tráfego, também preside a comissão organizadora do evento e salienta: “Será um momento ímpar que possibilitará discussões multidisciplinares sobre prevenção de acidentes, tecnologia direcionada à segurança no trânsito e estratégias para mudanças culturais e sociais que diminuam o risco de mortes e lesões no trânsito, atenuando o alto custo dessas ocorrências aos cofres públicos e a sociedade em geral”.

O evento pontua para o Certificado de Atualização Profissional da Comissão Nacional de Acreditação da AMB para as especialidades MEDICINA DE TRÁFEGO , ORTOPEDIA E TRAUMATOLOGIA, CARDIOLOGIA, NEUROLOGIA, OFTALMOLOGIA, e para a área de atuação CIRURGIA DO TRAUMA e os associados adimplente da AMB contam com 50% de desconto.

Segundo Jack Szymanski, a violência do trânsito provocou no Brasil, um impacto econômico de quase 200 bilhões de reais em 2017, ou 3,04% do PIB do País. E o mais grave é que 90,5% das vítimas do trânsito estavam na fase economicamente ativa.

Estudos indicam que a faixa etária mais afetada com o risco de morte no trânsito está entre os 15 e 34 anos de idade, com um máximo entre 20 e 24 anos. Cerca de 70% de todas as mortes no trânsito ocorrem entre homens.

Entre as principais causas de acidentes estão a qualidade inadequada das vias e dos veículos, o aumento da frota veicular, principalmente de motocicletas que se envolveram em 74% dos acidentes em 2017. O principal agente de acidentes é o fator humano e os vetores são o excesso de velocidade, o uso álcool ao volante, substâncias psicoativas, imprudência e negligência.

Mini cursos serão realizados no dia 30/10/2018 durante a programação pré-congresso.

Ocorrerão cursos específicos para a área médica e cursos globais que permitirão a participação dos congressistas em geral. Aqueles direcionados às especialidades médicas terão como pré-requisito a apresentação de uma documentação no momento do credenciamento no evento.

Dez palestrantes estrangeiros participarão do Congresso, cujo tema será ‘Mortalidade no trânsito – Um problema menosprezado em nível mundial’. Este tema terá como palestrante o Dr. Leonard Evans, dos Estados Unidos, que é o Presidente Emérito da ITMA.

Outros assuntos que serão debatidos serão: Avanços após 20 anos do Programa Vision Zero; Sistema Avançado de Assistência ao Condutor (ADAS) para auxiliar motoristas deficientes para estarem aptos a dirigir novamente; Prevenção de acidentes de trânsito, novos desafios; Direção veicular segura em motoristas com danos cerebrais pós AVC; Ações contra a condução veicular sob efeito do álcool; Uso da Internet para a segurança do trânsito, Luchemos por la Vida, Associação Argentina dedicada a campanhas de prevenção à violência no trânsito; Sistema eletrônico exclusivo para a avaliação médica de motoristas.

Participarão também como expositores o Laboratório Synlab de Munich, apresentando seus métodos de controle de drogas ilícitas em saliva e álcool no ar expirado.

A Polícia Rodoviária Federal também estará presente levando ao evento relatos de ações e resultados que a PRF vem desenvolvendo na área de segurança viária, onde se compromete como uma das entidades responsáveis pela implementação das Ações pela Segurança no Trânsito 2011-2020, idealizadas pela Organização das Nações Unidas (ONU).

Principais desafios na prevenção dos acidentes de trânsito no Brasil e no mundo

É possível notar que as mortes no trânsito estão intimamente ligadas ao IDH (Índice de Desenvolvimento Humano) de um povo, que, por sua vez, tem por base a educação, longevidade e a renda per capita de cada país.

No mundo e nas Américas, as lesões causadas no trânsito configuram um problema de saúde pública de grande importância.

Segundo a OMS, o acidente de trânsito é considerado a nona maior causa de óbito no mundo, após a Doença Cardíaca Isquêmica, AVC, Doenças Pulmonares e Trato Respiratório, HIV, Diarréia e Diabetes. Sem ação, os acidentes de trânsito estão previstos para se tornar a sétima principal causa de morte em 2030.

Cerca de 1,25 milhão de pessoas morrem a cada ano no mundo em consequência de acidentes de trânsito. Seu forte impacto na morbidade e na mortalidade da população gera, além de um elevado percentual de óbitos e internações, altos custos hospitalares, perdas materiais, despesas previdenciárias e, naturalmente, grande sofrimento para as vítimas e seus familiares.

Os 193 estados-membros das Nações Unidas, incluindo o Brasil, se comprometeram a proporcionar transporte seguro, sustentável e a preço acessível para todos até 2030. A meta foi aprovada por unanimidade durante a Cúpula da ONU sobre Desenvolvimento Sustentável 2015, em Nova York.

O principal desafio é melhorar a segurança no trânsito com a expansão dos transportes públicos, principalmente para as pessoas em situação de vulnerabilidade, como idosos.

Avaliação sobre a segurança nos processos para a habilitação de veículos no Brasil e a legislação de trânsito atual

As doenças orgânicas dos motoristas são responsáveis por cerca de 12% dos acidentes de trânsito fatais, elencando-se como principais: a Cardiopatia, Epilepsia, Demência, Transtornos Mentais, Hipoglicemia e Apneia Obstrutiva do Sono.

O homem é o responsável, na maioria das vezes, pelos acidentes de trânsito por desobedecer às regras ou por suas condições físicas em desequilíbrio. Um controle médico do motorista deve ser realizado com perfeição e a concessão da habilitação deve ser referendada por um especialista em Medicina de Tráfego, após um Exame de Aptidão Física e Mental, que contribui, inegavelmente, para a diminuição da morbidade e da mortalidade dos acidentes de trânsito.

O exame é iniciado pela obtenção de dados do motorista sobre o uso de medicamentos ou tratamento de saúde. É avaliada a presença de alguma deficiência física. Questionamento sobre suas condições neurológicas são essenciais. Caso haja história de tonturas, desmaios, convulsões ou vertigens, deve ser solicitado um laudo otoneurológico sobre as condições atuais do motorista, para a avaliação de sua condição de segurança para a direção veicular.

O mesmo é solicitado do médico psiquiatra, caso motorista tenha história de tratamento psiquiátrico. Caso haja história de diabetes, epilepsia, doença cardíaca, neurológica ou pulmonar, deve haver acompanhamento conjunto com outras especialidades para avaliação das atuais condições de saúde do motorista.

Deve se arguir o candidato sobre cirurgias anteriores, uso de drogas ilícitas ou uso não moderado de álcool, assim como se o motorista já sofreu algum acidente e suas causas.

É dada importância se o motorista exerce atividade remunerada como condutor, pois as exigências, principalmente visuais, auditivas e de dinamometria ou força manual, são maiores.

Os valores de acuidade visual exigidos poderão ser obtidos sem ou com correção óptica e são diferentes quando relacionados a categorias de carro ou motos e categorias profissionais. Portadores de estrabismo, por exemplo, apenas poderão ser aprovados para categorias menores. É pesquisado o campo visual, na visão periférica, e o teste de visão cromática, onde os candidatos a motorista devem identificar as cores verde, amarela e vermelha.

Para saber mais sobre a programação e inscrições do 26° Congresso Mundial de Medicina do Tráfego da Associação Internacional de Medicina de Tráfego, acesse: http://www.itma-congress-2018.com

Compartilhar em: