AMB apoia iniciativa Fit for Work-Brasil

A Associação Médica Brasileira participou do lançamento da iniciativa Brasil Fit for Work, que tem como meta contribuir para diminuição do impacto negativo dos distúrbios músculo-esqueléticos.

As patologias músculo-esqueléticas tem forte impacto pela elevada incidências, ocasionando afastamentos temporários e definitivos do trabalho, sequelas e um custo expressivo para os sistemas de saúde e previdenciário, especialmente. Está entre as principais causas de auxílios-doença e aposentadorias precoces no país.

A inciativa começou em 2007, na Europa, com coordenação da Work Foundation. Atualmente está estabelecida em mais de 30 países. No Brasil, é liderada pela ABQV – Associação Brasileira de Qualidade de Vida, tem patrocínio da AbbVie, apoio do SESI – Serviço Social da Indústria e reúne entidades que representam médicos, como a AMB, pacientes e especialistas em trabalho e qualidade de vida.

De acordo com o Prof. Stephen Bevan, líder global da coalizão Fit For Work, o Brasil começa muito bem, com a integração de diferentes stakeholders, alinhados com a proposta global e propostas integradas e baseadas em evidências.

Para o presidente da AMB, Florentino Cardoso, é muito importante tantas instituições participando desse projeto no Brasil. “É um privilégio a AMB juntar-se ao Fit for Works”.

Sobre os “DMEs”: São considerados distúrbios musculoesqueléticos as artrites (incluindo artrite reumatoide e as espondiloartrites), as dorsopatias (“dor na coluna”), entre outras, que juntas foram responsáveis por 18,7%  do total dos auxílios-doença concedidos em 2012, pelo Ministério da Previdência Social no Brasil, além de representarem 26,4% do total de casos de invalidez precoce, a um custo estimado de R$ 405 milhões para a Previdência Social, no mesmo ano.

Apesar de seu impacto na vida e no trabalho da população brasileira, muitas destas doenças ainda são desconhecidas da população brasileira.  Pesquisa IBOPE (Instituto Brasileiro de Pesquisa e Opinião Pública), realizada no Brasil com 4000 pessoas, acima de 16 anos, de áreas urbanas brasileiras, entre outubro e novembro de 2013, mostrou que apenas 1/3 dos entrevistados conhecem as doenças que fazem parte da categoria de distúrbios musculoesqueléticos.

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