APM MENTE SOBRE FRAUDES DESCOBERTAS PELA AMB

Para que fique bem claro: quem descobriu a fraude milionária praticada desde 2008 por funcionária da AMB, que lá trabalhava havia quase 30 anos, foi a atual diretoria da AMB.

Ao contrário do que a APM tenta dizer, a própria juíza Gabriela Fragoso Calasso Costa atestou a boa conduta da atual diretoria da AMB no caso das fraudes: “Ao que parece (e esse não é o objeto desta demanda), a atual Diretoria adotou medidas jurídicas pontuais e corretas para investigar o golpe praticado pela ex-coordenadora financeira da AMB, a qual confessou ter desviado dois milhões de reais (fls. 258), quantia que acabou se revelando bem mais alta, cerca de vinte e seis milhões de reais, segundo auditoria realizada pela KPMG (fls. 259)”.

Veja decisão completa no link: DECISÃO

E emenda: “Além da auditoria e da propositura de ações trabalhista e cível (indenizatória), a Diretoria da AMB solicitou a instauração de inquérito policial contra a ex-colaboradora, ainda em andamento. Daí se percebe que a atual gestão não silenciou diante do desfalque criminoso do qual foi vítima…”

INTIMIDAÇÃO: Os ataques da APM chegam justamente quando conseguimos avançar judicialmente contra quem fraudou a AMB. Recentemente conseguimos a quebra do sigilo bancário e fiscal de nove pessoas físicas e jurídicas. Importante conquista para avançarmos na direção necessária.

Sabíamos que mexer em um caso como esse desagradaria a muitos e que isso traria muitas retaliações. Não imaginávamos, contudo, que isso poderia ser distorcido de forma tão torpe.

Seguiremos trabalhando para que essas investigações cheguem a quem comandou tudo isso, para garantir que os criminosos sejam responsabilizados e que possamos recuperar os recursos da instituição.

Já iniciamos a segunda fase de auditoria, que irá analisar o período entre 1999 e 2007. Até o final desta gestão passaremos tudo a limpo. Doa a quem doer. Não nos intimidaremos, de forma alguma. Nosso compromisso com a AMB é maior do que tudo.

TRANSPARÊNCIA: O compromisso da atual gestão da AMB com as boas práticas, com a transparência e com os recursos da entidade guiaram nossa atuação todo o tempo. Revelamos toda a situação aos órgãos da AMB em 2019: Assembleia de Delegados, Assembleia Geral, Conselho Deliberativo e Conselho Fiscal.

Também disponibilizamos as informações aos associados e delegados da AMB na área logada do site da AMB, logo depois que o caso foi apresentado para Assembleia de Delegados, em outubro de 2019. Foram enviados dois e-mails informando a disponibilidade dos materiais apresentados, ainda em 2019. Em junho de 2020, atualizamos informações sobre o caso, enviando dois e-mails aos associados, em 11/06 e em 23/06. Naquelas oportunidades, comunicamos os avanços nas investigações por parte do Ministério Público, que havia bloqueado o patrimônio de 23 investigados nos desvios denunciados pela atual diretoria da AMB.

NA ASSEMBLEIA DE DELEGADOS, A APM SILENCIOU: Os autores da ação de exibição de documentos (diretores da APM) nada falaram ou questionaram sobre o caso dos desvios revelados pela diretoria da AMB, quando o assunto foi apresentado na Assembleia de Delegados de 2019. Inclusive tentaram obstruir as votações. Mesmo assim, diante do apresentado, as contas da AMB foram aprovadas pelas assembleias. Isso é o fato.

Considerando a presença do atual presidente da APM, que estava no comando da AMB em 2008, 2009, 2010 e 2011, período no qual grande parte dos desvios aconteceram, teria sido muito oportuno e esclarecedor se tivessem contribuído para o entendimento de determinadas práticas, como:

  1. Por que a funcionária que desviou os recursos tinha a guarda de inúmeros cheques em branco, assinados pela diretoria do dr. José Luiz Gomes do Amaral?
  2. Por que existiam tantas contas bancárias sem utilização?
  3. Como ocorreu a seleção e contratação dessa funcionária?
  4. Em algum momento houve comportamento suspeito da parte da referida funcionária?

Afinal, o grupo ao qual pertence o atual presidente da APM conviveu por quase 20 anos com a referida funcionária na AMB. Suas informações poderiam ajudar muito. Mas a APM preferiu o silêncio. Como se nada tivesse a perguntar ou a falar naquele momento.

MOTIVAÇÃO ELEITOREIRA – APM QUER PODER: Infelizmente, como todos sabem, a atual diretoria da APM litiga contra a AMB diuturnamente, com o objetivo de tentar obstruir a atuação da atual gestão da AMB e manchar a imagem e a reputação de sua diretoria.

Nesse momento, quando se aproximam as eleições para a AMB, a APM volta aos ataques, às insinuações e às mentiras. E tenta fazer da decisão judicial de 15/8 uma arma eleitoral, descontextualizando a situação e omitindo informações importantes para que todos possam entender o que realmente aconteceu.

Segundo a própria juíza do caso, “Os litigantes estão envolvidos em disputas eleitorais relacionadas à direção da Associação Médica Brasileira – AMB, havendo nítido interesse político subjacente à propositura desta ação exibitória c.c. prestação de contas, talvez porque os autores (rivais da atual gestão da entidade federal) tenham a intenção de concorrer para os cargos de cúpula da AMB, na eleição agendada para agosto de 2020”.

FACTOIDE: Mesmo tendo sido a atual diretoria da AMB que descobriu, investigou e denunciou a fraude, a APM tenta confundir os médicos, criando factoides jurídicos para induzir os interlocutores a um juízo equivocado sobre a situação. O próprio texto da publicação da APM tenta passar a ideia de que os desvios aconteceram somente “nos últimos cinco anos”. O que não é verdade.

A auditoria avaliou o período entre 2008 e 2018. Em valores atualizados em 2019, foram mais de R$ 25 milhões nos anos de 2008, 2009, 2010 e 2011, quando a AMB era presidida pelo próprio José Luiz Gomes do Amaral, que hoje preside a APM.

Acionaremos a justiça para responsabilizar a APM pela deturpação de informações, conforme alerta da própria juíza do caso: “Espera-se que as informações sejam utilizadas com moderação e parcimônia pelos autores e, por não ser possível presumir a sua má-fé, não há como antecipadamente puni-los pela eventual manipulação incorreta dos dados. Aliás, o pedido de modulação de fls. 269/270 escapa ao objeto da presente demanda, cabendo à requerida adotar as medidas judiciais pertinentes, caso haja deturpação de informações pelos requerentes”.

ATENÇÃO: Solicitamos a todos os médicos que fiquem atentos e não se deixem enganar. Perguntem. Questionem. Pesquisem. Precisamos combater juntos essas práticas e faremos isso dentro da legalidade, com a transparência que sempre utilizamos ao longo da gestão.

Atenciosamente,

Diretoria da AMB

Compartilhar em: