HOJE FOI LANÇADA CAMPANHA PARA INCENTIVAR DIAGNÓSTICO DOS QUASE 1,5 MILHÃO DE BRASILEIROS QUE NÃO SABEM E TÊM HEPATITE C

ANTONIO JORGE SALOMÃO, Secretário-Geral da AMB, representou a entidade no evento de lançamento da campanha, que tem o objetivo de aumentar o diagnóstico de hepatite C e encaminhamento dos pacientes com a doença para tratamento adequado.

A companhia biofarmacêutica AbbVie, em parceria com as Sociedades Brasileiras de Infectologia e de Hepatologia e AMB – Associação Médica Brasileira, lançou a campanha pública  para incentivar os profissionais de saúde, de qualquer especialidade, a incluir o teste para hepatite C na sua prática clínica. É um exame simples, de sangue, de rápida resposta e pode ser realizado gratuitamente em centros públicos de saúde.

A hepatite C é atualmente a principal causa de óbito entre as hepatites virais, segundo o Boletim Epidemiológico 2017, emitido pelo Departamento de Aids, Hepatites Virais e Infecções Sexualmente Transmissíveis, do Ministério da Saúde. Segundo este boletim, as regiões Sul e Sudeste do país lideram a detecção da doença, enquanto o Norte, Nordeste e Centro-­‐Oeste apresentam baixo índice de notificação da hepatite C.

“Em cerca de 90 por cento dos casos, a hepatite C pode ser curada”, afirmou o especialista Sergio Cimerman, presidente da Sociedade Brasileira de Infectologia. “Por isso, é importante o engajamento de toda a classe médica para detectar e tratar a doença precocemente, isto é, quando os danos ao fígado e a outros órgãos ainda podem ser controlados. Com a detecção precoce e tratamento adequado, podemos acreditar que a erradicação da doença é possível”.

“O desenvolvimento da hepatite C é lento; muitas vezes é assintomática e pode demorar até 30 anos para os sintomas surgirem. Quando estes sintomas se manifestam, a doença já pode estar em estágio avançado”, afirma o especialista Edmundo Pessoa Lopes. presidente da Sociedade Brasileira de Hepatologia. “A hepatite é a causa de cerca de 25 por cento dos casos de câncer de fígado que, por sua vez, têm 33 por cento de probabilidade de resultar em morte no primeiro ano depois de iniciado o processo de câncer”, afirmou.

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