APM SEGUE MENTINDO E DETURPANDO OS FATOS

As fraudes descobertas e denunciadas pela atual diretoria da Associação Médica Brasileira (AMB) estão detalhadas na auditoria que avaliou o período entre 2008 e 2018, realizada pela renomada empresa KPMG. Nos anos de 2008, 2009, 2010 e 2011, a AMB era presidida pelo atual presidente da Associação Paulista de Medicina (APM), José Luiz Gomes do Amaral, quando mais de R$ 25 milhões foram desviados dos cofres da entidade, em valores atualizados.

Nessa segunda-feira, 17/08, novamente os diretores da APM utilizaram a Federada paulista para tentar manchar a imagem da atual diretoria da AMB que efetivamente descobriu os desfalques. A motivação é óbvia: confundir os médicos em período eleitoral, em mais um capítulo de sua sanha desmedida pelo poder.

Para isso, pinçaram documentos, de forma maliciosa, deturpando informações constantes no relatório da auditoria, para montar uma história que permitisse e justificasse seus ataques à AMB. E enfileiraram uma série de perguntas para as quais sabe que não existem respostas, pois o caso ainda é investigado pelo Ministério Público de São Paulo e pela Polícia Civil.

O atual presidente da APM contribuiria muito mais para elucidar o caso e resgatar os recursos desviados da entidade se envidasse esforços para compartilhar informações que possui sobre o período em que comandava a AMB. No entanto, de forma quase infantil, prefere tentar passar despercebido gritando “pega ladrão!”.

Quando questiona as irregularidades em torno da conta corrente 115.688-8 do Banco do Brasil, dá claros sinais de que fez uma análise pueril e equivocada do relatório de auditoria da KPMG. Ou pior: está debochando da inteligência dos interlocutores e quer apenas levantar suspeitas de forma leviana, justamente o que afirma não fazer. Seja como for, nada surpreendente diante do histórico dos últimos anos, de esforços hercúleos para boicotar a AMB e lutar pelo poder.

É importante que os médicos confiram o relatório de auditoria da KPMG para ter certeza do que estamos falando (área logada do site da AMB). A referida conta do Banco do Brasil é a espinha dorsal de três dos quatro modi operandi utilizados no esquema dos desvios praticado pela ex-funcionária, que envolviam falsificação e adulteração de documentos. Todo o mecanismo desenvolvido pelos criminosos para burlar os controles da entidade, da contabilidade e da auditoria tinha por objetivo preservar a operacionalidade e o papel vital que essa conta desempenhava no esquema como um todo.

Mais de 90% dos recursos roubados da AMB envolviam essa conta, que já era utilizada para isso no período em que a AMB era presidida por José Luiz Gomes do Amaral. Isso é uma informação. Quer dizer alguma coisa? Prova algo? Impossível dizer, pelo menos até que o Ministério Público e a Polícia Civil concluam as investigações.

A AMB já conseguiu que a Justiça determinasse o bloqueio do patrimônio de mais de duas dezenas de pessoas físicas e jurídicas, além da quebra de sigilo bancário e fiscal de outras nove, direta ou indiretamente relacionadas aos valores desviados. E não vamos parar de trabalhar para garantir que os culpados sejam responsabilizados e punidos, e os valores recuperados. Lamentável é constatar tanta gente torcendo e remando contra. Seja qual for o motivo, é lamentável.

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