CONGRESSO DA SBCM REÚNE 5 MIL PARTICIPANTES EM SANTA CATARINA

Especialistas em Clínica Médica de todo o País estão reunidos em Florianópolis para o 15º Congresso Brasileiro de Clínica Médica. O evento, que começou na última quarta-feira (2) e segue até este sábado (5), é realizado pela Sociedade Brasileira de Clínica Médica (SBCM).

O encontro reúne diversos profissionais que atuam na área da Clínica Médica, no ensino e pesquisa nas universidades. A Associação Médica Brasileira (AMB) foi representada no evento pelo presidente Lincoln Ferreira, que ministrou duas palestras ao longo da programação, além de participar da mesa de abertura.

A novidade desse ano é a realização da 1ª GincaMed, uma competição criada para os congressistas com o objetivo de incentivar os participantes a compartilharem conhecimentos e habilidades no atendimento clínico. A programação conta também com palestras e mesas redondas, além dos tradicionais cursos pré-congresso. A expectativa dos organizadores é receber mais de cinco mil congressistas e 160 palestrantes durante os três dias de evento.

Palestras

Na quinta-feira (3), Lincoln falou sobre Novas escolas médicas e a saúde pública brasileira; e sobre Residência médica no Brasil – perspectivas futuras e a realidade atual. Ele criticou a abertura indiscriminada de novos cursos de medicina, o que afeta a qualidade da prática médica no País.

“A AMB vem trabalhando para manter a moratória na abertura de escolas médicas para avaliarmos o cenário e criarmos mecanismos de controle mais efetivos que garantam a qualidade da formação médica no Brasil. Um grupo de trabalho foi criado para rever os critérios de abertura de novos cursos de medicina e estabelecer um sistema de avaliação”, afirmou durante o encontro. De acordo com o presidente da AMB, muitas vezes, essas escolas são abertas em locais onde nem existem hospitais.

Lincoln Ferreira também falou sobre a situação dos brasileiros formados no exterior, especialmente no caso de alguns cursos de medicina de países vizinhos ao Brasil que possuem péssimas condições de ensino e estrutura. Ele reiterou a posição da AMB, contrária a participação de escolas privadas nos processos de revalidação. Muitas delas estão envolvidas em esquemas de vendas de vagas em cursos de complementação, como denunciado pela AMB.

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