EUA ACUSAM CUBA DE TRÁFICO DE PESSOAS NO MAIS MÉDICOS

Os Estados Unidos incluíram Cuba na lista de tráfico de pessoas e citam programa Mais Médicos como uma das razões. O relatório sobre o tráfico de pessoas (TIP, sigla em inglês) foi divulgado, nesta quinta-feira (20/06), pelo Departamento de Estado norte-americano. https://www.state.gov/wp-content/uploads/2019/06/2019-Trafficking-in-Persons-Report.pdf

O TIP classifica os governos segundo seus esforços para reconhecer e combater o tráfico humano. Com isso, Cuba foi rebaixada para Nível 3, no qual se incluem os países que não cumprem os padrões mínimos de proteção a vítimas de tráfico estipulados pela lei americana.

Segundo o relatório “o governo [cubano] não tomou medidas contra o trabalho forçado em programas médicos estrangeiros, mesmo com denúncias persistentes de que funcionários do governo cubano ameaçavam e coagiam alguns dos participantes a permanecer no programa”.

O documento também informa que Cuba emprega entre 34 mil a 50 mil profissionais de saúde, em mais de 60 países na África, nas Américas, na Ásia, no Oriente Médio e em Portugal em missões médicas estrangeiras, contratados por governos estrangeiros e, em alguns países, com organizações internacionais que servem como intermediários.

Mais Médicos

O relatório explica que em novembro de 2018, Cuba encerrou o “Mais Médicos” depois de cinco anos, no Brasil, em função de “exigências do então presidente eleito para que se melhorassem o tratamento e as condições de emprego dos profissionais de saúde cubanos, após alegações de coação, de não pagamento de salários, de retenção de passaportes, e de restrições ao seu movimento”.

O documento diz também que em novembro de 2018 “profissionais de saúde cubanos entraram com uma ação coletiva no Tribunal Distrital dos EUA, Distrito Sul da Flórida, dizendo-se vítimas do tráfico. Observadores relatam no relatório que o governo cubano não informava os participantes sobre os termos de seus contratos, tornando-os mais vulneráveis ao trabalho forçado”. O caso ainda permanece pendente.

Segundo a denúncia, o governo cubano lucrou com a exportação de profissionais de saúde. Só com o Mais Médicos no Brasil, ainda segundo o relatório, o governo cubano coletou aproximadamente US$ 7,2 bilhões em receita anual proveniente da exportação de serviços, incluindo missões médicas em 2017.

“O relatório dos EUA mostra o que a AMB e demais entidades médicas sempre denunciaram, de que os cubanos vinham participar do Mais Médicos numa condição análoga à escravidão. Além do profundo desrespeito ao ser humano, o Mais Médicos feriu também a soberania nacional, porque o governo brasileiro na época entregou a atenção primária de nosso país para Cuba. E tudo isso para financiar a ditadura cubana, com bilhões de dólares, pagos pelo povo brasileiro, que deveriam ter sido investidos na saúde da população brasileira de outra forma, muito mais eficiente e eficaz”, acredita o vice-presidente da Associação Médica Brasileira (AMB), Diogo Leite Sampaio.

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