FACULDADES IRREGULARES E PRECÁRIAS ALÉM DA FRONTEIRA DO PAÍS

Uma matéria especial divulgada pelo Estadão denuncia a precariedade das faculdades de Medicina de países que fazem fronteira com o Brasil. Quase 12 mil brasileiros, deslumbrados com mensalidades mais baratas e facilidade de acesso, cruzaram a fronteira do Mato Grosso do Sul, com o Paraguai, para cursar medicina. Das nove faculdades que oferecem o curso na cidade paraguaia de Pedro Juan Caballero, somente duas têm selo de excelência do governo. E são exatamente as mais antigas.

A reportagem vai ao encontro do discurso da Associação Médica Brasileira (AMB) que ressalta a importância e a necessidade de se ter processos seguros na revalidação de diplomas médicos obtidos no exterior. Em entrevista ao Estadão, o vice-presidente da AMB, Diogo Sampaio, afirmou que políticas públicas como o Mais Médicos começaram a criar um sonho de que esses estudantes conseguiriam voltar ao Brasil e trabalhar sem revalidar o diploma. O que é inaceitável!

Como a demanda de estudantes brasileiros é elevadíssima, proliferam nesses países faculdades sem condições de oferecer bom ensino e até funcionando sem autorização do Ministério de Educação local. Muitas, não possuem sequer um laboratório decente para as aulas práticas. Inclusive, há faculdades que não contam com laboratório de anatomia, que é essencial. E, quando existe, não há cadáver para a prática, mas apenas atlas, como contou um aluno. Já as bibliotecas contam com poucas obras para pesquisa.

Leia a reportagem completa: https://www.estadao.com.br/infograficos/cidades,na-fronteira-pelo-diploma-medico,1028800

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