FEBRE AMARELA – RAMB

O vírus da febre amarela (FA) é um flavivirus, transmitido por mosquitos Haemagogus, Sabethes ou Aedes aegypti. A doença é endêmica nas áreas de matas na Africa e America Latina levando a epizootias entre os símios que constituem o reservatório da doença. Existem duas formas da doença: a silvestre (transmitida acidentalmente ao se aproximar das matas) e a urbana que pode ser sustentada pelo Aedes aegypti. No Brasil o último caso de FA urbana ocorreu em 1942. Desde então nota-se expansão das áreas de transmissão das regiões Norte e Centro-Oeste para as regiões Sul e Sudeste. Em 2017 o pais enfrentou importante surto da doença principalmente nos estados de Minas Gerais, Espirito Santo e Rio de Janeiro. Em 2018 além de Minas Gerais também São Paulo.

A FA tem período de incubação de 3 a 6 dias e tem início súbito com febre alta, mialgia, cefaleia, náuseas/vômitos e elevação de transaminases. A doença ocorre naturalmente desde forma assintomática até quadros graves. As formas mais graves ocorrem em torno de 15% dos infectados e tem altas taxas de letalidade. Nestas formas ocorre comprometimento renal, hepático, neurológicas e episódios hemorrágicos.
O tratamento das formas leves e moderadas é sintomático e das formas graves e malignas dependem de suporte de terapia intensiva. A prevenção é realizada pela administração da vacina que é medida eficaz (imunogenicidade 90-98%) e segura (eventos graves 0,4/100.000 doses). Em 2018 foram realizados os primeiros transplantes no mundo por FA. Também procura-se avaliar se o tratamento com medicamentos com atividade sobre o vírus diminua a gravidade desta doença.

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