FÓRUM DA CBHPM PROMOVE DEBATES SOBRE ATUAL CENÁRIO DA MEDICINA

A Associação Médica de Minas Gerais foi sede do VIII Fórum da Classificação Brasileira Hierarquizada de Procedimentos Médicos (CBHPM), que contou com a participação de profissionais de medicina de várias regiões do país, representantes de entidades médicas e de setores importantes da saúde suplementar e do Estado. O evento discutiu, entre outras pautas, a pejotização da medicina, a situação dos honorários, as negociações em favor da classe médica e os principais desafios da categoria.

O encontro foi promovido pela Comissão Estadual de Honorários Médicos de Minas Gerais (CEHM), composta pela Associação Médica de Minas Gerais (AMMG), pelo Conselho Regional de Medicina de Minas Gerais (CRM-MG), pela Federação Nacional das Cooperativas Médicas (Fencom) e pelo Sindicato dos Médicos do Estado de Minas Gerais (SINMED-MG). Representantes de todas as entidades estiveram presentes no evento, que levantou questões de extrema importância para a Medicina e para o atual cenário da categoria.

A mesa de abertura do evento contou com a presença de Maria Inês de Miranda Lima, presidente da AMMG, de Cláudia Navarro Carvalho Duarte Lemos, presidente do CRM-MG, de Jordani Campos Machado, secretário geral do SINDMED-MG, e de Antônio Carlos Cioffi, presidente do Fencom. Já ao longo do dia, foram realizadas séries de debates e de palestras sobre temas como o novo processo de atualização do rol de procedimentos e o resumo da contratualização na Saúde Suplementar. Ainda estiveram em pauta na programação os estudos de melhorias para a atualização da codificação e da valoração dos procedimentos pela tabela do Sistema Único de Saúde, a prática da telemedicina, as perspectivas e os desafios da classe médica.

O presidente da AMB, Lincoln Lopes Ferreira, que foi um dos palestrantes, destacou que, em conjunto com as demais lideranças de entidades médicas nacionais, no ENEM de 2018, foi definido um manifesto em defesa da saúde que foi entregue aos presidenciáveis em defesa da saúde do Brasil. O então candidato Jair Bolsonaro recebeu o manifesto e foi o único a incluir em seu programa de governo a Carreira Médica de Estado, que vemos parcialmente implantado com a criação do programa “Médicos pelo Brasil”. A AMB participou de diversas reuniões no Ministério da Saúde a respeito da Carreira de Médica de Estado, inclusive entregando propostas ao ministério.

Lincoln ainda falou das discussões de encaminhamentos da AMB na Câmara Técnica de Contratualização e Relacionamento com Prestadores (CATEC) sobre a criação de contratos e de mecanismos que resguardem os prestadores de serviços. Destacou ainda a dinâmica da Classificação Brasileira Hierarquizada de Procedimentos Médicos (CBHPM) que mesmo tendo lançado recentemente sua edição 2018, já teve mais de 40 novos procedimentos incluídos desde janeiro. A AMB tem defendido o projeto de lei que prevê a institucionalização da classificação.

Ao longo da programação, Lincoln também foi responsável pela palestra sobre telemedicina, na qual pontuou as diretrizes da 58° Assembleia Geral da World Medical Association (WMA), realizada na Dinamarca em 2017. Em seguida, o presidente integrou uma mesa de debates ao lado da consultora técnica da AMB, Miyuki Goto, para discutir o tema.

Já o Projeto de Lei que estabelece a CBHPM como referencial dos médicos na Saúde Suplementar foi o assunto explorado pelo diretor de Defesa Profissional da AMB, Carlos Alfredo Lobo Jasmin, que apresentou um panorama sobre o cenário da CBHPM ao longo dos últimos anos, apontando as principais conquistas e desafios da classificação.

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