NESTE DIA 8 DE MARÇO, A SOCIEDADE BRASILEIRA DE CARDIOLOGIA RESSALTA A IMPORTÂNCIA DA PREVENÇÃO CARDIOVASCULAR ENTRE AS MULHERES

Segundo dados do Cardiômetro da Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC) (www.cardiometro.com.br), as doenças cardiovasculares são líderes de mortes no Brasil e vem aumentando entre as mulheres, representando 29% dos óbitos e, nos primeiros meses do ano, foram responsáveis por mais de 60 mil mortes.

Em diversos estados, as mulheres serão estimuladas a usarem roupas vermelhas no Dia Internacional da Mulher, celebrado em 8 de março. As doenças do coração matam duas vezes mais que todos os tipos de câncer, incluindo o de mama, 2,5 vezes mais que os acidentes e mortes decorrentes por violência e 6 vezes mais que as infecções, incluídas as mortes por Aids.

Pela primeira vez, o número de mulheres que morreram em consequência de um Acidente Vascular Cerebral (AVC) ultrapassou o número de homens que perderam a vida pela mesma doença: Foram 50.252 mortes de mulheres contra 50.251 óbitos masculinos, levantados em 2015, apesar de estatisticamente ser considerado 50%, a curva do gráfico é o que é relevante na análise.

Nos últimos anos (de 2010 a 2015), as mortes por AVC em homens têm seguido uma tendência de queda, enquanto nas mulheres, verificou-se uma elevação quase constante.

Segundo a presidente do Departamento de Cardiologia da Mulher da SBC, Marildes Luiza Castro, “A mulher tem duplas e até triplas jornadas, ao se dividir entre o trabalho, cuidado com os filhos e afazeres domésticos. Isso eleva o estresse, associado, muitas vezes, à falta de atividade física, má alimentação. Em algumas situações ainda há o tabagismo”.

Em relação aos infartos, as mulheres estão morrendo mais também: Há sessenta anos de cada 10 mortes, nove eram homens e apenas uma mulher. No último ano de dados disponíveis (2015) morreram 65.224 homens e 46.625 mulheres por infarto.

Para a presidente do Departamento de Cardiologia da Mulher, é preciso ficar atento aos sintomas do infarto nas mulheres que são, em muitos casos, diferentes da clássica dor no peito relatada por homens, como náuseas, vômitos, dor nas costas e no pescoço, falta de ar e indigestão.

Algumas hipóteses para essa diferenciação nos sintomas são as características biológicas, como variação hormonal; a negação ou subestimação do problema, o que dificultaria o diagnóstico e causaria atraso no tratamento; uma maior resistência à dor e fatores físicos e psicológicos, entre outros.

Para saber mais sobre o Cardiômetro da SBC, acesse:

http://www.cardiometro.com.br/

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