O FIM DO REVALIDA

As críticas sobre o Exame Revalida eram claras: pouca frequência e alto custo com judicialização. O remédio para tratar esses problemas era regulamentar a aplicação semestral do exame. Em vez disso, deputados e senadores preferiram passar por cima da Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB) para permitir que faculdades privadas integrem o processo de revalidação de diplomas médicos egressos do exterior.

O erro original, entretanto, foi cometido lá trás: escolas médicas sem nenhuma qualidade, abertas durante o governo petista, foram liberadas para funcionar livremente, e ainda se aproveitam da falta de fiscalização do Ministério da Educação (MEC). Se elas não têm capacidade para formar, como podem revalidar?

O MEC, à propósito, não possui nenhum controle sobre o processo de revalidação atual, sobre as transferências de estudantes do exterior e nem mesmo sobre os registros de estudantes dentro do País. Prova disso é o esquema bilionário de compra de vagas envolvendo faculdades privadas que vêm sendo denunciado pela AMB. E quando o número de escolas que integram o processo triplicar? Fica difícil acreditar que o MEC terá capacidade de fiscalizar o processo e impedir que maus médicos atendam à população!

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