PERSPECTIVAS DA MEDICINA PARA 2019, IMUNOTERAPIA 2.0 E DIRETRIZES PAUTAM REUNIÃO DO CONSELHO CIENTÍFICO

A reunião do Conselho Científico da AMB é um momento importante para atualizar os conhecimentos sobre os avanços da Medicina atual. No encontro desta terça-feira (26) não foi diferente. O diretor científico da AMB, Antonio Carlos Palandri Chagas, recebeu pesquisadores renomados para tratar de assuntos diretamente relacionados com o futuro da atividade médica. O presidente da AMB, Lincoln Ferreira, também esteve presente.

“As apresentações nos trouxeram ricas reflexões sobre a formação atual do médico e como aplicar a tecnologia neste contexto, sobre o futuro da imunooncologia e sobre lições de como as diretrizes devem ser empregadas na prática profissional do médico”, destaca Chagas.

MEDICINA 2019

O cardiologista e professor da Universidade de São Paulo, Protásio da Luz, dividiu com os participantes uma apresentação sobre “Avanços e perspectivas para a Medicina em 2019”. Ele abordou inovações nas áreas de genética, fisiologia, tratamentos de problemas na flora intestinal e como a Big Data pode ser usada em sistemas de gerenciamento de informações médicas.
Protásio da Luz sintetiza o que, para ele, permeia esse e outros assuntos importantes para os avanços na medicina. “De maneira geral, o futuro está ligado à medicina de precisão, a uma profunda mudança no ensino médico, à medicina translacional e à prevenção e promoção da saúde como estilo de vida. O pesquisador pode e deve estar preocupado com fenômenos bioquímicos, o médico precisa gostar e cuidar de gente”, ressalta.

IMUNOTERAPIA ONCOLÓGICA

“Imunoterapia 2.0 – avanços terapêuticos” foi o tema da palestra de Rodrigo Munhoz, oncologista e vice-presidente para ensino da Oncologia da Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica. As técnicas de tratamento imunoterápicos consistem na administração de medicamentos que estimulam o sistema imunológico e incentivam o organismo a identificar e combater células tumorais.

“Temos observado resultados significativos e que indicam a imunoterapia como um tratamento muito eficiente. A interação entre o sistema imunológico e o câncer geram efeitos antitumorais positivos e animadores. Desta forma, a imunoterapia já se configura como um novo pilar do tratamento oncológico, juntamente com a cirurgia, a quimio e a radioterapia”, reforça Rodrigo Munhoz.

DIRETRIZES

Já o coordenador do Projeto Diretrizes da AMB, Wanderley Bernardo, falou sobre diretrizes baseadas em evidências. Ele reforçou a necessidade atual de estabelecer padrões, apresentou a metodologia de desenvolvimento de diretrizes e destacou que essa responsabilidade é da AMB, com apoio científico das sociedades de especialidades.

“Para a construção de padrões responsáveis, as diretrizes baseadas em evidências devem seguir três parâmetros: revisão sistemática da literatura, contextualização e recomendações, respondendo a perguntas como qual é o benefício, o dano, nível de certeza e para quem é aplicável”, completa Wanderley Bernardo.

Foto: Gabriela Costa

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