RETROSPECTIVA AMB| LUTA CONTRA O E-CIGARRO

Os cigarros eletrônicos e vaporizadores são as novas ferramentas da indústria do tabaco para manterem como consumidores os fumantes dos cigarros tradicionais que desejam parar de fumar e para atrair novos públicos, principalmente os mais jovens. Tentam apresentá-los como alternativa, como dano reduzido. Quando, na verdade, nada mais são do que formas diferentes de entregar nicotina, substância altamente viciante.

A situação piora porque nessas novas formas de ingestão de nicotina, as doses são maiores e os efeitos ainda não foram totalmente estudados, muito menos os tratamentos para se livrar da dependência.

Em 2019, a Comissão de Combate ao Tabagismo da Associação Médica Brasileira (AMB) desenvolveu uma série de estratégias para frear o avanço destes dispositivos no Brasil, da participação em fóruns promovidos pelo governo, a campanhas próprias alertando os riscos, passando por comparecimento em debates sobre o tema, para evitar que a narrativa romantizada da indústria prevaleça.

Nessa “cruzada” contra as narrativas que distorcem a realidade, a comissão vai lançar um “fact sheet” com informações para alertar a comunidade médica e a população sobre os riscos que os dispositivos podem trazer para a saúde. “A maioria dos cigarros eletrônicos e vaporizadores contêm nicotina, que é altamente viciante, além de poderem ser misturados a outras substâncias como o THC. Nosso trabalho é desenvolver estratégias para alcançarmos um mundo livre de tabaco, não somente de fumaça”, ressalta Alberto Araújo, presidente da Comissão de Combate ao Tabagismo da AMB.

A preocupação com o uso de e-cigarro foi intensificada devido ao surgimento de uma doença associada ao uso dos dispositivos. Batizada de EVALI, ela já fez 2.291 vítimas nos Estados Unidos, em sua maioria jovens, levando 48 a óbito.

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