SBEM ALERTA: AUMENTA O NÚMERO DE MULHERES COM DIABETES

 

A campanha nacional do Dia Mundial do Diabetes, celebrado em 14 de novembro, terá como foco neste ano o tema “Mulheres e Diabetes: nosso direito a um futuro saudável“. A Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM) busca alertar para o crescente número de mulheres com a doença, que chega a 199 milhões atualmente e pode alcançar, em 2040, a marca de 313 milhões.

 

Atualmente, o diabetes é a 9ª causa principal de morte das mulheres no mundo todo, causando mais de 100 milhões de vítimas anualmente. E não para por aí. Mulheres com diabetes tipo 2 têm dez vezes mais chances de desenvolver doenças cardiovasculares. Já mulheres com diabetes tipo 1 têm um risco aumentado de aborto precoce ou de ter um bebê com má formaçãoUma em cada sete gestantes é afetada pelo diabetes gestacional – metade dessas mulheres vai desenvolver diabetes tipo 2 no período entre cinco a dez anos após o parto.

 

O número de brasileiros diagnosticados com diabetes cresceu 61,8% nos últimos 10 anos, passando de 5,5% da população em 2006 para 8,9% em 2016. Uma pesquisa realizada nesse ano de 2017 pela Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigital), e divulgada pelo Ministério da Saúde, mostra que as mulheres registraram mais casos da doença – o público feminino passou de 6,3% para 9,9% no período, enquanto os homens tiveram índices de 4,6% e 7,8%.  

 

SOBRE DIA MUNDIAL DO DIABETES

A data foi estabelecida pela Organização Mundial de Saúde, em 1991, em resposta às preocupações crescentes com a doença. O objetivo é divulgar a todos os interessados a importância de se colocar em discussão esse problema de saúde pública tão importante. Além disso, a ideia é chamar a atenção da grande população para o problema e sobretudo diagnosticar, tratar e dar a devida atenção e assistência aos pacientes. 

 

AÇÕES PELO BRASIL

Durante o mês, acontecerão ações em todo o Brasil para conscientizar a todos sobre a importância do diagnóstico e tratamento do diabetes, com atendimento e esclarecimento ao público. Confira as atividades por região em: www.diamundialdodiabetes.org.br/atividades.

 

 O QUE É DIABETES?

O Diabetes mellitus (DM) não é uma única doença, mas um grupo heterogêneo de distúrbios metabólicos que apresenta em comum a hiperglicemia, ou seja, a elevação da glicose no sangue. Esse aumento de açúcar no sangue pode acontecer por causa de defeitos na ação da insulina, na secreção de insulina no organismo, ou em ambas as situações (ação e secreção).

 

Os alimentos sofrem digestão no intestino e se transformam em açúcar, a chamada glicose, que é absorvida para o sangue e é utilizada pelos tecidos como energia. Mas para transformar a glicose em energia é necessária a presença da insulina — substância produzida nas células do pâncreas. Quando a glicose não é bem utilizada pelo organismo ela se eleva no sangue, o que chamamos de hiperglicemia.

 

DIABETES TIPO 1

Também conhecido como diabetes insulinodependente, compreende os subtipos idiopático (tipo 1A), autoimune (tipo 1B), diabetes infanto-juvenil e diabetes imunomediado. Neste tipo de diabetes, a produção de insulina do pâncreas é insuficiente, pois suas células sofrem o que chamamos de destruição autoimune. Os portadores necessitam de injeções diárias de insulina para manterem a glicose no sangue em valores normais. Se as doses de insulina não são aplicadas diariamente, há risco de complicações graves, incluindo a morte. O diabetes tipo 1, embora ocorra em qualquer idade, é mais comum em crianças, adolescentes ou adultos jovens.

 

DIABETES TIPO 2 

Chamado também de diabetes não insulinodependente, é o diabetes do adulto e corresponde a aproximadamente 90% dos casos. Ocorre geralmente em pessoas obesas com mais de 40 anos, embora na atualidade também seja visto com maior frequência em adultos jovens, em virtude de maus hábitos alimentares, sedentarismo e estresse da vida urbana. No diabetes tipo 2 a insulina está presente no organismo, porém sua ação é dificultada pela obesidade, o que é conhecido como resistência insulínica, uma das causas de hiperglicemia. Por ter poucos sintomas, na maioria das vezes, permanece por muitos anos sem diagnóstico e sem tratamento, o que favorece a ocorrência de suas complicações no coração e no cérebro entre outros órgãos.

 

SINTOMAS DO DIABETES

Aproximadamente metade dos portadores de diabetes tipo 2 desconhece sua condição, uma vez que a doença apresenta poucos sintomas. O diagnóstico precoce é importante para evitar as complicações da doença. Quando presentes, os sintomas mais comuns são: urinar diversas vezes, sede excessiva, aumento do apetite, perda de peso — em pessoas obesas a perda de peso ocorre mesmo estando comendo muito —, cansaço, vista embaçada ou turvação visual e infecções frequentes, sendo as mais comuns às infecções de pele.

 

No diabetes tipo 2 esses sintomas, quando presentes, se instalam de maneira gradativa e, muitas vezes, passam despercebidos pelas pessoas. Ao contrário, no diabetes tipo 1, os sintomas se instalam com rapidez. Quaisquer que sejam os sintomas, um médico deve ser procurado imediatamente para realização de exames que esclarecerão o diagnóstico.

 

QUEM PODE TER DIABETES?

A maioria, próximo a 90% dos portadores de diabetes, é do tipo 2, pouco sintomática, podendo passar despercebida e retardar o diagnóstico e o tratamento, além de favorecer a ocorrência de complicações. A presença de uma ou mais das seguintes condições sugerem a possibilidade de diabetes: familiares próximos portadores de diabetes, idade maior que 45 anos, excesso de peso ou obesidade, pressão alta, colesterol elevado e mulheres com antecedentes de filhos nascidos com mais de 4kg.

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