TELEMEDICINA CONTRA O COVID-19

A crise gerada pelo coronavírus traz impactos e desafios sem precedentes para o sistema brasileiro de saúde. A expectativa de um aumento de demanda, concentrada em um curto espaço de tempo, sem estimativa de prazo ou de quantidade, tornou o gerenciamento da situação um exercício de criação de cenários. O pior deles é aquele no qual a curva de infectados suba em velocidade semelhante ou pior que a vista na Itália e que se tenha um nível alto de médicos retirados da linha de frente, por terem também se transformados em pacientes.

A telemedicina (a tecnologia, na verdade) desde o início se apresentava como uma das ferramentas a ser utilizada para tentar diminuir a criticidade da situação. Nesse sentido, a manifestação do Conselho Federal de Medicina (CFM), na forma de ofício ao Ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, desta quinta-feira, 19/3, foi assertiva e de fundamental importância para o hoje e para o amanhã. Pois, assegura as condições legais para o uso da telemedicina no combate ao coronavírus nos termos que preservam a relação médico-paciente e as práticas necessárias para que a ferramenta não se transforme em uma panaceia, útil apenas aos que enxergam nela uma maneira de vender produtos e serviços, sem a preocupação com questões caras como a efetividade da utilização, os benefícios e riscos reais à pratica médica; a deturpação da questões éticas.

“O posicionamento do CFM foi de singular precisão. Entregou para ao País o que era preciso para o momento de crise atual: uso específico para o que é necessário, sem risco de uso indiscriminado ou pirotécnico”, avalia Lincoln Ferreira, presidente da AMB.

A restrição do uso da telemedicina ao período do combate ao coronavírus garante os benefícios da aplicação da tecnologia ao enfrentamento da crise ao mesmo tempo em que preserva e respeita o trabalho que vinha sendo feito de debater, de forma responsável e segura, a utilização da ferramenta de uma forma mais ampla. “O risco de a comoção da crise servir de pretexto para a telemedicina fosse usada de forma indiscriminada e danosa era imenso. Assim, o posicionamento do CFM foi providencial e certeiro”, encerra Lincoln.

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