ANS deve aproximar contato com planos para combater fraudes, diz Rebello
NK Consultores – Paulo Rebello, diretor-presidente e diretor de Gestão da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), afirmou ao JOTA que a agência pretende aproximar o contato com as operadoras para “eliminar ou minimizar” os danos causados por fraudes nos reembolsos dos planos de saúde. Durante o Seminário Nacional de Promoção de Saúde e Prevenção de Riscos e Doenças (Promoprev), que aconteceu nesta terça-feira (11/4), Rebello ressaltou que sem a comunicação das operadoras, a ANS não consegue detectar essas fraudes. Na última quarta-feira (5/4), a Companhia de Concessões Rodoviárias (CCR) demitiu 100 funcionários após detectar, em investigação interna, uso indevido do reembolso no plano de saúde.
Rebello explica que acontece uma ‘maquiagem’, feita pelos beneficiários ou pelos prestadores, no pedido de reembolso e as operadoras acabam pagando serviços que não estão no Rol da ANS, como procedimentos estéticos. “A agência está atenta a essa questão”, ressalta. Nesta segunda-feira (10/4), a ANS anunciou que estuda modificar a estrutura da Diretoria de Fiscalização (DIFIS) para ajudar a prevenir infrações. Porém, segundo o presidente, há uma dificuldade de percepção da fraude por parte da agência. “Precisamos da informação, no caso, por parte da operadora para que a gente possa detectar também, porque só com a nossa busca ativa, só com a nossa fiscalização, não conseguimos detectar”, destaca. Rebello explica que, quando uma operadora não comunica as suspeitas de fraude, a agência recebe somente a Notificação de Investigação Preliminar (NIP) do beneficiário e não tem uma versão do ocorrido do plano.
A NIP de um paciente pode gerar a suspensão de comercialização de um produto, ou uma multa para a operadora. “Você acaba prejudicando ainda mais uma operadora por uma situação que, na verdade, ela não deveria ser penalizada”, observa. E continua: “Por isso que, na verdade, precisamos estar em contato com as operadoras, temos que estar em contato com o setor como um todo, para que, detectando esses problemas, a gente consiga eliminar ou minimizar os efeitos do dano”. Para acessar a matéria completa, clique aqui.