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Diretriz de Dislipidemia 2025 destaca metas mais intensivas e reforço no controle do risco cardiovascular

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O 4º Congresso Brasileiro de Medicina Geral (CBMG), promovido pela AMB no Distrito Anhembi (SP), promove até 13 de junho uma série de debates relevantes na área da Medicina Geral. No primeiro dia do evento, um dos destaques foi a atualização da Diretriz de Dislipidemia 2025, com foco em metas mais rigorosas de controle lipídico, estratificação de risco e estratégias terapêuticas mais intensivas.

A coordenação do painel esteve sob responsabilidade do Dr. Bento José Bezerra Neto, presidente da Associação Médica de Pernambuco (AMB-PE) e vice-presidente da AMB para o Nordeste, ao lado do Dr. Álvaro Avezum Júnior, coordenador do Comitê de Pesquisa e Inovação da Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC).

A atualização da diretriz reforça a importância de estratégias mais precoces e intensivas no controle do risco cardiovascular, diante do aumento da carga das doenças ateroscleróticas na população”, afirmou o Dr. Bento.

Com o tema “Estratificação de risco e metas”, o Dr. Márcio Hiroshi Miname, médico assistente da Unidade Clínica de Lípides do InCor-HC-FMUSP, destacou a importância da identificação precisa do risco cardiovascular, reforçando que pacientes com fatores como hipertensão, diabetes e doença renal crônica devem ser classificados como de alto ou muito alto risco. Segundo ele, a abordagem terapêutica deve buscar reduções expressivas de LDL-colesterol, frequentemente superiores a 50%.

O Dr. Fernando Henpin Yue Cesena, cardiologista do Instituto Dante Pazzanese de Cardiologia (SP), ressaltou que o colesterol permanece como um dos principais determinantes do risco aterotrombótico, ao lado dos triglicérides. Ele reforçou o papel central das estatinas como base do tratamento, com benefícios consistentes na redução de infarto, acidente vascular cerebral e trombose, superando possíveis eventos adversos. Também foram discutidas estratégias não farmacológicas e terapias complementares.

Sobre o “Manejo da intolerância à estatina”, o Dr. Remo Holanda de Mendonça Furtado, diretor de Pesquisa Clínica no Brazilian Clinical Research Institute e médico assistente da Universidade de São Paulo, enfatizou que a intolerância às estatinas é frequentemente superestimada, com grande parte dos casos não confirmados em estudos controlados. Destacou fatores precipitantes como hipotireoidismo e consumo de álcool, além da importância do diagnóstico diferencial. Também mencionou avanços terapêuticos recentes e o papel de exames de imagem, como a avaliação de carótidas e a tomografia de coronárias, na estratificação de risco.

O debate reforçou a integração entre evidências científicas e prática clínica. Os participantes destacaram que a diretriz atualizada traz maior precisão na definição de metas, com redução mais intensiva do LDL-colesterol em pacientes de alto risco e maior valorização do não-HDL como marcador complementar.