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AMB defende no ENEM aplicação de exame de proficiência para médicos formados

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O primeiro tema de debate do XIV das Entidades Médicas (ENEM), sobre a formação dos profissionais de medicina, abordou o sistema de acreditação das escolas médicas, residências e exames para avaliação da formação dos estudantes. A Associação Médica Brasileira (AMB) defende a implantação de exames após a conclusão da graduação para atestar a capacidade profissional dos novos médicos do País. O ENEM acontece hoje e amanhã em Brasília, com a participação de representantes das principais entidades médicas do país, para debater e definir propostas para melhoria das condições de formação e trabalho dos médicos.

O consultor da AMB, Gustavo Salata Romão, foi um dos palestrantes e apresentou dados sobre a avaliação dos profissionais em diversos países, como EUA, Reino Unido e Canadá. Ao contrário do Brasil, onde basta concluir a graduação, em outras nações avançadas há o sistema de avaliação após a graduação médica. Em geral, são duas etapas, mas podendo chegar a três no caso dos norte-americanos, todos com testes de questões de múltipla escolha e parte teórico-prática.

Segundo Romão, os EUA exigem alguns pré-requisitos para o exercício da profissão. Além da conclusão da graduação, é preciso apresentar antecedentes criminais negativos e aprovação em exame de licenciamento em três etapas – duas durante a graduação (para verificar a evolução do estudante e autorizar a prática sob supervisão) e uma durante a residência médica – para autorizar a prática sem supervisão. O exame é aplicado por duas associações médicas independentes.

Em relação aos profissionais formados no exterior, os EUA exigem que a graduação tenha sido feita em instituição reconhecida pelo programa Faimer – fundação internacional responsável pelo avanço da educação médica e pesquisa nessa área.

No Brasil, quem se forma no estrangeiro precisa fazer o Revalida, exame aplicado pelo Ministério da Educação, em duas etapas.

No Reino Unido, também são duas etapas de avaliação, sendo uma prova teórica e outra prática. O profissional obtém primeiro um registro provisório para atuar com prática supervisionada. No final do segundo ano do estágio “foundation”, realizado entre a graduação e a residência, é possível obter o registro definitivo para prática sem supervisão. Para formados no estrangeiro, há teste de línguas e de proficiência em medicina, com 180 questões de múltipla escolha e 16 estações do modelo OSCE – exame objetivo de habilidades clinicas.

A AMB apresentou proposta de implantação de exame unificado aplicado por entidades médicas em duas etapas, com a primeira fase contendo pelo menos 120 questões objetivas de múltipla escolha e a segunda com prova prática no modelo OSCE.