Associação Médica Brasileira participa da 232ª sessão do Conselho da World Medical Association e reforça protagonismo internacional da Medicina brasileira

A Associação Médica Brasileira participou da 232ª sessão do Conselho da World Medical Association (WMA), realizada no mês passado, em Belgrado, na Sérvia. Representando a entidade, o diretor de Relações Internacionais da AMB, Carlos Serrano, integrou as discussões que reuniram lideranças médicas internacionais, associações médicas nacionais, representantes institucionais e especialistas de diversas áreas da saúde.
Considerada uma das reuniões estatutárias mais relevantes da WMA, a Council Session possui forte caráter político-institucional e normativo, funcionando como etapa preparatória para deliberações futuras da Assembleia Geral da entidade. Durante os três dias de debates, foram discutidos temas centrais para a Medicina mundial, incluindo ética médica internacional, direitos e proteção dos médicos, qualidade da assistência em saúde, transformação digital, saúde pública global e atualização de documentos normativos da organização.
Para Carlos Serrano, a participação da AMB no encontro reforça o reconhecimento internacional da Medicina brasileira e amplia a presença do País nos debates estratégicos globais.
“Estar presente na WMA significa participar ativamente da construção das diretrizes éticas e institucionais que impactam a prática médica em todo o mundo. A AMB tem buscado contribuir de maneira técnica, responsável e propositiva para essas discussões”, destacou.
Um dos temas de maior relevância da reunião foi a continuidade da revisão da Declaração de Taipei, documento que trata dos aspectos éticos relacionados a bancos de dados de saúde, biobancos, uso secundário de dados e proteção de informações médicas. O debate ganha ainda mais importância diante do avanço da inteligência artificial, do big data e da medicina de precisão.
Segundo Serrano, o tema exige atenção permanente das entidades médicas internacionais. “A transformação digital da saúde traz oportunidades importantes, mas também enormes responsabilidades éticas. Precisamos garantir segurança, privacidade, transparência e respeito aos direitos dos pacientes no uso de dados médicos”, afirmou.
A sessão também avançou em discussões sobre neutralidade médica em conflitos armados e situações de violência, saúde mental e aspectos éticos relacionados a pacientes com transtornos mentais, além da ampliação da participação de médicos jovens nos processos de formulação de políticas da WMA.
Outro destaque da atuação brasileira foi a apresentação, pela AMB, de uma proposta de revisão abrangente da “WMA Statement on Medical Education”, submetida ao Socio-Medical Affairs Committee para apreciação e circulação internacional. A iniciativa reforça o papel estratégico da entidade na construção de diretrizes globais voltadas à educação médica, qualificação profissional e fortalecimento dos sistemas de saúde.
“A educação médica é um dos pilares centrais para a qualidade da assistência e para a segurança dos pacientes. A AMB entende que é fundamental contribuir para a atualização permanente dos parâmetros internacionais de formação médica”, ressaltou Carlos Serrano.
A reunião em Belgrado também foi marcada pelo avanço de discussões relacionadas à vacinação infantil, refletindo a preocupação global diante da redução das coberturas vacinais e do ressurgimento de doenças preveníveis.
A participação da Associação Médica Brasileira na 232ª sessão do Conselho da World Medical Association reafirma o compromisso da entidade com o fortalecimento da ética médica, da educação de qualidade e da atuação institucional da Medicina brasileira no cenário internacional.
Assessoria de Comunicação da AMB