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“Criamos a CONADEM para reduzir desigualdades e contribuir por uma Medicina mais justa, plural e representativa”, explicou Dra. Luciana Rodrigues

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Em mais uma apresentação no decorrer da reunião do Conselho Deliberativo da Associação Médica Brasileira (AMB), a 1ª vice-presidente da entidade, Dra. Luciana Rodrigues falou sobre o objetivo da criação da Comissão Nacional em Defesa dos Direitos no Trabalho da Mulher Médica (CONADEM) e a sua importância. 

“Criamos a CONADEM para reduzir desigualdades e contribuir por uma Medicina mais justa, plural e representativa”, explicou a médica, representando as demais diretoras mulheres da AMB, Dra. Maria Rita Mesquita e a Dra. Cláudia Navarro, que também fazem parte da gestão e desenvolvimento do projeto.

Dra. Luciana explicou os objetivos da CONADEM aos participantes. “É preciso compreender a posição das mulheres na Medicina a partir de três dimensões complementares: sua presença nos espaços formais de liderança, suas trajetórias e barreiras vividas no exercício do poder institucional, e as diferenças de carreira, trabalho, remuneração, família, discriminação e desafios profissionais entre médicas e médicos”.

Pesquisa sobre as mulheres médicas
Dra. Luciana detalhou um pouco sobre o trabalho de pesquisas junto às mulheres médicas, desenvolvidos pelo CONADEM. “Ao longo das entrevistas, ficou evidente a dificuldade que muitas médicas ainda enfrentam para se expressar, para serem ouvidas e, sobretudo, a ausência de apoio à maternidade. Esses relatos reforçam que nós, como entidade médica, precisamos avançar na construção de políticas públicas que apoiem efetivamente essas profissionais. Muitas delas, inclusive, relataram ter sido as primeiras a ocupar posições de liderança, o que evidencia a escassez de referências ao longo dessa trajetória”, explicou ela.

Os estudos já realizados nos permitiram compreender quem permanece à margem dos cargos institucionais e como as mulheres líderes vivenciam suas trajetórias. “Agora, com um levantamento nacional em andamento, buscamos ampliar esse olhar, alcançando a categoria médica de forma mais abrangente. Já contamos com milhares de respostas e seguimos investigando aspectos como formação, desafios, barreiras, discriminação, vínculos profissionais e expectativas em relação às entidades médicas”, destacou a Dra Luciana.

Ela afirmou ainda que o objetivo é claro: reduzir desigualdades e contribuir para uma medicina mais justa, plural e representativa. “Para isso, defendemos ações que envolvam governança e transparência, equidade nos processos de seleção, melhores condições de trabalho, apoio à parentalidade, igualdade salarial e oportunidades equitativas de progressão na carreira”. A Dra. Luciana também acredita no fortalecimento de lideranças por meio de mentoria, formação e mudança cultural nas instituições, promovendo uma liderança inclusiva e diversa.

“Queremos medir, monitorar e sustentar essa transformação. E, para isso, o diálogo é fundamental. Seguiremos ouvindo, refletindo e construindo, de forma coletiva, caminhos para avançarmos na promoção dos direitos da mulher médica”, reforçou ela. 

As transformações demográficas, com o aumento do número de mulheres médicas no Brasil – que hoje já ultrapassa o número de médicos homens – foi um dos pontos explanados pela gestora em sua apresentação. A especialista deu destaque às desigualdades de gênero que afetam a carreira da mulher médica, sua remuneração, seu reconhecimento e cargos de liderança.

Assessoria de Comunicação da AMB