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Resultados da WMA e conquistas da Comissão do Médico Jovem foram alguns dos temas debatidos durante reunião do Conselho Deliberativo

Durante sua participação, o diretor de relações internacionais da AMB, Dr. Carlos Serrano, fez um balanço dos principais resultados da 2ª Reunião Regional Aberta de Especialistas da World Medical Association (WMA)

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Dando sequência às apresentações na reunião do Conselho Deliberativo da Associação Médica Brasileira, realizadas nesta segunda-feira (4), na sede da Associação Paulista de Medicina (APM), foram apresentados os resultados da 2ª Reunião Regional Aberta de Especialistas da World Medical Association (WMA), no último semestre e as conquistas da Comissão do Médico Jovem. 

Durante sua participação, o diretor de relações internacionais da AMB, Dr. Carlos Serrano, fez um balanço dos principais resultados da 2ª Reunião Regional Aberta de Especialistas da World Medical Association (WMA), sobre a revisão da Declaração de Taipei. A reunião foi realizada em março deste ano, em São Paulo.  Ele destacou a importância da participação das sociedades de especialidade e federadas durante o encontro e quais as perspectivas após a versão revisada da Declaração de Taipei.   

“O que debatemos no evento da WMA  fará parte do processo de construção da versão revisada da Declaração de Taipei. Um marco histórico para as entidades médicas brasileiras e para a Medicina no mundo”, descreveu ele.  Serrano lembrou que foram discutidos aspectos importantes da governança dos dados clínicos e dos espécimes biológicos de pacientes, especialmente quanto à responsabilidade sobre o uso dessas informações.   Segundo ele, a revisão busca reforçar mecanismos que garantam que dados e materiais biológicos armazenados para pesquisa não sejam utilizados de forma inadequada, como em aplicações administrativas, comerciais ou políticas que possam representar riscos aos pacientes. “Os verdadeiros proprietários dessas informações são os próprios pacientes, que colaboram com pesquisas e confiam seus dados às instituições científicas”, finalizou. Saiba mais sobre o tema.

Comissão Nacional do Médico Jovem da AMB – Origem e projetos

Trazendo como tema principal ‘O Médico Jovem como Pilar do Futuro da Medicina’, o presidente da Comissão Nacional do Médico Jovem (CNMJ) da AMB, Zeus Tristão começou sua apresentação na reunião do Conselho Deliberativo na APM, nesta segunda-feira (4), explicando sobre a origem do grupo de trabalho coordenado pelo diretor acadêmico da AMB, Dr. Clóvis Constantino, composto por médicos de diversos cantos do Brasil que estão em início de carreira. O jovem citou também projetos da CNMJ, como o ‘Me formei, e agora?’, direcionado à conexão direta com a base estudantil dos cursos de Medicina, com o objetivo de preparar médicos para desafios reais.

Segundo Zeus Tristão, presidente da Comissão Nacional do Médico Jovem, “a representação estudantil nem sempre reflete toda a base, e entidades como atléticas e centros acadêmicos podem ampliar esse alcance e aproximar mais os alunos”. Ele destacou a importância dessa conexão direta: “é fundamental estarmos próximos da base estudantil, preparando médicos para os desafios reais da profissão”.

Tristão também ressaltou o avanço da comissão: “em poucos meses, passamos a ocupar espaços em que antes não estávamos, ampliando nossa presença institucional e participação em eventos”. Além disso, enfatizou iniciativas voltadas ao bem-estar: “temos promovido debates importantes, como saúde mental e burnout, temas essenciais para o médico jovem”.

Segundo o Dr. Clóvis Francisco Constantino, diretor da Comissão Nacional do Médico Jovem e diretor acadêmico da AMB, “incentivamos a adesão às nossas associações e entidades, mas ainda enfrentamos um paradoxo: muitas vezes não incluímos médicos jovens nas chapas de direção”. De acordo com ele, “sem essa participação nos cargos diretivos, torna-se mais difícil engajar essa geração no trabalho desenvolvido pela AMB ao longo de seus 75 anos”.

O médico defendeu uma mudança de postura: “é fundamental montar chapas com a presença de jovens, pois são competentes e estarão mais motivados a contribuir com as entidades”.

Assessoria de Comunicação da AMB