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A INEFICÁCIA DAS MÁSCARAS CIRÚRGICAS E MÁSCARAS DE PANO SÃO ABORDADAS NA ATUALIZAÇÃO DAS DIRETRIZES DA AMB SOBRE COVID-19

A AMB atualiza suas DIRETRIZES sobre a COVID-19, onde acrescenta um novo trabalho demonstrando que as máscaras cirúrgicas e de pano não protegem o ambiente contra a disseminação do vírus em pacientes com tosse e espirro. Ainda nesta atualização foi excluída as informações referentes ao uso da cloroquina na dose alta de 1.2 g, pois além da ausência de evidência atual de sua eficácia independente da dose utilizada na infecção pela COVID-19, essas doses elevadas não tem se demonstrado adequadas.

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DIRETRIZES AMB: COVID-19

A AMB, que têm 54 Sociedades de Especialidade filiadas que compõem os departamentos Científicos da entidade para as mais diversas especialidades, publicou, no dia 31 de março, diretrizes sobre o Covid-19, sob o nome, “Coronavírus – o que fazer hoje, olhando o amanhã?”. Atualizado ontem à noite (01/4) o documento “Diretrizes AMB: Covid-19” já está disponível e que será atualizado à medida que novas pesquisas e orientações forem surgindo.

Dividias em quatro eixos, as diretrizes abordam: a localização dos casos, com foco no diagnóstico precoce e prevalência dos pacientes com Covid-19; o isolamento hospitalar, domiciliar e social para evitar propagação do vírus; proteção dos profissionais de saúde; e desenvolver estrutura assistencial capaz de cuidar de maneira apropriada dos casos mais graves que requeiram internação, sobretudo em Unidades de Terapia Intensiva (UTI).

A partir desses eixos, foram elaboradas recomendações isentas, transparentes e baseadas em evidências científicas para procedimentos relacionados ao Covid-19, pesquisa da cloroquina ou hidroxicloroquina e Azitromicina no tratamento de pacientes com a doença, e cálculos para isolamento populacional e colapso do sistema.

Nos próximos dias, a AMB lançará uma plataforma para que gestores possam fazer estimativas sobre o crescimento do novo coronavírus em sua região e identificar o índice de colapso do sistema de saúde, a fim de embasar as tomadas de decisões. O tema é tratado no item 6 da publicação.

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CONVÊNIO ENTRE AMB, SOCIEDADES DE ESPECIALIDADE E MINISTÉRIO DA SAÚDE EM PAUTA

A reunião do Conselho Científico da AMB, realizada nesta terça-feira (17), trouxe dois assuntos para apresentação e discussão: convênio entre AMB, sociedades de especialidade e ministério da saúde e um panorama sobre transplante de órgãos no Brasil.

Por convite do diretor Científico, Antonio Carlos Palandri Chagas, esteve presente o diretor do departamento de Gestão e de Regulação do Trabalho em Saúde do Ministério da Saúde (SEGTS), Alessandro Vasconcelos. que anunciou a iniciativa do atual Governo Federal em realizar parceria, através de convênio, com a AMB e Sociedades de Especialidade no sentido de desenvolver novas diretrizes clínicas para utilização no Sistema Único de Saúde (SUS).

“É importante que os temas escolhidos para debate nas reuniões contribuam para a melhoria do atendimento e segurança de pacientes e médicos. O programa a ser desenvolvido com o convênio contribuirá para isso”, comenta Antonio Carlos Palandri Chagas.

O programa, efetivamente, deverá ter início no ano que vem, quando já deverá estar assinado o convênio entre a AMB e o Ministério da Saúde. “Precisamos rever as diretrizes atuais, atualizá-las, assim, como ampliar esse tema de maneira interprofissional”, explicou Alessandro.

 

O coordenador do Programa Diretrizes da AMB, Wanderley Bernardo, é quem estará à frente dos trabalhos. Ele, inclusive, já enviou para avaliação do Ministério da Saúde, os temas das diretrizes produzidas pela AMB em conjunto com as Sociedades de Especialidade. “É de extrema  importância esse trabalho para incorporação de inovações, visando a oferta de medicina de qualidade à população brasileira”, sentenciou Bernardo.

Quanto às Especialidades, o diretor da SEGTS destacou ainda que contará com o apoio das Sociedades filiadas à AMB em outros pontos, além de suas participações no Programa Diretrizes: 1) definição de matriz estrutural mínima para os programas de residência médica 2) Parecer técnico nos processos de incorporações técnicas na Conitec e 3) Participação de forma a reconhecer o papel da Residência Médica como padrão-ouro para a medicina nacional.

 

O encontro contou também com a participação do presidente da Associação Brasileira de Transplante de Órgãos (ABTO), Paulo Pego Fernandes, que aceitou o convite da Diretoria Científica, para apresentar um panorama do Transplante de Órgãos no Brasil, que hoje ocupa a segunda posição em nível mundial em número de transplantes, atrás apenas dos Estados Unidos.

“No entanto, quando comparado a números efetivos de doares, caímos para a 21º posição, por falta de envolvimento das pessoas, o que impacta sobremaneira a decisão no momento da doação”, explicou Pego. Dentre outros fatores que inibem o melhor desenvolvimento de transplantes no país estão: o reconhecimento de morte encefálica; estrutura limitada na qualidade para transplantes; manejo inadequado de potenciais doadores. Ele também defendeu uma maior participação da ANS quanto à exigência de transplantes por parte dos planos de saúde. “Hoje, 95% são realizados pelo SUS, cuja verba é insuficiente para a demanda existente. Em nosso país, diariamente, 18 pessoas deixam a fila de espera, porém apenas 4 recebem transplante”, finalizou.

Ainda como parte da pauta, a reunião contou com a participação de representantes do Convention&Visitors Bureau do Estado de São Paulo, oferecendo sua estrutura, de forma a incentivar que as Sociedades de Especialidade realizem seus eventos na capital paulista.

Foto: César Teixeira