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Aumento do IPI sobre cigarros deve contribuir para redução de consumo, avalia Comissão de Combate ao Tabagismo da AMB

Aumento do IPI sobre cigarros deve contribuir para redução de consumo, avalia Comissão de Combate ao Tabagismo da AMB

Aumento do IPI sobre cigarros deve contribuir para reducao de consumo avalia Comissao de Combate ao Tabagismo da AMB

A Comissão de Combate ao Tabagismo da Associação Médica Brasileira (AMB) avalia positivamente a decisão do governo de elevar a alíquota do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) incidente sobre cigarros. A medida, anunciada na última semana (dia 9), prevê aumento de R$ 2,25 para R$ 3,50 por maço de 20 unidades, além da elevação do preço mínimo de R$ 6,50 para R$ 7,50.

Para a Comissão, o encarecimento dos produtos derivados do tabaco é uma das estratégias mais eficazes e reconhecidas internacionalmente para reduzir o consumo, especialmente entre jovens e populações de menor renda, mais sensíveis à variação de preços.

Segundo o coordenador da Comissão, Dr. Ricardo Meirelles, a política tributária é um instrumento essencial no enfrentamento ao tabagismo. “O aumento de impostos sobre cigarros está entre as medidas mais efetivas para diminuir a iniciação ao tabagismo e estimular a cessação entre os fumantes. Trata-se de uma estratégia respaldada por evidências científicas e por organismos internacionais de saúde”, afirma.

Dados da Pesquisa Nacional da Saúde do Escolar (PeNSE) de março último, apontam que a proporção de fumantes adultos nas capitais brasileiras aumentou 11,6% em 2024, quebrando uma tendência de queda de quase duas décadas, após registrar 9,3% em 2023.

O aumento de 25% em apenas um ano é atribuído à popularidade de cigarros eletrônicos e à falta de reajuste nos preços dos cigarros”, explica Meirelles.

Elevação dos preços

O aumento do preço nos cigarros foi justificado como uma forma de compensar a renúncia de receitas decorrente da redução de tributos sobre combustíveis, mas especialistas destacam que, independentemente do contexto fiscal, a elevação de preços contribui diretamente para a proteção da saúde pública.

Ainda que a motivação imediata seja econômica, o impacto sanitário é extremamente relevante. Quanto mais caro o cigarro, menor tende a ser o consumo, o que se traduz em menos doenças e mortes relacionadas ao tabagismo no médio e longo prazo”, reforça Meirelles.

A Comissão da AMB também ressalta que o Brasil é signatário de acordos internacionais que recomendam o aumento contínuo da tributação sobre produtos de tabaco como forma de desestimular o consumo. Nesse sentido, a entidade defende que a política de preços seja acompanhada de outras ações integradas, como campanhas educativas, ampliação do acesso ao tratamento para cessação do tabagismo e combate ao mercado ilegal.

Apesar de o governo já ter promovido reajustes em 2024, a avaliação de especialistas é de que os aumentos anteriores não foram suficientes para produzir o impacto esperado. “É fundamental que essas políticas sejam contínuas e ajustadas de acordo com a realidade do mercado. O tabagismo é uma epidemia que exige respostas consistentes e permanentes”, conclui o coordenador.

A AMB reafirma seu compromisso com a promoção da saúde e a defesa de políticas públicas eficazes para a redução do tabagismo, um dos principais fatores de risco evitáveis para doenças crônicas e mortalidade no Brasil.

Assessoria de Imprensa

Carlos Prado

comunicacao@amb.org.br

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