18º Congresso da SOBRICE | SBNR 2015

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São Paulo receberá o 18º Congresso da Sociedade Brasileira de Radiologia Intervencionista e Cirurgia Endovascular e Congresso da Sociedade Brasileira de Neurorradiologia Diagnóstica e Terapêutica – SOBRICE | SBNR 2015 – que ocorrerá de  9 a 11 de julho no Centro de Convenções Rebouças.

Novidades como robótica em intervenções, atualidades em stents absorvíveis, radioembolização para tumores hepáticos, tratamento de malformações vasculares, acesso pela artéria radial para intervenções vasculares e não vasculares, personalização no tratamento combinado de técnicas minimamente invasivas para tumores, além de inovações em correções de aneurismas torácicos e abdominais.

Os workshops ocorrerão em salas satélites sempre visando uma interação entre os apresentadores e público com discussões de casos clínicos e possibilidade de trocas de experiências entre os participantes.

O congresso conta também com os já tradicionais simuladores eletrônicos, onde os congressistas poderão, em ambiente virtual, realizar procedimentos simulando-os como em uma sala de intervenção, podendo inclusive inserir seus casos clínicos e programar a futura intervenção.

Os trabalhos científicos, em forma de pôsteres, também tradicionalmente, estarão presentes, sendo que a comissão julgadora elegerá os três primeiros melhores trabalhos que receberão prêmios.

Informações e inscrições em: www.sobrice2015.com.br

Os erros graves na saúde

O aumento do custo dos planos de saúde – mesmo os empresariais – para os usuários reabre a discussão sobre o papel que os prestadores privados de serviços devem assumir no futuro, no setor da saúde. E também sobre o papel da rede de saúde pública, pois suas notórias deficiências levaram uma grande parcela da população – hoje na casa dos 50 milhões – a procurar refúgio nos planos de saúde nas últimas décadas. Uma opção que vai encarecendo e ficando cada vez mais difícil.

Reportagem do jornal Valor mostra que as dificuldades criadas pela crise econômica já estão levando as empresas a reavaliarem os planos oferecidos a seus empregados, tanto no que se refere à participação destes nos custos de alguns procedimentos como na opção por planos de abrangência regional, mais baratos. Uma conduta que é explicada também pelo fato de esse benefício ter um peso considerável em seus custos, já que é a maior despesa do setor de Recursos Humanos. E uma despesa que dificilmente pode ser cortada, porque se incorporou de tal forma à relação empregador-empregado que faz parte de acordos sindicais.

A participação dos empregados nos custos de consultas e exames, que já existe há algum tempo, está aumentando. De 10% em média hoje, estima-se que ela deve ficar em pouco tempo entre 20% e 30%. Em consultas feitas em pronto-socorro, a contribuição do funcionário já é de 30% em alguns casos. Isso alivia a empresa, porque reduz sua participação e também porque tende a evitar o uso considerado exagerado do benefício, restringindo-o ao indispensável, o que por sua vez leva a operadora do plano de saúde a conceder desconto na renovação do contrato.

A tendência dos planos de saúde empresariais, que representam 65% do total, é de se tornarem cada vez mais caros para os empregados. E essa situação não deve mudar quando passar a crise, pois dificilmente as empresas abrirão mão dessa economia. Quanto aos planos de saúde individuais, há muito tempo que eles se tornaram caros. Finalmente, os elevados custos dos modernos tratamentos e exames médicos também encarecem os planos.

Em resumo, tudo indica que o acesso à saúde privada vai se limitar progressivamente às pessoas de faixas de renda mais altas, com exclusão até mesmo, num futuro não muito distante, de fatias importantes da classe média. A incorporação a esse setor de camadas sociais ascendentes, incentivada pelo governo federal, está se revelando, portanto, inviável.

Os últimos governos – por ironia, justamente os que mais se proclamam defensores das camadas de baixa renda – tomaram na área de saúde decisões desastradas e irresponsáveis. Apostaram demagogicamente na expansão dos planos de saúde – sem base em estudos sérios que mostrariam facilmente seus limites, como se está comprovando agora – e deixaram de investir no Sistema Único de Saúde (SUS), que atende três quartos da população, em especial os mais pobres.

Dois exemplos bastam para provar isso. O primeiro é a falta de atualização da tabela de procedimentos do SUS, que cobre apenas 60% dos seus custos. Como os hospitais filantrópicos conveniados, especialmente as Santas Casas, não tinham condições de cobrir indefinidamente os 40% restantes, acabaram se endividando e entrando numa crise que só se agrava. O socorro prestado pelo governo de tempo em tempo não passa de um remendo. E, como essas instituições respondem por cerca de 45% dos atendimento do SUS, é fácil de constatar a extrema e perigosa fragilidade do sistema de saúde pública.

O segundo é a eliminação de mais de 14 mil leitos de internação nos hospitais da rede pública, em apenas quatro anos, de julho de 2010 a julho de 2014, como constatou estudo feito pelo Conselho Federal de Medicina (CFM), com base em dados do Ministério da Saúde.

O investimento na rede pública de saúde, como mostra o exemplo dos países da Europa ocidental, no qual se inspiraram os legisladores para criar o SUS, é a saída óbvia para oferecer atendimento médico e hospitalar digno à população. Urge retomar esse caminho para recuperar o tempo perdido.

 

Fonte: O Estado de S. Paulo – Opinião

Mandetta presidirá a Subcomissão Especial da Carreira Médica na CSSF

O deputado federal Mandetta foi eleito nesta quinta-feira (16/04), presidente da Subcomissão Especial da Carreira Médica (SUBCAMED) na reunião ordinária da Comissão de Seguridade Social e Família (CSSF).

A subcomissão faz parte das prioridades impostas pelos deputados que representam a classe médica e que pretendem debater o aumento no número de instituições que oferecem cursos de graduação em medicina, com o déficit no número de vagas na residência e com a falta de um plano de carreira para a categoria.

Segundo o parlamentar, existe uma preocupação muito grande com a quantidade de faculdades de medicina no país que precarizam o ensino médico e a qualidade da medicina.

Dados do Conselho Federal de Medicina revelam que de 2000 até 2014, a quantidade de faculdades de Medicina no país dobrou. Atualmente, o país possui 216 escolas, número superior à China (150) e Estados Unidos (149), países com população maior que a brasileira. No Brasil, esse crescimento se deve às faculdades particulares, que já são 60% do total. A cada ano, são formados no Brasil, mais de 19 mil médicos.

Para mudar essa situação, Mandetta espera definir na subcomissão uma regulamentação para esse setor, de modo que o governo valorize mais a qualidade do que a quantidade de faculdades.

Outra preocupação apresentada pelo deputado foi o plano de carreira dos médicos. Mandetta criticou a política do governo federal que, em vez de oferecer um plano de carreira para os médicos do Sistema Único de Saúde (SUS), prefere importar médicos de outros países para atuarem com contratos precários nas pequenas cidades.

“Como o governo não quer fazer essa proposta, não quer oferecer concurso, não quer ter a responsabilidade desta gestão, ele encontrou um caminho mais fácil na atenção básica de trazer médicos de Cuba. Mas está deixando médicos brasileiros à mercê da ótica de mercado”, acrescentou.

Mandetta reforçou que a subcomissão exercerá um papel importante no diálogo com o governo e as entidades médicas. “Tenho certeza que vamos fazer um excelente trabalho nessa subcomissão e assim garantir que a carreira médica seja reconhecida como ela realmente merece no nosso país”, finalizou.

A subcomissão conta com 29 deputados federais e o primeiro trabalho será definir três relatores para cada área de atuação da carreira médica: graduação, pós-graduação e mercado de trabalho.

Diretor da AMB é eleito coordenador do Comitê de Assuntos Médicos Sociais da WMA

Miguel Roberto Jorge assume o posto até 2016, com o desafio de colocar na agenda discussões e assuntos que envolvam pacientes e médicos dos países emergentes, inclusive o Brasil

A Associação Médica Mundial (World Medical Association – WMA) elegeu nesta quinta-feira, dia 16 de abril, durante a 200ª Reunião do Conselho da entidade, em Oslo, Noruega, o novo coordenador do Comitê de Assuntos Médicos Sociais. Quem assume o posto é o psiquiatra Dr. Miguel Roberto Jorge, atual 2º tesoureiro da AMB (Associação Médica Brasileira) e que também já atuou na entidade como diretor de Relações Internacionais, durante a gestão 2011-2014. Jorge será coordenador na WMA até 2016, após ser eleito com ampla maioria dos votos dos membros do comitê.

Dr. Miguel Roberto Jorge

Dos três comitês da WMA, o de Assuntos Médicos Sociais é o que tem a principal agenda, justamente por participar diretamente de assuntos e questões que envolvam pacientes e os trabalhos e direitos dos médicos e demais profissionais da medicina, como, por exemplo, saúde pública, sistemas de saúde e estrutura para o exercício da medicina.

De acordo com o Dr. Jorge, além dos assuntos comuns da medicina mundial, na sua gestão, o comitê também passará a discutir mais as problemáticas e soluções apresentadas pelos países em desenvolvimento, o que inclui o Brasil. “Esta eleição é representativa para mostrar o respeito que os membros do conselho têm pela AMB. Dessa forma, acredito que um dos nossos principais desafios é ampliar esse reconhecimento à medicina brasileira, da América Latina e de países emergentes para colocarmos mais em discussão assuntos que envolvam não só a medicina em países de primeiro mundo, mas também as nossas questões e nossos problemas específicos”, comenta.

Já empossado, Jorge teve na pauta do seu primeiro dia como coordenador do Comitê de Assuntos Médicos Sociais, temas como violência contra mulheres e crianças, saúde móvel, proposta de declaração da WMA na prestação de apoio de saúde às crianças de rua, entre outros assuntos.

Para o presidente da AMB, Dr. Florentino Cardoso, a notícia foi recebida com satisfação e entusiasmo. “A AMB ficou muito feliz com a eleição do Dr. Miguel Jorge. Isso mostra o quão reconhecida é a entidade no cenário mundial, como legítima representante do movimento associativo brasileiro, fazendo com que tenhamos ainda mais espaço nos diferentes fóruns que falam sobre saúde, medicina e o médico”.

Sobre a WMA

Fundada em 1947, a WMA é uma organização internacional que representa os médicos de todo o mundo. A entidade tem como missão servir a humanidade na tentativa de estabelecer os mais altos padrões em educação, ciência, arte e ética médicas, além da assistência de qualidade a todos os cidadãos. Atualmente, são 111 países membros da associação.

 

Projeto SBMN: Expansão da Medicina Nuclear no Brasil

Com o objetivo de aperfeiçoar e fortalecer a medicina nuclear no Brasil, a SBMN convoca todos a contribuírem com o projeto de expansão da especialidade no País.

Recentemente, o presidente da SBMN, Claudio Tinoco, e o diretor George Coura Filho foram recebidos em audiência no Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) e apresentaram ao ministro Aldo Rebelo proposta de um plano de desenvolvimento da especialidade.

Na ocasião, Tinoco e Coura Filho estavam acompanhados do presidente da Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN/MCTI), Angelo Padilha, que levantou a possibilidade de criar um plano e acrescentou que não apenas a CNEN apoiaria, mas que seria estabelecida uma atuação conjunta para alcançar essa meta.

Diante da receptividade do MCTI à proposição, a SBMN convida seus associados e demais interessados a enviarem sugestões referentes a iniciativas que venham a impulsionar a medicina nuclear em suas diferentes esferas de atuação.

​Participe! Acesse o formulário online e compartilhe suas proposições até 27 de abril.

Mais informações: www.sbmn.org.br

AMB participa de atividades em Oxford

Dia 12 de abril, Florentino Cardoso, presidente da Associação Médica Brasileira, participou do TTi (Testing Treatments Interactive) Editorial Alliance, evento que reuniu outros 30 representantes de diferentes países. Durante a agenda de trabalho, foi apresentada a tradução em português da obra médica “Avaliação de Tratamentos de Saúde”, que tem Iain Chalmers como um dos cinco autores, e revisão de Cardoso & cols.
Florentino adiantou que o lançamento do livro no Brasil está previsto para junho de 2016 e teceu elogios à produção: “Foi bastante apreciada. Estamos na vanguarda para incentivar a medicina baseada em evidência”, ressaltou.
Nos dias 13 e 14 de abril, o presidente da AMB também esteve presente no Evidence Live 2015, realizado pela Universidade de Oxford, por iniciativa da editora BMJ (British Medical Journal) em parceria com o Centro de Medicina Baseada em Evidências do Nuffield Department of Primary Care Health Sciences.
O evento tem como objetivo discutir possibilidades de melhoria da saúde, combinando debate sobre problemas atuais da área com educação e habilidades práticas de desenvolvimento.

Florentino Cardoso e Iain Chalmers no Evidence Live 2015
Florentino Cardoso e Iain Chalmers no  Evidence Live 2015

Falta de vagas a residentes prejudica formação de novos médicos

Hospital de Base é uma das referências na área em Rio Preto (SP).
Problema é que são muitos médicos e poucas vagas na região.

O Hospital de Base de São José do Rio Preto (SP) é referência na área de residência, tanto que vários alunos chegam de outros lugares do Brasil para aprenderem no hospital. Para os recém-formados, a residência funciona como um período de treinamento. Mas o problema é que são muitos médicos e poucas vagas.

A equipe de residentes acompanha o médico especialista e discute detalhes do estado de saúde de cada paciente. A médica Priscila Takahashi veio do Mato Grosso do Sul, porque na cidade dela não existe residência na área de geriatria. “Busquei referência com outros profissionais dos melhores locais e o HB era um deles. O contato com o paciente a gente põe em prática o que a gente aprendeu na faculdade”, diz Priscila.

O HB em Rio Preto é considerado um dos mais importantes hospitais universitários do estado de São Paulo. Atualmente, o hospital emprega cerca de 400 residentes, que atuam em mais de 60 especialidades.

A residência é o período de especialização do médico. Depois que ele conclui os seis anos de faculdade, já pode atuar como clínico geral, mas se preferir atuar numa área específica tem que estudar por pelo menos mais três anos. “Para ingresso na residente médica é preciso um concurso de seleção pública, onde neste ano 1.500 candidatos buscaram a vaga e tivemos um acréscimo de 50% na procura em relação ao ano anterior”, afirma Emerson Quintino, médico coordenador dos residentes.

Hoje, a área mais disputada entre os novos médicos é a radiologia. Os residentes aprendem a fazer o laudo dos exames. A residente Paula Nardossi não teve dúvidas na hora de escolher. “Acho que é uma área interessante porque engloba toda a medicina, acaba sendo mais difícil porque é preciso ver tudo de todas as formas”, diz a residente.

Um dos principais fatores que atraem recém-formados para Rio Preto é a possibilidade de se especializar nas mais diversas áreas da medicina. A pediatria, por exemplo, é uma especialidade que vinha registrando baixa procura de residentes na região, depois que o Hospital da Criança foi inaugurado na cidade, a realidade começou a mudar.

Por ser um centro de referência, o local tem atraído médicos novos que querem seguir carreira cuidando de crianças. O residente na área de pediatria Mateus Mendonça Vargas atendeu um paciente pela primeira vez. E o paciente é bem pequenininho, o Miguel tem só cinco dias de vida. “É um desafio, outro grau de responsabilidade por já ser médico, mesmo com a supervisão, a gente se sente mais importante”, diz Mateus.

Mas nem todos os recém-formados tem a mesma sorte que Mateus. Hoje, no Brasil, por ano se formam cerca de 10 mil médicos. E a oferta de vagas de residência não chega nem a sete mil. Ou seja, três mil profissionais ficam sem a especialização e isso é preocupante, na opinião de Dulcimar de Souza, o diretor da Famerp, a Faculdade de Medicina de Rio Preto. “É uma dificuldade grande e isso vai canalizar lá na residência médica e pode comprometer a formação dos futuros médicos”, afirma.

A radiologista Luciana Vargas é um exemplo de como a residência é um período importantíssimo na carreira de um médico. Ela se formou em Rio Preto, fez residência no HB e hoje com mais de 20 anos de experiência, auxilia quem acabou de sair da faculdade. “A gente passa a experiência que a gente sabe para o residente e a maior gratificação é ver os meninos bem no mercado”, afirma Luciana.

A Famerp de Rio Preto tem 63 programas credenciados na Comissão Nacional de Residência. São bolsas financiadas pela Secretaria Estadual da Saúde, Ministério da Saúde e pela própria Famerp. A seleção de residentes é feita uma vez por ano e o trabalho é remunerado. O próximo concurso será em dezembro e os aprovados começam a residência em março do ano que vem. O telefone para outras informações é o (17) 3201-5060.

Residentes aprendem no Hospital de Base em Rio Preto (Foto: Reprodução/ TV TEM)Residentes aprendem no Hospital de Base em Rio Preto (Foto: Reprodução/ TV TEM)
Fonte: G1 Rio Preto e Araçatuba

Abertura desenfreada de escolas médicas

É nítida a batalha do Governo pelo aumento do número de escolas médicas. O Brasil possui hoje 247 instituições públicas e privadas, que oferecem anualmente perto de 22 mil vagas, número superior ao de países como China e Estados Unidos.

Os cursos são criados até mesmo sem ter as adequadas condições de funcionamento (estrutura física e corpo docente qualificado, por exemplo). São diversos casos denunciados pelos alunos que sentem-se enganados, e mesmo assim, a estrutura permanece precária.

Utilizar critérios para habilitar cidades a fim de receber Cursos de Medicina vai colocar em risco a saúde das pessoas, pois não formarão adequadamente. Cidades escolhidas nesse momento, não tem as mínimas condições, porque nem saúde de qualidade ten. Quantas escolas médicas quer o Governo? Por que não ampliar vagas nas boas escolas existentes, quer públicas ou privadas.

Tem sido amplamente demonstrado que a falta de profissionais se deve especialmente à má distribuição dos médicos entre regiões, cidades. Desigualdades de acesso e qualidade entre o sistema público e privado, não se resolverá com mais vagas e com novos cursos. O governo federal preocupa-se com a quantidade, sem a necessária observância à qualidade na formação médica. Já sabíamos que a saúde não é prioridade para o Governo, agora também comprovamos que a educação também não é, mesmo como a enganosa propaganda da “Pátria Educadora”.

II CURSO DE BIOESTATÍSTICA SIMPLIFICADA PARA O MÉDICO

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A ABM – Associação Bahiana de Medicina está organizando para os dias 10 e 11 de abril de 2015 Medicina Baseada em Evidências II CURSO DE BIOESTATÍSTICA SIMPLIFICADA PARA O MÉDICO. O objetivo é fornecer aos alunos conhecimentos de bioestatística e metodologia científica, essenciais para a leitura e interpretação de artigos científicos.

VAGAS LIMITADAS!

Mais informações: http://goo.gl/TNdtXa

FENAM e estudantes de medicina cobram do MEC solução para o FIES

Foi realizada nesta quarta-feira (1º), em Brasília, uma audiência entre a Federação Nacional dos Médicos (FENAM), o ministro Interino da Educação, Luiz Cláudio Costa, e a Associação dos Estudantes de Medicina. Um dos pontos discutidos é a dificuldade dos estudantes de medicina em obter ou renovar o financiamento pelo Programa de Financiamento Estudantil (FIES), e os altos preços das mensalidades nas faculdades, em torno de R$ 5 mil a R$ 6 mil.

O diretor de Comunicação da FENAM, Jorge Darze, mostrou na audiência a preocupação da FENAM com relação aos acadêmicos que estão nos programas de financiamentos do governo. “Os estudantes estão se sentindo ameaçados diante do arrocho do governo no pagamento das bolsas, mas saímos da audiência com a garantia de que haverá continuidade no financiamento dos que já estão matriculados. O que ficou nebuloso foi a disponibilidade de novas bolsas. Isso nos preocupa porque o governo quer aumentar o número de vagas nas escolas privadas de medicina”, afirmou Darze.

Com relação a este assunto, o ministro da Educação afirmou que não haverá diminuição nas bolsas em curso e apresentou os últimos números sobre os contratos aditados pelo FIES, que saltou de 400 mil para 1,26 milhão nos últimos dias. No ano passado houve 1,92 milhão de contratos. Ele disse ainda que foram feitos 210 mil novos contratos até o momento.

Outro ponto de discussão na reunião foi a abertura indiscriminada de faculdades e vagas em medicina. Foi discutida ainda a questão da evasão de alunos dos cursos de medicina que aumentou de 5% para 20%, alcançando 40% em faculdades privadas recém-criadas.

O estudante de medicina de Porto Alegre, Vinicius de Souza, relatou o descaso do atual governo com relação à educação médica. “Nós temos um governo que nos últimos 10 anos abriu mais de 150 escolas médicas, a maioria privada. O que se espera desse governo que abriu tantas vagas nas instituições privadas é que ele dê um mínimo de sustentação para os estudantes, com o financiamento adequado para quem não consegue pagar a maior mensalidade entre cursos de faculdade”, denunciou.

Em contrapartida, o ministro da Educação informou que foi instituído um Grupo de Trabalho para analisar a composição e a evolução dos preços das mensalidades dos cursos superiores financiados FIES, por meio de portaria publicada no último dia 20 de março.

O presidente da FENAM, Geraldo Ferreira, também cobrou solução do ministro em relação aos relatórios do Ministério Público Federal, que viu no Programa Mais Médicos uma relação trabalhista típica, portanto não um programa de ensino; do relatório do TCU que apontou 40% das cidades com menos médicos do que antes e 25% dos municípios com menos consulta do que antes do Mais Médicos. “O relatório do TCU comprova o que nós denunciamos desde o início, que esse programa é apenas uma simulação de curso de especialização. Um em cada três profissionais trabalha sem supervisão de tutores”, alertou o presidente da FENAM.

Foi apresentada também ao ministro a preocupação com relação às vagas do PROVAB que passaram de 3,7 mil médicos inscritos para mais de 15 mil em 2015, o que deixou 12 mil médicos sem ter onde trabalhar.

A presidente do Sindicato dos Médicos de Minas Gerais, Amélia Pessoa, discutiu a qualidade da formação médica e o Revalida. “Eu tive o entendimento de que houve uma boa receptividade do ministro e da equipe dele. Existe a proposta de que essas reuniões continuem. Nós estamos em um momento que é importante o trabalho conjunto, para que possamos trazer para o governo as demandas e as preocupações da categoria médica”, afirmou Amélia.

Participaram também da reunião o diretor de Assuntos Jurídicos da FENAM, Eglif Negreiros, o presidente do Sindicato dos Médicos do Amazonas, Mário Vianna, e o estudante de medicina Filipe Ferreira.

Na ocasião, foi entregue ao ministro um documento contendo cobranças com relação aos temas abordados. Confira abaixo a íntegra do documento:

A Federação Nacional dos Médicos e a Associação dos Estudantes de Medicina cobram as seguintes providências do governo federal:

1-   Possibilitar que os estudantes de medicina, diante do alto custo das mensalidades das faculdades privadas, praticamente impossíveis de serem pagas pela família, além das necessidades sociais dos profissionais médicos, tenham o direito de desfrutar do financiamento pelo FIES, tanto em novos contratos, como no cumprimento de antigos. Reavaliar o index orçamentário sobre o reajuste das universidades privadas, mas ao mesmo tempo acompanhar a negociação das universidades com os estudantes, baseada na transparência de suas planilhas de custos, não permitindo e coibindo reajustes abusivos;

2-   Faça concurso público, contratando os médicos e respeitando os direitos trabalhistas, dando estabilidade à prestação do serviço e garantindo à população a assistência permanente e não provisória e interrompa a simulação de ensino, já que a ausência de tutoria comprova a relação de trabalho no programa Mais Médicos;

3-   Interrompa a abertura indiscriminada de escolas médicas e feche as que não tem condições mínimas de funcionamento, em razão do risco para a população e de termos no mercado 11 mil médicos desempregados que não conseguiram vaga no Provab;

4-   Interrompa projetos ou propostas de serviço civil obrigatório ou trabalho compulsório no SUS após a formatura, o atendimento básico em vez da simplificação a que se quer relegá-lo é, na verdade, complexo e exige experiência e formação, para não comprometer o bom atendimento, os diagnósticos e os tratamentos dos pacientes;

5-   Devolva às entidades médicas o dever e a responsabilidade de revalidar diplomas, aferir a qualificação e autorizar o exercício profissional no Brasil, já que os intercambistas que vieram do exterior sem a revalidação dos diplomas ferem direitos humanos e colocam em risco a vida dos brasileiros que tem direito a uma assistência competente e qualificada.