ABN marca presença nos 200 anos da Doença de Parkinson

Palestras, debates e ações educativas em todo país fazem parte da campanha de conscientização sobre a doença

Em 1817, o médico inglês James Parkinson publicou um artigo no qual definia uma nova doença, que veio a levar o seu próprio nome. Com a proximidade de 11 de abril, Dia Mundial de Combate à Doença de Parkinson, a Academia Brasileira de Neurologia (ABN) lança a Campanha Nacional da Doença de Parkinson – 200 Anos de História e Conhecimento, com o objetivo de avaliar os avanços científicos nesses dois séculos de busca para melhorar a situação dos parkinsonianos.

Além de várias ações em diversas partes do País, a campanha contou com uma coletiva de imprensa on-line com o Dr. João Carlos Papaterra Limongi, doutor em Ciências pela Faculdade de Medicina da USP, médico neurologista do Grupo de Distúrbios do Movimento do Hospital das Clínicas da FMUSP e membro titular da ABN. Na ocasião, ele vai apresentar um panorama das pesquisas sobre a Doença de Parkinson e o que vem sendo feito em termos de diagnóstico e tratamento.

Palestras, panfletagem e debates com pacientes, entre outras ações educativas, também serão realizadas em capitais e cidades do interior de estados como São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Paraná, Amazonas, Pará, Rio Grande do Sul, Pernambuco, Espírito Santo, Mato Grosso e Santa Catarina até 30 de abril como parte da Campanha Nacional da Doença de Parkinson – 200 Anos de História e Conhecimento.

Falta de medicamentos e dificuldade de acesso: problemas do SUS

Dados da Organização Mundial de Saúde (OMS) atestam que cerca de 1% da população mundial acima de 65 anos é portador da Doença de Parkinson. A prevalência estimada é de 100 a 200 casos por 200 mil habitantes. No Brasil, são poucas estatísticas, mas estima-se que 200 mil pessoas sofram da doença.

Novas drogas estão em estudo, algumas já no mercado, como a rasagilina, um inibidor da monoamina oxidase que potencializa a levodopa e pode interferir na evolução da doença. Existem outras não-dopaminérgicas que visam melhorar os sintomas sem os movimentos involuntários anormais, como a istradefilina.

“Outra abordagem é a terapia genética, uma vez que se sabe da existência de genes que influenciam a doença. Neste sentido, há tentativas de modificação genética visando mudar ou alterar os mecanismos celulares envolvidos na degeneração celular, em fase experimental e ainda sem aplicabilidade clínica. Existem, ainda, estudos com células-tronco em andamento, mas não se conhece exatamente como elas poderiam refazer certas conexões neurais”, comenta Limongi.

Para o especialista, é importante salientar neste contexto que o paciente com Doença de Parkinson não precisa somente do neurologista, mas de um acompanhamento multiprofissional. Fisioterapia por conta das alterações posturais e da marcha, além das contraturas das alterações musculares; alterações da voz altamente prevalentes requer tratamento fonoterápico; além de acompanhamentos nutricional e psicológico – a depressão é um dos sintomas, então é importante estar atento aos aspectos neuropsiquiátricos da doença.

De acordo com o dr. Henrique Ballalai Ferraz, membro titular da ABN e professor de neurologia da UNIFESP, há alguns medicamentos importantes que ainda não estão disponíveis no SUS. As demais medicações conseguem tratar a maioria dos pacientes, no entanto, alguns portadores da doença se beneficiariam se houvesse amplo acesso a essas drogas. “Ainda há uma lentidão para aprovar estes medicamentos mais novos”, diz.

Outra deficiência é o acesso ao tratamento cirúrgico com estimulação cerebral profunda. A saúde pública disponibiliza em poucos serviços e é insuficiente para atender as demandas.

Estudos

O que as pesquisas mostram, em primeiro lugar, é que a atividade física regular tem papel fundamental com a melhora na evolução da doença, e esse é um conhecimento relativamente novo. Combinada à fisioterapia, fonoterapia e reabilitação, é altamente benéfica. Nos últimos anos, surgiram novos medicamentos que melhoraram muito a capacidade de controlar os sintomas, com maior tolerância e doses mais baixas, em uma combinação adequada.

Outras pesquisas procuram um tratamento curativo, que impeça a progressão dos sintomas e restaure as perdas decorrentes do processo degenerativo. “Não foram aplicados à prática clínica, mas esperamos que, em um espaço curto, ainda indeterminado, venham novos procedimentos e medicamentos para melhorar a qualidade de vida. Os pacientes precisam ter essa certeza de que a ciência não parou. Apesar de não ter descoberto a cura, a pesquisa é incessante, cada vez mais avançada, até se tornar disponível”, argumenta Limongi.

História

Na década de 1960, começou a se entender os mecanismos bioquímicos envolvidos, como a deficiência do neurotransmissor dopamina. Hoje, é consenso que o parkinsoniano não consegue produzir a substância.

O primeiro tratamento realmente eficaz, considerado o maior avanço, foi a reposição com levodopa, um precursor bem absorvido pelo organismo e que atravessa a barreira hemato-encefálica (do sangue para o cérebro), onde é transformada em dopamina. Isso revolucionou completamente o tratamento no início da década de 1970, período em que os medicamentos eram bem rudimentares – basicamente os anticolinérgicos, de efeito muito discreto e excessivos efeitos colaterais -, reduzindo significativamente sua eficácia.

O tratamento farmacológico passou por um processo de refinamento, desde métodos de melhor administração, com drogas mais eficazes, até medicamentos que potencializam a levodopa, como inibidores enzimáticos que permitem uma ação mais duradoura nos receptores dopaminérgicos do cérebro. Outras drogas de ação semelhante, chamadas agonistas dopaminérgicos, indicadas para infecções, como, por exemplo, a rotigotina, até métodos mais sofisticados de administração, como a intraregional, usados em escala ainda muito reduzida devido ao alto custo, também estão em estudo.

Além dos sintomas clássicos de Parkinson, passou a se observar que, por exemplo, depois de 15 anos de doença, a maioria dos pacientes começa a apresentar problemas cognitivos. Outros, depois de 20 anos, apresentam algum grau de demência. Surge, então, um novo problema: como lidar com esses tipos de sintomas. “Temos o aparecimento das demências nas fases avançadas, de alterações de postura com muita frequência, entre outras complicações clínicas que não apareciam, o surgimento de movimentos involuntários anormais devido ao uso crônico da levodopa, que acabou gerando outro tipo de problema motor, as famosas discinesias induzidas pela levodopa, e a cada novo empecilho que surge, novas terapêuticas entram em cena para contorná-los”, enfatiza Limongi.

O tratamento cirúrgico, o famoso DBS, (do inglês deep brain stimulation), veio em socorro dos movimentos involuntários anormais, considerado atualmente o método mais eficaz para controlar esses sinais que a maioria dos pacientes desenvolve ao longo dos anos.

Panorama

A maior parte da monografia de James Parkinson ainda é considerada correta pela classe médica, em especial os quatro principais sintomas – doença motora caracterizada por tremores de repouso, rigidez muscular, dificuldade com movimentos e alterações posturais. Uma nova percepção ficou evidente nos últimos 20 anos e diz respeito à enorme quantidade de sintomas não-motores, por vezes predominante em determinadas fases do distúrbio.

“O comprometimento cognitivo que pode acarretar em demências, a disfunção do sistema nervoso autônomo, os transtornos de sono, a depressão e as alterações sensoriais (principalmente do olfato) ganharam um peso considerável, especialmente por sua interferência na qualidade de vida dos pacientes, o que não estava contemplado na descrição clínica original de James Parkinson”, explica Limongi.

Desde então, a Doença de Parkinson passou por diversas fases, com as alterações anatomopatológicas, depois os transtornos bioquímicos e finalmente a fase atual, em que já se avançou, e ainda há muito a avançar, acerca dos mecanismos celulares envolvidos na degeneração das células. “Ou seja, por que as células, em determinado momento, passam a degenerar, o que causam os sintomas da doença, e tentar, inclusive, interferir nesse processo, modificando sua evolução, o que ainda não foi alcançado”, evidencia o médico.

Rotina

O cuidado de quem convive com o parkinsoniano, tema da campanha do ano passado, continua de grande importância. Outro ponto de destaque é o estímulo a uma vida ativa, tanto profissional quanto social, essencial para manter o paciente o mais próximo possível do que era antes do diagnóstico.

“Fazer caminhadas, praticar atividades físicas regulares, conviver com amigos, sair de casa, mesmo com as dificuldades, e não se preocupar com as limitações, resulta em um tratamento medicamentoso mais bem sucedido, pois a preservação da saúde mental do paciente também é fundamental”, reforça Ballalai.

19ª CAMPANHA NACIONAL DA VOZ OCORRE EM 16 DE ABRIL NO PARQUE DO POVO, EM SÃO PAULO

A Campanha Nacional da Voz tem como objetivo primordial conscientizar a população sobre os cuidados necessários em relação ao sistema vocal, já que um problema de voz reflete muito mais que uma simples dificuldade na produção do som básico para a fala, podendo interferir na própria habilidade de se comunicar. Celebrado em 16 de abril, o evento será realizado no Parque do Povo, em São Paulo, das 9h às 17h, e conta com diversas atrações para despertar o interesse do público.

Neste ano, entre outras atividades, está confirmada a presença de artistas circenses, desafio de Beat Box, cabine de Karaokê e uma laringe gigante, que sempre chama muito a atenção de adultos e crianças. “Trata-se de uma superestrutura inflável em formato de boca imensa. Os visitantes, que podem entrar nela, conferirão os principais elementos da boca e da laringe, como dentes, língua, amígdalas, úvula e cordas vocais”, detalha o otorrinolaringologista Dr. Gustavo Korn, coordenador do evento.

O especialista detecta que, muitas vezes, as pessoas não levam a sério problemas apresentados na voz, que é a principal ferramenta de comunicação do ser humano. “Por meio de ações de orientação e conscientização, a campanha promove um processo de sensibilização permanente em relação aos cuidados com a voz. Ela tem papel fundamental na informação constante da sociedade sobre os cuidados necessários com o sistema vocal”, alerta o médico.

O evento é organizado, em parceria, pela Academia Brasileira de Laringologia e Voz (ABLV) e pela Associação Brasileira de Otorrinolaringologia e Cirurgia Cérvico-Facial (ABORL-CCF). “Realizada desde 2003, a campanha é a ação social de maior tradição da Otorrinolaringologia brasileira, promovendo projetos integrados em países como EUA, Espanha, Portugal, Bélgica, Suíça, Itália, Argentina, Chile, Venezuela e Panamá”, finaliza Dr. Gustavo Korn.

Serviço
O que: 19ª Campanha Nacional da Voz;
Data: 16 de abril de 2017;
Local: Parque do Povo;
Endereço: Avenida Henrique Chamma, 420 – Itaim, São Paulo;
Horário: das 9h às 17h.

 

SOBRE A DECLARAÇÃO ATRIBUÍDA AO MINISTRO DA SAÚDE RICARDO BARROS EM CAMBRIGDE (EUA)

Governo mais uma vez erra no tema exames complementares. Diagnóstico preciso é condição fundamental para tratar pacientes. Exames fazem parte de vários processos diagnósticos, terapêuticos e preventivos.

Resultados “normais” não demonstram que exames são pedidos desnecessariamente. Não há referências que possam embasar a declaração do ministro. Infelizmente, esse diagnóstico feito pelo ministério da saúde também está equivocado.

É sabido que alguns médicos exageram ao pedir exames. Isso sobrecarrega o sistema e gera gastos desnecessários. Contudo, analisar isso como causa de outros problemas está equivocado. É consequência de problema maior, gerado com anuência e sob patrocínio do próprio Governo Federal, que deixa que cheguem às unidades de saúde médicos mal formados pelas inúmeras escolas médicas abertas indiscriminadamente, sem avaliações mínimas quanto a qualidade de formação. Já faz tempo defendemos avaliar os egressos das escolas médicas, assim como punir faculdades de medicina com baixa performance dos seus alunos.

Culpar todos e generalizar, além de estar errado, desrespeita a classe médica. A Associação Médica Brasileira (AMB) responderá sempre que médico e medicina forem atingidos por declarações preconceituosas e desrespeitosas como essa. Enquanto análises sobre problemas e desafios do sistema de saúde brasileiro ficarem na superficialidade ou no desconhecimento de gestão qualificada, não caminharemos para solução dos enormes problemas existentes.

A AMB continua à disposição para ajudar com vistas a melhorias do nosso sistema de saúde.

Ricardo Barros, ministro da Saúde (Foto: Reprodução/NBR)

XXXII Congresso Brasileiro de Cirurgia

Evento reunirá diversos especialistas da cirurgia mundial

Avanços no tratamento do câncer, cirurgia robótica, cirurgia metabólica, infecção na cirurgia, transplante de órgãos e trauma serão alguns dos inúmeros temas apresentados em palestras, mesas-redondas, painéis e conferências por conferencistas nacionais e internacionais.

O XXXII Congresso Brasileiro de Cirurgia, acontece de 28/04 a 1/05, no Sheraton WTC, em São Paulo. O evento é uma realização do Colégio Brasileiro de Cirurgiões, considerada a maior associação cirúrgica da América Latina. Paralelo à programação científica acontecerá o V Congresso do Hospital Albert Einstein sobre cirurgia robótica.

Conferência embaixadora americana

Um dos destaques da programação será a conferência da Embaixadora americana Nancy G Brinker para um grupo de mastologistas, oncologistas e representantes do terceiro setor sobre o impacto do câncer de mama no mundo. A embaixadora é fundadora e coordenadora da Susan G Komen – principal organização para o câncer de mama dos EUA. Em sua primeira viagem ao Brasil, Nancy Brinker também visitará alguns serviços de assistência aos doentes com câncer de mama em São Paulo.

A conferência abrirá o Simpósio Susan G. Komen  – CBC no dia 29 de abril, das das 8h30 às 9h  e faz parte de uma ampla programação sobre câncer de mama, que terá a participação de especialistas da Unifesp, Sociedade Brasileira de Mastologia, Santa Casa de Misericórdia de São Paulo e outras entidades.

O evento é uma realização do Colégio Brasileiro de Cirurgiões, considerada a maior associação cirúrgica da América Latina.

Informações e inscrições diretamente no site do congresso: http://cirurgia2017.com.br/

 

Convidados internacionais

Avanços no tratamento do câncer, cirurgia robótica, cirurgia metabólica, infecção na cirurgia, transplante de órgãos e trauma serão alguns dos inúmeros temas apresentados em palestras, mesas-redondas, painéis e conferências internacionais nos quatro dias do evento.

O cirurgião brasileiro radicado nos EUA, Antônio Marttos, diretor do departamento de trauma e telemedicina da Universidade de Miami, integra o time de convidados internacionais.

Entre os inúmeros especialistas estrangeiros destacam-se os cirurgiões americanos John Morton, (chefe de cirurgia bariátrica e cirurgia minimamente invasiva da Faculdade de Medicina de Stanford – Califórnia), Michael J. Zinner (diretor médico executivo do Miami Câncer Institute, na Baptist Health South Florida, em Miami; Michael M. Awad (diretor do Instituto Universitário de Washington para a Educação Cirúrgica da Escola de Medicina da Universidade de Washington, em Saint Louis.) Ralph Tuffano (diretor da Divisão de cirurgia de cabeça e cirurgia endócrina do pescoço do Johns Hopkins Hospital).

Além disso, o italiano Franco Roviello (professor de cirurgia oncológica da Universidade de Siena e o belga Giovanni Dapri (departamento de Cirurgia Gastrointestinal – Escola Europeia de Cirurgia Laparoscópica – Hospital Universitário de Saint-Pierre, em Bruxelas).

AGRESSÃO CONTRA MÉDICOS: AMB APOIA O PL 7269/2017 DO MÉDICO E DEPUTADO FEDERAL (SP) DR. SINVAL MALHEIROS

O PL , que prevê a tipificação dos crimes de agressão aos profissionais de saúde, dentro e fora do ambiente de trabalho, Acrescenta o § 13 ao art. 129 do Decreto-Lei nº 2.848, de 7 de dezembro de 1940 (Código Penal), para qualificar a conduta de agressão contra profissionais de saúde, com a seguinte redação:

“ Violência Hospitalar
§ 13. Se a lesão for praticada contra profissionais ligados à área de atenção à saúde, ainda que fora do ambiente de trabalho, mas em virtude da condição da vítima como profissional da área:

Pena – reclusão, de 1 (um) a 5 (cinco) anos. No caso de lesão praticada por menor de 18 (dezoito) anos, deverão ser aplicadas as penas estabelecidas no art. 112, IV a VI, da Lei Nº 8.069, de 13 de julho de 1990, conforme a gravidade do delito.” (NR)”

O Projeto de Lei foi discutido em conjunto com a Associação Médica Brasileira (AMB), até chegar ao texto final e foi protocolado na Câmara Federal no dia 30/03/2017.

O deputado Sinval Malheiros ressalta: “Minha proposta, senhores, foi elaborada em parceria com a Associação Médica Brasileira (AMB), representada pelo seu presidente, Dr. Florentino de Araújo Cardoso Filho, que contribuiu para que o PL atendesse o interesse de toda a classe”.

Pesquisa realizada pelos conselhos regionais de enfermagem e de medicina de São Paulo revela que sete em cada dez profissionais da saúde já sofreram alguma agressão cometida por paciente ou pela família dele.

A maioria das agressões acontece nos serviços públicos de saúde. Falta de profissionais, de equipamentos, de medicamentos, filas de espera e outras carências, fazem duas vítimas: a população e os profissionais da saúde. Médicos, enfermeiros e demais profissionais são o contato da população na saúde, e muitas vezes sua insatisfação se manifesta de forma agressiva contra quem o está atendendo.

“É um panorama grave. Os médicos e demais profissionais vivem uma situação de extrema vulnerabilidade. O estado precário do sistema público de saúde propicia esse cenário. As pessoas ficam horas na fila à espera de um atendimento que nem sempre é o mais adequado. Sem falar da falta de equipamentos, medicamentos básicos e inclusive especialistas. Tudo isso provoca um desgaste emocional que pode culminar em atos de agressividade”, relata o deputado.

“É impossível conviver com rotineiras agressões aos médicos e demais profissionais da saúde. Merecemos respeito e segurança. Na linha de frente do sistema tão cheio de problemas, nos tornamos alvo da insatisfação e ira de pacientes, familiares e acompanhantes. Este projeto do deputado Sinval Malherios , que apoiamos e contribuímos desde o início, dá passo importante para desestimular agressões”, comento Florentino Cardoso.
Veja o projeto na íntegra: http://bit.ly/pl7269

Urticária é o tema da Semana Mundial de Alergia 2017

A doença no estágio crônico atinge mais mulheres
#semanamundialdealergia

“A Agonia da Urticária: O Que Fazer Quando a Coceira e os Inchaços Não Vão Embora”. Esse é o tema da Semana Mundial de Alergia 2017, que será realizada entre os dias 2 e 08 de abril em todo o mundo.

A Associação Brasileira de Alergia e Imunologia (ASBAI), por meio de suas regionais localizadas em várias cidades do Brasil, realizará atividades que abordarão o tema, com ações que envolverão médicos e a população. “Temos como objetivo levar informação para o maior número de pessoas, para que elas busquem tratamento adequado e de qualidade”, disse Dra. Norma Rubini, presidente da ASBAI.

Cerca de 20% da população apresenta um episódio de urticária em algum momento da vida. Ela se manifesta através de lesões avermelhadas na pele, que coçam muito e incomodam bastante. Podem ter tamanhos diferentes e se juntar formando placas, que duram até 24 horas.

“Em algumas pessoas, a urticária pode vir acompanhada de angioedema (‘inchaço’), que pode aparecer em qualquer parte do corpo, sendo mais comum nas pálpebras e lábios. Na maior parte das vezes, não coça. Às vezes, pode ser acompanhado de dor ou queimação. Além disso, desaparece mais lentamente”, explica a Dra. Solange Valle, membro do Departamento Científico de Urticária da ASBAI.

Existem dois tipos de urticária:

– Aguda – que dura menos tempo, no máximo seis semanas. É a mais frequente e ocorre principalmente nas crianças e adultos jovens.

Crônica – com duração igual ou superior a seis semanas. Ocorre mais em mulheres entre 25 a 45 anos de idade.
A urticária crônica, por sua vez, pode ser dividida em 2 subtipos:

Urticária crônica espontânea, que é a mais frequente e as lesões surgem sem que se encontre qualquer fator externo responsável.

Urticária crônica induzida, em que as lesões são desencadeadas por fatores externos específicos (frio, calor), identificados pela história clínica e testes de provocação.

Segundo a Organização Mundial de Alergia (WAO) o tema Urticária para este ano objetiva conscientizar sobre a doença e buscar informações que visam a qualidade de vida do paciente.

Sobre a ASBAI
A Associação Brasileira de Alergia e Imunologia existe desde 1946. É uma associação sem finalidade lucrativa, de caráter científico, cujo objetivo é promover o estudo, a discussão e a divulgação de questões relacionadas à Alergologia e à Imunologia Clínica, além da concessão de Título de Especialista em Alergia Clínica e Imunologia a seus sócios, de acordo com convênio celebrado com a Associação Médica Brasileira. Atualmente, a ASBAI tem representações regionais em 21 estados brasileiros.

Serviço
Twitter: @asbai_alergia
Facebook: Asbai Alergia
www.asbai.org.br

 

XII Congresso Brasileiro de Medicina do Tráfego

A certeza de que os sinistros de trânsito não são fortuitos, obras do acaso ou atribuíveis ao
azar ou à providência divina, ao contrário, têm causas, e causas passíveis de prevenção, a Associação Brasileira de Medicina de Tráfego reforça o seu compromisso com a segurança viária e a mobilidade saudável e modifica o nome do seu principal evento, dele retirando o termo acidente. Contamos com a presença de todos os colegas no XII Congresso Brasileiro de Medicina de Tráfego e o I Congresso Brasileiro de Psicologia de Tráfego, a ser realizado de 14 a 17 de setembro de 2017, em Costa do Sauípe, na Bahia.

Mais informações aqui.

NOTA CONJUNTA AMB, CFM, SBCP e SBD VISANDO QUALIDADE ASSISTENCIAL E SEGURANÇA DA POPULAÇÃO

Associação Médica Brasileira (AMB), ConselhoFederal de Medicina (CFM), Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP) e Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) vêm a público se manifestar a respeito da Resolução nº 176/2016, do Conselho Federal de Odontologia – CFO, que autoriza uso indiscriminado da toxina botulínica aos odontólogos.

 

Completa inexistência de autorização legal para utilização indiscriminada da toxina botulínica pelos dentistas, resultados nefastos de procedimentos estéticos decorrentes da atuação de dentistas além da região buco-maxilo-facial, publicidade tendenciosa e sem controle disseminada em meios de comunicação e ausência de atuação específica de supervisão do CFO em relação a todos esses fatos, mesmo após tentativas de iniciativas administrativas de consenso e demonstrações técnicas, jurídicas e documentais da impropriedade da edição da Resolução CFO nº 176/2016, levaram-nos formular presente comunicado e adotar medidas judiciais cabíveis.

Em 22 de março de 2017 AMB e SBCP ingressaram com Ação Civil Pública nº 0012537-52.2017.4.01.3400 – TRF1, em desfavor do CFO, onde se buscou a imediata suspensão dos efeitos e consequente anulação da Resolução CFO nº 176/2016. Em seguida, CFM e SBD também ingressaram na referida ação judicial, para subsidiar o magistrado com informações técnico-jurídicas relativas ao tema e provas dessa atuação irregular, que coloca em risco saúde e vida de nossos pacientes.

Portanto, seguindo linha de trabalho conjunto, harmonioso e colaborativo em prol da defesa das prerrogativas médicas, todas entidades signatárias da presente nota não medirão esforços para adoção desta e outras medidas judiciais e extrajudiciais para fazer valer o pensamento dominante junto ao Poder Judiciário brasileiro de que é ilegal aumentar prerrogativas profissionais, por intermédio de resolução administrativa, sendo somente a lei (stricto sensu) diploma legítimo para ampliar o campo de atuação de todas profissões, especialmente da área da saúde.

Finalmente, serve a presente também para desfazer qualquer mal-entendido que possa ter ocorrido em relação à desistência da ação judicial anteriormente proposta. Resta, assim, inequívoco o trabalho institucional conjunto, unido e harmonioso das entidades signatárias em prol da saúde da população, da medicina e do médico.

Florentino de Araújo Cardoso Filho
Presidente AMB

Luciano Ornelas Chaves
Presidente SBCP

Carlos Vital Tavares Corrêa Lima
Presidente CFM

José Antonio Sanches Junior
Presidente da SBD

Sérgio L Palma
Vice-Presidente da SBD

NÃO DÊ CARONA AO SONO!

Viajar com sono é uma das principais causas de acidentes nas estradas.
Com o objetivo de conscientizar motoristas e o público leigo sobre a importância do sono e da fadiga como causa de acidentes, a ABN (Academia Brasileira de Neurologia), em parceria com a ARTESP (Agência de Transporte do Estado de São Paulo), a ABRAMET (Associação Brasileira de Medicina de Tráfego) e a ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres), estará presente durante o mês de março na mídia e em estradas brasileiras. Confira neste site as ações e os locais da campanha.

Site oficial da campanha: Não dê carona ao sono!
www.naodecaronaaosono.com.br

I Encontro Latino-Americano sobre Dilemas Éticos Relativos ao Fim da Vida acontece no Brasil.

Encontro realizado pela Confemel, reúne AMB (Associação Médica Brasileira), CFM (Conselho Federal de Medicina) e WMA (Associação Médica Mundial) em debate acerca dos dilemas éticos enfrentados pelos médicos no cuidado de pacientes em estado terminal.

 Realizado pela Confederação Médica Latino-americana e do Caribe (Confemel), que agora também tem como integrantes Espanha e Portugal, o I Encontro Latino-Americano sobre Dilemas Éticos Relativos ao Fim da Vida reúne representantes da entidade, da AMB, CFM e WMA, com objetivo de discutir aspectos éticos relacionados ao fim da vida. O evento acontece no Rio de Janeiro, dias 17 e 18 de março, no Hotel Windsor Oceanico e tem organização da AMB e CFM.

A WMA estará presente no evento observando a primeira discussão sobre dilemas éticos relativos ao fim da vida e elaboração de documento formal sobre o assunto na região de abrangência da Confemel, levando a discussão para demais países vinculados à WMA. O tema central da reunião surgiu de uma demanda encabeçada pelo Brasil, representada por suas entidades médicas AMB e CFM, em encontros na WMA. Para Florentino Cardoso, presidente da AMB, “O encontro é de suma importância para medicina brasileira e latino-americana pois a partir dele haverá posicionamento formal e unificado entre países membros da Confemel, inclusive Espanha e Portugal”.

A falta de orientação formal aos médicos acerca dos dilemas éticos relativos ao fim da vida polemiza ainda mais um assunto já delicado. Eutanásia, pacientes terminais, direitos dos pacientes, suicídio assistido entre outros tópicos fazem parte da programação, que conta com palestrantes como o ex-ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Carlos Ayres Britto, e o professor de Teologia Moral, Bioeticista e o Bispo Auxiliar do Rio de Janeiro, Dom Antônio Augusto Dias Duarte.

O encontro também aborda aspectos como cuidados paliativos, tendo debates sobre limites para tratamento, decisões sobre uso de medicamentos, alimentação e sedação, além de direitos do paciente e objeção consciente a medidas de sustentação da vida.

PROGRAMAÇÃO DO ENCONTRO LATINO-AMERICANO SOBRE DILEMAS ÉTICOS RELATIVOS AO FIM DA VIDA

Data: 17 e 18 de março de 2017
Local: Hotel Windsor Oceanico. R. Martinho de Mesquita, 129 – Barra da Tijuca, Rio de Janeiro – RJ

Programação:

Dia 17/03/2017 – Sexta-Feira

14:30 – 15:00      ABERTURA
Florentino de Araújo Cardoso Filho (AMB)
Carlos Vital Tavares Corrêa Lima (CFM)
Jeancarlo Fernandes Cavalcante (CONFEMEL)
Otmar Kloiber (WMA)

15:00 – 15:30    POLÍTICAS DA ASSOCIAÇÃO MÉDICA MUNDIAL (WMA) SOBRE ASPECTOS RELATIVOS AO FIM DA VIDA (EUTANÁSIA, SUICÍDIO ASSISTIDO POR MÉDICO, CUIDADOS PALIATIVOS, DIREITOS DOS PACIENTES)
Presidente: Miguel Roberto Jorge (Brasil)
Conferencista: Otmar Kloiber (WMA)

15:30 – 16:00        ASPECTOS MORAIS E ÉTICOS DO FIM DA VIDA
Presidente: Jeancarlo Fernandes Cavalcante (CONFEMEL)
Conferencista: Dom Antônio Augusto Dias Duarte (Médico, Professor de Teologia Moral, Bioeticista e Bispo Auxiliar do Rio de Janeiro)

16:00 – 16:30        INTERVALO

16:30 – 18:00    ASPECTOS JURÍDICOS E SOCIAIS RELATIVOS À ATENÇÃO MÉDICA AO FIM DA VIDA
Presidente: Alarico Rodriguez (Uruguai)
Conferencista: Min. Carlos Ayres Brito (Brasil)

DIA 18/03/2017 – Sábado

09:00-10:30HS   ASPECTOS ÉTICOS DA EUTANÁSIA E DO SUICÍDIO ASSISTIDO POR MÉDICOS
Presidente: Alexis Castilho (Costa Rica)
Conferencista: Juan Sendin (Espanha)

10:30 – 11:00        INTERVALO

11:00 – 12:30    LIMITES PARA O TRATAMENTO, DECISÕES SOBRE MEDICAR, ALIMENTAR E SEDAR. DIREITOS DO PACIENTE E OBJEÇÃO CONSCIENTE A MEDIDAS DE SUSTENTAÇÃO DA VIDA

Presidente:
Palestrante: Anibal Gil Gomes (Brasil)

12:30 – 14:00         ALMOÇO

14:00 – 15:30         GRUPOS DE DISCUSSÃO

15:30 – 16:00         INTERVALO

16:00 – 17:30         PLENÁRIA
Coordenação: Miguel Roberto Jorge e Jeancarlo Fernandes Cavalcante

17:30 – 18:00        ENCERRAMENTO
AMB, CFM, CONFEMEL, WMA