4. O USO DE NARGUILÉ, CIGARRO ELETRÔNICO E DE TABACO AQUECIDO AUMENTA O RISCO DE INFECÇÃO PELA COVID-19?

Em relação ao narguilé, além do risco de inalação de sua fumaça, há ainda o risco adicional de contaminação pelo SARS-Cov-2, através do compartilhamento do bocal entre seus usuários.

O uso de cigarros eletrônicos também aumenta o risco de infecção pelo SARS-Cov-2. Esses sistemas geralmente contêm nicotina, mas também aromas e outros produtos químicos, ou mesmo até maconha. Eles trabalham aquecendo o líquido ou óleo fornecido nos cartuchos, para produzir um aerossol com vapor que é inalado pelos pulmões.

Em 2019, usuários desses produtos apresentaram lesões nos pulmões que resultaram em insuficiência respiratória aguda, internação em Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e algumas mortes. Este quadro clínico passou a ser denominado E-cigarette, or Vaping, product use–Associated Lung Injury (EVALI).

Portanto, devido à sua toxicidade pulmonar, os usuários de cigarros eletrônicos apresentam aumento do risco para a COVID-19. Além disso, os aerossóis e os vapores gerados pelos sistemas eletrônicos podem participar da disseminação do vírus nos ambientes em que se encontram os usuários desses produtos, aumentando o risco de contaminação pelo SARS-CoV-2.

Os dispositivos de tabaco aquecido, como por exemplo o IQOS®, produzem aerossóis, durante o aquecimento do tabaco, contendo nicotina e produtos químicos tóxicos. Não há evidências que demonstrem que essas substâncias sejam menos prejudiciais do que aquelas encontradas nos produtos de tabaco convencionais. Estudos independentes mostraram mais de 20 substâncias químicas nocivas e potencialmente prejudiciais, em concentrações maiores do que na fumaça dos cigarros convencionais, sendo algumas delas cancerígenas. Também foram relatadas outras substâncias não encontradas na fumaça do cigarro.

As evidências sugerem que os usuários de tabaco aquecido apresentam os mesmos riscos em complicações da COVID-19 do que os usuários dos demais produtos de tabaco. O uso de narguilés e cigarros eletrônicos é um risco para a transmissão da COVID-19, pois o usuário exala gotículas de vapor, propagando o SARS-Cov-2.

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