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XIII Fórum Internacional de Sepse reúne profissionais para discutir sobre a principal causa de morte nas UTIs

XIII Fórum Internacional de Sepse reúne profissionais para discutir sobre a principal causa de morte nas UTIs

O XIII Fórum Internacional de Sepse, organizado pelo Instituto Latino-Americano de Sepse (ILAS), acontece nos dias 07 e 08 de abril em São Paulo, no Centro de Convenções Frei Caneca. Com o tema “Melhorando o tratamento da sepse em países em desenvolvimento”, o evento abordará a alta taxa de mortalidade ocasionada pela doença, que é uma das principais causas de óbito em UTIs brasileiras.

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Conhecida como infecção generalizada, a sepse é um conjunto de manifestações graves em todo o organismo produzidas por uma infecção em um órgão que pode vir a comprometer o funcionamento de todo o corpo do paciente, levando-o à morte.

O tema será abordado por 70 profissionais nacionais e cinco internacionais que irão apresentar as novas estratégias para a mudança do cenário brasileiro e em outros países. Entre os especialistas presentes no evento, estão os canadenses John Marshall, que analisa intervenções para o tratamento da sepse, e Neill Adhikari, que estuda a doença em países em desenvolvimento, como é o caso do Brasil.

A doença é responsável por 25% da ocupação de leitos em UTIs no Brasil e é uma das principais causas de mortalidade hospitalar tardia. Possui alta taxa de óbitos no país, chegando a 65% dos casos, enquanto a média mundial varia entre 30% e 40%.

O encontro contará com uma programação mais dinâmica do que as outras edições, de acordo com o presidente do ILAS, Luciano Azevedo. “Este ano teremos um evento muito mais interativo, com aulas expositivas, discussões, trocas de experiências e opiniões entre os palestrantes”, afirma o presidente.

“Será um evento mais informal, com uma festa de confraternização na noite do primeiro dia. Teremos uma parte social bem interessante do fórum, sem aquele ar sisudo de congresso de medicina”, conclui Azevedo.

O evento também abordará temas mais intrigantes, como as controvérsias nos estudos e o estado atual de pesquisas. “Vamos discutir as novas definições da doença que mudaram neste ano. Existe um novo leque de definições que geraram polêmicas e controvérsias quando foram divulgados”, diz.

Entre outros temas que serão abordados estão os principais tratamentos a pacientes com antimicrobianos, medicamentos avançados e outras estratégias terapêuticas ainda em fase de estudos.