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Vice-Presidente da região Centro-Oeste da AMB se reúne com presidente do Senado para discutir riscos do Projeto de Lei sobre cigarro eletrônico

presidente do Senado para discutir riscos do Projeto de Lei sobre cigarro eletronico

No último dia 13 de junho, o vice-presidente da Associação Médica Brasileira (AMB) para a Região Centro-Oeste, Dr. Etelvino de Souza Trindade participou ao lado da presidente da Sociedade Paulista de Pneumologia e Tisiologia, Dra. Margareth Dalcomo, de audiência com o presidente do Senado, senador Rodrigo Pacheco. O objetivo do encontro foi tratar do Projeto de Lei (PL 5008/2023), que está tramitando e prevê a liberação do cigarro eletrônico, conhecido como “vape”, para comercialização e uso mais liberalizado em relação ao cigarro comum.

“Esclarecemos ao presidente do Senado os riscos que ocorrerão com essa liberação, no que tange as concentrações da nicotina e outros produtos potencializadores do desenvolvimento da dependência química”, explicou o dr. Etelvino.

Segundo ele, o presidente Pacheco entendeu o alerta dos médicos e reconheceu que a norma vigente da Anvisa deveria ser respeitada e que tal iniciativa também é desaconselhada pelo Ministério da Saúde. “Ele foi sensível à nossa pauta e entendeu que a potencialidade de aumento de dependentes não permite aceitar a propaganda do aumento da arrecadação de taxas, pois a médio prazo os gastos com as doenças crônicas derivadas do uso pelos dependentes é muito maior do que a arrecadação de impostos, relatou dr. Etelvino.

O PL 5008/2003, que dispõe sobre a produção, importação, exportação, comercialização, controle, fiscalização e propaganda dos cigarros eletrônicos, já tem parecer favorável e a tramitação é direta, não passando por votação em Plenário. O relator é o senador Eduardo Gomes.

Para o presidente da Associação Médica Brasileira, Dr. Cesar Eduardo Fernandes, o papel da AMB sempre é se debruçar sobre pleitos que envolvam a Saúde, ou os riscos à ela, no país. “Estamos em alerta com este projeto, que é muito temerário à saúde da população. A AMB, bem com Associação Brasileira de Psiquiatria, Sociedade Paulista de Pneumologia e Tisiologia entre outras entidades médicas estão esperançosas para que esse projeto, não seja aprovado, comentou o dr. Cesar.