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Diretor científico da AMB alerta sobre necessidade de criar medidas para impedir avanço da precarização da formação médica, em reunião com representantes da saúde em Brasília

Nesta terça-feira (24), Dr. José Eduardo Dolci, diretor científico da Associação Médica Brasileira (AMB), participou de reunião em Brasília para debater, junto a outros representantes da saúde, a criação do Exame Nacional de Proficiência em Medicina e a precisão de critérios técnicos para a abertura de novos cursos na área. 

A discussão foi realizada por meio da Frente Parlamentar do Empreendedorismo (FPE), com apoio do Instituto Unidos Brasil (IUB). Os profissionais do setor têm demonstrado preocupação com a qualidade da formação médica no país.

Em sua participação, Dr. Dolci fez uma breve apresentação sobre a ‘Qualidade do Ensino e do Trabalho dos Profissionais’, com dados sobre a Demografia Médica no Brasil 2025, como o rápido crescimento da oferta de médicos no país, que chegou a 250 mil nos últimos 13 anos. O professor e médico especialista também sinalizou sobre a abertura indiscriminada de escolas médicas na última década, somando hoje mais de 640 mil profissionais. 

“Este cenário passa à população uma ideia equivocada e perigosa de que aumentando de forma absurda o número de egressos dos cursos de medicina traz uma boa e segura assistência médica aos cidadãos brasileiros”, disse o diretor da AMB.    

Dr. Dolci também falou sobre esse crescimento desordenado da abertura de escolas de medicina, muitas vezes sem a devida estrutura e qualidade, após a criação do programa Mais Médicos, e destacou a importância da implementação do exame de proficiência como forma de proporcionar segurança aos pacientes na hora do atendimento nas unidades de saúde. 

O exame da OAB, voltado para estudantes do curso de direito, também foi pontuado durante a discussão, e utilizado como exemplo no Projeto de Lei 2294/2024, que sugere a obrigatoriedade da prova para que graduados em medicina possam exercer a profissão. A avaliação busca assegurar que apenas profissionais devidamente capacitados possam atuar, como forma de proteger a população e valorizar os profissionais capacitados.

Os presentes também falaram sobre o aumento de erros médicos, suas consequências e os processos que esses deslizes podem resultar aos médicos e médicas. Ao final da reunião, a FPE decidiu agendar nova etapa de articulação entre parlamentares e representantes do segmento da saúde para que haja um debate mais estruturado e resolutivo acerca da formação médica no Brasil.

Confira materiais da apresentação: 

Formação médica

Qualidade do Ensino e do Trabalho dos Profissionais

Assessoria de Comunicação da AMB