Associação Médica Brasileira celebra 75 anos consolidando liderança institucional na Medicina brasileira
A Associação Médica Brasileira (AMB) celebra, nesta segunda-feira (26 de janeiro), 75 anos de atuação institucional, reafirmando seu papel estratégico na defesa da qualidade da formação médica, na valorização da prática profissional e na formulação de políticas públicas de saúde no Brasil.

Fundada nesta data, em 1951, pelo médico Jairo Ramos, a AMB é uma entidade civil sem fins lucrativos, com atuação nacional, cuja missão é defender a dignidade profissional do médico e promover a assistência de qualidade à população brasileira.
A instituição reúne 54 sociedades de especialidades médicas reconhecidas no país e congrega 27 associações médicas estaduais, cerca de 396 associações regionais, compondo um dos maiores sistemas associativos médicos da América Latina.

Ao longo de sua trajetória, a AMB consolidou-se como referência técnica e científica, atuando na certificação de especialistas, na elaboração de diretrizes clínicas baseadas em evidências e na promoção da educação médica continuada.
“A AMB nasceu com a missão de unir a Medicina brasileira em torno da ciência, da ética e do compromisso social. Setenta e cinco anos depois, essa missão permanece inalterada, agora em um contexto de desafios mais complexos e de maior responsabilidade institucional”, afirma o presidente da entidade, Dr. César Eduardo Fernandes.
Produção científica, diretrizes clínicas e certificação profissional
A AMB é responsável por uma das maiores iniciativas de diretrizes clínicas baseadas em evidências no país. Desde 2000, a entidade coordena um programa estruturado de elaboração de protocolos assistenciais que já resultou em mais de 300 diretrizes clínicas publicadas com participação das sociedades de especialidades.
A instituição também atua desde a década de 1950 na certificação de especialistas, estabelecendo critérios rigorosos de avaliação teórica e prática, contribuindo para a padronização da qualificação profissional no Brasil.
“A produção de diretrizes e a certificação profissional são instrumentos centrais para garantir a qualidade da assistência médica. A AMB tem o compromisso histórico de promover uma Medicina baseada em evidências, segura e centrada no paciente”, destaca Fernandes.
Educação médica continuada, congressos e formação do generalista
Mantém programas estruturados de educação continuada, incluindo iniciativas voltadas à formação do médico generalista e cursos de atualização profissional. Além disso, promove centenas de eventos científicos, jornadas e cursos anuais, em parceria com as sociedades de especialidades e federadas. É responsável pela organização do Congresso Brasileiro de Medicina Geral – CBMG.

“Educação médica continuada é um investimento direto na qualidade do cuidado. A AMB atua para garantir que o médico brasileiro tenha acesso permanente a atualização científica e técnica e nossos congressos garantem isso”, afirma o presidente.
Atuação institucional e políticas públicas
A entidade intensificou sua atuação institucional junto ao Congresso Nacional, Ministérios da Saúde e da Educação, agências reguladoras e conselhos profissionais, especialmente em temas relacionados à expansão de escolas médicas, avaliação da formação, regulação da prática profissional e políticas públicas de saúde.

A AMB também participa de iniciativas estratégicas como o estudo Demografia Médica no Brasil, conduzido em parceria com a Universidade de São Paulo, Ministério da Saúde e organismos internacionais, que subsidia políticas públicas e planejamento do sistema de saúde.
“O Brasil vive um desafio crítico na formação médica. Defender critérios técnicos para abertura de cursos e qualidade do ensino é uma agenda permanente da AMB, em nome da sociedade”, afirma Fernandes.
Governança Financeira
Sob a liderança do presidente César Eduardo Fernandes, a Associação Médica Brasileira implementou um processo consistente de reorganização administrativa, racionalização de despesas e fortalecimento da governança financeira, com foco em sustentabilidade institucional e eficiência na alocação de recursos.
A gestão priorizou transparência, planejamento orçamentário, modernização de processos e equilíbrio entre investimentos estratégicos e responsabilidade fiscal, contribuindo para a estabilidade financeira da entidade e a ampliação de sua capacidade de atuação institucional.
“Equalizar as finanças da AMB foi fundamental para garantir a perenidade da entidade, ampliar investimentos em educação, ciência e comunicação e assegurar que a Associação esteja preparada para os desafios futuros da Medicina brasileira”, afirma o presidente.
Telemedicina
A AMB teve atuação decisiva na implantação e consolidação da telemedicina no Brasil, especialmente durante a pandemia de covid-19, contribuindo com posicionamentos técnicos, orientações éticas e interlocução com órgãos reguladores para viabilizar o atendimento remoto com segurança e qualidade.
Segundo o presidente da AMB, Dr. César Eduardo Fernandes, “a telemedicina se mostrou uma ferramenta essencial para ampliar o acesso da população à assistência médica, garantir a continuidade do cuidado e proteger pacientes e profissionais em um momento crítico para o sistema de saúde, ontem, hoje e no futuro”.
Entre 2020 e 2023, o uso da telemedicina no país cresceu exponencialmente, com estimativas de mais de 30 milhões de teleconsultas realizadas no período, impulsionando a transformação digital na saúde. Para os pacientes, a expansão do atendimento remoto significou redução de barreiras geográficas, maior acesso a especialistas, diminuição de deslocamentos e continuidade do acompanhamento clínico, consolidando-se como um legado estruturante da modernização do cuidado em saúde no Brasil.
Núcleos e Comissões
A AMB mantém uma estrutura robusta de núcleos, comissões e grupos técnicos, responsáveis por aprofundar debates científicos, éticos, educacionais e institucionais, subsidiando posicionamentos oficiais da entidade e contribuindo para a formulação de políticas públicas em saúde.
Esses colegiados reúnem especialistas de diversas áreas da Medicina, promovendo análise técnica, produção de recomendações, diretrizes e propostas regulatórias em temas estratégicos para a profissão e para a sociedade.
Para Dr. César, “os núcleos e comissões representam a inteligência técnica da entidade, reunindo conhecimento científico, experiência clínica e visão institucional para orientar decisões, qualificar o debate público e fortalecer a Medicina baseada em evidências”.
A atuação desses grupos reforça o papel da AMB como instituição técnica, plural e comprometida com a excelência da prática médica e a segurança do paciente.
Foram criados: Núcleo de Atuação Parlamentar, Comissão de Saúde Digital, Comissão Nacional do Médico Jovem, Comissão Nacional em Defesa dos Direitos no Trabalho da Mulher Médica, Comissão Nacional de Equidade, Diversidade e Inclusão, Mulheres Médicas, entre outros. As informações sobre todos os núcleos e comissões estão disponíveis no site da AMB – www.amb.org.br/nucleos.

CEM Covid
Durante a pandemia de covid-19, a Associação Médica Brasileira desempenhou papel central na coordenação técnica e científica da resposta médica por meio da criação do Comitê Extraordinário de Monitoramento da COVID-19 (CEM COVID). O comitê reuniu especialistas de diversas áreas da Medicina para monitorar evidências científicas, elaborar posicionamentos técnicos, orientar profissionais de saúde e subsidiar autoridades públicas com informações baseadas em evidências.
A iniciativa consolidou a AMB como uma das principais fontes técnicas nacionais durante a crise sanitária, contribuindo para a qualificação do debate público, a segurança da prática clínica e a disseminação de informação científica confiável em um dos períodos mais críticos da história recente da saúde pública. A iniciativa gerou um livro Brasil Cem Covid.

Transformação institucional e visão de futuro
Nos últimos anos, a AMB ampliou investimentos em transformação digital, modernização de processos, governança institucional e comunicação estratégica, fortalecendo sua presença no debate público e sua capacidade de articulação com stakeholders nacionais e internacionais.
“Celebrar 75 anos é reafirmar nosso papel como instituição técnica, independente e comprometida com o interesse público. A AMB continuará contribuindo com propostas, evidências e diálogo institucional”, afirma o gestor da entidade médica.
Indicadores Institucionais
Representatividade
- 27 associações médicas estaduais integradas à AMB
- Mais de 50 sociedades médicas de especialidades e áreas de atuação
- Representação indireta de mais de milhares de médicos brasileiros, por meio de entidades filiadas
Produção científica e editorial
- Revista da Associação Médica Brasileira (RAMB): mais de 70 anos de publicação contínua
- Mais de 8 mil artigos científicos publicados historicamente
- Indexação em bases internacionais como Scopus e Web of Science
- Jornal da Associação Médica Brasileira (JAMB)
- Tratado de Medicina Geral
Diretrizes clínicas e normativas
- Mais de 100 diretrizes e consensos clínicos publicados em parceria com sociedades de especialidades
- Produção contínua de protocolos baseados em evidência para suporte à prática médica
Educação médica e certificação
- Participação histórica na certificação de especialistas via sociedades médicas
- Apoio a programas de educação médica continuada e congressos científicos nacionais