II Simpósio Internacional de Tratamento Multidisciplinar de Uro-Oncologia

Hoje e amanhã (06 e 07 de março) ocorre o II Simpósio Internacional de Tratamento Multidisciplinar de Uro-Oncologia no Hospital Israelita Albert Einstein. Haverá importantes especialistas das áreas de Oncologia, Urologia e Radioterapia para um debate sobre as principais novidades nos tratamentos de câncer de próstata, bexiga, testículos e rim. Com a participação de convidados nacionais e internacionais, o simpósio abordará os temas de destaque do ASCO-GU 2015, um dos mais importantes congressos de oncologia do mundo, que será realizado na semana anterior ao evento.

O evento conta com o apoio da Associação Médica Brasileira.

As inscrições podem ser feitas no local.

Mais informações: http://goo.gl/IXQQuy

Câmara averiguará a máfia de órteses e próteses no País

Nesta quarta-feira (4), o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, aceitou três pedidos de criação de comissões parlamentares de inquérito. Entre eles a averiguação da máfia de órteses e próteses no País.

As demais são para apurar a violência contra jovens negros e pobres e para investigar a realidade do sistema carcerário no Brasil.

A AMB já havia se pronunciado em janeiro a favor de investigações sobre os casos de corrupção e atitudes antiéticas, envolvendo a classe médica em compras superfaturadas e indicações desnecessárias de implantes. Conforme trecho abaixo da nota publicada à população brasileira:

“Repudiamos que fatos dessa natureza ocorram em nosso meio e consideramos que tais denúncias devam ser investigadas pelos órgãos competentes com a punição dos culpados dentro do rigor da Lei”.

 

 

 

Haddad descumpre meta da saúde e fila da cirurgia vai a 63 mil

A gestão Fernando Haddad (PT) não conseguiu em dois anos cumprir uma de suas principais promessas na área da Saúde: diminuir o número de pacientes que aguardam por uma cirurgia na cidade. Dados da Secretaria Municipal da Saúde mostram que, entre dezembro de 2012, último mês do governo Gilberto Kassab (PSD), e o mês passado, a fila para procedimentos cirúrgicos passou de 56.912 para 63.024, alta de 10,7%.

Hoje, o tempo médio de espera pela consulta médica cirúrgica, etapa prévia à realização da operação, é de 289 dias (cerca de nove meses e meio), 33 dias a mais do que o prazo médio de espera registrado em dezembro de 2012. A piora aconteceu mesmo com a inauguração de sete unidades da chamada Rede Hora Certa, equipamento criado pela atual gestão para aumentar a oferta de cirurgias.

Em nota oficial enviada à imprensa, o coordenador da atenção especializada da Secretaria Municipal da Saúde, Flavius Augusto Albieri, afirma que a fila “se estabilizou” desde 2013 em cerca de 63 mil procedimentos em espera. Ele destaca que com os hospitais Dia em construção e outros equipamentos em obras, como o Hospital de Parelheiros, a tendência é queda.

“Oferecemos mais consultas e exames do que antes, o que naturalmente cria mais demanda de cirurgias, porque aquelas pessoas que não teriam um diagnóstico e um encaminhamento, agora têm”, disse o coordenador da atenção especializada.

Durante a campanha, Haddad prometeu entregar 32 unidades – uma por subprefeitura -, com capacidade para realizar 200 procedimentos cirúrgicos por mês. Mas dados oficiais indicam que a meta não foi cumprida no ano passado. Ao todo, foram feitas 13.374 cirurgias nesses equipamentos, ante as 14.400 estimadas.

Na divisão de pacientes pela cidade, a alta de 10,7% foi mais sentida na zona sul, onde o número de pessoas na fila dobrou nos últimos dois anos – passou de 11,2 mil para 22,2 mil. Já quando se leva em conta o tempo de espera, as áreas mais críticas são pediatria e ginecologia, onde se aguarda até 479 dias pela marcação de cirurgia – é o caso das mulheres da zona leste.

Especialidades. No geral, a fila da saúde caiu 17% na cidade. A espera por consultas médicas especializadas diminuiu nos últimos dois anos, no patamar de 9% em toda a capital. Enquanto, no fim de 2012, 353.181 consultas aguardavam a realização, em fevereiro de 2015, o número caiu para 321.338.

Mas o tempo de espera por alguns procedimentos ainda passa de um ano. O morador da zona leste que precisar passar pelo proctologista, por exemplo, fica até 514 dias aguardando pelo atendimento. Na mesma região, a consulta com um psiquiatra pode demorar 404 dias.

Mesmo em especialidades consideradas básicas, há dificuldade para agendamento. Com a visão comprometida por uma catarata, a aposentada Judite Alves da Silva, de 86 anos, aguarda há três meses para se consultar com um oftalmologista. “Ela passou pelo clínico no posto de saúde, que deu o encaminhamento para o especialista, mas, até agora, não temos nem ideia de quando vão marcar a consulta. Ela não consegue mais andar sozinha, não enxerga”, conta a filha de Judite, Célia de Fátima Silva Soares, de 45 anos.

Exames. No caso dos exames, a queda geral foi mais significativa: a quantidade de pacientes na fila passou de 260.394 para 127.472 mil. O resultado é reflexo dos mutirões no início da gestão Haddad.

No total, 108.948 ultrassonografias deixaram a fila. De todos os tipos ofertados, só a espera pelo exame das glândulas salivares aumentou, e chega a 374 dias na zona leste. Já em relação aos sete exames de diagnose e terapia, a queda foi de 29,8%, passando de 80.224 em espera para 56.250.

‘Município deve priorizar pacientes com urgência’

Para o professor doutor Oswaldo Yoshimi Tanaka, da Faculdade de Saúde Pública da USP, a demora na realização de consultas e exames deveria levar o Município a debater a criação de uma fila prioritária da saúde, onde os pacientes com mais urgência fossem automaticamente transferidos para o topo da fila. Um modelo semelhante já é praticado hoje para seleção das crianças nas creches municipais.

Mas, para que um novo formato de fila fosse criado na saúde, Tanaka alerta que seria preciso terminar a digitalização da rede, que trabalha com fichas de papel. Depois, deve-se investir na qualidade da consulta. “Só com tempo é que o médico pode examinar o paciente, solicitar seu histórico e fazer um diagnóstico.”

39ª Jornada Norte Nordeste de Anestesiologia (JONNA)

A 39ª Jornada Norte Nordeste de Anestesiologia (JONNA) se propõe a ampliar horizontes científicos e profissionais, integrando temas variados e relevantes na rotina anestésica e visando à segurança e qualidade.
Tudo isso em um ambiente social agradável entre os pares, desfrutando das belezas de Teresina e de seus traços peculiares que se inserem nas raízes nordestinas. Aqui, hospitalidade e alegria traduzem acolhimento e encanto.
Da sua cultura, uma culinária típica e um rico artesanato. Das suas árvores, a bela cidade verde reluz em suas paisagens para repousar às margens dos rios Poty e Parnaíba.
Venha desfrutar dessa experiência enriquecedora na 39a JONNA, nos dias 13 e 14 de março de 2015 no Gran Hotel Arrey.
Confira nossa programação científica e confirme sua presença!

 

PROGRAMAÇÃO

Workshops – sexta-feira (13 de março de 2015)

Ventilação mecânica
09h00-12h00 – Sala Safira
Valor: R$200,00
Vagas: 30

Bloqueios periféricos
14h00-17h00 – Sala Safira
Valor: R$200,00
Vagas: 30

Solenidade de abertura: show de stand up comedy com Amauri Jucá – 19h00

Programação científica – sábado (14 de março de 2015)

08h00–09h00 – Mesa Redonda – Anestesia venosa versus inalatória
Coordenador:
08h00–08h25 – Anestesia venosa ganhou todos os espaços
Palestrante: Marcos Antônio Costa de Albuquerque – SE
08h25-08h50 – A evolução da anestesia inalatória
Palestrante: José Admirço Lima Filho – BA
08h50–09h00 – Discussão09h00–09h40 – Urgências em pediatria
Coordenador:
Palestrante: Débora de Oliveira Cumino – SP
09h40–10h00 – Coffee break10h00–10h40 – Hemoconcentrados: quando indicar e por que evitar?
Coordenador:
Palestrante: Hugo Eckner Dantas de Pereira Cardoso – BA
10h40–11h20 – Antifibrinolíticos, anticoagulantes e antiagregantes: o que devemos saber?
Palestrante: José Carlos Rodrigues Nascimento – CE
11h20–12h00 – Reposição volêmica: o que há de novo?
Palestrante: Enis Donizetti Silva – SP
12h00–14h00 – Almoço14h00–15h00 – Mesa Redonda – Monitorização Hemodinâmica
Coordenador:
14h:00–14h20 – Como avaliar a função cardíaca?
Palestrante: Manuela Bezerril Cipião Fernandes – CE
14h20–14h40 – Como avaliar a volemia?
Palestrante: Claudia Marques Simões – SP
14h40 – 15h00 – Como avaliar a perfusão tecidual e oxigenação?
Palestrante: Claudia Marques Simões – SP
15h00 – 15h40 – Analgesia de parto: qual a melhor técnica
Coordenador:
Palestrante: Dr. Tolomeu Artur Assunção Casali – MG
15h40–16h00 – Coffee break16h00–18h00 – Coordenador:16h00–16h40 – Avaliação pré-anestésica: atualização
Palestrante: Rogean Rodrigues Nunes – CE
16h40–17h20 – A importância do manejo intra-operatório da temperatura
Palestrante: Ricardo Almeida de Azevedo – BA
17h20–18h00 – Situações de crise em anestesia
Palestrante: Erick Freitas Curi – ES

39ª Jornada Norte Nordeste de Anestesiologia (JONNA)

A 39ª Jornada Norte Nordeste de Anestesiologia (JONNA) se propõe a ampliar horizontes científicos e profissionais, integrando temas variados e relevantes na rotina anestésica e visando à segurança e qualidade.
Tudo isso em um ambiente social agradável entre os pares, desfrutando das belezas de Teresina e de seus traços peculiares que se inserem nas raízes nordestinas. Aqui, hospitalidade e alegria traduzem acolhimento e encanto.
Da sua cultura, uma culinária típica e um rico artesanato. Das suas árvores, a bela cidade verde reluz em suas paisagens para repousar às margens dos rios Poty e Parnaíba.

Venha desfrutar dessa experiência enriquecedora na 39a JONNA, nos dias 13 e 14 de março de 2015 no Gran Hotel Arrey.
Confira nossa programação científica e confirme sua presença!

 

PROGRAMAÇÃO

Workshops – sexta-feira (13 de março de 2015)

Ventilação mecânica
09h00-12h00 – Sala Safira
Valor: R$200,00
Vagas: 30

 

Bloqueios periféricos
14h00-17h00 – Sala Safira
Valor: R$200,00
Vagas: 30

 

Solenidade de abertura: show de stand up comedy com Amauri Jucá – 19h00

Programação científica – sábado (14 de março de 2015)

08h00–09h00 – Mesa Redonda – Anestesia venosa versus inalatória
Coordenador:
08h00–08h25 – Anestesia venosa ganhou todos os espaços
Palestrante: Marcos Antônio Costa de Albuquerque – SE
08h25-08h50 – A evolução da anestesia inalatória
Palestrante: José Admirço Lima Filho – BA
08h50–09h00 – Discussão09h00–09h40 – Urgências em pediatria
Coordenador:
Palestrante: Débora de Oliveira Cumino – SP
09h40–10h00 – Coffee break10h00–10h40 – Hemoconcentrados: quando indicar e por que evitar?
Coordenador:
Palestrante: Hugo Eckner Dantas de Pereira Cardoso – BA
10h40–11h20 – Antifibrinolíticos, anticoagulantes e antiagregantes: o que devemos saber?
Palestrante: José Carlos Rodrigues Nascimento – CE
11h20–12h00 – Reposição volêmica: o que há de novo?
Palestrante: Enis Donizetti Silva – SP
12h00–14h00 – Almoço14h00–15h00 – Mesa Redonda – Monitorização Hemodinâmica
Coordenador:
14h:00–14h20 – Como avaliar a função cardíaca?
Palestrante: Manuela Bezerril Cipião Fernandes – CE
14h20–14h40 – Como avaliar a volemia?
Palestrante: Claudia Marques Simões – SP
14h40 – 15h00 – Como avaliar a perfusão tecidual e oxigenação?
Palestrante: Claudia Marques Simões – SP
15h00 – 15h40 – Analgesia de parto: qual a melhor técnica
Coordenador:
Palestrante: Dr. Tolomeu Artur Assunção Casali – MG
15h40–16h00 – Coffee break16h00–18h00 – Coordenador:16h00–16h40 – Avaliação pré-anestésica: atualização
Palestrante: Rogean Rodrigues Nunes – CE
16h40–17h20 – A importância do manejo intra-operatório da temperatura
Palestrante: Ricardo Almeida de Azevedo – BA
17h20–18h00 – Situações de crise em anestesia
Palestrante: Erick Freitas Curi – ES

Mais informações: www.jonna2015teresina.com/

 

SBGG participa de I Fórum de Especialistas em Vacinação do Adulto e do Idoso

Organizado pela SBIM encontro reuniu mais de 300 participantes de todo País no último dia 25 de fevereiro, em São Paulo

 

Com o objetivo de traçar estratégias para conscientizar a população, os médicos e demais profissionais da área da saúde sobre o papel da imunização na manutenção da saúde e qualidade de vida de adultos e idosos, bem como na prevenção de doenças, mais de 300 participantes de todo Brasil reuniram-se no I Fórum de Especialistas em Vacinação do Adulto e do Idoso.

 

Organizado pela Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIM) o encontro aconteceu em 25 de fevereiro, na cidade de São Paulo, e reuniu representantes da geriatria e gerontologia, imunologia, pneumologia, ginecologia e obstetrícia, reumatologia e alergologia, entre outros.

 

Para a coordenadora do encontro e presidente da SBIM, Isabella Ballalai, o Fórum possibilitou a aproximação e a troca de experiências dos agentes ligados à saúde do adulto e idoso, ampliando o diálogo sobre a vacinação além da vivência no campo da pediatria. “No Brasil já é tradição a vacinação de crianças, mas no caso dos idosos, isso ainda não ocorre. Por isso consideramos como prioridade a sensibilização de nosso olhar a esta parcela da população, que a cada dia aumenta exponencialmente”, avalia Isabella.

 

Representada pelo presidente, João Bastos Freire Neto, a Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia (SBGG) integrou os grupos de discussões que debateram a situação da imunização do idoso, ponto alto do Fórum. “Esta é considerada pela Sociedade uma importante iniciativa por proporcionar a ampliação das informações sobre as perspectivas de vacinação das quais os idosos podem ser beneficiados”, avalia o geriatra.

 

Hoje, segundo Freire Neto a vacina mais conhecida é a da gripe, entretanto, é preciso chamar a atenção para as demais possibilidades preventivas, tais como a pneumonia e a herpes zoster, por exemplo. Assim como Freire Neto, a presidente da SBIM, Isabella, reforça a avaliação de que a gripe acabou se tornando uma bandeira no campo da imunização de pessoas acima dos 60 anos de idade. “Da mesma forma devemos agir no que cabe às demais doenças, orientando os especialistas sobre as vacinas que devem ser recomendadas a esta população”, reforça.

 

Com base nos pontos avaliados pelos diferentes grupos será elaborado um documento com proposições de ações a serem efetivadas no sentido de ampliar a cobertura da imunização da população adulta e idosa. O material proveniente do Fórum deve ser entregue nos próximos meses ao Ministério da Saúde. De acordo com a presidente da SBIM os grupos de discussão estabelecidos no encontro devem ser mantidos de maneira permanente.

 

Parcerias promissoras

Há mais de dois anos a SBGG e a SBIM tem empreendido esforços conjuntos neste sentido. Juntas as sociedades de especialidades elaboraram o “Guia de Vacinação Geriátrica”, que foi lançado em 2013.

 

Principais objetivos do calendário de vacinação do idoso

  • Proteger de doenças infecciosas potencialmente graves
  • Reduzir a suscetibilidade e o risco de quadros infecciosos graves pela presença de comorbidades.
  • Prevenir a descompensação de doenças crônicas e de base causadas por doenças infecciosas.
  • Melhorar a qualidade e a expectativa de vida

 

O Guia tem sido um importante instrumento de conhecimento e de valorização da imunização, além de trazer recomendações sobre aplicação.

 

Pela SBGG, atuaram diretamente na concepção do material Alana Meneses Santos; João Toniolo Neto e Priscila Gaeta Baptistão.

Entidades de Saúde e OAB/RS solicitam audiência com governador do Estado para garantir recursos ao setor

As entidades médicas, hospitalares e de servidores da saúde, que representam o setor no Estado, juntamente com a Ordem dos Advogados do Brasil/RS, querem uma audiência com o governador José Ivo Sartori para tratar do quadro atual e do futuro da assistência à saúde da população gaúcha. Essa foi a decisão conjunta de todas as entidades, deliberada durante uma reunião realizada na sede da OAB/RS, na noite de quinta-feira. O objetivo do encontro foi debater o corte de 30% dos recursos da Secretaria da Saúde do Estado. Houve uma redução de R$ 103 milhões/mês para R$ 70 milhões.
O presidente da AMRIGS, Dr. Alfredo Cantalice, alerta que o corte de verba para a saúde pode ocasionar o fechamento de hospitais no interior do Estado e, além da desassistência à população, a demissão de médicos e trabalhadores da saúde.  “Hospitais, médicos, enfermagem, nutricionistas e demais servidores trabalham unidos. Se fechar um hospital no interior é um caos na cidade. Todos perdem, principalmente a população. A AMRIGS está atenda aos problemas que afetam a área da saúde no Estado e se soma ao conjunto de forças públicas em defesa da sociedade gaúcha”.
Após a reunião, foi assinado um documento de pedido de audiência, em caráter de urgência, com o governo do Estado. As entidades de Saúde e a OAB/RS buscam evitar o corte orçamentário de 30% dos recursos e requerer ao governador um aporte mínimo ao setor. Também será debatida a necessidade da implantação de um calendário para o repasse de quantias já previstas para 2015 e o pagamento imediato de valores atrasados.
Hoje 70% de toda assistência do SUS no Estado é prestada pelas Santas Casas e hospitais filantrópicos, sendo responsáveis por 520 mil internações/ano. Cerca de 7 milhões de gaúchos só têm acesso ao SUS.

Virtudes Médicas – Confiabilidade

Uma virtude central em toda relação humana sem dúvida nenhuma é a confiabilidade[1].

Alain Peyrefitte já apontava o valor que a confiança tem no caminhar de uma sociedade e qual o seu papel no desenvolvimento: sem confiança não há ambiente para nenhum tipo de progresso, somente há o caos[2].

Das relações de confiança que perduram nas diferentes sociedades, uma das mais emblemáticas e complexas, porém essencial, é a Relação Médico-Paciente. E parte dessa relação de confiança é a crença na disposição alheia em contar a verdade.

O paciente busca o médico confiando que, geralmente:

  • O médico o informará se o problema de saúde estiver acima de sua capacidade de resolução ou auxílio;
  • O médico informará tudo o que é importante saber acerca da condição de saúde;
  • O médico informará as melhores opções possíveis ao paciente, explicando cada uma e aconselhando se preciso for;
  • O médico não esconderá informações intencionalmente ou, se o fizer considerando o bem do paciente, o fará apenas de forma temporária.

Essa confiabilidade repousa sobre outras características também essenciais ao médico.

A principal dessas características é o espírito de benevolência junto com seu complemento indispensável: a não maleficência. O médico porta-se de forma confiável sabendo que isso se traduz num bem para seu paciente, e este bem envolve a comunicação da verdade e a atuação sincera como elementos para a manutenção da integridade do paciente, considerando acima de tudo a integridade como um elemento beneficente, e a autonomia do paciente como um dos componentes da sua integridade.

Outra característica é o autoconhecimento do médico, que deve verificar em sua consciência o que sabe, o quanto sabe e com que fim sabe algo. Sem a noção adequada do próprio conhecimento o médico age de forma imprudente (o contrário da grande virtude médica: a prudência ou phronesis).

O médico utiliza a confiabilidade em diversas situações. Comento acerca de duas situações.

Hoje em dia se fala muito acerca do Testamento Vital, no qual o paciente deixa um relato de como quer ser tratado próximo à sua morte. Cabe ao médico assistente fazer cumprir a vontade de seu paciente mesmo na ausência de sua consciência por motivo de agravo à saúde. O médico que recebeu a honrosa posição de protetor da vontade de seu paciente deve zelar com honra, veracidade e extrema confiabilidade no momento mais frágil da existência humana.

Uma situação mais comum na realidade do médico brasileiro é o momento de comunicar más notícias, como o diagnóstico de um câncer intratável ou a baixa expectativa de sobrevida num paciente grave internado na Unidade de Tratamento Intensivo.

Alguns defendem que o médico pode ocultar o diagnóstico ou o prognóstico para oferecer momentos mais proveitosos ao paciente, para que se desfrute do resto da vida sem o peso da consciência da morte. Tal postura de ocultação da verdade, porém, é uma armadilha.

Negar a realidade ao paciente autônomo é negar-lhe o conhecimento necessário acerca de sua vida para que ele programe de forma adequada suas prioridades. Se o diagnóstico e a informação do prognóstico demorarem muito, tempo precioso pode ser perdido, e danos irreversíveis podem ser acrescidos à situação já dramática do paciente.

Com isso não quero dizer que a informação deve ser dada de qualquer forma e imediatamente. Daí a necessidade de treinar os jovens médicos na arte de comunicar más notícias.

Jean Hamburger já avisava que certas palavras não devem ser utilizadas, e que um resquício de esperança, por menor que seja, nunca deve ser extirpado. Tais medidas temperam a confiabilidade do médico com tratos humanísticos e empáticos ao sofrimento do paciente[3].

Algumas dicas preciosas do nefrologista Jean Hamburger:

  1. O ponto primordial é a formação da relação com o paciente;
  2. Não basta se apoiar somente no instinto e no amor ao próximo (há formas adequadas de executar ações em saúde);
  3. Entender reações psicológicas do paciente;
  4. Utilizar auxílio, informação e conforto como instrumentos terapêuticos;
  5. Não utilizar palavras com forte conteúdo emotivo negativo como: morte, lepra, câncer, coma ou autópsia (ou fazê-lo de forma gradual e empática);
  6. Explicar tudo ao paciente e jamais, jamais mentir;
  7. A explicação de cada ato praticado reduz o desconforto e a dor;
  8. Jamais anunciar uma doença como absolutamente incurável ou intratável; permitir um mínimo de esperança.

O último conselho poderia ser questionado, mas o fato real é que inúmeras pesquisas acontecem todos os dias buscando soluções e alívio para doenças ainda incuráveis ou intratáveis, e a esperança de alguma novidade sempre existe.

Até mesmo as situações mais corriqueiras do cotidiano médico exigem confiabilidade.

Ao solicitar exames para diagnosticar determinada condição de saúde do paciente, o médico precisa ser claro e veraz em suas suspeitas, e informar ao paciente sobre as repercussões do diagnóstico. Ao realizar o diagnóstico, o médico precisa informar ao paciente o prognóstico de acordo com as diferentes formas de tratamento adotadas.

O paciente precisa acreditar que o médico é confiável e benevolente, ou jamais confiará no plano terapêutico prescrito. E é preciso lembrar que o médico é buscado em uma situação extrema, na qual o paciente se encontra frágil, assustado e disposto a entregar, muitas vezes, grande parcela de sua autonomia em mãos de outrem, em quem deposita grandes esperanças.

Cabe ao médico avaliar de forma verdadeira a esperança nele depositada e agir de acordo.

Interesses discretos ou ocultos não cabem numa Relação Médico-Paciente saudável. O médico precisa ser bem claro e confiável até mesmo em relações entre profissionais, como apresentações acadêmicas nos congressos, informando possíveis interações com laboratórios e verbas recebidas de fontes privadas ou públicas. A confiabilidade também é crucial nas passagens de plantão, nas quais a informação transmitida poderá auxiliar a salvar vidas e ganhar tempo.

Sem confiabilidade, a Medicina gerará somente desconfiança e hostilidade. Não está em jogo somente o nome do médico, mas toda a confiabilidade da sociedade na Medicina e a percepção dessa antiga profissão como empreendimento honrado.

 

[1] PELLEGRINO, Edmund D.; THOMASMA, David C. The Virtues in Medical Practice. New York, NY: Oxford University Press, 1993, p. 65-78. [2] PEYREFITTE, Alain. La societe de confiance: Essai sur les origines et la nature du developpement. France: Editions O. Jacob, 1995. [3] HAMBURGER, Jean. Conseils aux étudiants en médicine dans mon service. Paris: Flammarion; 1963.

 

Fonte: Academia Médica

Congresso Brasileiro de Mastologia da SBM abre inscrições

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O 18º Congresso Brasileiro de Mastologia, que acontece de 3 a 6 de junho, em Curitiba (PR) já está com as inscrições abertas. O evento acontece logo após o encerramento do congresso da American Society of Clinical Oncology – ASCO, considerado mundialmente como o mais importante da área de oncologia, realizado em Chicago (EUA), e promete apresentar o que há de mais inovador no mundo em relação ao tratamento do câncer de mama.

Um número recorde de palestrantes internacionais já vistos em congressos brasileiros já confirmaram presença, entre eles, os renomados médicos Jorge Reis Filho (EUA), Luciane R. Cavalli (EUA), Michael Alvarado (EUA), Robert Mansel (Inglaterra), Virgílio Sachini (EUA), Mario Rietjens (Itália), Emiel Rutgers (Holanda) e Ruffo de Freitas Júnior (Brasil). As inscrições estão abertas até o dia 20 de maio.

Promovido pela Regional Paraná da Sociedade Brasileira de Mastologia, o congresso terá como tema “Câncer de mama: da abordagem multidisciplinar ao tratamento individualizado”. Além de mastologistas e oncologistas, esta edição irá ampliar a participação para outros profissionais ao oferecer atividades exclusivas a psicólogos, nutricionistas, enfermeiras, fisioterapeutas e outros profissionais da saúde que têm grande importância no tratamento multidisciplinar aos pacientes com câncer de mama. Os temas serão apresentados em sala única para facilitar as discussões e o aproveitamento dos conteúdos, evitando o deslocamento para atividades paralelas.

“O congresso brasileiro é o evento mais importante da especialidade no Brasil e estamos trabalhando para promover uma programação científica da melhor qualidade com o objetivo de ampliar a troca de informações entre os especialistas. Serão apresentados temas de atualização proferidos por lideranças com publicações relevantes e queremos aproveitar ao máximo a experiência de cada um”, afirma Vinicius Budel presidente da SBM Regional Paraná.

Uma programação científica de altíssimo nível irá contemplar os temas atuais no campo da mastologia, como: cirurgia, patologia, genética, oncologia clínica, oncoplástica, quimioterapia, radiologia e radioterapia. Os debates ocorrerão por meio de mesas redondas, conferências, simpósio satélites, entre outras atividades. Já o pré-congresso oferecerá quatro temas importantes para os médicos que desejam um conhecimento mais aprofundado sobre capacitação para atenção básica em mastologia; situações especiais em mastologia; cirurgia reparadora da mama e imagem.

As inscrições devem ser realizadas pelo site www.cancerdemama2015.com.br, que também fornece o regulamento para submissão dos resumos dos trabalhos científicos. Estes estão subdivididos nas seguintes áreas: Diagnóstico Imagem, Citologia, Histologia, Epidemiologia,Cirurgia,Quimioterapia, Radioterapia e Endocrinoterapia, Genética e Biologia Tumoral, Doenças Benignas e Qualidade deVida.

SERVIÇO:
Evento: XVIII Congresso Brasileiro de Mastologia
Data: 3 a 6 de junho de 2015
Local: Centro de Convenções ExpoUnimed, Curitiba (PR)
Mais informações: (21) 2286 2846
Site: www.cancerdemama2015.com.br

SOBOPE – Nota oficial: Possível falta de Dactinomicina

Nota oficial da Sociedade Brasileira de Oncologia Pediátrica (SOBOPE): Possível falta de Dactinomicina

Devido ao indicativo de um possível desabastecimento da droga dactinomicina no Brasil – medicamento indispensável no tratamento de crianças com cânceres de rabdomiossarcoma e nefroblastoma (tumor de Wilms), a qual não tem substitutos equivalentes no País – foi realizada uma reunião, no dia 6 de fevereiro, entre a Sociedade Brasileira de Oncologia Pediátrica (SOBOPE), representantes do Ministério da Saúde e do laboratório Bagó do Brasil S/A. Na qual foi deliberado que:

– O laboratório manterá o abastecimento da dactinomicina até o final do mês de julho, importando o que for necessário para a manutenção dos estoques.

– Após este período, o Ministério da Saúde irá comprar remessas da droga em laboratórios estrangeiros para suprir a demanda até que outro laboratório nacional possa produzir o medicamento, por essa razão está previsto que não haja desabastecimento da medicação no País.

Sobre a utilidade do medicamento:

No Brasil há uma expectativa de 200 e 500 casos novos por ano de rabdomiossarcoma e tumor de Wilms, respectivamente. O potencial de cura destas neoplasias é em torno de 70% nos casos de rabdomiossarcoma e 90% de nefroblastoma. A droga também é utilizada para outras doenças como sarcomas não Rabdomiossarcomas, Sarcoma de Ewing e Doença Trofoblástica Gestacional. Hoje, cerca de 700 crianças utilizam o medicamento no Brasil.