Lançamento da Frente Nacional em Defesa da Saúde, da Medicina e do Médico reúne representantes de todo o país

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Ontem, dia 16, na sede da Associação Médica Brasileira (AMB), em São Paulo, representantes de associações, sindicatos, federadas e grupos estudantis de todas as regiões do Brasil, deram início oficial ao movimento Frente Nacional em Defesa da Saúde, da Medicina e do Médico, grupo que tem como objetivo fortalecer e unir as instituições médicas em prol dos pacientes e dos profissionais da saúde.

O presidente da AMB, Dr. Florentino Cardoso, disse que as entidades presentes não compactuavam com a divisão da classe médica, assim como também reforçou que o caminho para que os médicos tenham mais força é se unindo às instituições já existentes e lutando contra ao aparelhamento das entidades existentes e à criação de entidades-espelho, cujo objetivo é enfraquecer e dividir a classe médica. “A AMB e outras entidades são as casas do médico brasileiro. As pessoas que hoje as dirigem passam, mas as entidades ficam, porque elas são de todos nós e é nelas que temos que fazer as mudanças necessárias para a saúde do Brasil”.

De acordo com o presidente da Federação Nacional dos Médicos (FENAM), Dr. Geraldo Ferreira, que junto com a AMB organizou o movimento, a frente vai lutar pela união da categoria médica, para defender e fortalecer a democracia, colocar-se intransigentemente nas lutas em defesa da dignidade, da remuneração e das condições de trabalho da classe. “Há uma orientação do Governo Federal, via CUT, para dividir qualquer categoria ou entidade em que o governo não é maioria”, se referindo à criação de uma nova federação.

Além de contar com o apoio das principais entidades, sindicatos, associações estaduais e grupos estudantis do Brasil, a Frente Nacional também tem adesão de instituições internacionais. “Diante de qualquer movimento que vise defender o médico, a medicina e a saúde, independente do país, vamos apoiar”, declarou o coordenador do Comitê de Assuntos Médicos Sociais, da Associação Médica Mundial (World Medical Association – WMA), Dr. Miguel Roberto Jorge.

Durante o evento, diversos representantes de instituições médicas contribuíram com sugestões ou com ideias que já vem sendo implementadas no seu estado para a defesa da classe médica e dos pacientes. Um dos principais motes levantado pelos participantes é de que assim como outras categorias de trabalhadores, como advogados e engenheiros, por exemplo, os médicos não podem ter vergonha de expor sua opinião política e que isso deve iniciar desde as faculdades. “Os médicos e pacientes do Brasil podem contar com o nosso apoio e se precisar vamos percorrer as 252 escolas de medicina do Brasil. Pois, vamos lutar contra um governo que está muito mais preocupado com o voto do que a saúde”, afirmou o presidente da Associação dos Estudantes de Medicina (AEMED-BR), Vinícius de Souza.


Próximos passos

O próximo encontro da Frente Nacional em Defesa da Saúde, da Medicina e do Médico já tem data e local marcados. Acontece no dia 21 de agosto, em Fortaleza e vai reunir membros das diretorias da AMB e FENAM para a criação de comissões que visem, por exemplo, a participação de representantes médicos nas eleições de 2016, que tenham como plataforma melhorias na saúde dos seus municípios.

Lideranças médicas apoiam a Frente Nacional em Defesa da Saúde, da Medicina e do Médico

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“Se for para unir e fortalecer a classe médica e evitar a partidarização da medicina, evitar o aparelhamento e enfraquecimento das entidades, somos favoráveis ao movimento nacional e contrários a criação de um novo sindicato”. – Alfredo Cantalice, presidente da Associação Médica do Rio Grande do Sul (AMRIGS)

“A Frente Nacional em Defesa da Saúde, da Medicina e do Médico é importante, nós precisamos disso. Eu penso que nós não precisamos de mais sindicatos, nós já temos a FENAM. O que nós precisamos é discutir as questões internas e nos unir”. – Eduardo Vaz, presidente da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP).

“A Frente Nacional em Defesa da Saúde, da Medicina e do Médico deve vir para ser um espaço onde os médicos, dos mais jovens aos mais experientes, possam buscar alternativas e soluções para melhorias na saúde e, claro, em todos os aspectos que envolvem a carreira, desde a formação acadêmica, tão importante e que tem sido tão ameaçada nos últimos anos, até a questões mais complexas envolvendo toda a estrutura do sistema de saúde, as especialidades etc.” – Jacqueline Nunes de Menezes, presidente da Associação Brasileira de Ligas Acadêmicas de Medicina (Ablam)

“Acredito que a Saúde no Brasil está sendo vilipendiada por ações governistas que não buscam melhorar a qualidade de atendimento à população, e sim aumentar a oferta de médicos como se isso simplesmente fosse resolver o problema da saúde brasileira. A Frente vem para que se possa mostrar a todos a nossa preocupação com o cuidado digno à população brasileira”. – Arthur Danila, presidente da Associação Nacional dos Médicos Residentes (ANMR)

 

 

AMB e FENAM criam Frente Nacional em Defesa da Saúde, da Medicina e do Médico

Geraldo Ferreira, presidente da Fenam, em encontro prévio com o presidente da AMB, Florentino Cardoso

 

“A toda ação há sempre uma reação oposta e de igual intensidade”. A famosa frase do físico inglês Isaac Newton explica a criação da Frente Nacional em Defesa da Saúde, da Medicina e do Médico. O movimento é resultado da parceria entre a Associação Médica Brasileira (AMB) e a Federação Nacional dos Médicos (FENAM) que nasce após tentativas de enfraquecer as principais instituições médicas, utilizando o aparelhamento de instituições de saúde, assim como também patrocinando a determinados grupos políticos que não tem trabalhado a favor dos pacientes e da classe médica.

A Frente Nacional em Defesa da Saúde, da Medicina e do Médico será coordenada pela AMB e FENAM, e terá escritório político em São Paulo e Brasília, nas sedes das duas entidades. Este grupo tem como objetivo fortalecer e unir as instituições em defesa da saúde, da medicina e do médico, para impedir ações que enfraqueçam a independência das instituições médicas.

“Este movimento pretende demonstrar que as entidades devem permanecer unidas. Não pactuamos com divisões! Acreditamos que já temos as instituições médicas necessárias e que se estivermos juntos e unidos podemos ser mais fortes nas lutas em prol da saúde”, analisa o presidente da AMB, Dr. Florentino Cardoso.

O evento de lançamento da Frente Nacional em Defesa da Saúde, da Medicina e do Médico  acontece na próxima terça-feira, 16 de junho, às 19h, na sede da AMB, em São Paulo. Além das entidades criadoras, o movimento conta também com os apoios da Associação Nacional dos Médicos Residentes (ANMR), Associação dos Estudantes de Medicina do Brasil (AEMED-BR), Associação Brasileira de Ligas Acadêmicas de Medicina (Ablam), assim como Sociedades de Especialidades e Federadas da AMB.

Dia Mundial da Imunização

Como prevenir é sempre o melhor remédio, manter a vacinação em dia, mesmo na fase adulta, é um dos melhores métodos para evitar doenças e infecções

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As gotinhas e agulhadas, algo tão corriqueiro para as crianças, acaba se tornando esporádico durante a fase adulta. Mas, mesmo que o ser humano desenvolva imunidade ao longo da vida, a suscetibilidade a determinadas doenças permanece. E, para evitar, há a necessidade de tomar algumas vacinas que fornecem novos anticorpos que o organismo não produz.

A imunização ativa ocorre através das vacinas ou contraindo uma doença, fazendo com que o próprio sistema imune do indivíduo produza anticorpos, durando por anos, até mesmo toda a vida. Já a imunização passiva, que pode ser natural ou artificial, tem um período menor, durando apenas semanas ou meses.

A natural acontece ainda na gestação, quando a mãe passa anticorpos ao feto através da placenta e, após o nascimento, pelo leite materno, conferindo imunidade à criança durante o primeiro ano de vida. Já a artificial se dá de três formas principais: a imunoglobulina humana combinada, a imunoglobulina humana hiperimune e o soro heterólogo.

A transfusão de sangue é outra forma de se adquirir imunidade passiva, já que, virtualmente, todos os tipos de produtos sanguíneos – como plasma, hemácias, plaquetas, etc – contêm anticorpos. Além dessas formas de imunização, é importante manter uma vida saudável, aliando uma correta alimentação com prática de exercícios físicos.

O adulto que tomou todas as vacinas disponibilizadas pelo programa de vacinação desde a infância, aos 30 anos de idade já está protegido contra as formas mais graves de tuberculose, poliomielite, tétano, difteria, coqueluche e sarampo, hepatite B, rotavírus, meningite por hemófilos, doença pneumocócica invasiva causada pelo meningococo C, rubéola e parotidite viral, entre outras.

O calendário básico de vacinação inicia-se logo após o nascimento, e segue, aproximadamente, até os seis anos de idade. A partir daí, são recomendados reforços a cada 10 anos.

CURIOSIDADES

  • A vacina é uma substância feita, geralmente, do vírus da doença, morto ou inoculado, que é injetado no corpo. O sistema não reconhece que o vírus está morto e fabrica substâncias que vão combatê-lo. Assim,  quando o organismo estiver suscetível ao contágio da doença, ele já terá criado anticorpos para defendê-lo.
  • A vacina teve origem no início do século 18, quando muitos indivíduos morriam por causa da varíola. Nessa época, a esposa de um embaixador inglês, Lady Mary, já havia associado que o recebimento, por vias cutâneas, de secreção dos ferimentos de doentes em indivíduos saudáveis os imunizava. Esse método foi chamado de variolação e foi bastante utilizado até o fim do século. Nesse mesmo período, o médico inglês Edward Jenner injetou a secreção das fístulas de uma vaca com varíola em um menino saudável. Semanas depois, ele expôs a criança à varíola humana e ela não adoeceu.

Período de férias aumenta risco de sarampo

FMUSP faz alerta para necessidade de vacina de prevenção às pessoas que pensam viajar aos EUA, Europa e África

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O período de férias escolares está chegando e com ele aumenta a preocupação com a contaminação de sarampo, principalmente para os que viajarem aos Estados Unidos, países da Europa como França, Alemanha e Inglaterra, Ásia e África. O alerta foi feito pelo Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (HCFMUSP).

De acordo com a infectologista do HC, Karina T. Miyaji, a imunização é a melhor forma de prevenção da doença e é necessário que ocorra 15 dias antes da viagem. “A vacina de sarampo é eficaz em até 99% dos vacinados, e está contida na vacina tríplice viral, que compreende, além do sarampo, imunização de caxumba e rubéola”, recomenda.

Segundo a infectologista, são indicadas duas doses para menores de 20 anos e uma dose para pessoas acima desta faixa etária. Adultos que não têm certeza de terem recebido a vacina, previamente, devem ser vacinados. Quem estiver com o esquema completo não precisa se revacinar. A vacina deve ser oferecida gratuitamente pelo SUS (Sistema Único de Saúde).

Surto no mundo

Autoridades de saúde de Berlim confirmaram em fevereiro a morte de uma criança de um ano e meio, vítima de sarampo. O país registrou desde outubro de 2014, mais de 600 casos.

Nos EUA, cerca de 200 pessoas já foram contaminadas por sarampo desde janeiro, inclusive em um dos pontos turísticos mais visitados do país: a Disney World.

Já na África, devido à epidemia de ebola, o problema do sarampo na região chegou a suspeita de 127 mil casos. Isso porque a vacinação de sarampo foi reduzida significativamente em crianças, elevando a suscetibilidade dessa e de outras doenças.

Brasil

Em território brasileiro, embora parcialmente sob controle, alguns estados estão em alerta, como o Ceará, por exemplo. Após mais de 100 casos registrados em 2015, o estado não registrou nenhuma ocorrência de sarampo.

Máfia das Próteses – Nota AMB

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Repudiamos a falta de ética na profissão, ações criminosas envolvendo desvio de recursos públicos e também a má fé para com os pacientes e seus familiares, sempre em situação vulnerável.
A AMB é convicta de que os envolvidos serão responsabilizados e se disponibiliza para ajudar no que for necessário.
Afirmamos que, na nossa profissão, a maior parte dos médicos é ética e preza pela vida humana.
A Associação Médica Brasileira, o seu presidente, sua diretoria e seus associados são veementemente contra qualquer tipo de corrupção.

Dia Mundial Sem Tabaco: Eliminação do comércio ilícito de produtos do tabaco

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Com a finalidade de destacar os riscos à saúde associados ao consumo de tabaco e promover a aplicabilidade de políticas públicas eficazes para reduzir esse consumo, a OMS e os países filiados celebram o Dia Mundial Sem Tabaco, em 31 de Maio.

Neste ano de 2015 o tema escolhido foi ”Eliminação do comércio ilícito de produtos do tabaco”.

O consumo ilícito de produtos do tabaco é sempre um motivo de preocupação em âmbito mundial, em particular em relação à saúde, ao direito, à economia, à governabilidade e à corrupção. Há uma negação de pagamento de impostos, cujos valores poderiam ser destinados à prestação de serviços públicos.

Calcula-se que um décimo dos cigarros consumidos no mundo seja contrabandeado. O comércio ilegal ocorre em quase todos os países do mundo, de uma forma ou outra.

Na União Européia e seus Estados Membros, prejuízos de mais de 10.000 milhões de euros ocorrem por não arrecadação de impostos e 65% dos cigarros são falsificados. No Brasil 40 milhões dos cigarros consumidos são ilegais.

Devemos realçar os riscos à saúde da população, advindos desse comércio ilegal, especialmente aos jovens e aos grupos de baixa renda, por permitir um maior acesso e consumo de cigarros, em razão de um menor custo. Além disso, atingem esses consumidores a inexistência de advertências sanitárias e levam a participar de atividades de venda ilegal.

AMB e o Terceiro Setor

O presidente da Associação Médica Brasileira, Florentino Cardoso, falou sobre as perspectivas do Instituto Vida Saudável, novo projeto da entidade.

A Luta Contra o Glaucoma

Neste dia 26 de maio comemora-se o Dia Nacional de Combate ao Glaucoma, uma doença sutil, mas extremamente perigosa

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O glaucoma atinge cerca de 1 milhão de brasileiros e mais de 60 milhões de pessoas ao redor do globo, sendo a segunda maior causa de cegueira no mundo, de acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS). Silencioso, aumenta a pressão intraocular provocando lesões irreparáveis no nervo ótico – o responsável por levar as informações visuais do olho até o cérebro – comprometendo a visão e, ao atingir um nível avançado, pode deixar o paciente cego.

Existem diversos tipos de glaucoma, sendo o glaucoma crônico de ângulo aberto o mais recorrente com 80% dos casos registrados. Essa doença ocular costuma se manifestar principalmente em adultos maiores de 40 anos, portadores de diabetes, negros – pois possuem tendência a desenvolver pressão alta -, pessoas com histórico de glaucoma na família, altos míopes e pacientes que tiveram algum trauma ocular. Porém qualquer pessoa, até mesmo crianças, podem desenvolver a enfermidade.

Por ser uma doença de progressão lenta e de difícil percepção, é necessário fazer exames de rotina e prestar atenção em alguns sintomas que podem aparecer, como dores de cabeça, enjoo e dor ocular intensa.

Apesar de incurável, o glaucoma tem tratamento. Na forma mais comum três métodos são utilizados: medicação, laser e cirurgia.

Em geral os colírios são bem aceitos pelo organismo e ajudam a reduzir a pressão intraocular quando usados corretamente, no entanto, caso apenas só o colírio não seja suficiente, o médico pode receitar comprimidos de via oral para potencializar os efeitos desejados. O laser também pode ser usado caso os colírios não estejam surtindo o resultado esperado, mas de qualquer forma o paciente deve continuar a terapia com medicamentos. Já a cirurgia é feita em último caso, pois é um tratamento mais invasivo e visa criar um novo sistema de drenagem para o olho para controlar a pressão intraocular.