Associação Médica Brasileira defende que familiares de cubanos fiquem no Brasil

AMB organiza movimento, diz o presidente Florentino Cardoso; crítico ao Mais Médicos, ele afirma que é ‘questão humanitária’

BRASÍLIA – O presidente da Associação Médica Brasileira, Florentino Cardoso, afirmou nesta sexta-feira, 13, que a entidade está organizando um movimento em defesa da permanência de familiares dos profissionais do Mais Médicos no Brasil. “A posição da AMB sobre a vinda dos profissionais cubanos para o programa é conhecida. Nunca fomos contrários ao serviço deles no País, mas ao fato de eles fazerem a validação do diploma”, disse. “Mas há uma questão humanitária. Não há como admitir a separação de famílias”, completou.

Reportagem publicada nesta sexta pelo jornal Folha de S. Paulo afirma que o governo cubano estaria pressionando intercambistas para que eles convencessem seus familiares a retornar para Cuba. De acordo com relato dos médicos, o governo cubano ameaça chamá-los de volta para o seu país, caso familiares insistam ficar.

A pressão, de acordo com um dos profissionais ouvidos pelo Estado, acontece sobretudo no momento em que o médico está próximo de sair de férias. Durante a folga, médicos geralmente viajam para seu país de origem. Funcionários do governo cubano dizem para profissionais que, caso eles não convençam a família a voltar para o país definitivamente, eles também não serão readmitidos na missão brasileira.

Sem informações. O diretor do departamento de Planejamento e Regulação da Provisão de Profissionais da Saúde, Felipe Proenço, afirmou ter recebido uma mensagem em rede social de um supervisor de São Paulo, alertando sobre a ameaça feita a profissionais que atuam na região. “Não fomos oficialmente comunicados. Nenhum supervisor, médico ou prefeito procurou o ministério relatando esse tipo de problema.”

Proenço advertiu, no entanto, que o governo cubano terá de arcar com custos de um eventual retorno para o país de profissionais que atualmente participam do Mais Médicos. De acordo com ele, o contrato firmado com a Organização Pan-Americana de Saúde para o recrutamento dos profissionais prevê que despesas com a viagem para o Brasil sejam ressarcidas em caso de desistência do profissional. Caberá também ao governo cubano providenciar a substituição do profissional, sem custo para o Brasil.

A maior parte dos profissionais que atuam no Mais Médicos é cubana. São 11.429, o equivalente a 80% da força de trabalho. Proenço afirmou que até o momento, os índices de desistência desse grupo são extremamente baixos: 40 saíram do programa, por razões médicas ou pessoais.

A lei do Mais Médicos prevê a possibilidade de que profissionais estrangeiros sejam acompanhados por familiares. Integrantes da família recebem um visto com duração equivalente ao tempo de serviço do profissional: 36 meses. “A regra sempre existiu”, disse o diretor. O Ministério da Saúde disse não saber quantos familiares de Mais Médicos estão no País. O Ministério das Relações Exteriores, responsável pela concessão do visto, também não informou quantos documentos foram concedidos para familiares de profissionais do Mais Médicos.

Desconhecimento. O representante da Organização Pan-Americana de Saúde (Opas), Joaquim Molina, afirmou que em nenhum momento foi procurado por representantes do governo de Cuba para conversar sobre a presença no Brasil de familiares de profissionais do Mais Médicos. “Não é essa nossa atribuição. A relação se estabelece de acordo com aquilo que está determinado nos termos do acordo”, disse Molina. Ele lembrou, no entanto, que a possibilidade da vinda de familiares há muito está prevista. “Não se trata de uma novidade. Tanto é que há previsão da concessão de visto para integrantes da família.”

 

Fonte: Jornal O Estado de S. Paulo

 

Comissão de Saúde visita AMMG

Dia 4 de março, o presidente da Associação Médica de Minas Gerais, Lincoln Lopes Ferreira, recebeu representantes da Comissão de Saúde da Assembleia Legislativa de Minas Gerais. A visita é um marco na participação da entidade nas lutas em prol da classe médica e do desenvolvimento do setor de saúde.

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Estiveram presentes os deputados Arlen Santiago (PTB), Carlos Pimenta (PDT), Jean Freire (PT) e Ricardo Faria (PC DO B). O deputado Antônio Jorge (PPS) justificou a ausência e manifestou compartilhar dos ideais da classe médica para melhoria do setor de saúde. Na oportunidade, foram debatidas questões importantes como a criação da carreira de estado para o médico, financiamento da saúde, formação dos futuros profissionais e abertura de escolas de medicina no país, bem como as dificuldades dos hospitais em manterem suas atividades no estado. O presidente da Comissão,  Arlen Santiago, disse que a participação da AMMG nas reuniões é de grande relevância e já incluiu a entidade como integrante dos encontros. Em conformidade com a Associação Médica Brasileira (AMB), a AMMG tambémapoia a manifestação pacífica que ocorrerá neste domingo, 15 de março.

 

Foto: Daniela Colen

SBU/RJ investe na Educação Continuada e promove o Intensivão pré-TiSBU

Pela primeira vez acontecerá no Rio de Janeiro a edição do Intensivão pré-TiSBU, curso gratuito voltado especificamente para a preparação da Prova para a obtenção do Título deEspecialista da Sociedade Brasileira de Urologia (SBU).  O projeto é uma iniciativa da Sociedade Brasileira de Urologia Seccional Rio de Janeiro, que organiza e coordena o Intensivão pré-TiSBU, através dos Departamentos e das Comissões de Educação Continuada e Apoio à Residência Médica. É voltado para todo o Estado do Rio e abrangendo ainda outros Estados da Região Sudeste. O curso com 24horas de carga horária ocorrerá em dois finais de semana, entre os dias  28 e 29 de março e 11 a 12 de abril de 2015, das 8h h às 15:00hs, no Auditório do Hospital Federal da Lagoa, na rua Jardim Botânico, 501, bairro Jardim Botânico.

Para o diretor da SBU/RJ, Dr. Juan Renteria, da Comissão de Apoio à Residência Médica,existe uma demanda grande por parte dos residentes por este tipo de curso. O evento é similar ao Proteus, curso que promove preparação intensiva para o médico residente em Urologia. Opinião esta endossada pelo Dr. Pedro Augusto Reis, também integrante da direção da entidade médica e da Comissão de Apoio à Residência Médica. “O Intensivão visa preencher uma lacuna na formação do urologista no Rio de Janeiro e certamente é o início de um evento que pretende se tornar tradicional na Urologia no Estado”, afirma Dr. Pedro Reis.

O curso preparatório tem o objetivo de estimular no aluno de residência médica de Urologia dos principais hospitais do País, a atualização e educação continuada, para o médico ingressar no mercado de trabalho com maior embasamento técnico e teórico. Além disso, o residente terá a possibilidade de conversar com especialistas renomados, podendo estabelecer uma troca de informações. De acordo com Dr. José Anacleto, que integra a Comissão de Educação Continuada, é fundamental capacitar e treinar esse profissional e torná-lo apto as mudanças do regimento da titularidade de especialista.

A medida atende as exigências da Associação Médica Brasileira e do Conselho Federal de Medicina, estando de acordo com as normas de Acreditação para a titularidade de Especialista. “Antes, no final do terceiro ano do curso de Residência Médica, era aplicado uma única prova. Atualmente é uma prova a cada ano. Ou seja, no final do curso de três anos, o residente R1, R2 e R3, é submetido a uma prova a cada ano, que vai estabelecer uma média final, garantido a sua Titularidade. Esse mecanismo oferece mais chances ao aluno de estudar de maneira regular e aprofundada, e assim ter mais oportunidade de conseguir a Titularidade”, atesta o Dr. Anacleto.

Os organizadores apontam que o Intensivão é um programa de aulas sintetizadas e de alta qualidade, que abrange todo o conteúdo programático que a Prova de Título exige, tendo embasamento no modelo de provas aplicadas anteriormente e na bibliografia indicada.  O Dr. Juan Renteria destaca ainda que é um curso intensivo, no entanto, o modelo principal foi o Curso de Educação Continuada, ministrado mensalmente, desde o início do ano passado. “No Intensivão, aproveitamos a estrutura básica do Curso de Educação Continuada e compactamos as aulas, ministradas por seus professores”, ressalta.

Questões referentes a Transplante Renal, Neurourologia, Disfunções Miccionais e Uropediatria exigiram uma preparação ainda mais meticulosa, suprindo a necessidade e promovendo a trocas de experiências. O Coordenador de Neuro-Urologia e Disfunções Miccionais, Dr. Ailton Fernandes reforça que o objetivo é ajustar os módulos com o intuito de discutir temas teório-práticos, com informações relevantes e respeitando a programação definida pela Comissão de Seleção e Título de Especialista.

 

Portanto, o Intensivão vai ministrar um estudo mais aprofundado de vários Subespecialidades, podendo ser empregado para aperfeiçoar conhecimentos para reciclagem profissional. “A proposta do curso preparatório é abranger o conhecimento de forma mais ampla, levantando todos os temas da prova”, acrescenta Dr. José Anacleto.

 

A obtenção do Título de Especialista da SBU significa a conquista do reconhecimento oficial da formação e habilitação especializada do médico urologista, que passará a receber o IBJU (periódico indexado da SBU), e ter acesso ao conteúdo exclusivo do site oficial da entidade com aulas e vídeos, além de descontos em cursos, simpósios, jornadas e congressos.

 

Outro ponto importante é a repercussão profissional, porque cada vez mais cresce aexigência e valorização do Título por clínicas e hospitais privados e por empresas de seguro e planos de saúde, afora o reconhecimento dos pacientes de que esse é um profissional que passou pelo crivo de avaliação da Sociedade Médica Especializada.

 

Toda a execução do projeto Intensivão pré-TiSBU está a cargo da SBU-RJ e os interessados podem se inscrever no site da instituição: www.sburj.org.br

SBU/RJ investe na Educação Continuada e promove o Intensivão pré-TiSBU

Pela primeira vez acontecerá no Rio de Janeiro a edição do Intensivão pré-TiSBU, curso gratuito voltado especificamente para a preparação da Prova para a obtenção do Título deEspecialista da Sociedade Brasileira de Urologia (SBU).  O projeto é uma iniciativa da Sociedade Brasileira de Urologia Seccional Rio de Janeiro, que organiza e coordena o Intensivão pré-TiSBU, através dos Departamentos e das Comissões de Educação Continuada e Apoio à Residência Médica. É voltado para todo o Estado do Rio e abrangendo ainda outros Estados da Região Sudeste. O curso com 24horas de carga horária ocorrerá em dois finais de semana, entre os dias  28 e 29 de março e 11 a 12 de abril de 2015, das 8h h às 15:00hs, no Auditório do Hospital Federal da Lagoa, na rua Jardim Botânico, 501, bairro Jardim Botânico.

Para o diretor da SBU/RJ, Dr. Juan Renteria, da Comissão de Apoio à Residência Médica,existe uma demanda grande por parte dos residentes por este tipo de curso. O evento é similar ao Proteus, curso que promove preparação intensiva para o médico residente em Urologia. Opinião esta endossada pelo Dr. Pedro Augusto Reis, também integrante da direção da entidade médica e da Comissão de Apoio à Residência Médica. “O Intensivão visa preencher uma lacuna na formação do urologista no Rio de Janeiro e certamente é o início de um evento que pretende se tornar tradicional na Urologia no Estado”, afirma Dr. Pedro Reis.

O curso preparatório tem o objetivo de estimular no aluno de residência médica de Urologia dos principais hospitais do País, a atualização e educação continuada, para o médico ingressar no mercado de trabalho com maior embasamento técnico e teórico. Além disso, o residente terá a possibilidade de conversar com especialistas renomados, podendo estabelecer uma troca de informações. De acordo com Dr. José Anacleto, que integra a Comissão de Educação Continuada, é fundamental capacitar e treinar esse profissional e torná-lo apto as mudanças do regimento da titularidade de especialista.

A medida atende as exigências da Associação Médica Brasileira e do Conselho Federal de Medicina, estando de acordo com as normas de Acreditação para a titularidade de Especialista. “Antes, no final do terceiro ano do curso de Residência Médica, era aplicado uma única prova. Atualmente é uma prova a cada ano. Ou seja, no final do curso de três anos, o residente R1, R2 e R3, é submetido a uma prova a cada ano, que vai estabelecer uma média final, garantido a sua Titularidade. Esse mecanismo oferece mais chances ao aluno de estudar de maneira regular e aprofundada, e assim ter mais oportunidade de conseguir a Titularidade”, atesta o Dr. Anacleto.

Os organizadores apontam que o Intensivão é um programa de aulas sintetizadas e de alta qualidade, que abrange todo o conteúdo programático que a Prova de Título exige, tendo embasamento no modelo de provas aplicadas anteriormente e na bibliografia indicada.  O Dr. Juan Renteria destaca ainda que é um curso intensivo, no entanto, o modelo principal foi o Curso de Educação Continuada, ministrado mensalmente, desde o início do ano passado. “No Intensivão, aproveitamos a estrutura básica do Curso de Educação Continuada e compactamos as aulas, ministradas por seus professores”, ressalta.

Questões referentes a Transplante Renal, Neurourologia, Disfunções Miccionais e Uropediatria exigiram uma preparação ainda mais meticulosa, suprindo a necessidade e promovendo a trocas de experiências. O Coordenador de Neuro-Urologia e Disfunções Miccionais, Dr. Ailton Fernandes reforça que o objetivo é ajustar os módulos com o intuito de discutir temas teório-práticos, com informações relevantes e respeitando a programação definida pela Comissão de Seleção e Título de Especialista.

Portanto, o Intensivão vai ministrar um estudo mais aprofundado de vários Subespecialidades, podendo ser empregado para aperfeiçoar conhecimentos para reciclagem profissional. “A proposta do curso preparatório é abranger o conhecimento de forma mais ampla, levantando todos os temas da prova”, acrescenta Dr. José Anacleto.

A obtenção do Título de Especialista da SBU significa a conquista do reconhecimento oficial da formação e habilitação especializada do médico urologista, que passará a receber o IBJU (periódico indexado da SBU), e ter acesso ao conteúdo exclusivo do site oficial da entidade com aulas e vídeos, além de descontos em cursos, simpósios, jornadas e congressos.

Outro ponto importante é a repercussão profissional, porque cada vez mais cresce aexigência e valorização do Título por clínicas e hospitais privados e por empresas de seguro e planos de saúde, afora o reconhecimento dos pacientes de que esse é um profissional que passou pelo crivo de avaliação da Sociedade Médica Especializada.

Toda a execução do projeto Intensivão pré-TiSBU está a cargo da SBU-RJ e os interessados podem se inscrever no site da instituição: www.sburj.org.br

Congresso Brasileiro de Cirurgia de Mão alerta sobre prevenção, perigos e tratamentos de traumas nas mãos e antebraços

Somente no ano passado, foram registrados em todo o Brasil cerca de 74.300 mil casos de afastamento por traumatismo de cotovelo, antebraço mãos e punho, segundo dados do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). No total, o órgão tem atualmente 241.269 pessoas cadastradas no auxílio doenças, entre previdenciários e acidentados no trabalho.

Diante deste cenário, a Sociedade Brasileira de Cirurgia da Mão organiza todo os anos um Congresso Brasileiro de Cirurgia de Mão.  A 35ª edição acontecerá entre os dias 19 e 21 de março, no Paraná. Na ocasião, profissionais vão apresentar os acidentes mais comuns nas mãos como queimaduras, fraturas por esmagamentos, torções, acidentes de trânsito e causados pro violência, além de abordar os principais cuidados para se evitar estes casos.

As mãos e os demais membros superiores são utilizados em muitas atividades diárias, seja em casa ou no trabalho. “Uma lesão na mão pode prejudicar a carreira de um profissional da saúde, como cirurgiões e dentistas, por exemplo. Nosso objetivo é mostrar que o atendimento adequado em caso de acidentes é fundamental para possibilitar a plena recuperação das funções dos membros superiores”, afirma Luiz Koiti Kimura, presidente da Sociedade Brasileira de Cirurgia de Mão.

Cuidados básicos no dia a dia podem evitar acidentes. No trabalho, por exemplo, a operação de maquinário deve ser realizada com a proteção adequada e em casa, os cuidados na cozinha devem ser redobrados, facas e fogo são perigosos. “Em acidentes que envolvem as mãos, há tanto casos simples quanto complexos.  O descuido pode causar uma simples fratura ou a degradação de um nervo, deixando sequelas para toda a vida”, finaliza Luiz Koiti.

No congresso, os mais importantes especialistas de cirurgia de mão vão compor mesas redondas e palestras e poderão trocar experiências sobre seus casos com o participantes. Os congressistas terão a oportunidade de compartilhar histórias, além de discutirem as mais avançadas técnicas de cirurgia.

Informações gerais:

35º Congresso Brasileiro de Cirurgia de Mão

Data: de 19 a 21 de março

Local: Bourbon Cataratas – Foz do Iguaçu/ PR

Confira a programação: http://www.mao2015.com.br/grade-19-03.php

Sociedade de Ortopedia expande o programa de registro e rastreamento de próteses de joelho e quadril

A Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia – SBOT, se prepara para a ampliação do Registro Nacional de Artroplastias (quadril e joelho) pela ANVISA e Ministério da Saúde. Iniciativa da SBOT em 2007, hoje encontra-se em fase de expansão para o Brasil inteiro, após parceria com a ANVISA.

O presidente da SBOT, Marco Antonio Percope, explica que o programa, Registro Nacional de Artroplastias, se constitui num imenso desafio, já que em virtude de sua extensão territorial, será muito mais complexo do que nos países em que foi concluído, como Suécia, Noruega, Hungria, Escócia e Romênia, entre outros.

“O Registro é uma moderna ferramenta baseada em evidência e pressupõe que todas as cirurgias de implante de próteses sejam registradas com os dados do paciente, data da intervenção, técnica empregada, prótese usada com informações sobre a marca, o modelo o lote a validade, bem como informações sobre o hospital, o cirurgião responsável e outros detalhes”.

Como novos implantes e métodos são introduzidos à medida que a Medicina evolui e como próteses de joelho e quadril  tem que ter uma sobrevida variável de no mínimo 15 anos, o programa levará à formação de importante banco de dados, inexistente hoje, apesar do Brasil ter iniciado a colocação de próteses há mais de 40 anos. Vai nos demonstrar a durabilidade do implante, eliminando ao longo dos anos produtos que apresentem problemas, resultando em melhorias da qualidade do material de implante.

Os ortopedistas Luis Carlos Sobania e Sergio Okane, envolvidos desde o início dos trabalhos, adiantam que foram feitos projetos-piloto nos hospitais de Curitiba, Uberlândia e Batatais, envolvendo uma população estimada em dois milhões de habitantes. A expectativa é que com o passar do tempo, o Registro formará uma importante base de dados. Com ela se  saberá estatisticamente quais as próteses que sofrem menos desgaste, quais as complicações mais comuns, como soltura asséptica, e quais as técnicas de melhor desempenho, pois a prótese pode ser cimentada ou não, qual a incidência de complicações e, principalmente, qual a satisfação dos pacientes operados depois de vários anos convivendo com as próteses.

 

ANVISA e Ministério

 

O programa é ambicioso e envolve ANVISA e Ministério da Saúde, explica Okane, porque leva em conta a legislação de regulamentação dos implantes, de 1999, as Boas Práticas de Fabricação de Produtos Médicos, do ano 2.000, as conclusões do I Fórum de Segurança Sanitária de produtos para a Ortopedia, promovido pela ANVISA em 2004, o Fórum sobre Avaliação de Implantes Ortopédicos, realizado no Instituto Nacional de Traumato-Ortopedia e também a Câmara Técnica de Implantes, criada pela Associação Médica Brasileira, que debateu as posições por vezes divergentes entre operadoras da saúde complementar e gestores, de um lado, e os médicos, de outro.

Os projetos-piloto foram financiados pela SBOT e, a partir dessa experiência, foi aprimorada a ficha de dados que permite o acompanhamento e monitoramento dos resultados clínicos a longo prazo dos pacientes, desenvolvida a partir das fichas usadas na Nova Zelândia, Suécia e Noruega, entre outras.

Coube à Universidade Federal de Santa Catarina o desenvolvimento do ‘software’ do Registro, testado em Curitiba e, no futuro, o objetivo é ampliar o Registro para acompanhar implantes de stents, marca-passos e próteses mamárias. O RNI é metas da ANVISA e da Coordenação Geral de Média e Alta Complexidade do Ministério da Saúde.

Os trabalhos preparatórios para a implementação nacional do RNI estão avançados, conta o presidente da SBOT, Marco Antonio Percope. “O programa se torna mais oportuno quando o País quer qualidade na sua saúde e este é o papel fundamental de nossa sociedade, que valorizará os nossos profissionais e o nosso Sistema de Saúde Público ou Privado, mantendo o propósito de evitar o conflito de interesse que possa existir e nos mantermos dentro de nosso Código de Ética Médica”, conclui Marco Percope.

Secretaria de Saúde do Rio atribui falta de vacinas a atraso do ministério

Postos de Saúde de alguns municípios do estado do Rio de Janeiro enfrentam dificuldade de acesso a vacinas importantes como a BCG, contra a tuberculose; e a tetravalente, contra difteria, tétano, coqueluche e meningite. Responsável pelo repasse das vacinas entregues pelo Ministério da Saúde aos 92 municípios fluminenses, a secretaria estadual de Saúde informou que, desde o ano passado, o envio desses imunobiológicos tem sido feito com atraso e em quantidades insuficientes.

Segundo a secretaria, as vacinas chegam “de forma intermitente, sempre com quantitativo abaixo do solicitado, particularmente a BCG, dT [contra tétano e difiteria], tetravalente e, mais recentemente, febre amarela”, diz a nota da assessoria de comunicação da secretaria de Saúde. “Diante do atraso na entrega dos imunobiológicos e do fornecimento em quantidade inferior às solicitadas pelos municípios, não é possível garantir que não haverá falta nos municípios. Para informações sobre as causas desse atraso, sugerimos entrar em contato com o Ministério da Saúde”, explica.

Ainda segundo a assessoria, no dia 26 de fevereiro, a secretaria foi comunicada pelo Ministério da Saúde que o repasse das vacinas BCG, dT, tetraviral, HIB (Hemófilo Influenza B), febre amarela e vacina contra a raiva terá novo prazo para normalização.

O Ministério da Saúde informou, em nota, que está avaliando as demandas dos estados e municípios para adequação dos estoques.

SBMN realiza reunião científica em 16 de março

“Avaliação de processos inflamatórios/infecciosos – Papel atual da Medicina Nuclear PET-CET” é o tema da próxima reunião científica da Sociedade Brasileira de Medicina Nuclear (SBMN), que discutirá casos interessantes, sob a moderação do Dr. Marcelo Tatit Sapienza e apresentação de residentes da USP, Dimen e Hospital São José/Beneficência Portuguesa. A coordenação científica desta reunião é de Akemi Osawa.

O encontro acontece em 16 de março, às 20h, no Hotel Golden Tulip Belas Artes (Rua Frei Caneca 1199 – São Paulo/SP). As vagas são limitadas. Inscrições no site www.sbmn.org.br