Novo presidente da ANM assume com o objetivo de aproximar a entidade da população

Posse ANM

A Academia Nacional de Medicina (ANM) tem novo presidente para o biênio 2015-2017. Quem assume o posto é o urologista e professor, Dr. Francisco Sampaio, que substitui o cirurgião Pietro Novellino. O evento solene contou com a presença do presidente da AMB, Dr. Florentino Cardoso.

A nova diretoria assume com a o objetivo de dar continuidade ao projeto de abertura da academia a toda sociedade, aproximando também os médicos dos pacientes. “A nossa gestão pretende voltar a influenciar as políticas públicas de saúde, porque a nossa Academia foi criada para orientar o governo e levar informação à população. Vamos interagir com as três esferas de poder, municipal, estadual e federal”, indicou Dr. Sampaio.

Em discurso no dia da posse, o novo presidente agradeceu as realizações feitas pelas administrações comandadas pelos acadêmicos Marcos Fernandes de Oliveira Moraes e Pietro Novellino, que o antecederam. “As melhorias que serão implementadas devem-se à infraestrutura propiciada pelas gestões anteriores”, disse referindo-se em particular ao retorno para a sede, depois de dois anos em reformas.

Fundada em 1829, a Academia Nacional de Medicina é a entidade cultural e científica de medicina mais antiga do Brasil. Entre as principais missões está a discussão de assuntos médicos da atualidade, além de congressos nacionais e internacionais, cursos de extensão e atualização.

Médico on-line

Por Glaucia Chaves, do Correio Braziliense

Correio Braziliense abre

A conectividade está entranhada na rotina. Manter-se conectado o tempo inteiro é tão comum que se tornou praticamente impossível pensar em uma vida sem aplicativos, smartphones e redes sociais. A interação 24 horas chegou também ao universo da saúde: se antes os médicos já estavam a uma ligação de distância, agora, é como se os pacientes nunca tivessem deixado o consultório. E ambos os lados parecem gostar da nova realidade. De acordo com uma pesquisa feita pela Escola Norte-americana de Medicina Pública Johns Hopkins Bloomberg, os pacientes querem manter contato com seus médicos pela via virtual, especialmente por e-mail ou via Facebook.

Tamires Morais, 26 anos, é um exemplo que aproveita a praticidade das redes sociais para agilizar o contato com médicos. Há oito meses, a publicitária deu à luz o segundo filho e, até hoje, tira dúvidas e marca consultas com o ginecologista por WhatsApp. “Ele até criou um grupo de gestantes em que muitas pacientes mandam dúvidas e ele responde”, acrescenta. O pediatra também entrou na lista de contatos de Tamires. Qual a idade e a forma ideal de viajar com os filhos, como alimentá-los corretamente, além de dúvidas do dia a dia, são os principais tópicos das mensagens. “Nada de medicação”, frisa a mãe. Para ela, quando se trata da saúde dos pequenos, é fundamental que o contato seja feito pessoalmente.

Para Tamires, ter a chance de se comunicar com médicos e especialistas é uma espécie de libertação. Primeiro porque, segundo ela, acaba com a distância no relacionamento médico-paciente. “Acho que facilita porque tem mais pessoalidade no contato. Na maioria, eles são muito distantes.” Outro ponto positivo é a praticidade: agora, ela não precisa mais marcar consulta, colocar as crianças no carro, dirigir até o consultório e esperar ser atendida para sanar dúvidas sobre qual é o filtro solar ideal para o filho.

As ferramentas virtuais vão além da chance de manter um acompanhamento médico mais rápido. A internet é, hoje, também um atalho para que o paciente encontre o médico. É o caso da HelpSaude Brazil S/A, gerenciada pelo CEO José Luiz Carvalho. O empresário explica que a plataforma permite que o usuário não apenas encontre a clínica mais próxima, como agende consultas diretamente, sem precisar nem mesmo falar com secretárias. “O horário marcado cai diretamente no sistema de gestão do consultório”, completa. Caso o paciente tenha plano de saúde, a comunicação  é feita automaticamente.

O prontuário também está lá, à disposição dos médicos. Atualmente, José Carvalho estima que exista mais de 6 mil relatórios na plataforma. “O médico pode enviar os documentos para outros especialistas”, explica o empresário. Depois dessa mediação, a consulta segue normalmente. “Quando há necessidade de retorno, a pessoa marca e o próprio médico avisa o paciente por e-mail ou SMS.”

Tanta modernidade é boa também para os profissionais de saúde, desde que os limites fiquem claros. A opinião é de José Bonamigo, diretor da Associação Médica Brasileira (AMB). O conflito, para ele, começa quando o paciente não entende (e o médico não consegue explicar) que um diagnóstico ou mesmo uma opinião sobre um quadro clínico não é tão simples para ser esclarecido por meio de uma mensagem de texto. “É a famosa consulta de corredor”, brinca. Para acompanhar procedimentos feitos no consultório, contudo, as ferramentas virtuais são uma boa opção. “Uma paciente teve uma reação alérgica na mão e me mandava fotos de como o quadro estava evoluindo. Isso ajudou no acompanhamento e evitou que ela tivesse que se deslocar.”

Um espaço a mais na agenda do médico também é bom para todo mundo. Além de poupar o tempo do paciente, o profissional tem como atender casos que realmente precisam de uma consulta ao vivo. No caso de lesões que estejam evoluindo de maneira preocupante, por exemplo, a praticidade do contato facilita a atuação do médico. “É conveniente porque poupa o tempo de retorno e ele pode agir de maneira mais rápida”, reforça Bonamigo. Quando pensamos em cidades em que há dificuldade de deslocamento, onde marcar uma consulta médica significa gastar toda uma manhã ou uma tarde para chegar ao consultório e ser atendido, a interação virtual faz ainda mais sentido. “Pessoalmente, vejo com certo entusiasmo, porque isso otimiza o tempo de todos.”

Lícia Stanzani, da clínica Respirar Pneumologia e Cirurgia Toráxica, concorda: as redes sociais podem ser ferramentas úteis para facilitar o contato de médicos e pacientes, mas a relação precisa de limites. A barreira precisa ser reforçada especialmente quando o contato é feito por meio de redes socais que costumam disponibilizar informações pessoais dos usuários, como o Facebook. “Percebo que os pacientes, geralmente, respeitam o médico”, comenta. “Mas, com todas essas redes, a gente acaba ficando disponível praticamente o tempo todo.”

Se uma ligação no meio da noite pode ser algo invasivo, não há esse tipo de constrangimento (ou pelo menos, é muito menor) com uma mensagem de texto ou mesmo de áudio — que pode ser vista e respondida a qualquer tempo. Mas isso parece não incomodar os médicos.

Ao contrário: para Lícia Stanzani, esse tipo de “entrega” faz parte da própria conduta profissional. “Tenho pacientes que falam que, quando me mandam mensagem, não conseguem soltar o celular até eu responder”, diverte-se. “Percebo que os pacientes valorizam isso. Quando você dá retorno, eles se sentem seguros.”

Mas atenção: poder se comunicar com seu médico por e-mail, WhatsApp ou Facebook, contudo, não significa que é possível fazer uma consulta sem sair de casa. De acordo com o Manual de Publicidade Médica (resolução CFM nº 1.974/2011), médicos são proibidos de “oferecer consultoria a pacientes e familiares como substituição da consulta presencial”. Emmanuel Fortes, vice-presidente do Conselho Federal de Medicina e relator do documento, explica que não é possível para o profissional fazer nenhum procedimento ou conduta que envolva a possibilidade de diagnóstico sem ser por meio presencial. “A medicina é feita por visão, odor, toque. O primeiro instrumento é a percepção. É impossível fazer isso pelos meios digitais.” Quem desobedece está sujeito à investigação, sindicância e, se for o caso, processo.

É claro que os médicos não estão proibidos de conversar com os pacientes por outros meios que não o consultório. Tratar de questões relacionadas a um tratamento que esteja em andamento é permitido, mas Emmanuel Fortes admite que a linha que divide o tirar dúvidas de uma consulta on-line é tênue. “Se o paciente tem uma pergunta a respeito de um efeito colateral, o médico pode dizer: ‘Tome tal providência’. Isso seria o mesmo que um telefonema”, compara. “O que não pode é fazer consultoria. Há empresas que colocam à disposição telefones ou e-mails para que o paciente diga o que está sentindo e o médico diga o que ele tem. Isso é vetado, pois a margem de erro é muito alta.”

A pesquisa

O trabalho norte-americano entrevistou mais de 4,5 mil clientes de uma farmácia. As respostas dos 2.252 entrevistados mostraram que a maioria quer usar e-mail e Facebook para interagir com os médicos

Seis meses antes do levantamento, inclusive, 37% dos pacientes tinham mantido contato com seus médicos por e-mail e, 18%, pelo Facebook

Pacientes responsáveis pelos cuidados a parentes, além de pacientes com doenças crônicas, estavam entre os usuários mais assíduos das ferramentas virtuais para tirar dúvidas

57% dos pacientes gostariam que o site dos médicos tivessem informações sobre saúde

Cerca de 46% dos pacientes querem usar e-mail para acompanhar o progresso de seus tratamentos

“Não se diminui o número de cesáreas por decreto”, afirma secretário-geral da AMB

Woman with newborn baby right after delivery

No último dia 6, entrou em vigor uma resolução da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) que estabelece normas para estímulo do parto normal. O objetivo é reduzir o alto número de cesarianas desnecessárias nos planos de saúde. A medida amplia o acesso à informação pelas consumidoras de operadora de saúde, que poderão solicitar às empresas os percentuais de cirurgias cesáreas e de partos normais por estabelecimento de saúde e por médico. A paciente terá ainda que assinar um termo de consentimento junto a um relatório do médico detalhado. Segundo a resolução, o convênio não pode se negar a realizar o procedimento.

A medida se faz necessária, afinal o número de cesáreas no Brasil é muito superior que em muitos países, mas como fazer isso sem estrutura adequada nas maternidades em todo  o país? Segundo o especialista em Ginecologia e Obstetrícia e secretário-geral da Associação Médica Brasileira (AMB), Dr. Antônio Jorge Salomão, não se diminui número de cesáreas por decreto. “Infelizmente, na grande maioria dos hospitais faltam salas de parto, anestesistas, berçários adequados, entre outras coisas. É um erro de gestão do Governo. Se ele quer diminuir (o número de cesáreas) por decreto, não vai conseguir”, analisa.

Tal linha de pensamento expressada pela AMB já fez com que a ANS, durante reunião com representantes de entidades médicas, admitisse que as regras adotadas pelo governo para inibir a epidemia de cesáreas no Brasil foram feitas de forma “intempestiva” e sem a realização de discussões com o setor. Na ata da reunião, cuja cópia foi publicada pelo jornal “O Estado de S. Paulo”, Martha Oliveira, que na época ocupava a presidência da autarquia, justificou que a resolução, editada em janeiro, tinha como ponto de partida uma ação civil pública.

O atual presidente da agência, José Carlos Abrahão, afirmou na ata de reunião com as entidades médicas que “foi necessário que a ANS tomasse medidas para atender a tais imposições do MP (Ministério Público) de forma intempestiva, não havendo um período de tempo suficiente para se colocar tais medidas em discussões com todos os atores do setor.

Com o posicionamento de especialistas e das entidades sobre o assunto, a ANS já trabalha com a possibilidade de elaborar uma instrução normativa, com regras mais claras. De acordo com matéria do Estadão, a minuta da instrução normativa a que o jornal teve acesso determinava, por exemplo, que o partograma não seria de envio obrigatório às operadoras e que a carta à gestante deveria informar o direito da mulher de fazer a escolha da forma de parto.

“A parturiente e gestante precisam ter autonomia para escolher o seu tipo de parto. Além disso, vivemos uma crise na gestão dos hospitais. Em  SP, por exemplo, foram fechados muitos leitos de maternidade, com isso vivemos uma superlotação das maternidades. Muitas gestantes sem trabalho de parto não tem quarto”, revela Salomão.

O secretário-geral da AMB também alerta para a distância entre as casas de partos e as emergências. “Se uma parturiente tiver complicações no seu parto não temos as casas de partos anexas aos hospitais, separadas por uma porta como na Inglaterra e o Canadá, lugares onde o ‘SUS’ deles funciona com qualidade”.

Por fim, Dr. Salomão também reforça que para que o número de cesáreas diminua serão necessários alguns passos. “Precisamos ter maternidades com condições e estrutura, remunerar o médico como deve ser pelo tempo à disposição que ele ficar para os partos naturais, não como é feito hoje, não judicializar tanto as obstetrícias e voltarmos a ensinar na faculdade procedimentos que não sejam cesáreas”.

Mais Médicos completa dois anos: Indicadores na Saúde seguem piores do que em seu início

 

No dia 8 de julho de 2013, o Governo Federal anunciou o programa Mais Médicos. Depois de dois anos e de quase R$ 3 bilhões de reais entregues no convênio – até hoje obscuro – com a Opas (Organização Pan-Americana da Saúde), em que mais de 70% dos repasses dos profissionais são destinados à própria entidade e ao Governo Cubano, o que resta para comemorar?

Desde o início a Associação Médica Brasileira (AMB) assumiu a posição veementemente crítica, apontando inúmeros problemas que o programa apresentava, desde as motivações eleitoreiras, até sua operacionalização.

Menos de um mês após o lançamento do programa, a entidade protocolou no Supremo Tribunal Federal (STF) uma Ação Civil Pública com pedido de liminar para barrar a Medida Provisória 621/13, que instituía o Mais Médicos. Entre os argumentos apontados, está o comprovado descumprimento de direitos constitucionais dos participantes, no caso de médicos cubanos que vivem em um regime de trabalhos análogo à escravidão; violação do princípio da isonomia, direito de ir e vir, liberdade de expressão, etc.

Os erros estruturais alarmantes do programa também foram observados diante da não exigência de revalidação do diploma de médicos formados no exterior que vieram para o programa, além das críticas feitas pelo TCU sobre a alocação dos médicos em locais onde já havia outros profissionais, levando a demissão dos que já trabalhavam na localidade e na continuidade de concentração em grandes cidades.

O embrião do programa nasceu após pesquisas do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) divulgadas em 2011, em que se evidenciava a má avaliação da população em relação aos serviços prestados pelo Sistema Único de Saúde (SUS), sendo a principal queixa a falta de médicos. Na mesma época, levantamentos feitos por entidades médicas, mostravam que, mais alarmante que a carência de profissionais, a principal razão para a falta de mão de obra se dava pela má distribuição de médicos no país, principalmente para usuários do SUS, que contavam com quatro vezes menos médicos que o setor privado.

Partindo dessa percepção enviesada, o Governo Federal lançou o programa de “importação de profissionais”, desviando-se completamente da resolução dos reais problemas responsáveis pela crise no setor de saúde: subfinanciamento, má gestão de recursos e corrupção.  “Dois anos depois, fica cada vez mais claro que a grande bandeira do atual governo na área da saúde não se sustenta além dos limites do marketing. Não observamos melhorias significativas na saúde brasileira, muito pelo contrário, piora cada dia”, avalia Florentino Cardoso, presidente da AMB.

Fora do programa, a saúde brasileira piorou neste intervalo. A situação das Santas Casas de Misericórdia e de outros hospitais filantrópicos está caótica. Recentemente, o Hospital São Paulo (HSP), ligado à Universidade Federal de SP (Unifesp) aumentou o número de atendimentos do pronto socorro e clínica médica, enquanto o repasse de recursos do Governo Federal, responsável por quase metade do financiamento da instituição, foi reduzido em 40%, o que prejudicou gravemente o abastecimento de insumos na instituição. Um comparativo feito pelo próprio Datasus mostra que, entre maio de 2007 e o mesmo mês de 2015, houve a diminuição de quase 25 mil leitos no SUS. Presencia-se atualmente o reaparecimento do sarampo no país, crescimento dos casos de dengue, aumentos da tuberculose multirresistente e elevado número de casos de hanseníase.

O aniversário do Programa Mais Médicos não merece aplausos: “Não há o que comemorar. Infelizmente, o programa foi usado política e eleitoralmente. Precisamos é sair do discurso enganoso de que isso vai melhorar a saúde no Brasil. Defendemos o SUS como foi concebido, que é bastante diferente da propaganda e do que aflige e faz sofrer nosso povo”, afirma Cardoso.

Presidente da AMB participa de evento na federada Maranhão

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A Associação Médica Brasileira do Maranhão (AMB-MA) reuniu representantes das sociedades médica do estado e poder municipal na última quinta-feira (9), em um jantar no Restaurante Coco Bambu.

A ocasião foi marcada pela presença do Dr. Florentino Cardoso, presidente da AMB, que destacou o fortalecimento das ações da entidade para defender e promover benefícios à categoria médica nos terrenos: científico, ético, social, econômico e cultural; bem como, contribuir para a qualidade da saúde no Brasil.

Evento reuniu mais de cem convidados.
Evento reuniu mais de cem convidados.

No Maranhão, a AMB é representada pelo médico oftalmologista Mauro Cesar Oliveira, que tem como principal missão o fortalecimento e a união da classe médica maranhense na busca de objetivos comuns que promovam e defendam a qualidade do serviço de todos os profissionais atuantes do estado, além de aproximar a categoria da população em geral.

 

Durante o evento, foram pontuados alguns compromissos da AMB-MA, sendo:

 

– Incentivar a classe médica e orientar a população quanto à valorização dos “títulos de especialistas”.

 

– Divulgar e recomendar a classificação de procedimentos médicos (CBHPM) para prestação de serviços médicos;

 

– Apoiar atividades acadêmicas e as Sociedades de Especialidades locais;

 

– Promover planos securitários e previdenciários para os associados;

 

– Contribuir para controle de qualidade das faculdades de medicina;

 

– Promover campanhas de cunho social que visem prevenir, preservar e recuperar a saúde da população.

 

– Fomentar programas e atividades de ensino médico continuado;

 

– Contribuir para controle de qualidade das faculdades de medicina;

 

– Orientar a população quanto aos problemas da assistência médica, preservação e recuperação da saúde;

 

Foi apresentado também, o novo clube de descontos para os associados da federada Maranhão.

 

O presidente da federada Maranhão, Dr. Mauro César agradeceu o apoio da AMB. “Em nome de toda classe médica do estado, agradeço a presença do Dr. Florentino Cardoso, que prontamente atendeu ao nosso pedido para participar do evento; a sua presença veio para consolidar o trabalho da AMB-MA e fortalecer o compromisso da entidade com a classe” enfatizou.

 

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Relacionamento com a sociedade maranhense

Motivados pela necessidade de um canal de comunicação com a população maranhense, a Associação Médica Brasileira do Maranhão (AMB-MA), promove um programa televisivo chamado Raio X MA, exibido todos os sábados, às 10h30, no canal 04, na Tv Difusora, afiliada ao SBT.

Um dos principais objetivos do programa é evidenciar o trabalho dos associados. A programação conta com quadros interativos, com a participação da população; entrevistas para discussão de novas técnicas e procedimentos, além da cobertura de eventos da área e curiosidades diversas do universo.

Através das redes sociais, Instagram e Facebook , a AMB-MA proporciona conhecimento sobre saúde, qualidade de vida e bem estar, evidenciando  quem faz, quem é e, como está a saúde no Maranhão.

AMB consegue na Justiça nulidade dos diplomas da Sobrati

Sociedade terá de cancelar concursos e não poderá emitir certificados de especialidade. Em caso de descumprimento, a Sobrati pagará multa de R$ 100 mil cada descumprimento da decisão.

A Associação Médica Brasileira (AMB) obteve, no início do mês de julho, uma segunda importante vitória judicial contra prática ilegal e indevida da Sociedade Brasileira de Terapia Intensiva (Sobrati), que concedia sem autorização ou respaldo legal títulos de especialistas em medicina intensiva.

A decisão tomada pelo Tribunal de Justiça do Estado São Paulo confirmou que a AMB é a entidade oficial e detentora dos direitos legais e exclusivos de ministrar cursos e certificar especialistas no Brasil. Com isso, a Sobrati foi proibida de abrir cursos e de emitir títulos de especialidades, além de ter seus concursos anulados e os certificados emitidos suspensos.

A Sobrati já havia sido acionada pela AMB, em 2014, em um processo contra a implementação de um programa, nos moldes do Mais Médicos, em parceria com Universidad de Aquino (Udabol), na Bolívia. O acordo estabelecia que profissionais da saúde com dois anos ou mais de experiência no sistema de saúde poderiam ingressar em um programa especial de graduação em Medicina, por meio de convênio com a Udabol.

O assessor jurídico da AMB, Dr. Carlos Michaelis Jr, comemora: “a Sobrati estava, de forma recalcitrante, insistindo no descumprimento da lei e das resoluções que regem as sociedades de especialidades, a decisão do Poder Judiciário vai coibir tais práticas.”

A Associação Médica Brasileira reitera o compromisso, com a classe médica, de zelar pelas boas práticas na profissão e, com a população, de lutar para assegurar bons médicos para todos.

Entenda a ilegalidade

A Associação Médica Brasileira é detentora de deleções legais, do direito (exclusivo) de ministrar cursos e conceder o título de “Especialista em Medicina Intensiva”. Mencionado direito também foi reconhecido pelo Conselho Federal de Medicina e pelo Ministério da Educação e Cultura.

Entretanto, a Sobrati, de forma indevida, passou a conceder títulos de especialista em medicina intensiva, afrontando as normas legais. Ela estava, inclusive, certificando pessoas não formadas em medicina. O art. 3º da Resolução nº 1.659/03 do Conselho Federal de Medicina, com a redação dada pela Resolução CFM nº 1970/11: “fica vedada ao médico a divulgação de especialidade ou área de atuação que não for reconhecida pelo Conselho Federal de Medicina”.

A mesma Resolução, no art. 4º, estabelece que “o médico só pode declarar vinculação com especialidade ou área de atuação quando for possuidor do título ou certificado a ele correspondente, devidamente registrado no Conselho Federal de Medicina”.

Já o art. 5º desse diploma legal dispõe que “fica vedado, por qualquer motivo, o registro e reconhecimento das especialidades não constantes do anexo II do convênio”.

A sobrati, além de desobedecer a regulamentação, mantinha cursos de graduação e pós-graduação na área de medicina intensiva sob a alegação de possuir, dentre suas finalidades, o objetivo de contribuir para o estabelecimento de critérios para a criação de escolas médicas no país, novos cursos de medicina, abertura de convênios e tratados sob a ótica da medicina, bem como o de incrementar, regulamentar e coordenar as atividades do exercício das especialidades médicas em todo o território nacional. E de forma irregular, divulgou, em maio de 2014, a intenção de criar o Programa Mais Médicos Brasileiros. A chamada dizia que profissionais da saúde que comprovassem dois anos ou mais de atuação no Sistema de Saúde poderiam ingressar em um Programa Especial de Graduação em MEDICINA, por meio de convênio firmado com a Universidade boliviana (UDABOL). A divulgação dizia ainda que seria permitido o ingresso de pessoas cursando até o sétimo semestre, devendo permanecer o estudante de medicina por no mínimo dois anos na cidade de Santa Cruz – Bolívia – e em um ano de internato no Brasil para as disciplinas básicas como Clínica, Pediatria, entre outras, para que pudesse ser diplomado como Médico.

Com base na Resolução 1634 Conselho Federal de Medicina, em 2002, a especialidade em Medicina Intensiva foi reconhecida. Mas a concessão de título de especialista nesta área seria concedido depois de um curso com duração de dois anos, realizado pelo Programa de Residência Médica em Medicina Intensiva, por meio de concurso da Associação de Medicina Intensiva Brasileira (AMIB) e fiscalizado pela Comissão Nacional de Residência Médica (CNRM).

COMUNICADO NÚMERO II: FATOR DE QUALIDADE E LEI 13003

BRANCO

Prezados Presidentes, Diretores de Defesa Profissional e demais colegas: A Associação Médica Brasileira, entidade aglutinadora e representativa de todas as Sociedades Médicas de Especialidade, aconselha veementemente a todas, principalmente àquelas envolvidas com a primeira fase da discussão sobre o Fator de Qualidade na contextualização da Lei n° 13003, junto à Agência Nacional de Saúde Suplementar – ANSque evitem negociar quaisquer propostas de valoração deste Fator de Qualidade, que implique na diminuição do reajuste anual a ser praticado na referida lei, e acordado pelas entidades médicas, operadoras de saúde e ANS, o IPCA. Em nenhum momento da difícil tratativa da operacionalidade da Lei n°13003, foi acordado por esta Associação Médica Brasileira, como representante de todas as sociedades médicas, qualquer premissa que levasse a um reajuste anual inferior àquele acordado como a vir ser praticado nos contratos, excludentes da livre negociação e que deve ser novamente compulsado por todas as sociedades de especialidades. Reafirmamos o que postulamos em nosso primeiro comunicado de 14/05/2015: o Fator de Qualidade, a ser discutido entre as entidades e a ANS, deverá ser implementado como uma ferramenta de premiação e de agregação de valor ao serviço de excelência em saúde, que contemple a melhor qualidade assistencial possível, no atendimento aos nossos pacientes e, não, como uma penalidade àqueles que ainda não os possuem. Não podemos entender ou admitir, que distorções como esta, hora proposta pela diretoria colegiada da Agência Nacional de Saúde Suplementar, que confundem e desagregam este já tão desregulado e injusto sistema de saúde, tenham eco por parte de qualquer profissional com senso ético e responsabilidade assistencial. Certo de estarmos com este comunicado, contribuindo com uma melhor qualidade da assistência em saúde, que deverá ser praticada em benefício de nossos pacientes, solicitamos em defesa desta premissa, que esta recomendação seja observada.

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Hospital São Paulo pede socorro

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Há duas semanas, o Hospital São Paulo (HSP), uma das principais referências no país no atendimento a pacientes, convive com a greve de cerca de 1.200 médicos residentes. Mas mais do que a paralisação, o HSP vem convivendo há alguns anos com a falta de estrutura de atendimento aos seus pacientes.

Mensalmente, são realizadas mais de 90 mil consultas, 2.600 internações, 1.600 cirurgias e cerca de 290 mil exames laboratoriais. Diariamente, são atendidos cerca de 4 mil pacientes ambulatoriais e mil nos serviços de pronto-socorro e pronto atendimento. Mesmo com toda essa importância, o hospital tem reduzido os investimentos e já é notória a falta de remédios básicos e de manutenção de equipamentos de diagnóstico por imagem.

O presidente da Associação de Médicos Residentes do Estado de São Paulo (Ameresp), Dr. Diego Garcia, explicou as motivações dos médicos residentes do HSP de entrarem em greve e também quais são os próximos movimentos da paralisação, que já tem um Ato Público sendo organizado e que pretende sensibilizar o ministro da Saúde, Arthur Chioro.

 

diego garcia (1)Primeiramente, o que é o Ato Público que os médicos residentes farão logo mais na Unifesp?

Acontece hoje, às 13h, no prédio da Unifesp. Será um ato civilizado e todos participantes estarão usando seus jalecos, assim como estarão com as mãos amarradas por uma faixa preta.

Queremos mostrar que não estamos de braços cruzados como parte da mídia tem divulgado, mas sim de mãos atadas pela falta de materiais, por conta dos equipamentos quebrados, etc.

Vamos aproveitar a presença do ministro da Saúde, Arthur Chioro, para entregar uma carta com nossas manifestações.

 

Por que foi decidido fazer a greve?

O movimento acontece após rodadas de negociações frustradas com a direção do hospital e é realizado em parceria com a Associação dos Médicos Residentes da Escola Paulista de Medicina (Amerepam).

A paralisação é decorrente da falta de estrutura a pacientes e médicos. Entre os principais problemas estruturais está a limitação de insumos cirúrgicos e exames de laboratório, falta de medicamentos, fechamento da sala de trauma e a falta de enfermeiros.

Com a falta de materiais básicos e má estrutura que temos no Hospital São Paulo, estamos colocando em risco a vida dos pacientes. Além disso, também há um grande déficit no desenvolvimento do aprendizado dos médicos residentes, que não conseguem prestar um socorro digno à população.

  

Houve uma reunião com o Conselho Gestor do Hospital São Paulo que indicava o final da greve. O que aconteceu? Por que decidiram manter a paralisação?

Sim, houve uma reunião com o Conselho Gestor na última sexta-feira, dia 26 de junho. Infelizmente, o documento apresentado segunda-feira (dia 29) pelo HSP (Hospital São Paulo) desconsiderou uma semana de negociações. A proposta formalizada foi diferente do que vinha sendo negociada com os residentes, além de ser inconsistente e sem clareza ou compromisso de prazos para solução de problemas sérios para o atendimento aos pacientes.

 

O que, por exemplo, não foi mantido na proposta formalizada pelo Conselho Gestor e que havia sido acordado na sexta-feira?

Um dos pontos prioritários apontados pelos médicos é a falta de medicamentos. Na reunião da última sexta-feira havia sido acordado entre as partes o repasse de R$ 3 milhões somente para a resolução deste item. No entanto, no documento oficial de contraposta do HSP o valor para compra de remédios foi excluído. Além disso, o documento faz menção a um estoque de medicação capaz de atender a demanda até dezembro de 2015, o que é sabidamente não verdadeiro, já que medicamentos básicos, como anfotericina B, Aciclovir, fluco EV, Protamina, Atrovent e enteroclisma estão em falta no hospital. Inclusive, tem sido negada a liberação da lista de medicamentos aos residentes para que não haja transparência sobre a falta destes em estoque.

Outro setor crítico é o de manutenção de equipamentos, como os de diagnóstico por imagem. Estava acordado para começar a partir da primeira quinzena de julho, mas, no documento apresentado pelo HSP, não consta mais previsão de data para resolução do problema.

 

Quais serão os próximos passos do movimento?

Uma nova assembleia será marcada ainda para esta semana, quando será definido se os cerca de 1.200 médicos residentes que trabalham no Hospital São Paulo continuarão a greve pela melhoria na estrutura de atendimento aos pacientes.

 

Prorrogadas as inscrições para o IV Concurso Nacional de Contos e Crônicas da AMB

IV-Concurso

Foram prorrogadas até 31 de agosto as inscrições para o IV Concurso Nacional de Contos e Crônicas. Os interessados poderão enviar os trabalhos até essa data para a sede da AMB, na rua São Carlos do Pinhal, 324, em São Paulo – SP, CEP 01333-903, aos cuidados do Departamento Cultural.

A participação é gratuita, restrita aos associados da Associação Médica Brasileira, que poderão inscrever somente um trabalho por modalidade, com tema livre e inédito, assinado obrigatoriamente por pseudônimo. Os textos devem ser de no máximo duas páginas digitadas, enviados em cinco cópias em envelope único, legível, também identificado por pseudônimo.

Outras informações sobre as inscrições, regras do concurso e premiação poderão ser obtidas pelo e-mail cultural@amb.org.br ou pelo site www.amb.org.br.