Alto contraste

Entenda a resolução do CFM sobre o uso de anabolizantes

Entenda a resolução do CFM sobre o uso de anabolizantes

NK Consultores – O Conselho Federal de Medicina (CFM) proibiu que médicos prescrevam terapias hormonais com esteroides androgênicos e anabolizantes que tenham finalidade estética, ganho de massa muscular e melhora do desempenho esportivo, informou o Valor Econômico. A resolução do CFM, publicada no Diário Oficial desta terça-feira (11), aponta “os riscos potenciais de doses inadequadas de hormônios” e ’a inexistência de estudos clínicos randomizados de boa qualidade metodológica que demonstrem a magnitude dos riscos associados à terapia hormonal androgênica em níveis suprafisiológicos, tanto em homens quanto em mulheres”.

O conselho também destaca a importância das redes sociais como “meio de difusão de terapias não comprovadas’ e reforça que cabe ao médico garantir a segurança do paciente. Para além da proibição do uso de esteroides androgênicos e anabolizantes com a finalidade estética, a resolução do conselho também proibiu a realização de cursos ou publicidade relacionadas a terapias androgênicas com finalidade estética ou ganho de massa muscular. A entidade, no entanto, reforçou que segue garantido o uso da reposição hormonal em casos “de deficiência específica comprovada”. Em carta conjunta datada de 24 de março, diversas sociedades de médicos e especialistas que trabalham com pacientes impactados diretamente pelo uso de anabolizantes alertavam para a importância da regulamentação do uso para “fins estéticos e de performance”. De acordo com o documento, “especialistas e associados de nossas sociedades estão vivenciando, no seu cotidiano, um número crescente de complicações advindas do uso indevido de hormônios’.

Os representantes também criticam a ’crescente e preocupante a disseminação de postagens’ em redes sociais com propaganda positiva do uso de esteroides, pois as publicações transmitem uma falsa expertise de quem publica e “coloca em risco a saúde da população”. Assinam a carta a Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC), a Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM), a Federação Brasileira de Gastroenterologia (FBG), a Sociedade Brasileira de Medicina do Exercício e do Esporte (SBMEE), a Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (FEBRASGO) e a Sociedade Brasileira de Urologia (SBU). Para acessar a matéria completa, clique aqui.