QUALIDADE NA MEDICINA, SEGURANÇA PARA O PACIENTE, RECONHECIMENTO DO MÉDICO

Este 18 de outubro é um dia de celebrar, comemorar, valorizar, confraternizar e agradecer a todos os homens e mulheres, os nossos médicos do Brasil.
Porém também é uma oportunidade de refletir sobre o papel do médico em nosso país, principalmente, quando pensamos na qualidade do atendimento à população.
À frente da AMB, uma sociedade sem fins lucrativos e fundada há mais de 70 anos, lutamos constantemente para que o exercício da medicina no Brasil seja respeitado e feito com seriedade e qualidade, por meio de pesquisas científicas, atualizações, qualificação dos profissionais e uma estrutura de ponta que possibilite o cuidado adequado da saúde dos milhões de brasileiros e brasileiras.
Nesse sentido, agora no final de julho, a AMB organizou e viabilizou em São Paulo, o 2º Congresso de Medicina Geral. Focado nos médicos generalistas e especialistas, o evento reuniu mais de 2.500 congressistas, mais de 400 palestrantes com 250 temas em todas as especialidades médicas. Almejamos que, em pouco tempo, seja o maior evento de medicina realizado em nosso país.
A realização desse congresso foi motivada pela necessidade premente de fomentar a atualização, reconhecer e valorizar profundamente o papel essencial dos médicos que atuam na medicina geral e que estão na linha de frente do atendimento à saúde pública.
É imprescindível lembrar que todos os médicos, mas especialmente os médicos generalistas, desempenham um papel absolutamente fundamental na estrutura do SUS, atendendo grande parte da população e sendo responsáveis pela promoção da saúde, prevenção de doenças e manejo de condições clínicas diversas.
Portanto, proporcionar um espaço dedicado ao aprimoramento de suas habilidades e conhecimentos médicos foi, é e será imperativo para o fortalecimento da medicina dentro do nosso país.
E quero contar uma novidade em primeira mão.
Estamos preparando a edição do Congresso de Medicina Geral 2025 e todos já estão convidados. Será no final de julho, no Distrito Anhembi, em São Paulo.
Ainda este ano, a AMB lançou o Tratado de Medicina Geral, uma publicação de grande relevância destinada aos médicos generalistas de todo o Brasil. A obra reuniu mais de 250 capítulos abordando os principais temas que permeiam o cotidiano desses profissionais de saúde, além de representar uma fonte de conhecimento valiosa para residentes e acadêmicos de medicina.
Porém, apesar desses bons encaminhamentos na área médica, há outros pontos que merecem nossa atenção, preocupação e alerta constantes, tais como a importância do exame de proficiência médica para a segurança do paciente, a baixa oferta de residência médica no Brasil e as consequências dos atuais decretos federais sobre o tema.
O aprimoramento e a capacitação contínuas são uma responsabilidade dos médicos e deve ser despertada também nos acadêmicos, que hoje estão nas muitas escolas de medicina espalhadas por todo o país e que precisam refletir, reavaliar e reestruturar o direcionamento de seu conhecimento, garantindo o alinhamento com as últimas evidências científicas e as necessidades da população.
É importante que esses médicos, através dessas ferramentas de ensino, possam adquirir as competências necessárias, as habilidades e as atitudes que caracterizam o exercício da medicina.
A AMB atua defendendo constantemente pleitos que envolvam a classe médica em torno de bandeiras urgentes como o combate à abertura indiscriminada de escolas de medicina, a importância de ampliação de investimentos em saúde e a defesa do ato médico.
Por isso, achamos que é preciso exigir um exame de proficiência dos médicos, para que eles atestem qualidades que os permitam trabalhar para a assistência à população, como já acontece com os advogados.
Há uma grande preocupação de nossa parte porque o número de faculdades de medicina está crescendo de forma desordenada e acelerada.
Compartilho com vocês que a nossa maior apreensão é quanto a capacitação dos jovens que se graduam no curso de medicina e que acabam iniciando atividade profissional sem passar por uma avaliação isenta e independente, que comprove suas competências necessárias para o exercício da profissão.
É necessário ter uma política de provisionamento de médicos, o profissional precisa ser qualificado e sobretudo determinante nas unidades básicas de saúde. A nossa resolutividade é muito baixa por conta da desqualificação de médicos no nosso país. Precisamos, efetivamente, de uma carreira de estado.
Entendemos que o problema do Brasil não é falta de médicos.
O ponto é: qualidade.
Por ser uma associação independente, é importante que se frise que a AMB é a única entidade que pode defender os médicos e a medicina em todas as instâncias e lutar por condições dignas do exercício da profissão médica. Incluindo boas condições de trabalho e remuneração justa.
A Associação Médica Brasileira emite título de especialista que qualifica oficialmente as formações acadêmico-científica e práticas adequadas do médico, tornando-o apto a exercer a especialidade com ética, responsabilidade e competência.
Esse título é o mais alto grau a ser alcançado para o exercício da especialidade. É uma titulação aprovada em um exame realizado por seus pares de especialidade e validado pela sociedade de especialidade responsável em conjunto com a AMB. É o que podemos denominar como “carimbo” da especialidade médica.
Quero parabenizar e agradecer a todos os médicos e médicas.
Precisamos de vocês e contem com a AMB!
Clique aqui e confira os depoimentos do Dr. César Eduardo Fernandes para as comemorações do Dia do Médico
César Eduardo Fernandes
Presidente da Associação Médica Brasileira