FENAM e estudantes de medicina cobram do MEC solução para o FIES

Foi realizada nesta quarta-feira (1º), em Brasília, uma audiência entre a Federação Nacional dos Médicos (FENAM), o ministro Interino da Educação, Luiz Cláudio Costa, e a Associação dos Estudantes de Medicina. Um dos pontos discutidos é a dificuldade dos estudantes de medicina em obter ou renovar o financiamento pelo Programa de Financiamento Estudantil (FIES), e os altos preços das mensalidades nas faculdades, em torno de R$ 5 mil a R$ 6 mil.

O diretor de Comunicação da FENAM, Jorge Darze, mostrou na audiência a preocupação da FENAM com relação aos acadêmicos que estão nos programas de financiamentos do governo. “Os estudantes estão se sentindo ameaçados diante do arrocho do governo no pagamento das bolsas, mas saímos da audiência com a garantia de que haverá continuidade no financiamento dos que já estão matriculados. O que ficou nebuloso foi a disponibilidade de novas bolsas. Isso nos preocupa porque o governo quer aumentar o número de vagas nas escolas privadas de medicina”, afirmou Darze.

Com relação a este assunto, o ministro da Educação afirmou que não haverá diminuição nas bolsas em curso e apresentou os últimos números sobre os contratos aditados pelo FIES, que saltou de 400 mil para 1,26 milhão nos últimos dias. No ano passado houve 1,92 milhão de contratos. Ele disse ainda que foram feitos 210 mil novos contratos até o momento.

Outro ponto de discussão na reunião foi a abertura indiscriminada de faculdades e vagas em medicina. Foi discutida ainda a questão da evasão de alunos dos cursos de medicina que aumentou de 5% para 20%, alcançando 40% em faculdades privadas recém-criadas.

O estudante de medicina de Porto Alegre, Vinicius de Souza, relatou o descaso do atual governo com relação à educação médica. “Nós temos um governo que nos últimos 10 anos abriu mais de 150 escolas médicas, a maioria privada. O que se espera desse governo que abriu tantas vagas nas instituições privadas é que ele dê um mínimo de sustentação para os estudantes, com o financiamento adequado para quem não consegue pagar a maior mensalidade entre cursos de faculdade”, denunciou.

Em contrapartida, o ministro da Educação informou que foi instituído um Grupo de Trabalho para analisar a composição e a evolução dos preços das mensalidades dos cursos superiores financiados FIES, por meio de portaria publicada no último dia 20 de março.

O presidente da FENAM, Geraldo Ferreira, também cobrou solução do ministro em relação aos relatórios do Ministério Público Federal, que viu no Programa Mais Médicos uma relação trabalhista típica, portanto não um programa de ensino; do relatório do TCU que apontou 40% das cidades com menos médicos do que antes e 25% dos municípios com menos consulta do que antes do Mais Médicos. “O relatório do TCU comprova o que nós denunciamos desde o início, que esse programa é apenas uma simulação de curso de especialização. Um em cada três profissionais trabalha sem supervisão de tutores”, alertou o presidente da FENAM.

Foi apresentada também ao ministro a preocupação com relação às vagas do PROVAB que passaram de 3,7 mil médicos inscritos para mais de 15 mil em 2015, o que deixou 12 mil médicos sem ter onde trabalhar.

A presidente do Sindicato dos Médicos de Minas Gerais, Amélia Pessoa, discutiu a qualidade da formação médica e o Revalida. “Eu tive o entendimento de que houve uma boa receptividade do ministro e da equipe dele. Existe a proposta de que essas reuniões continuem. Nós estamos em um momento que é importante o trabalho conjunto, para que possamos trazer para o governo as demandas e as preocupações da categoria médica”, afirmou Amélia.

Participaram também da reunião o diretor de Assuntos Jurídicos da FENAM, Eglif Negreiros, o presidente do Sindicato dos Médicos do Amazonas, Mário Vianna, e o estudante de medicina Filipe Ferreira.

Na ocasião, foi entregue ao ministro um documento contendo cobranças com relação aos temas abordados. Confira abaixo a íntegra do documento:

A Federação Nacional dos Médicos e a Associação dos Estudantes de Medicina cobram as seguintes providências do governo federal:

1-   Possibilitar que os estudantes de medicina, diante do alto custo das mensalidades das faculdades privadas, praticamente impossíveis de serem pagas pela família, além das necessidades sociais dos profissionais médicos, tenham o direito de desfrutar do financiamento pelo FIES, tanto em novos contratos, como no cumprimento de antigos. Reavaliar o index orçamentário sobre o reajuste das universidades privadas, mas ao mesmo tempo acompanhar a negociação das universidades com os estudantes, baseada na transparência de suas planilhas de custos, não permitindo e coibindo reajustes abusivos;

2-   Faça concurso público, contratando os médicos e respeitando os direitos trabalhistas, dando estabilidade à prestação do serviço e garantindo à população a assistência permanente e não provisória e interrompa a simulação de ensino, já que a ausência de tutoria comprova a relação de trabalho no programa Mais Médicos;

3-   Interrompa a abertura indiscriminada de escolas médicas e feche as que não tem condições mínimas de funcionamento, em razão do risco para a população e de termos no mercado 11 mil médicos desempregados que não conseguiram vaga no Provab;

4-   Interrompa projetos ou propostas de serviço civil obrigatório ou trabalho compulsório no SUS após a formatura, o atendimento básico em vez da simplificação a que se quer relegá-lo é, na verdade, complexo e exige experiência e formação, para não comprometer o bom atendimento, os diagnósticos e os tratamentos dos pacientes;

5-   Devolva às entidades médicas o dever e a responsabilidade de revalidar diplomas, aferir a qualificação e autorizar o exercício profissional no Brasil, já que os intercambistas que vieram do exterior sem a revalidação dos diplomas ferem direitos humanos e colocam em risco a vida dos brasileiros que tem direito a uma assistência competente e qualificada.

AMMS – Caro leitor, bem vindo.

Pres. Dr. Flávio Ferrari – Associação Medica do MS

Esse é o primeiro texto que colocamos à sua disposição, em nome da Associação Médica de Mato Grosso do Sul. Esperamos que a cada semana possamos oferecer conteúdos e temas que aproximem mais a medicina e a classe médica de cada um que nos visita. Os temas aqui abordados serão os mais variados possíveis, de acordo com as demandas mais importantes a cada semana.

Nesse primeiro contato, nada melhor que deixar claro quem somos, a quem representamos, e o que queremos. A Associação Médica de Mato Grosso do Sul é a representante no estado da Associação Médica Brasileira, entidade sem fins lucrativos, de caráter associativo (não é obrigatório que o médico seja associado) e cujos objetivos são representar a classe médica e a medicina de uma forma geral perante a sociedade civil, organizações sociais e os poderes constituídos. É nossa papel manter as atividades científicas, o conhecimento médico atualizado, e estabelecer as diretrizes de políticas de saúde e trabalho médico.

Assim, nosso trabalho repercute diretamente em você, cidadão. A atualização profissional, a luta por políticas de saúde justas e eficientes, a organização das especialidades médicas, esse é o nosso papel. Além disso, cumprimos um papel social e cultural no seio da classe médica, servindo de referência em convívio, lazer e cultura.

Nesse momento crítico para a saúde da nossa população, nossa batalha é pelo financiamento correto da saúde. Que falta dinheiro, principalmente para quem é usuário do SUS, não é novidade. A questão é entendermos por que falta. Quando o SUS foi criado, na Constituição de 1988, ficou definido que o financiamento do sistema de saúde seria normatizado por lei complementar. Passados 9 anos, os governos todos se esforçam em não fazer essa regulamentação, pois assim manipulam o orçamento como querem, sem a obrigação de investir o que é devido na saúde. Criou-se a CPMF com esse fim, e parte da verba arrecadada é desviada para outras rubricas. E a proposta que está em tramitação desfigura a proposta inicial.

O projeto que deveria ter sido votado já na última legislatura previa 10% do orçamento da União, 12% dos estados e 15% dos municípios. Para estados e municípios, a lei já existe, mas não é cumprida. Para o Governo Federal, falta essa lei ser votada. E a última proposta não contempla esse percentual. Na verdade, define valores a serem aplicados pelo governo federal nos próximos anos, mas condicionados à arrecadação e ao crescimento do PIB. Mais detalhes sobre todas essas propostas podem ser encontradas nos sites da AMB ou Conselho Federal de Medicina, através do www.portalmedico.org.br.

Talvez se construíssemos uma luta conjunta, entidades médicas e população, nossa voa seria ouvida não só pelos gestores, mas principalmente pelos deputados e senadores que vão votar e legislar sobre os recursos para o SUS. E se nossa voz fosse ouvida, cumpriríamos nosso papel de eleitores e cidadãos. Informe-se, questione, pergunte, reclame. E você junte-se a nós nessa luta por um sistema de saúde como o povo brasileiro merece.

A AMMS está a sua disposição.

Assembleia Geral Extraordinária

Em atenção ao edital da Assembleia Geral Extraordinária programada para Belo Horizonte em 08/05/15, apresentamos abaixo as propostas de alteração estatutária recebidas pela comissão.

Para download do estatuto, clique aqui.

São Paulo, 06/04/2015
Comissão de Reforma Estatutária

Próxima terça a AMPE promove a entrega da Medalha Maciel Monteiro e o Prêmio Diva Montenegro

Na próxima terça-feira, 07/04, a Associação Médica de Pernambuco comemora seus 174 anos com a entrega da Medalha Maciel Monteiro e o Prêmio Diva Montenegro.

Este ano serão agraciados com a Medalha a Dra. Analíria Moraes Pimentel (Pediatra), o Dr. Lurildo Cleano Ribeiro Saraiva (cardiologista), e o Dr. Marcos Guilherme Praxedes Barretto (Cirurgião Geral). Já o Prêmio Diva Montenegro será entregue aos alunos de medicina por terem se destacado em suas pesquisas. São eles, Ana Cláudia Siqueira Torquato (FCM – UPE), Daniel
Diniz Brito Santana (FPS), e Eduardo Sávio Nascimento Godoy (UFPE).

A cerimônia é aberta ao público e acontecerá às 20h na sede da AMPE na rua Oswaldo Cruz, 393, Boa Vista, Recife.

Profissão Repórter ou Profissão Militante? Mais Médicos é cumplicidade com ditadura cubana!

Coluna Rodrigo Constantino – Veja Online

Que Caco Barcellos tem claro viés de esquerda, isso todos já devem ter percebido. Mas o programa “Profissão Repórter” desta terça se superou no esquerdismo. O pior é que saí direto de uma boa entrevista na GloboNews para esse proselitismo disfarçado de reportagem da Globo, sobre o programa Mais Médicos. O choque foi inevitável.

Aprendemos que os “médicos” cubanos são muito legais, e que a queda da mortalidade em um município foi enorme. Vimos médicos espanhóis ou portugueses com o mesmo espaço de tempo no programa, o que pode levar o telespectador mais desavisado a ignorar que o Mais Médicos foi feito sob medida para trazer… “médicos” cubanos. Sim, eles representam mais de 90% do total.

A reportagem cita que o salário deles, dos cubanos, também é de R$ 10 mil, mas que R$ 3 mil fica com eles e o restante vai para o governo cubano. O termo foi esse: governo. Nunca se escuta regime ditatorial, tirania opressora, nada parecido. E pronto. Bola para frente. Vida que segue. Nem uma só palavra sobre esse confisco, sobre esse regime de escravidão do qual o Brasil, via governo petista, tornou-se cúmplice.

O telespectador que esperava algum comentário sobre o escândalo que veio à tona recentemente, da funcionária do próprio governo do PT falando em gravação que tudo era uma forma de bancar o regime cubano, e que traria até espiões como médicos, para fiscalizar os demais, ficou à espera de um milagre. Nada. Nadinha.

Uma reportagem sobre o Mais Médicos não deveria escutar, por exemplo, o senador Ronaldo Caiado, que tem feito graves acusações sobre o programa? Na cabeça de Caco Barcellos, não. Isso não é relevante. O importante é mostrar como a mortalidade caiu em um município, e retratar esses “médicos” como heróis, endossando de forma velada a afirmação da presidente Dilma, de que eles seriam mais “humanos”. Não é incrível?

O mais engraçado de tudo isso – se é que dá para achar alguma graça – é lembrar depois que os “intelectuais” gostam de “acusar” a TV Globo de ser de direita. Os mesmos “intelectuais” que cospem na classe média, mas assistem as novelas e vibram quando uma idosa dá um “beijinho no ombro” após dar outro na boca de outra idosa. A Globo é de direita, dizem, um instrumento da “elite golpista”.

Seria cômico, não fosse trágico…

AMMG promove encontro de filiadas

Dia 27 de março, presidentes e representantes das entidades médicas mineiras se reuniram na sede da Associação Médica de Minas Gerais (AMMG), para o Encontro das Filiadas.

O presidente da AMMG, Lincoln Lopes Ferreira, apresentou a diretoria eleita para a gestão 2014/2017 e convocou para atuação na mudança do estatuto da Associação Médica Brasileira (AMB), entidade que responde pela 2ª vice-presidência, que ocorrerá dia oito de maio, na AMMG. Ferreira destacou a atuação da classe médica mineira e disse que é preciso intensificar a participação. Ele falou da oportunidade de ampliação dos debates sobre a saúde, por meio da agenda política proposta pela Comissão de Saúde da Assembleia Legislativa de Minas Gerais. “Serão realizados encontros em todas as regiões, buscando soluções para as dificuldades dos pequenos hospitais e da assistência. Afirmo que o comparecimento dos colegas é de grande relevância”, garantiu.

A visita a Manaus, para o Congresso Internacional de Saúde do Interior e Fronteiras, realizado em setembro pelo Sindicato dos Médicos do Amazonas (Simeam), a importância da criação dos departamentos de acadêmicos nas cidades com faculdades de medicina e a obra de ampliação e reforma da sede da AMMG também foram objetos da explanação. O diretor financeiro da Federação Nacional das Cooperativas Médicas (Fencom), João Tadeu Leite dos Reis, explicou o trabalho da entidade e ponderou sobre o papel das cooperativas para o recebimento dos honorários médicos.

A diretora científica da AMMG, Luciana Costa, trouxe o tema ‘Atualização científica à distância: como implementar em todas as filiadas?’ Ela apresentou o ‘Terça Cultural’ e a ‘Reunião Multidisciplinar’ e propôs a realização dos projetos no interior, além das jornadas científicas. A coordenadora da Biblioteca Virtual da AMMG, Mirian Carvalho, falou do benefício disponível a todos sócios quites da AMMG e mostrou como pode ser utilizado.

A assessora de imprensa Daniela Colen e a relações públicas Maísa Pinheiro abordaram ‘O uso da Comunicação na captação e retenção de associados’, mostrando a necessidade de dar visibilidade às ações desenvolvidas, estreitar o relacionamento com a imprensa e incrementar os eventos. Os participantes receberam a cartilha ‘Guia de relacionamento com a mídia’, que pode ser solicitada pelo e-mail jornalista@ammg.org.br.

O próximo Encontro de Filiadas será em setembro. Mais informações: (31) 3247-1608.

Pressionada, cubana abandona Mais Médicos e foge para os EUA

É a primeira deserção em razão de ameaças do governo de Cuba para que parentes voltem à ilha. Ela viajou com filho e marido; ministério diz não poder interferir em relação entre profissionais e Cuba

Pressionada pelo governo de Cuba para que seu marido e seu filho de cinco anos voltassem à ilha, a médica Dianelys San Roman Parrado fugiu para Miami (EUA) no último sábado (28).

Ela havia ingressado em dezembro de 2013 no Mais Médicos, bandeira da presidente Dilma Rousseff (PT) para levar profissionais ao interior do país e à periferia de grandes cidades. Trabalhava em Jandira, na Grande SP.

É a primeira deserção em razão de pressões para que parentes voltem à ilha.

Conforme revelou a Folha, Cuba tem ameaçado substituí-los ou cassar seus diplomas caso os familiares permaneçam no Brasil. Também está retendo na ilha os médicos que saem de férias –eles precisam, necessariamente, gozá-las em Cuba.

A medida seria para prevenir eventuais deserções.

Dianelys confirmou a fuga neste domingo (29) em mensagem enviada a seu supervisor, o médico Gustavo Gusso, professor da USP. Disse não ter aguentado a pressão para o regresso do marido e do filho. Contou que havia chegado a Miami em segurança e que estava com amigos.

Em conversa com a Folha em 12 de março, Dianelys disse que o filho estava estudando em uma escola bilíngue e o marido vinha trabalhando em uma fábrica de parafusos. “Gosto do meu trabalho, mas não quero me separar deles por nada”, disse, na ocasião.

Marido e filho haviam chegado ao Brasil em novembro.

Segundo Gusso, Dianelys não deu sinais de que pretendia desertar. “Ela fazia um ótimo trabalho. Ficou felicíssima quando o marido e o filho vieram. Ultimamente, estava muito nervosa com a pressão [do governo cubano]. Tinha medo, chorava”, diz.

A Secretaria da Saúde de Jandira informou que a médica não foi trabalhar na última semana e não fez nenhum contato. O prazo legal para que ela justificasse as faltas terminou na sexta (27).

Em nota, o Ministério da Saúde informou que aguarda comunicado oficial da ausência. A médica será notificada e terá prazo de 48 horas para se justificar. Caso isso não ocorra, haverá processo para desligá-la do programa.

Até dezembro, dos 14.462 profissionais trabalhando no Mais Médicos, 11.429 (79%) eram cubanos. Desde o início, ao menos 40 desertaram.

Os médicos dizem que, ao serem contratados, foram informados que poderiam viver com as famílias. O Brasil concede aos parentes visto de permanência de 36 meses –mesmo tempo dado a eles.

Emissários de Cuba têm dito aos médicos que o contrato prevê visitas, não moradia. O documento, porém, não estipula prazo para as visitas.

A Folha tenta há três semanas falar com o governo cubano. Não houve retorno de e-mails e ligações.

O Ministério da Saúde alega não poder interferir nas relações trabalhistas entre os profissionais e Cuba.

 

Fonte: Jornal Folha de S. Paulo

17º Congresso Brasileiro de Medicina e Cirurgia do Tornozelo e Pé será realizado em Belo Horizonte

Os ortopedistas brasileiros têm encontro marcado no 17º Congresso Brasileiro de Medicina e Cirurgia do Tornozelo e Pé, no Minascentro, em Belo Horizonte, de 30 de abril a 02 de maio. O evento – realizado pela ABTÉ – Associação Brasileira de Medicina e Cirurgia do Tornozelo e Pe -, é de dimensão internacional e figura no calendário oficial das grandes sociedades da especialidade ao redor do mundo. A comissão organizadora está trabalhando muito para oferecer aos participantes um evento de excelente qualidade em todas as áreas.

De acordo com o presidente do congresso, Dr. Wilel Benevides, embora seja um evento de especialidade, “teremos uma grade científica repleta de assuntos de grande interesse para todos nós, com a participação de especialistas de renome internacional, que trarão para nós um pouco da sua experiência e habilidade. Faremos também um curso pré-congresso, de altíssimo nível, com colegas de grande experiência na realização de trabalhos científicos. Assim, convido todos os colegas, especialista ou não em cirurgia do tornozelo e pé, para participarem desse grande encontro que inclui, em sua grade científica, simpósios sobre importantes temas da atualidade, tais como artroplastia do tornozelo, correção de patologias do tornozelo e pé causados por doenças neuromusculares e procedimentos artroscópicos do tornozelo e pé”.

Além da participação de renomados colegas brasileiros, acrescenta o presidente do evento, participam da pauta de debates do congresso os seguintes convidados internacionais: C, Niel van Dijl, Professor em Ortopedia e Chefe do Departamento de Ortopedia no Academic Medical Centre( AMC) em Amsterdam/Holanda, especialista em cirurgia do tornozelo e joelho, traumatologia do esporte e artroscopia; Mark Myerson, diretor do Instituto do Pé e Tornozelo no Mercy Medical Center em Baltimore, Maryland, Estados Unidos, ex-presidente da American OrthopaedicFootandAnkleSociety e da Associação Ortopédica de Maryland; Robert Anderson, ex-presidente da American OrthopaedicFootandAnfleSociety , trabalha como médico de futebol americano no Carolina Panthers, bem como consultor para diversos times colegiais e profissionais nos Estados Unidos; Keith Wapner, chefe da área de pé e tornozelo e professor clínico de cirurgia ortoppédica na Universidade da Pensilvânia, EUA. Reconhecido anualmente pela Fhipaldephia Magazine em questões médicas entre 2004 e 2014. Mais informações sobre o congresso no site www.pe2015.com.br .

Chega de “faz de conta” na saúde

Fazer de conta é um recurso natural em certa fase do desenvolvimento da criança, em seu necessário exercício da imaginação; do processo criativo. Mas, no Brasil, infelizmente, fazer de conta é subterfúgio usual para aqueles que dissimulam soluções com o intuito de acalmar o clamor social, tirar vantagem pessoais, ou alavancar votos durante as campanhas eleitorais.

Na seara da Saúde, faz-se de conta que a resposta para os problemas da assistência básica à população nos municípios desatendidos é o programa Mais Médicos, lançado pelo governo no final de 2013 – véspera das eleições – e ainda abafando a reação das entidades e dos profissionais médicos brasileiros que, conscientes dos riscos, denunciaram os graves pontos fracos da iniciativa, visivelmente eleitoreira.

O resultado está aí, demonstrado no alarmante relatório do TCU. Segundo o documento, 95 cubanos do Programa Mais Médicos, recrutados em convênio com a OPAS, não alcançaram a pontuação mínima necessária no modo de acolhimento, que é um simples curso preparatório. Pelo menos 4.375 dos profissionais, 31,73%, trabalham sem supervisão, apontam os auditores. O relatório concluiu também que as atividades de tutoria, quando existentes, são executadas de maneira superficial.

Enquanto isso, no FIES (Fundo de Desenvolvimento Estudantil) o MEC e o FNDE fazem de conta que vão atender aos milhares de estudantes que necessitam do financiamento para poder levar adiante ou iniciar seus cursos universitários, após alcançarem as médias exigidas no Enem. Atribuem a instabilidades na plataforma a dificuldade dos alunos de concluírem ou renovarem suas matrículas. Na verdade, fora do mundo mágico do faz de conta, as instituições mudaram as regras do financiamento e cerca de meio milhão de alunos ficaram fora da universidade, muitos deles estudantes de medicina, curso com uma das mais altas mensalidades do país.

Um mero detalhe, diretamente lá do mundo da falácia, onde se diz que a educação está em primeiro lugar: o orçamento do FIES 2015 ainda não foi aprovado pelo Congresso Nacional, mas o prazo de inscrição dentro da plataforma emperrada, vai até 30 de abril…

Como se não bastasse, os médicos recém-formados enfrentam a disputa de vagas no PROVAB (Programa de Valorização dos Profissionais da Atenção Básica): para os 15mil inscritos no Programa havia 3,7 mil vagas. Onze mil médicos brasileiros se candidataram, mas grande parte das vagas foi ocupada por integrantes estrangeiros que migraram do mundo do faz de conta do Mais Médicos, forjando uma especialização que não têm, para legitimar suas práticas temerárias e que colocam em risco a saúde e a vida da população.

No mundo do faz de conta, as entidades médicas (do mundo real) são alijadas do processo de formulação de políticas públicas, ignoradas pelas lideranças políticas quando argumentam ou propõem soluções aos críticos problemas da assistência à saúde no Brasil, massacradas por um marketing inescrupuloso que, detentor do capital, vem distorcendo a realidade, transformando o médico em vilão perante à opinião pública.

Ah, e essa sociedade aberta, vítima de todo esse faz de conta, mal pode entender a gravidade do problema, pois a ela não é exposta a verdade, pois verdade é palavra inexistente no dicionário desse mundo pseudo encantado!

A sociedade médica precisa acordar, sair da inércia de conforto e dar densidade à discussão. Precisa entender que erros foram cometidos e fazer proposições que os resolva. Se não for assim, se torna coparticipe do faz de conta.

Luciano Carvalho
Presidente da Associação Médica de Brasília

Mutirão Nacional de Cirurgia da Criança

Programado para acontecer no próximo dia 9 de maio, sábado que antecede o Dia das Mães, em diversos hospitais do País, o IX Mutirão Nacional de Cirurgia da Criança, promovido pela Associação Brasileira de Cirurgia Pediátrica (CIPE), conta com a adesão e colaboração de profissionais da especialidade que atuam em hospitais e casas de saúde em todo o Brasil.

A iniciativa na área da saúde pública e voluntariado traz benefícios imediatos para crianças e adolescentes que aguardam a realização de pequenas cirurgias, como fimose, hérnia umbilical e outras que podem ser feitas em ambulatórios e dispensam internação.

Ao mesmo tempo , o mutirão cria espaço na agenda das instituições hospitalares, principalmente de unidades da rede pública, para as cirurgias mais complexas, que exigem internação, e para os novos casos, que têm o tempo de espera abreviado.

Em 2014, foram beneficiadas 628 crianças e adolescentes, em 12 Estados e no Distrito Federal, envolvendo 28 serviços, como são chamados os grupos de cirurgiões e outros profissionais necessários para os procedimentos.

Outro aspecto positivo dos mutirões de Cirurgia Pediátrica é proporcionar a união dos cirurgiões pediátricos em torno de uma causa humana e solidária, apresentando à sociedade resultados práticos dos serviços desses especialistas para a saúde de crianças e adolescentes.