AMB participa de atividades em Oxford

Dia 12 de abril, Florentino Cardoso, presidente da Associação Médica Brasileira, participou do TTi (Testing Treatments Interactive) Editorial Alliance, evento que reuniu outros 30 representantes de diferentes países. Durante a agenda de trabalho, foi apresentada a tradução em português da obra médica “Avaliação de Tratamentos de Saúde”, que tem Iain Chalmers como um dos cinco autores, e revisão de Cardoso & cols.
Florentino adiantou que o lançamento do livro no Brasil está previsto para junho de 2016 e teceu elogios à produção: “Foi bastante apreciada. Estamos na vanguarda para incentivar a medicina baseada em evidência”, ressaltou.
Nos dias 13 e 14 de abril, o presidente da AMB também esteve presente no Evidence Live 2015, realizado pela Universidade de Oxford, por iniciativa da editora BMJ (British Medical Journal) em parceria com o Centro de Medicina Baseada em Evidências do Nuffield Department of Primary Care Health Sciences.
O evento tem como objetivo discutir possibilidades de melhoria da saúde, combinando debate sobre problemas atuais da área com educação e habilidades práticas de desenvolvimento.

Florentino Cardoso e Iain Chalmers no Evidence Live 2015
Florentino Cardoso e Iain Chalmers no  Evidence Live 2015

Falta de vagas a residentes prejudica formação de novos médicos

Hospital de Base é uma das referências na área em Rio Preto (SP).
Problema é que são muitos médicos e poucas vagas na região.

O Hospital de Base de São José do Rio Preto (SP) é referência na área de residência, tanto que vários alunos chegam de outros lugares do Brasil para aprenderem no hospital. Para os recém-formados, a residência funciona como um período de treinamento. Mas o problema é que são muitos médicos e poucas vagas.

A equipe de residentes acompanha o médico especialista e discute detalhes do estado de saúde de cada paciente. A médica Priscila Takahashi veio do Mato Grosso do Sul, porque na cidade dela não existe residência na área de geriatria. “Busquei referência com outros profissionais dos melhores locais e o HB era um deles. O contato com o paciente a gente põe em prática o que a gente aprendeu na faculdade”, diz Priscila.

O HB em Rio Preto é considerado um dos mais importantes hospitais universitários do estado de São Paulo. Atualmente, o hospital emprega cerca de 400 residentes, que atuam em mais de 60 especialidades.

A residência é o período de especialização do médico. Depois que ele conclui os seis anos de faculdade, já pode atuar como clínico geral, mas se preferir atuar numa área específica tem que estudar por pelo menos mais três anos. “Para ingresso na residente médica é preciso um concurso de seleção pública, onde neste ano 1.500 candidatos buscaram a vaga e tivemos um acréscimo de 50% na procura em relação ao ano anterior”, afirma Emerson Quintino, médico coordenador dos residentes.

Hoje, a área mais disputada entre os novos médicos é a radiologia. Os residentes aprendem a fazer o laudo dos exames. A residente Paula Nardossi não teve dúvidas na hora de escolher. “Acho que é uma área interessante porque engloba toda a medicina, acaba sendo mais difícil porque é preciso ver tudo de todas as formas”, diz a residente.

Um dos principais fatores que atraem recém-formados para Rio Preto é a possibilidade de se especializar nas mais diversas áreas da medicina. A pediatria, por exemplo, é uma especialidade que vinha registrando baixa procura de residentes na região, depois que o Hospital da Criança foi inaugurado na cidade, a realidade começou a mudar.

Por ser um centro de referência, o local tem atraído médicos novos que querem seguir carreira cuidando de crianças. O residente na área de pediatria Mateus Mendonça Vargas atendeu um paciente pela primeira vez. E o paciente é bem pequenininho, o Miguel tem só cinco dias de vida. “É um desafio, outro grau de responsabilidade por já ser médico, mesmo com a supervisão, a gente se sente mais importante”, diz Mateus.

Mas nem todos os recém-formados tem a mesma sorte que Mateus. Hoje, no Brasil, por ano se formam cerca de 10 mil médicos. E a oferta de vagas de residência não chega nem a sete mil. Ou seja, três mil profissionais ficam sem a especialização e isso é preocupante, na opinião de Dulcimar de Souza, o diretor da Famerp, a Faculdade de Medicina de Rio Preto. “É uma dificuldade grande e isso vai canalizar lá na residência médica e pode comprometer a formação dos futuros médicos”, afirma.

A radiologista Luciana Vargas é um exemplo de como a residência é um período importantíssimo na carreira de um médico. Ela se formou em Rio Preto, fez residência no HB e hoje com mais de 20 anos de experiência, auxilia quem acabou de sair da faculdade. “A gente passa a experiência que a gente sabe para o residente e a maior gratificação é ver os meninos bem no mercado”, afirma Luciana.

A Famerp de Rio Preto tem 63 programas credenciados na Comissão Nacional de Residência. São bolsas financiadas pela Secretaria Estadual da Saúde, Ministério da Saúde e pela própria Famerp. A seleção de residentes é feita uma vez por ano e o trabalho é remunerado. O próximo concurso será em dezembro e os aprovados começam a residência em março do ano que vem. O telefone para outras informações é o (17) 3201-5060.

Residentes aprendem no Hospital de Base em Rio Preto (Foto: Reprodução/ TV TEM)Residentes aprendem no Hospital de Base em Rio Preto (Foto: Reprodução/ TV TEM)
Fonte: G1 Rio Preto e Araçatuba

Abertura desenfreada de escolas médicas

É nítida a batalha do Governo pelo aumento do número de escolas médicas. O Brasil possui hoje 247 instituições públicas e privadas, que oferecem anualmente perto de 22 mil vagas, número superior ao de países como China e Estados Unidos.

Os cursos são criados até mesmo sem ter as adequadas condições de funcionamento (estrutura física e corpo docente qualificado, por exemplo). São diversos casos denunciados pelos alunos que sentem-se enganados, e mesmo assim, a estrutura permanece precária.

Utilizar critérios para habilitar cidades a fim de receber Cursos de Medicina vai colocar em risco a saúde das pessoas, pois não formarão adequadamente. Cidades escolhidas nesse momento, não tem as mínimas condições, porque nem saúde de qualidade ten. Quantas escolas médicas quer o Governo? Por que não ampliar vagas nas boas escolas existentes, quer públicas ou privadas.

Tem sido amplamente demonstrado que a falta de profissionais se deve especialmente à má distribuição dos médicos entre regiões, cidades. Desigualdades de acesso e qualidade entre o sistema público e privado, não se resolverá com mais vagas e com novos cursos. O governo federal preocupa-se com a quantidade, sem a necessária observância à qualidade na formação médica. Já sabíamos que a saúde não é prioridade para o Governo, agora também comprovamos que a educação também não é, mesmo como a enganosa propaganda da “Pátria Educadora”.

II CURSO DE BIOESTATÍSTICA SIMPLIFICADA PARA O MÉDICO

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A ABM – Associação Bahiana de Medicina está organizando para os dias 10 e 11 de abril de 2015 Medicina Baseada em Evidências II CURSO DE BIOESTATÍSTICA SIMPLIFICADA PARA O MÉDICO. O objetivo é fornecer aos alunos conhecimentos de bioestatística e metodologia científica, essenciais para a leitura e interpretação de artigos científicos.

VAGAS LIMITADAS!

Mais informações: http://goo.gl/TNdtXa

FENAM e estudantes de medicina cobram do MEC solução para o FIES

Foi realizada nesta quarta-feira (1º), em Brasília, uma audiência entre a Federação Nacional dos Médicos (FENAM), o ministro Interino da Educação, Luiz Cláudio Costa, e a Associação dos Estudantes de Medicina. Um dos pontos discutidos é a dificuldade dos estudantes de medicina em obter ou renovar o financiamento pelo Programa de Financiamento Estudantil (FIES), e os altos preços das mensalidades nas faculdades, em torno de R$ 5 mil a R$ 6 mil.

O diretor de Comunicação da FENAM, Jorge Darze, mostrou na audiência a preocupação da FENAM com relação aos acadêmicos que estão nos programas de financiamentos do governo. “Os estudantes estão se sentindo ameaçados diante do arrocho do governo no pagamento das bolsas, mas saímos da audiência com a garantia de que haverá continuidade no financiamento dos que já estão matriculados. O que ficou nebuloso foi a disponibilidade de novas bolsas. Isso nos preocupa porque o governo quer aumentar o número de vagas nas escolas privadas de medicina”, afirmou Darze.

Com relação a este assunto, o ministro da Educação afirmou que não haverá diminuição nas bolsas em curso e apresentou os últimos números sobre os contratos aditados pelo FIES, que saltou de 400 mil para 1,26 milhão nos últimos dias. No ano passado houve 1,92 milhão de contratos. Ele disse ainda que foram feitos 210 mil novos contratos até o momento.

Outro ponto de discussão na reunião foi a abertura indiscriminada de faculdades e vagas em medicina. Foi discutida ainda a questão da evasão de alunos dos cursos de medicina que aumentou de 5% para 20%, alcançando 40% em faculdades privadas recém-criadas.

O estudante de medicina de Porto Alegre, Vinicius de Souza, relatou o descaso do atual governo com relação à educação médica. “Nós temos um governo que nos últimos 10 anos abriu mais de 150 escolas médicas, a maioria privada. O que se espera desse governo que abriu tantas vagas nas instituições privadas é que ele dê um mínimo de sustentação para os estudantes, com o financiamento adequado para quem não consegue pagar a maior mensalidade entre cursos de faculdade”, denunciou.

Em contrapartida, o ministro da Educação informou que foi instituído um Grupo de Trabalho para analisar a composição e a evolução dos preços das mensalidades dos cursos superiores financiados FIES, por meio de portaria publicada no último dia 20 de março.

O presidente da FENAM, Geraldo Ferreira, também cobrou solução do ministro em relação aos relatórios do Ministério Público Federal, que viu no Programa Mais Médicos uma relação trabalhista típica, portanto não um programa de ensino; do relatório do TCU que apontou 40% das cidades com menos médicos do que antes e 25% dos municípios com menos consulta do que antes do Mais Médicos. “O relatório do TCU comprova o que nós denunciamos desde o início, que esse programa é apenas uma simulação de curso de especialização. Um em cada três profissionais trabalha sem supervisão de tutores”, alertou o presidente da FENAM.

Foi apresentada também ao ministro a preocupação com relação às vagas do PROVAB que passaram de 3,7 mil médicos inscritos para mais de 15 mil em 2015, o que deixou 12 mil médicos sem ter onde trabalhar.

A presidente do Sindicato dos Médicos de Minas Gerais, Amélia Pessoa, discutiu a qualidade da formação médica e o Revalida. “Eu tive o entendimento de que houve uma boa receptividade do ministro e da equipe dele. Existe a proposta de que essas reuniões continuem. Nós estamos em um momento que é importante o trabalho conjunto, para que possamos trazer para o governo as demandas e as preocupações da categoria médica”, afirmou Amélia.

Participaram também da reunião o diretor de Assuntos Jurídicos da FENAM, Eglif Negreiros, o presidente do Sindicato dos Médicos do Amazonas, Mário Vianna, e o estudante de medicina Filipe Ferreira.

Na ocasião, foi entregue ao ministro um documento contendo cobranças com relação aos temas abordados. Confira abaixo a íntegra do documento:

A Federação Nacional dos Médicos e a Associação dos Estudantes de Medicina cobram as seguintes providências do governo federal:

1-   Possibilitar que os estudantes de medicina, diante do alto custo das mensalidades das faculdades privadas, praticamente impossíveis de serem pagas pela família, além das necessidades sociais dos profissionais médicos, tenham o direito de desfrutar do financiamento pelo FIES, tanto em novos contratos, como no cumprimento de antigos. Reavaliar o index orçamentário sobre o reajuste das universidades privadas, mas ao mesmo tempo acompanhar a negociação das universidades com os estudantes, baseada na transparência de suas planilhas de custos, não permitindo e coibindo reajustes abusivos;

2-   Faça concurso público, contratando os médicos e respeitando os direitos trabalhistas, dando estabilidade à prestação do serviço e garantindo à população a assistência permanente e não provisória e interrompa a simulação de ensino, já que a ausência de tutoria comprova a relação de trabalho no programa Mais Médicos;

3-   Interrompa a abertura indiscriminada de escolas médicas e feche as que não tem condições mínimas de funcionamento, em razão do risco para a população e de termos no mercado 11 mil médicos desempregados que não conseguiram vaga no Provab;

4-   Interrompa projetos ou propostas de serviço civil obrigatório ou trabalho compulsório no SUS após a formatura, o atendimento básico em vez da simplificação a que se quer relegá-lo é, na verdade, complexo e exige experiência e formação, para não comprometer o bom atendimento, os diagnósticos e os tratamentos dos pacientes;

5-   Devolva às entidades médicas o dever e a responsabilidade de revalidar diplomas, aferir a qualificação e autorizar o exercício profissional no Brasil, já que os intercambistas que vieram do exterior sem a revalidação dos diplomas ferem direitos humanos e colocam em risco a vida dos brasileiros que tem direito a uma assistência competente e qualificada.

AMMS – Caro leitor, bem vindo.

Pres. Dr. Flávio Ferrari – Associação Medica do MS

Esse é o primeiro texto que colocamos à sua disposição, em nome da Associação Médica de Mato Grosso do Sul. Esperamos que a cada semana possamos oferecer conteúdos e temas que aproximem mais a medicina e a classe médica de cada um que nos visita. Os temas aqui abordados serão os mais variados possíveis, de acordo com as demandas mais importantes a cada semana.

Nesse primeiro contato, nada melhor que deixar claro quem somos, a quem representamos, e o que queremos. A Associação Médica de Mato Grosso do Sul é a representante no estado da Associação Médica Brasileira, entidade sem fins lucrativos, de caráter associativo (não é obrigatório que o médico seja associado) e cujos objetivos são representar a classe médica e a medicina de uma forma geral perante a sociedade civil, organizações sociais e os poderes constituídos. É nossa papel manter as atividades científicas, o conhecimento médico atualizado, e estabelecer as diretrizes de políticas de saúde e trabalho médico.

Assim, nosso trabalho repercute diretamente em você, cidadão. A atualização profissional, a luta por políticas de saúde justas e eficientes, a organização das especialidades médicas, esse é o nosso papel. Além disso, cumprimos um papel social e cultural no seio da classe médica, servindo de referência em convívio, lazer e cultura.

Nesse momento crítico para a saúde da nossa população, nossa batalha é pelo financiamento correto da saúde. Que falta dinheiro, principalmente para quem é usuário do SUS, não é novidade. A questão é entendermos por que falta. Quando o SUS foi criado, na Constituição de 1988, ficou definido que o financiamento do sistema de saúde seria normatizado por lei complementar. Passados 9 anos, os governos todos se esforçam em não fazer essa regulamentação, pois assim manipulam o orçamento como querem, sem a obrigação de investir o que é devido na saúde. Criou-se a CPMF com esse fim, e parte da verba arrecadada é desviada para outras rubricas. E a proposta que está em tramitação desfigura a proposta inicial.

O projeto que deveria ter sido votado já na última legislatura previa 10% do orçamento da União, 12% dos estados e 15% dos municípios. Para estados e municípios, a lei já existe, mas não é cumprida. Para o Governo Federal, falta essa lei ser votada. E a última proposta não contempla esse percentual. Na verdade, define valores a serem aplicados pelo governo federal nos próximos anos, mas condicionados à arrecadação e ao crescimento do PIB. Mais detalhes sobre todas essas propostas podem ser encontradas nos sites da AMB ou Conselho Federal de Medicina, através do www.portalmedico.org.br.

Talvez se construíssemos uma luta conjunta, entidades médicas e população, nossa voa seria ouvida não só pelos gestores, mas principalmente pelos deputados e senadores que vão votar e legislar sobre os recursos para o SUS. E se nossa voz fosse ouvida, cumpriríamos nosso papel de eleitores e cidadãos. Informe-se, questione, pergunte, reclame. E você junte-se a nós nessa luta por um sistema de saúde como o povo brasileiro merece.

A AMMS está a sua disposição.

Assembleia Geral Extraordinária

Em atenção ao edital da Assembleia Geral Extraordinária programada para Belo Horizonte em 08/05/15, apresentamos abaixo as propostas de alteração estatutária recebidas pela comissão.

Para download do estatuto, clique aqui.

São Paulo, 06/04/2015
Comissão de Reforma Estatutária

Próxima terça a AMPE promove a entrega da Medalha Maciel Monteiro e o Prêmio Diva Montenegro

Na próxima terça-feira, 07/04, a Associação Médica de Pernambuco comemora seus 174 anos com a entrega da Medalha Maciel Monteiro e o Prêmio Diva Montenegro.

Este ano serão agraciados com a Medalha a Dra. Analíria Moraes Pimentel (Pediatra), o Dr. Lurildo Cleano Ribeiro Saraiva (cardiologista), e o Dr. Marcos Guilherme Praxedes Barretto (Cirurgião Geral). Já o Prêmio Diva Montenegro será entregue aos alunos de medicina por terem se destacado em suas pesquisas. São eles, Ana Cláudia Siqueira Torquato (FCM – UPE), Daniel
Diniz Brito Santana (FPS), e Eduardo Sávio Nascimento Godoy (UFPE).

A cerimônia é aberta ao público e acontecerá às 20h na sede da AMPE na rua Oswaldo Cruz, 393, Boa Vista, Recife.

Profissão Repórter ou Profissão Militante? Mais Médicos é cumplicidade com ditadura cubana!

Coluna Rodrigo Constantino – Veja Online

Que Caco Barcellos tem claro viés de esquerda, isso todos já devem ter percebido. Mas o programa “Profissão Repórter” desta terça se superou no esquerdismo. O pior é que saí direto de uma boa entrevista na GloboNews para esse proselitismo disfarçado de reportagem da Globo, sobre o programa Mais Médicos. O choque foi inevitável.

Aprendemos que os “médicos” cubanos são muito legais, e que a queda da mortalidade em um município foi enorme. Vimos médicos espanhóis ou portugueses com o mesmo espaço de tempo no programa, o que pode levar o telespectador mais desavisado a ignorar que o Mais Médicos foi feito sob medida para trazer… “médicos” cubanos. Sim, eles representam mais de 90% do total.

A reportagem cita que o salário deles, dos cubanos, também é de R$ 10 mil, mas que R$ 3 mil fica com eles e o restante vai para o governo cubano. O termo foi esse: governo. Nunca se escuta regime ditatorial, tirania opressora, nada parecido. E pronto. Bola para frente. Vida que segue. Nem uma só palavra sobre esse confisco, sobre esse regime de escravidão do qual o Brasil, via governo petista, tornou-se cúmplice.

O telespectador que esperava algum comentário sobre o escândalo que veio à tona recentemente, da funcionária do próprio governo do PT falando em gravação que tudo era uma forma de bancar o regime cubano, e que traria até espiões como médicos, para fiscalizar os demais, ficou à espera de um milagre. Nada. Nadinha.

Uma reportagem sobre o Mais Médicos não deveria escutar, por exemplo, o senador Ronaldo Caiado, que tem feito graves acusações sobre o programa? Na cabeça de Caco Barcellos, não. Isso não é relevante. O importante é mostrar como a mortalidade caiu em um município, e retratar esses “médicos” como heróis, endossando de forma velada a afirmação da presidente Dilma, de que eles seriam mais “humanos”. Não é incrível?

O mais engraçado de tudo isso – se é que dá para achar alguma graça – é lembrar depois que os “intelectuais” gostam de “acusar” a TV Globo de ser de direita. Os mesmos “intelectuais” que cospem na classe média, mas assistem as novelas e vibram quando uma idosa dá um “beijinho no ombro” após dar outro na boca de outra idosa. A Globo é de direita, dizem, um instrumento da “elite golpista”.

Seria cômico, não fosse trágico…

AMMG promove encontro de filiadas

Dia 27 de março, presidentes e representantes das entidades médicas mineiras se reuniram na sede da Associação Médica de Minas Gerais (AMMG), para o Encontro das Filiadas.

O presidente da AMMG, Lincoln Lopes Ferreira, apresentou a diretoria eleita para a gestão 2014/2017 e convocou para atuação na mudança do estatuto da Associação Médica Brasileira (AMB), entidade que responde pela 2ª vice-presidência, que ocorrerá dia oito de maio, na AMMG. Ferreira destacou a atuação da classe médica mineira e disse que é preciso intensificar a participação. Ele falou da oportunidade de ampliação dos debates sobre a saúde, por meio da agenda política proposta pela Comissão de Saúde da Assembleia Legislativa de Minas Gerais. “Serão realizados encontros em todas as regiões, buscando soluções para as dificuldades dos pequenos hospitais e da assistência. Afirmo que o comparecimento dos colegas é de grande relevância”, garantiu.

A visita a Manaus, para o Congresso Internacional de Saúde do Interior e Fronteiras, realizado em setembro pelo Sindicato dos Médicos do Amazonas (Simeam), a importância da criação dos departamentos de acadêmicos nas cidades com faculdades de medicina e a obra de ampliação e reforma da sede da AMMG também foram objetos da explanação. O diretor financeiro da Federação Nacional das Cooperativas Médicas (Fencom), João Tadeu Leite dos Reis, explicou o trabalho da entidade e ponderou sobre o papel das cooperativas para o recebimento dos honorários médicos.

A diretora científica da AMMG, Luciana Costa, trouxe o tema ‘Atualização científica à distância: como implementar em todas as filiadas?’ Ela apresentou o ‘Terça Cultural’ e a ‘Reunião Multidisciplinar’ e propôs a realização dos projetos no interior, além das jornadas científicas. A coordenadora da Biblioteca Virtual da AMMG, Mirian Carvalho, falou do benefício disponível a todos sócios quites da AMMG e mostrou como pode ser utilizado.

A assessora de imprensa Daniela Colen e a relações públicas Maísa Pinheiro abordaram ‘O uso da Comunicação na captação e retenção de associados’, mostrando a necessidade de dar visibilidade às ações desenvolvidas, estreitar o relacionamento com a imprensa e incrementar os eventos. Os participantes receberam a cartilha ‘Guia de relacionamento com a mídia’, que pode ser solicitada pelo e-mail jornalista@ammg.org.br.

O próximo Encontro de Filiadas será em setembro. Mais informações: (31) 3247-1608.