COM A MENSAGEM “ALBINISMO ALÉM DO QUE SE VÊ”, SOCIEDADE BRASILEIRA DE DERMATOLOGIA PROMOVE CAMPANHA DE CONSCIENTIZAÇÃO SOBRE A DOENÇA

 
Apenas uma, em cada 20 mil pessoas no mundo, apresenta alguma forma de albinismo, o que torna essa característica algo raro. Atenta a essa situação, a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) promove, desde 2015, uma campanha de esclarecimento e conscientização da população brasileira sobre essa doença e alerta aos próprios albinos sobre os riscos que eles correm se não tiverem os cuidados adequados com a pele.
 
albinismo é a incapacidade/deficiência de um indivíduo em produzir melanina, que é um filtro solar natural e que dá cor à pele, pelos, cabelos e olhos. Como uma das principais funções da cor da pele é criar uma barreira contra as radiações solares, o albino não consegue se defender da exposição ao sol e a consequência imediata é a queimadura solar, principalmente na infância, quando o controle é mais difícil. Sem a prevenção, os portadores envelhecem precocemente e podem desenvolver doenças graves, como cânceres da pele agressivos e precoces. 
 
No dia 13 de junho é comemorado o Dia Mundial da Conscientização do Albinismo. A data foi decretada pela Organização das Nações Unidas (ONU) devido a uma série de casos de agressão, bullying, discriminação, e às necessidades especiais dessas pessoas. A proposta de ter um dia para doença é esclarecer a população sobre a doença, e os próprios albinos a tomarem os cuidados exigidos pela sua condição de saúde. A SBD, entre outras entidades, aproveita a data para propagar informações, no Brasil, através de campanha, sobre essa doença rara.
 
Conheça os sintomas, tratamentos, diagnósticos e cuidados do albinismo:
 
Sintomas
NA PELE: Esse é o principal diagnóstico para identificação do albinismo. Apesar disso, pode variar em diferentes tons, do branco ao marrom. Para algumas pessoas com albinismo, a pigmentação da pele não muda nunca. Para outras, no entanto, ela pode aumentar com o passar do tempo, principalmente durante a infância e à adolescência.
 
NO CABELO: A cor varia de tons muito brancos até o castanho – dependendo muito da quantidade de melanina produzida. Pessoas com albinismo e que tenham ascendência africana ou asiática podem apresentar cabelo louro, ruivo ou castanho. A cor do cabelo também pode escurecer com o passar dos anos, conforme aumenta a produção de melanina.
 
NOS OLHOS: A cor dos olhos de uma pessoa com albinismo pode variar do azul muito claro ao castanho e, assim como a cor da pele e do cabelo, também pode mudar conforme a idade. O albinismotambém costuma levar ao surgimento de sinais e sintomas diretamente relacionados à visão, como o movimento rápido e involuntário dos olhos, estrabismo, miopia, hipermetropia, fotofobia e outros.
 
Diagnóstico
Para análise completa é necessário exame físico, oftalmológico minucioso e comparação da pigmentação da pele e do cabelo com a de membros da mesma família. Em geral, é possível determinar um caso de albinismo apenas por meio da observação clínica, uma vez que a maioria dos casos da doença leva ao desenvolvimento de sintomas bastante característicos.
 
Tratamento
Para tratar do albinismo é necessário atendimento oftalmológico e dermatológico adequados. É imprescindível acompanhar os sinais na pele buscando detectar possíveis anormalidades e indícios do surgimento de lesões que possam levar ao câncer da pele – uma das principais complicações do albinismo.
 
Cuidados
Pacientes devem tomar uma série de medidas de autocuidado para evitar complicações decorrentes de albinismo. O uso de filtros solar é essencial para pessoas com albinismo. Além disso, é importante que os pacientes evitem ao máximo a exposição solar de alto risco, sem tomar os cuidados necessários. Se possível, o uso de roupas compridas, que cubram regiões normalmente expostas ao sol, também deve ser priorizado, além de óculos-escuros que contenham proteção contra os raios UVA e UVB.
 
É válido lembrar que o médico responsável por cuidar da pele de um paciente com albinismo é o dermatologista, profissional qualificado e capacitado para realizar o diagnóstico e tratamento dessa doença. Procure um médico associado à Sociedade Brasileira de Dermatologia: www.sbd.org.br.

FOGOS DE ARTIFÍCIO PROVOCARAM MAIS DE 5 MIL INTERNAÇÕES NOS ÚLTIMOS DEZ ANOS

O manuseio inadequado de fogos de artifício levou à internação hospitalar mais de cinco mil pessoas entre os anos de 2008 e 2017, segundo levantamento elaborado pelo Conselho Federal de Medicina (CFM), em parceria com as Sociedades Brasileiras de Cirurgia da Mão (SBCM) e de Ortopedia e Traumatologia (SBOT). O alerta integra uma série de ações de alerta preparadas pelas três entidades sobre os riscos de acidentes e queimaduras durante as festas juninas e as festividades ligadas à Copa do Mundo.

Nos últimos 21 anos, o Brasil registrou 218 mortes por acidente com fogos de artifício. No período, foram 84 acidentes fatais na região Sudeste, seguido de 75 na região Nordeste e 33 na região Sul. Já nas regiões Centro-Oeste e Norte, foram registrados, juntos, 26 óbitos. Além de mortes – aproximadamente dez a cada ano –, o uso de fogos de artifício pode provocar queimaduras, lesões com lacerações e cortes, amputações de membros, lesões de córnea ou perda da visão e lesões auditivas.

Em média, são registradas nos serviços públicos de saúde cerca de 80 internações somente no mês de junho. “Se considerarmos que em algumas regiões as festas juninas têm início nas quermesses de maio e vão até julho, podemos verificar que um terço de todas as hospitalizações acontecem apenas neste período de 90 dias. É preciso, portanto, ter cautela no manuseio desses fogos, sobretudo promovendo ações de proteção às crianças”, destacou Carlos Vital, presidente do CFM.

“É importante falarmos francamente sobre esse assunto e educar as próximas gerações. Não há fogos seguros para o manuseio de crianças, elas não devem manipular e nem ficar expostas a nenhum tipo de fogos, mesmo os de classificação livre. As crianças devem saber que fogos são perigosos e que só devem ser manipulados por adultos, seguindo instruções de segurança ou por profissionais. Essa postura é que reduzirá os acidentes de forma eficiente”, afirma o presidente da SBCM, Milton Pignataro.

Ranking – Segundo dados do Sistema de Informação Hospitalar (SIM), nos últimos dez anos 5.063 pessoas foram internadas para tratamento por acidentes com fogos de artifício. Na série analisada, o ano de 2014 foi o que registrou o maior número de acidentes. Naquele ano, o Brasil foi palco da Copa do Mundo, o que pode ter motivado o aumento no número de casos.

Entre os estados, a Bahia aparece com o maior número de casos em quase todos os anos. Ao longo da última década, 20% das internações ocorreram em municípios baianos. Outros destaques foram os estados de São Paulo, com 962 casos (19%), e Minas Gerais, onde houve 701 internações (14%). Juntas, as três unidades da federação representam mais da metade dos todos os casos registrados no período (53%). Entre os estados com menor número de notificações estão Roraima (17), além de Tocantins e Acre, ambos com apenas 14 internações. CONFIRA A LISTA COMPLETA POR ESTADO.

Na avaliação por município, Salvador lidera com folga o ranking das cidades com o maior número absoluto de acidentes com fogos de artifício: 686 internações ao longo da década. Em outras palavras, pelo menos um em cada dez acidentes acontece em Salvador. Em segundo lugar aparece a capital paulista (337), seguido por Belo Horizonte (299). CONFIRA A LISTA COMPLETA POR MUNICÍPIO.  

Perfil do acidentado – Os homens representam a absoluta maioria dos registros no período analisado: 4.245 internações, número que representa 83% do total de casos. As mulheres representaram apenas 17% das ocorrências, com 853 internações.

“Quando se trata de fogos de artifício, todo cuidado é pouco. Além de sempre seguir as instruções do fabricante, nunca se deve carregar bombinhas nos bolsos, acender próximo ao rosto e é importante ainda evitar associar a brincadeira com fogos ao uso de bebida alcoólica. Não se deve deixar as crianças brincarem com os fogos. É importante lembrar que, além das mortes registradas por fogos de artifício, muitas pessoas ficam com sequelas para o resto da vida”, orienta a presidente da SBOT, Patrícia Fucs.

Para não transformar as festividades em uma tragédia, o especialista também recomenda evitar que as crianças estejam expostas aos riscos das explosões. De acordo com os dados apurados pelo CFM, 39% das internações envolviam crianças e adolescentes de zero a 19 anos. Já entre os adultos de 20 a 49 anos, foram registradas 46% das internações no período. CONFIRA A EVOLUÇÃO DE INTERNAÇÕES POR SEXO E IDADE.

Precauções – Em caso de acidente, as pessoas devem lavar o ferimento com água corrente, evitar tocar na área queimada e não usar nenhuma substância sobre a lesão – como manteiga, creme dental, clara de ovo e pomadas. É recomendado que se procure o serviço de saúde mais próximo, para atendimento médico adequado.

CAMPANHA DE SÃO JOÃO

A proximidade dos festejos juninos aumenta os riscos de acidentes provocados por fogos de artifício, balões e fogueiras.

Para buscar mudar a cultura do manejo desses materiais inflamáveis, a Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP), a Sociedade Brasileira de Queimaduras (SBQ), a Associação Médica Brasileira (AMB), a Sociedade Brasileira de Cirurgia de Mão (SBCM) e a Fundação Ideah (Instituto de Ensino e Ação Humanitária da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica), lançaram uma campanha de alerta contra o uso inadequado de fogos de artifício. Com o lema ‘Eliminando os riscos é possível passar longe das queimaduras’, a iniciativa pretende mobilizar educadores, profissionais de saúde, líderes comunitários e a população em geral para a importância de medidas de prevenção das queimaduras. Acompanhe nas nossas redes sociais as formas de se manter prevenido – e ajude a compartilhar essa mensagem.

FÓRUM NACIONAL DE FORMAÇÃO EM CIRURGIA ONCOLÓGICA

 

 

O fórum que definirá as competências e habilidades necessárias ao Cirurgião Oncológico ao término da formação e as necessidades para o funcionamento dos Programas de Residência em Cirurgia Oncológica do Brasil.

Inscrições gratuitas e informações:  www.sbco.org.br

LOCAL – A.C.CAMARGO CANCER CENTER
Rua Tamandaré, 764 – Bairro da Liberdade – São Paulo – SP

PROGRAMAÇÃO (26/05/2018)

Primeiro módulo – Resgate Histórico e Propostas para o Futuro.

8:00 – 8:30 – Abertura do Fórum Nacional de Formação em Cirurgia Oncológica. O que esperam as Instituições?

Cláudio Quadros – SBCO, Ana Cristina Pinho – INCA, Rosana Melo – CNRM, Inês Gadelha – MS, Ademar Lopes – AC Camargo, Lincoln Ferreira – AMB.

Moderador das apresentações: Cláudio Quadros – Presidente da SBCO

8:30 – 8:50: Resgate histórico, tudo o que já foi definido até agora: Samuel Aguiar Jr.

8:50 – 9:10: Cirurgia Oncológica: o que o futuro nos reserva? Ademar Lopes

Situação problema a ser enfocado em todas as apresentações:

Quais competências e habilidades o cirurgião oncológico precisa ter ao término da residência. Quais os pré-requisitos mínimos para um programa de Residência em cirurgia oncológica? Como manter a qualidade com o aumento expressivo dos programas de Residência em Cirurgia Oncológica no Brasil? Como realizar avaliação continuada dos Residentes e Programas de Residência?

9:10 – 9:40: Proposta da SBCO: Ranyell Spencer

9:40 – 10:00: Visão da CNRM: Rosana Melo

10:00 – 10:20: Experiência da Sociedade Brasileira de Anestesiologia: Rogean Rodrigues Nunes

10:20 – 10:30:  Coffee Break

10:30 – 10:45 Considerações do Hospital Aristides Maltez – Bahia: Alexandre Albuquerque

10:45 – 11:00: Considerações do Hospital Araújo Jorge – Goiás : Frederico Monteiro 

11:00 – 11:15: Considerações do Hospital Erasto Gartner – Paraná: Juliano Rebolho

11:15 – 11:30: Considerações do Centro de Controle de Oncologia – Amazonas: Higino Figueiredo

11:30 – 11:45: Considerações do Instituto Nacional de Câncer (INCA) -Rio de Janeiro: Cibele Barbosa

11:45 – 12:00: Considerações do AC Camargo Cancer Center – São Paulo: Wilson da Costa Jr.

12:00 – 12:15: Considerações do Hospital de Câncer de Barretos – São Paulo: Maximiliano Cadamuro

Almoço – 12:15 – 13:30

Segundo módulo – Grupos de Trabalho: Elaboração das Diretrizes

13:30 – 16:00: Reunião dos grupos de trabalho para confecção do documento final do Fórum Nacional de Formação em Cirurgia Oncológica. Todos os participantes serão divididos em 3 Grupos de Trabalho (GT), com os temas abaixo relacionados:

GT 1 – Definição das competências e habilidades necessárias aos Cirurgiões Oncológicos ao término da Residência em Cirurgia Oncológica. Elaboração da proposta de estruturação das atividades que os Residentes em Cirurgia Oncológica deverão cumprir durante os 3 anos de Residência Médica. 

Relator: Alexandre Ferreira – Vice-Presidente da SBCO

Coordenadores:  Rosana Melo – CNRM, Raphael Araújo – Diretor Científico da SBCO

GT 2 Estruturação de proposta de avaliação sistemática dos Residentes de Cirurgia Oncológica. 

Relator: Ranyell Spencer – Diretor de Ensino e Residência Médica da SBCO

Coordenadores: Tarcísio Reis – Diretor de Relações Internacionais da SBCO, Heber Salvador – Secretário Geral da SBCO

GT 3 –  Pre-requisitos mínimos para o funcionamento e modelo de avaliação sistemática dos programas de Residência Médica em Cirurgia Oncológica com estabelecimento de critérios de aprovação e descredenciamento. 

Relator: Élio Barreto –  Diretor de Defesa Profissional da SBCO

Coordenadores: Inês Gadelha – MS, Eduardo Zanella 10 Secretário da SBCO

16:00 – 16:30: Coffee break. Confecção da apresentação dos Relatores e Coordenadores dos Grupos de Trabalho.

16:30 – 18:30: Apresentação dos grupos de trabalho para a plenária e aprovação do documento final.

Cada Grupo de Trabalho terá um total de 20 min para apresentar seu conteúdo para a plenária, com tempo de discussão de 20 min para cada grupo.

SOCIEDADE BRASILEIRA DE REUMATOLOGIA ALERTA: DOR NAS COSTAS PODE SER SINAL DE UMA DOENÇA SÉRIA – ESPONDILITE ANQUILOSANTE

Em maio, organizações de pacientes de todo o mundo se unem para alertar a população sobre os sintomas da espondilite e a importância do diagnóstico precoce

Uma das queixas mais frequentes da população, dor nas costas, poder ser mais do que simples “mau jeito”. Pode ser sinal de uma doença crônica séria, inflamatória e progressivamente incapacitante. Este é o alerta do especialista Marcelo Pinheiro, reumatologista e Presidente da Comissão de Espondiloartrite da Sociedade Brasileira de Reumatologia. “Pode ser uma espondilite anquilosante, uma doença reumática de caráter inflamatório, crônica, e progressivamente incapacitante, que tem como principal sintoma uma dor bastante comum, a dor nas costas”, alerta.

A espondilite anquilosante é uma inflamação das articulações da coluna vertebral e outras articulações, como quadris, ombros e membros inferiores. Acomete três vezes mais homens do que mulheres e pode apresentar os primeiros sintomas entre os 20 e 40 anos de idade.  O diagnóstico correto pode demorar em média mais de cinco anos, pois a doença pode se apresentar em surtos de intensidade branda.

“Se não diagnosticada e tratada adequadamente, pode levar à incapacidade física, com acentuada limitação dos movimentos e curvatura da coluna que dificulta o caminhar de forma ereta, ficando com o tronco curvado e a cabeça baixa – o paciente não consegue olhar para frente; somente para baixo”, informa Dr. Marcelo Pinheiro. “É importante conscientizar a população que as doenças reumática não só afetam as pessoas mais idosas, mas os mais jovens também, e podem ser manifestar de diferentes formas. Por isso, o papel do especialista é importante – tanto para o diagnóstico correto, quanto para a escolha do tratamento adequado”.

Principais Características da Espondilite Anquilosante

A espondilite anquilosante se caracteriza pela dor persistente (por mais de um mês) na coluna e que surge de modo lento ou insidioso, com rigidez matinal (diminui de intensidade durante o dia), melhora com exercício e piora com repouso. A espondilite anquilosante pode se iniciar com dor nas nádegas, se espalhando pela parte posterior das coxas e inferior da coluna. Um lado pode ser geralmente mais doloroso do que o outro.  A inflamação das articulações entre as costelas e a coluna vertebral pode causar dor irradiada para o peito, que piora com respiração profunda, sentida ao redor das costelas,  ocorrendo pela diminuição da expansibilidade do tórax durante a respiração profunda. Alguns pacientes apresentam forte cansaço, perda de apetite e peso.

 Tratamento e Diagnóstico

O diagnóstico é feito com base em exames clínicos, laboratoriais e de imagem (raios-X e ressonância magnética).  O tratamento inclui fisioterapia, medicamentos (antiinflamatórios e agentes imumobiológicos) e adoção de hábitos saudáveis, como não fumar e prática de exercícios físicos.

Para mais informação sobre “EA”, acesse o site: https://www.reumatologia.org.br/doencas/cartilhas/

DIA MUNDIAL DA ASMA: APENAS 9% DOS ASMÁTICOS ESTÃO COM A DOENÇA CONTROLADA NO BRASIL

As ações de conscientização sobre a asma acontecem sempre na primeira terça-feira de maio. Este ano, a data alusiva é no dia 1º, e a Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia (SBPT) aproveita a ocasião para alertar que cerca de 32% dos pacientes não fazem o tratamento de forma correta, o que leva a um descontrole da doença no país, conforme constatou a pesquisa Respira project: Humanistic and economic burden of asthma in Brazil”.

O estudo, publicado este ano no Journal of Asthma, correlacionou o baixo nível de controle da asma com a qualidade de vida e a produtividade dos brasileiros, além dos gastos com saúde no país.

O artigo traz dados alarmantes: apenas 32% dos asmáticos aderem ao tratamento, 38,5% usam broncodilator – o que não trata a doença e está associado ao aumento da mortalidade na asma – somente 12% utilizam um antinflamatório (corticoide) e 17% aplicam antinflamatório associado a broncodilatador.

“A asma é uma inflamação crônica nas vias aéreas e o fundamento da terapia para controle da asma é o uso de antinflamatório à base de corticoide, por isso, esse tipo de medicação deveria ser bem maior entre os asmáticos, e não apenas de 12%”, constata o pneumologista Dr. José Eduardo Cançado, primeiro autor do estudo e membro da Comissão Científica de Asma da Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia (SBPT).

“Como esses medicamentos têm efeitos colaterais, devem ser utilizados por via inalatória, na forma de bombinha. Desta forma, a dose utilizada é bem menor, o efeito local é maior e os efeitos colaterais são muito menores, porque a absorção sistêmica do remédio pelos outros órgãos é muito pequena”, explica o Dr. Cançado.

Para chegar ao resultado, os autores analisaram dados da Pesquisa Nacional de Saúde de 2015, incluindo 12 mil brasileiros com mais de 18 anos de idade, dos quais 494 eram portadores de asma.

Por meio de questionários, o levantamento mostrou, ainda, que os asmáticos apresentaram pior qualidade de vida que os não asmáticos, maior absenteísmo, comprometimento da produtividade no trabalho e maior presenteísmo (comparecimento ao serviço em condições desfavoráveis à boa produtividade).

A pesquisa também apontou que 43% das mulheres e 30% dos homens com diagnóstico de asma tiveram ao menos uma crise, e 80% deles usaram alguma medicação específica nos últimos 12 meses. Como resultado, os asmáticos utilizam duas vezes mais os serviços de saúde no Brasil, gerando gastos de quase R$ 50 milhões por ano com hospitalizações (DATASUS).

Sobre a asma

A asma é uma doença inflamatória crônica das vias aéreas que afeta aproximadamente 235 milhões de pessoas no mundo, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS).

No Brasil, estimativas do International Study of Asthma and Allergies in Childhood (ISAAC) apontam para uma prevalência de cerca de 20 milhões de pessoas, ou aproximadamente 13% da população, incluindo adultos e crianças.

A asma tem repercussões que vão muito além da gravidade dos sintomas respiratórios, como mostram os dados apresentados neste artigo. “O olhar cuidadoso para as dimensões humanas e socioeconômicas da doença poderão subsidiar importantes passos no delineamento de políticas públicas de saúde destinadas à população ainda com insuficiente acesso à atenção primária e especializada”, considera a Dra. Maria Alenita Oliveira, Coordenadora da Comissão Científica de Asma da SBPT.

REFERÊNCIA

Jose Eduardo Delfini Cançado, Marcio Penha, Shaloo Gupta, Vicky W. Li, Guilherme Silva Julian & Eloisa de Sá Moreira (2018) Respira project: Humanistic and economic burden of asthma in Brazil, Journal of Asthma, DOI: 10.1080/02770903.2018.1445267.

Texto: SBPT

AMB APOIA AÇÃO PELA MANUTENÇÃO DO FARMÁCIA POPULAR.

Hoje, Dia Nacional de Prevenção e Combate à Hipertensão, documento de repúdio às recentes medidas do Ministério da Saúde será protocolado em órgãos governamentais, agências reguladoras e no Congresso Nacional. Em São Paulo, a SBC promove ações de conscientização com aferição de Pressão Arterial no Terminal Metropolitano Jabaquara.

As Sociedades Brasileiras de Cardiologia (SBC), Hipertensão (SBH) e Nefrologia (SBN), com apoio da Associação Médica Brasileira (AMB), redigiram um documento, nesta segunda, dia 23, que será entregue hoje, dia 26, data Nacional de Prevenção e

Combate à Hipertensão, propondo a rejeição de algumas medidas da portaria 739/12 do Ministério da Saúde que, na prática, trilham para o fim do Aqui Tem Farmácia Popular e de outros programas de acesso à medicamentos.

O documento “Carta de São Paulo” será protocolado no Ministério da Saúde, Conselho Nacional de Saúde, Palácio do Planalto, Casa Civil, Anvisa, ANS e no Congresso Nacional. Os médicos pedem ao Governo Federal que rejeite iniciativas que “visam diminuir a disponibilização de medicamentos para as pessoas com hipertensão arterial”, “dificultem o acesso das pessoas com hipertensão arterial às Unidades Básicas de Saúde e aos diferentes níveis de complexidade do Sistema Único de Saúde, e o acesso à informação e às ações de prevenção de doenças e de suas graves complicações, bem como de promoção de Saúde”.

A “Carta de São Paulo”, como foi batizada o documento por ter sido redigida na capital paulista e onde nasceram esses programas sociais, lembra que hipertensão arterial atinge 32,5% de indivíduos adultos, cerca de 36 milhões de brasileiros, sendo que mais de 60% são idosos. A doença contribui direta ou indiretamente para 50% ou mais das mortes por doenças cardiovasculares e renais no país. Atualmente o Farmácia Popular oferece acesso contínuo aos medicamentos para controle da hipertensão arterial para 14,4 milhões de pessoas.

O documento ainda cita referências do próprio Ministério da Saúde que editou a portaria 739/12 e que, em 2008, na publicação “Saúde Brasil” afirmava com muita clareza, que as reduções na mortalidade por doenças cardiovasculares no país, eram decorrentes do controle de diversos fatores de risco, entre eles, o melhor controle da hipertensão arterial.

“As sociedades signatárias conclamam as autoridades governamentais a rever as ações previstas na portaria 739/12 publicada no Diário Oficial da União, em 27/03/2018, que altera a portaria de Consolidação no 5 GM/MS de 28/09/2017, pois ameaçam a universalidade, a integralidade e a equidade de acesso ao tratamento dos indivíduos hipertensos. Nossas entidades e os cidadãos que as compõem se colocam, portanto, na defesa inconteste da manutenção dos Programas de distribuição de medicamentos para hipertensão e diabetes, sejam aqueles subsidiados nas redes de farmácias privadas ou gratuitos da “Assistência Farmacêutica Básica” nas Unidades Básicas de Saúde”, conclui o documento dos médicos.

SERVIÇO

Data: 26 de abril de 2018

Horário: das 8h às 14h

Local: Terminal Metropolitano Jabaquara – Plataforma A (EMTU)

Endereço: Rua Nelson Fernandes, s/n

Atividades: Teste de aferição de pressão arterial (haverá 1.000 testes disponíveis com distribuição de senhas). Atendimento gratuito. Não é necessária inscrição.

“INVESTIGAÇÃO E DIAGNÓSTICO PRECOCES DAS IMUNODEFICIÊNCIAS PRIMÁRIAS” É O TEMA DA SEMANA MUNDIAL DE IDP

Entre 70% a 90% dos pacientes ainda não estão diagnosticados

#semanamundialdeIDP2018

Entre os dias 22 e 29 de abril acontece a Semana Mundial das Imunodeficiências Primárias, organizada pela Immune Deficiency Foundation (IDF) e que traz como tema central este ano “Meu Futuro Começa com Investigação e Diagnóstico Precoces das IDPs”.

As imunodeficiências primárias (IDPs) ocorrem em pessoas nascidas com o sistema imunológico deficiente em algum setor e manifestam-se por meio de infecções comuns como otites, pneumonia, sinusites, entre outras. São mais de 300 doenças diferentes e, por isso, a prevalência varia muito.

“As mais comuns são aquelas em que há defeitos na produção de anticorpos. Assim, o fundamental para o tratamento dessas doenças é garantir aos pacientes o acesso à reposição de imunoglobulina por via venosa ou subcutânea regularmente”, explica o Coordenador do Departamento Científico de Imunodeficiências da Associação Brasileira de Alergia e Imunologia (ASBAI), Dr. Antonio Condino. Atualmente, cerca de 70% a 90% dos pacientes ainda não estão diagnosticados.

Suspeita-se do diagnóstico das IDPs sempre que há processos infecciosos graves ou difíceis de tratar e/ou muito frequentes e/ou por agentes infecciosos não comuns. Febre, sinais de inflamação sem infecções ou doenças autoimunes em crianças pequenas também são sinais de alerta.

O tratamento das IDPs envolve diferentes recursos terapêuticos dentre os quais a reposição de imunoglobulina humana e outros imunobiológicos, o uso de antibióticos preventivos e o transplante de células hematopoiéticas (medula óssea ou cordão umbilical).

 Os 10 Sinais de Alerta para Imunodeficiências Primárias em Adultos

  • Duas ou mais novas otites por ano;
  • Duas ou mais novas sinusites no período de um ano, na ausência de alergia;
  • Uma pneumonia por ano;
  • Diarreia crônica com perda de peso;
  • Infecções virais de repetição (resfriados, herpes, verrugas);
  • Uso de antibiótico intravenoso de repetição para tratar infecção;
  • Abcessos profundos de repetição na pele ou órgãos internos;
  • Monilíase persistente ou infecção fungica na pele ou qualquer lugar,
  • Infecção por micobactéria da tuberculose ou atípica,
  • História familiar positiva de imunodeficiência.

Os 10 Sinais de Alerta para Imunodeficiências Primárias em Crianças

  • Duas ou mais pneumonias no ano;
  • Quatro ou mais otites no último ano;
  • Estomatites de repetição ou monilíase por mais de dois meses;
  • Abcessos de repetição ou ectima;
  • Um episódio de infecção sistêmica grave (meningite, osteoartrite, septicemia);
  • Infecções intestinais de repetição/diarreia crônica;
  • Asma grave, doença do colágeno ou doença autoimune;
  • Efeito adverso ao BCG e/ou infecção por micobactéria
  • Fenótipo clínico sugestivo de síndrome associada à imunodeficiência,
  • História familiar positiva de imunodeficiência.