III Congresso Brasileiro de Doenças Funcionais

A  Federação Brasileira de Gastroenterologia (FBG) realizará nos dias 11 e 12 de maio de 2018, na cidade de São Paulo (SP), no AMCHAM Business Center, quatro grandes eventos:

III Congresso Brasileiro de Doenças Funcionais,
II Congresso Brasileiro de Microbiota Intestinal,
I Congresso Brasileiro de Neurogastroenterologia e 
I Simpósio Multidisciplinar de Microbiontes

São esperados mais de 800 participantes atuantes na área da gastroenterologia, que dividirão conhecimentos e atualizações nessas novas fronteiras da especialidade, com 1 convidado internacional e mais de 100 nacionais.

Na área das doenças funcionais serão debatidos os novos conceitos contidos no Consenso de Roma IV, em especial sua nova abordagem, os Distúrbios da Interação Intestino-Cérebro!

Essa interação intestino-cérebro também será um dos alvos do congresso de microbiota e microbioma humanos, juntamente com as disbioses relacionadas aos cânceres, doenças inflamatórias, e outras enfermidades digestivas e extra-digestivas.

O aprofundamento do conhecimento da neuromotilidade e suas repercussões no trato digestivo estarão presentes no evento da neurogastroenterologia.

Quanto aos microbiontes, sua importância será discutida, numa visão multidisciplinar, para alcançar sua real dimensão na manutenção da saúde ou no aparecimento das doenças nos seres humanos.

Estão todos convidados para participar dessa imersão de 2 dias de discussões e atualizações nestas relevantes áreas da gastroenterologia do século XXI.

Informações: www.doencasfuncionais2018.com.br

PARA STF, FISIOTERAPEUTAS NÃO PODEM PRATICAR ACUPUNTURA

 

A posição do Supremo Tribunal Federal (STF) confirma o que já havia sido sentenciado em instâncias inferiores da Justiça, referente à prática da acupuntura pelos próprios fisioterapeutas e também por outras profissões que atuavam da mesma forma, sem amparo legal.“A acupunturiatria só pode ser exercida por médicos, por dentistas e por veterinários. A prática por outros profissionais oferece grandes riscos à saúde do paciente e é, portanto, claramente ilegal. Desde de 2002 estamos lutando contra a atuação irregular de profissionais que não estão adequadamente preparados e não possuem autorização legal necessária para atuar com a acupuntura. Finalmente, depois de percorrer diversas instâncias da Justiça brasileira, conseguimos este importante reconhecimento por parte do STF”, afirma Fernando Genschow, presidente do Colégio Médico Brasileiro de Acupuntura. “A atuação conjunta, convergente e harmônica de entidades como AMB e CFM na defesa das especialidades médicas e contra a invasão ilegal de outros profissionais vem sendo determinante para conseguirmos estes resultados – bons para os profissionais médicos e principalmente para a população, que se mantém protegida dos incautos e irresponsáveis que insistiam em atuar sem ter as permissões legais necessárias para isso, completou Fernando.

Para Lincoln Ferreira, presidente da AMB, a ratificação do STF sobre o tema é um alento para medicina brasileira e para a saúde da população: “Todo mundo ganha com esta decisão do STF: a legalidade; os médicos especialistas em acupuntura; mas principalmente os pacientes, que terão maior segurança e eficiência nos tratamentos”.

A nova decisão do Supremo Tribunal Federal, publicada nesta sexta-feira, 16/2, reafirma que o exercício da acupuntura é ilegal para fisioterapeutas e terapeutas ocupacionais, conforme trecho abaixo:

“Nem diagnóstico clínico nem essa prescrição de tratamento podem ser realizados por profissional de fisioterapia ou terapia ocupacional, por lhe faltar competência legal para fazê-lo. É a realidade, a lei estabeleceu o que os
referidos profissionais podem fazer e, entre suas atribuições, não está a de realizar diagnósticos clínicos, nem prescrever tratamentos. Por ter elastecido a matéria já regulada em lei, a atribuição de competência para a prática de acupuntura por profissional de Fisioterapia ou Terapia Ocupacional através de Resolução é ilegal, por dela desbordar”

MBA EM MARKETING E GESTÃO DA SAÚDE AMB/ESPM TEM INSCRIÇÕES ATÉ DIA 28/02

Da parceria entre a Associação Médica Brasileira (AMB) e a ESPM nasceu a Academia de Marketing e Gestão da Saúde AMB/ESPM, que lançou seu primeiro MBA EM MARKETING E GESTÃO DA SAÚDE, que iniciará as aulas em 9 de março de 2018, às sextas-feiras, das 19h30 às 22h30 e aos sábados das 8h às 13h, no campus Joaquim Távora da ESPM, na capital paulista.

Associados da AMB têm 30% de desconto. Se você ainda não é sócio da AMB, associe-se e usufrua deste benefício.

Saiba mais:

https://amb.org.br/noticias/mba_amb_espm/

NOVA DIRETORIA DO CAPÍTULO DE SÃO PAULO DO CBC TOMA POSSE EM SESSÃO SOLENE

A diretoria do Capítulo de São Paulo do Colégio Brasileiro de Cirurgiões – CBC, para o biênio 2018/2019, tomou posse em Sessão Solene, em 3 de fevereiro, quando também ocorreram a posse de novos membros do CBC, homenagens e o lançamento do Congresso Paulista de Cirurgia, que será realizado de 31 de agosto a 1 de setembro.

A Sessão Solene foi prestigiada por colegas e de diversas entidades e do próprio CBC-SP, como o presidente do Diretório Nacional do CBC, TCBC Savino Gasparini Neto; o Mestre do Capítulo de São Paulo (biênio 2016/2017), TCBC Sidney Roberto Nadal; o Mestre do Capítulo de São Paulo (biênio 2018/2019), TCBC Carlos Eduardo Jacob; o Diretor Científico da AMB, Antônio Carlos Palandri Chagas; o vice-presidente do Cremesp, TCBC Renato Françoso; o presidente do Colégio Brasileiro de Cirurgia Digestiva, TCBC Nicolau Gregori Czeczko; e o presidente da Academia de Medicina de São Paulo, TCBC José Roberto de Souza Baratella.

O presidente do CBC, Savino Gasparini Neto, abriu o evento e lembrou que Capítulo, criado em 1941, estabeleceu a primeira quebra de paradigma no ensino do país. “Benedicto Montenegro, que foi o primeiro Mestre de São Paulo, se formou nos EUA. Naquela época, todos os conhecidos eram advindos da Europa e Montenegro trouxe a influência da cirurgia moderna americana para cá. Os demais Mestres que o sucederam mostraram a força e a pujança deste Estado que é um exemplo para todos nós”.

Dr Antonio Carlos Palandri Chagas comenta que “Para a AMB foi uma honra participar de um evento tão importante e de rara beleza, que mostra toda a pujança do CBC – Capítulo São Paulo, e ouvir sobre as perspectivas científicas e de formação para o próximo biênio.” Pessoalmente o Dr Chagas ficou emocionado com a entrega do prêmio a Samir Rasslan que “além de amigo e ter sido colega no Instituto do Coração da USP é médico de minha família, por quem tenho alta e estima e reconheço seu brilhantismo.” Para completar o cenário de emoção o prêmio foi entregue pelo ECBC Dário Birolini, que foi professor do Dr Chagas.

Coube ao ECBC Dário Birolini fazer a entrega do Prêmio Benedicto Montenegro ao TCBC Samir Rasslan. Dário Birolini destacou a trajetória do homenageado e frisou: “entre ressaltar o perfil acadêmico e profissional ou fazer considerações pessoais, de amizade e o convívio de décadas, optei pelas duas”. Birolini contou que pode testemunhar a força moral de Samir Rasslan, a determinação, a liderança e a incrível capacidade de comunicação. “Samir Rasslan teve uma brilhante carreira na Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo e depois na Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, após prestar concurso para professor titular. Publicou mais de 200 trabalhos, inúmeros livros e capítulos, além de todo engajamento e trabalho associativo no Brasil e no mundo”.

Samir Rasslan, em seu discurso, confessou que não pode conter a emoção com a honraria, depois de conferir os colegas que receberam o galardão no passado. Citou as figuras ilustres e lembrou a história do próprio Benedicto Montenegro. “O Colégio me encanta e sempre me encantou pela sua grandiosidade e pelo que representa, durante esses quase 90 anos. Eu devo muito ao CBC. Ninguém recebe um prêmio sozinho. Eu divido com um grande número de pessoas, os meus mestres, companheiros de trabalho, na Santa Casa e na USP. Em especial, dedico essa premiação a Eugênio Ferreira”, completou.

O Vice Mestre do Capítulo de São Paulo, TCBC Ramiro Colleoni Neto, fez o lançamento do Congresso Paulista de Cirurgia, que será realizado de 31 de agosto a 1 de setembro, no Centro de Convenções Rebouças. “Acompanhar o desenvolvimento da cirurgia e recepcionar os acadêmicos para a mútua reciclagem é, e sempre foi, um dos principais objetivos do evento”, explicou. Ramiro Colleoni ainda destacou que a programação científica terá os temas tradicionais da cirurgia, além da qualidade e segurança do paciente em qualquer cenário que ele esteja e relacionou a presença dos palestrantes internacionais.

 

O Mestre do Capítulo de São Paulo, Sidney Nadal, que deixou o cargo, fez um breve resumo das ações de sua Diretoria na promoção de ensino, nos eventos locais e estaduais, além da organização do Congresso Brasileiro de Cirurgia que, no ano passado, foi na Capital paulista. “Num momento de grande crise econômica conseguimos nos superar”, lembrou. Nadal citou todos os membros da Diretoria, prestando homenagem, como também para as funcionárias do Capítulo e os integrantes de sua própria família.

O Mestre do Capítulo de São Paulo, Carlos Eduardo Jacob, que assumiu o cargo, ressaltou a idealização do CBC e surgimento do Colégio, sempre em defesa do cirurgião para melhor atender os pacientes. “Em 1940 começou a expansão para os diversos estados do país com uma das três maiores entidades de cirurgia do mundo. O Capítulo de São Paulo tem mais de 2 mil membros, sendo o maior do CBC”. Jacob destacou que a cirurgia geral requer muito conhecimento e responsabilidade e, atualmente, existe falta de cirurgião geral em várias partes do país. “Ela é um pré-requisito para várias especialidades cirúrgicas e tenho certeza que o CBC fornece os instrumentos para esse caminho”, completou. O Mestre empossado nominou todos os integrantes da nova diretoria e as regionais, além dos departamentos de especialidade.

Antes de encerrar a Sessão Solene, Carlos Eduardo Jacob, fez uma homenagem a Sidney Roberto Nadal com a entrega de uma placa pelo trabalho realizado no último biênio.

 

Diretoria Geral Categoria Membro
Mestre do Capítulo TCBC CARLOS EDUARDO JACOB
Vice Mestre do Capitulo TCBC RAMIRO COLLEONI NETO
CBC/ SP – 1º Tesoureiro TCBC ELIAS JIRJOSS ILIAS
CBC/ SP – 2º Tesoureiro TCBC ROGERIO SAAD HOSSNE
CBC/ SP – 1º Secretário ECBC PAULO MAURICIO CHAGAS BRUNO
CBC/ SP – 2º Secretário TCBC LUIZ ROBERTO LOPES
CBC/ SP – Defesa Profissional TCBC RUBENS ANTONIO AISSAR SALLUM
CBC/ SP – Coordenador – Curso Continuado de C Geral TCBC ROGER BELTRATI COSER
CBC/ SP – Diretor Comunicação – site TCBC CARLOS AUGUSTO METIDIERI MENEGOZZO
CBC/ SP – Diretor Comunicação – mídias TCBC DIEGO ADAO FANTI SILVA

FEBRE AMARELA – RAMB

O vírus da febre amarela (FA) é um flavivirus, transmitido por mosquitos Haemagogus, Sabethes ou Aedes aegypti. A doença é endêmica nas áreas de matas na Africa e America Latina levando a epizootias entre os símios que constituem o reservatório da doença. Existem duas formas da doença: a silvestre (transmitida acidentalmente ao se aproximar das matas) e a urbana que pode ser sustentada pelo Aedes aegypti. No Brasil o último caso de FA urbana ocorreu em 1942. Desde então nota-se expansão das áreas de transmissão das regiões Norte e Centro-Oeste para as regiões Sul e Sudeste. Em 2017 o pais enfrentou importante surto da doença principalmente nos estados de Minas Gerais, Espirito Santo e Rio de Janeiro. Em 2018 além de Minas Gerais também São Paulo.

A FA tem período de incubação de 3 a 6 dias e tem início súbito com febre alta, mialgia, cefaleia, náuseas/vômitos e elevação de transaminases. A doença ocorre naturalmente desde forma assintomática até quadros graves. As formas mais graves ocorrem em torno de 15% dos infectados e tem altas taxas de letalidade. Nestas formas ocorre comprometimento renal, hepático, neurológicas e episódios hemorrágicos.
O tratamento das formas leves e moderadas é sintomático e das formas graves e malignas dependem de suporte de terapia intensiva. A prevenção é realizada pela administração da vacina que é medida eficaz (imunogenicidade 90-98%) e segura (eventos graves 0,4/100.000 doses). Em 2018 foram realizados os primeiros transplantes no mundo por FA. Também procura-se avaliar se o tratamento com medicamentos com atividade sobre o vírus diminua a gravidade desta doença.

Leia o artigo completo

SÉRGIO CIMERMAN TOMA POSSE PARA SEGUNDO MANDATO NA SBI

Tomou posse para um segundo mandato à frente da Sociedade Brasileira de Infectologia, Dr. Sergio Cimerman, reeleito com mais de 90% dos votos válidos para a gestão 2018/2019. Na solenidade, também foi empossada a nova diretoria da entidade.

Estiveram presentes representantes de dezenas de federadas de todo o Brasil, o presidente da Associação Medica Brasileira, Lincoln Lopes Ferreira, Fernanda Rick, representante do Departamento das IST, do HIV/Aids e das Hepatites Virais do Ministério da Saúde, Paul Albert Hamrick, delegado do Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo, Isabella Ballalai, presidente da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm) e outros 70 convidados.

O presidente reeleito destacou em sua fala o comprometimento que dará em sua nova gestão “Sei da responsabilidade que assumo. Ao me concederem a possibilidade de um novo mandato, com mais de 90% dos votos válidos, sei que meus colegas esperam muito mais e melhores ações. Empenharei toda minha capacidade e dedicação para corresponder às expectativas”, disse ele.

Para Dr. Lincoln Lopes Ferreira, a reeleição de Sergio Cimerman, com a expressiva votação, representa a aprovação do trabalho feito na última gestão. “Isso significa um reconhecimento por parte dos colegas. Sérgio está de parabéns. Não só pela reeleição, mas pelo intenso empenho que vem tendo e contribuição da SBI no combate à febre amarela”.

Dentre as propostas da nova diretoria para a gestão que começa agora, estão intensificar a parceria com o governo brasileiro; a internacionalização da SBI, com participação em importantes congressos médicos; a valorização da Infectologia em todo o País e a adoção de uma comunicação efetiva tanto para o médico quanto para o público leigo. “Nosso objetivo é tratar a saúde pública com seriedade e oferecer o que há de melhor para nossa população, além de capacitar todos os médicos para uma atuação ainda eficaz atuação profissional”, completa Sergio.

DIRETORIA SBI – BIÊNIO 2018/2019

Presidente – Sergio Cimerman
Vice-Presidente – Samuel Kierszenbaum
Primeiro Secretário – José David Urbaéz Brito
Segundo Secretário – Alberto Chebabo
Primeiro Tesoureiro – Marcos Cyrillo
Segunda Tesoureira – Maria do Perpétuo Socorro Corrêa
Coordenador de informática – Kleber Luz
Coordenador científico – Clovis Arns
Coordenadora de comunicação – Lessandra Michelin

Febre amarela: orientações de vacinação para pessoas idosas

Segundo o Guia de Vacinação elaborado pela Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia (SBGG), em parceria com a Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm), a febre amarela, em suas formas mais severas, tem letalidade ao redor de 50%, sendo mais grave em idosos.

A médica geriatra Dra. Maisa Kairalla, presidente da Comissão de Vacinação da SBGG, esclarece que, por se tratar de vacina com base no vírus vivo atenuado, faz-se necessária uma avaliação clínica dos idosos antes da vacinação. “Após os 60 anos de idade, algumas pessoas apresentam queda das defesas do sistema imune (imunossenescência), um processo natural do organismo. Além disso, há aquelas que usam medicações imunossupressoras ou apresentam debilidades graves da saúde, o que reforça a importância de se haver uma avaliação médica prévia”, explica a geriatra.

A especialista esclarece que “caso se trate de um idoso que fica mais em casa ou mora em locais sem ocorrência da febre amarela, a melhor opção pode ser não vacinar”. Nesses casos, como medida de proteção, devem ser usados repelentes, roupas compridas e telas nas janelas para evitar o acesso do mosquito.

Um aspecto que deve ser levado em conta refere-se ao risco de exposição ao vírus. Se o idoso mora em uma das regiões em que há casos relatados da doença, é trabalhador rural ou viajará para área endêmica de febre amarela, a vacina poderá ser indicada após consulta médica. “Nesses casos, o risco de contágio é alto e, então, supera o risco da vacinação”, avalia Maisa.

Cabe lembrar que o vírus da própria vacina pode causar uma forma da doença. Há registro de um caso a cada 400 mil doses da vacina. A população idosa é mais suscetível a essa forma, que tem manifestações clínicas similares às da febre amarela. “O risco de um idoso ter esta complicação é maior do que em adultos. Sendo assim, é importante o acompanhamento médico pelos 30 dias seguintes à vacinação”, completa Maisa.

A vacinação contra a febre amarela está disponível nas unidades básicas de saúde ou na rede privada.

Vacina contra febre amarela em idosos – perguntas e respostas

Com o aumento dos casos de febre amarela no Brasil, principalmente na região sudeste do País, muitas pessoas vão aos postos de saúde em busca da vacina contra a doença. Entretanto, a imunização de idosos sem a devida orientação médica pode ocasionar graves reações, especialmente em pessoas com problemas de saúde e baixa imunidade. A Comissão de Vacinação da SBGG elaborou algumas perguntas e respostas para orientar a população sobre a vacina:

1) Idosos podem tomar a vacina contra a Febre Amarela?

A vacina é o método mais eficaz para prevenir a Febre Amarela. Porém, nos idosos, é maior o risco de reações adversas causadas pela vacina. Os idosos apresentam um envelhecimento natural do sistema imune, chamado imunossenescência, o que acarreta em uma maior incidência de efeitos colaterais.  Portanto, recomenda-se maior cautela nesta faixa etária e a decisão sobre vacinar ou não o idoso contra a Febre Amarela deve ser individualizada, levando em consideração os riscos e benefícios da vacina. Dessa forma, os idosos que residem ou precisarão permanecer por tempo prolongado em áreas de maior risco para a doença, que têm bom estado de saúde e que NÃO apresentem contraindicações à vacina (ver abaixo) podem ser candidatos a tomarem a vacina.

2) Quem NÃO PODE tomar a vacina contra Febre Amarela?

Como esta vacina é constituída por vírus vivo atenuado, pacientes com condições que deprimem a imunidade possuem risco substancialmente maior de reações graves. Portanto, pessoas com câncer, doenças do timo, infecção pelo HIV, submetidas a transplante de órgãos ou que tomam medicações imunossupressoras (como quimioterapia ou corticoides em altas doses) NÂO PODEM tomar esta vacina. Além disso, pessoas com histórico de reações alérgicas graves (anafilaxia) a substâncias presentes na vacina (ovo de galinha e seus derivados, gelatina bovina ou outras) também não podem tomar.

3) Quais as possíveis reações adversas à vacina da Febre Amarela?

Os efeitos colaterais mais comuns são dor, inchaço e vermelhidão no local de aplicação, que geralmente duram um ou dois dias. Manifestações gerais, como febre, moleza e dores de cabeça e muscular também podem surgir. Embora muito raros, podem acontecer eventos graves: reações alérgicas, doença neurológica (encefalite, meningite, doenças autoimunes com envolvimento do sistema nervoso central e periférico) e doença em órgãos (infecção pelo vírus da vacina causando danos semelhantes aos da doença). Tais eventos, como já citado, ocorrem com frequência maior nos idosos.

4) Uma dose da vacina durante a vida contra a Febre Amarela é realmente suficiente?

Sim. Desde 2016, a Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda apenas UMA DOSE da vacina. Portanto, não há mais a indicação de dose de reforço da vacina, salvo raras exceções.

5) O que devem fazer os idosos que não podem tomar  esta vacina?

Aqueles que não podem tomar a vacina devem evitar viagens a locais de maior risco para a doença. Caso a viagem seja inevitável ou o idoso resida em área endêmica, recomenda-se, sempre que possível, o uso de métodos de barreira, como repelentes, roupas longas e telas de proteção contra mosquitos.

ARTIGO: CIRURGIÃO PEDIÁTRICO – O HERÓI DESCONHECIDO

Para o médico receber o Título de Especialista em Cirurgia Pediátrica precisa, após os seis anos de Graduação em Medicina, dois anos de Residência Médica em Cirurgia Geral e mais 3 anos de Residência Médica em Cirurgia Pediátrica em Serviços credenciados pelo Ministério da Educação e sob rígido controle da Comissão Nacional de Residência Médica e da Associação Brasileira de Cirurgia Pediátrica, filiada à Associação Médica Brasileira. Isto totaliza no mínimo cinco anos de treinamento após o Curso de Medicina .

O Doutor Mark Ravitch, considerado um dos fundadores da Cirurgia Pediátrica no mundo como Especialidade disse: “Cirurgia não é um lugar ou um evento, ela é fundamentalmente uma disciplina intelectual, frequentemente envolvendo um procedimento cirúrgico; contudo, mais importante ainda, caracterizada por uma atitude de responsabilidade para com o cuidado do doente.”

Declaração da Cirurgia Pediátrica, exarada no Congresso Mundial – World Federation of Associations of Pediatric Surgeons (WOFAPS) – em Kyoto , Japão: “A criança não é apenas um adulto em miniatura e apresenta problemas e necessidades médicas e cirúrgicas, muitas vezes bastante diversas daquelas encontradas pelo médico de adultos. Lactentes e crianças merecem o melhor atendimento médico disponível. Todo o lactente ou criança que apresenta uma doença tem o direito de ser tratado em um ambiente adequado por um especialista em Pediatria ou Cirurgia.

O Cirurgião Pediátrico é um profissional especialmente treinado e habilitado a lidar com lactentes e crianças que necessitem diagnóstico, tratamento e acompanhamento de doenças potencialmente cirúrgicas que acometem entre outros os tratos digestório, urinário e respiratório, sejam defeitos congênitos , traumatismos graves ou tumores sólidos da infância de caráter benigno ou maligno.

Em nome dos Cirurgiões Pediátricos de todo o Brasil gostaríamos de solicitar a inclusão do nome do Dr. Paulo Villela. Foi o Cirurgião Pediátrico responsável pelo atendimento do menor na reportagem planejada para o Programa Fantástico do próximo domingo que foi vitimado por um trauma cardíaco por um espeto de churrasco. Felizmente a criança sobreviveu , graças ao empenho de toda uma equipe capitaneada por este colega. Infelizmente e injustamente este Cirurgião Pediátrico não tem sido citado em nenhuma das menções ao caso pela imprensa. Consideramos de suma importância que a presença da Cirurgia Pediátrica no atendimento a nossas crianças de forma geral seja reconhecida em nosso país.

João Vicente Bassols

Presidente da CIPE (Associação Brasileira de Cirurgia Pediátrica)

ANAMT DIVULGA EDITAL DE PROVA DE TÍTULO ESPECIAL PARA MÉDICOS DO SESMT

Objetivo é regularizar integrantes do SESMT, que têm até dezembro de 2018 para obter o título de especialista em Medicina do Trabalho

Associação Nacional de Medicina do Trabalho – ANAMT divulgou o edital da 44ª Prova de Título de Especialista em Medicina do Trabalho. Em caráter especial, este exame é voltado para médicos que atuam no Serviço Especializado em Engenharia de Segurança e em Medicina do Trabalho – SESMT. De acordo com a Portaria nº 2018/2014 do Ministério do Trabalho e Emprego, os integrantes do SESMT têm até dezembro de 2018 para obter o título de especialista em Medicina do Trabalho. Para apoiar estes profissionais em sua regularização, a ANAMT, o Conselho Federal de Medicina (CFM) e a Associação Médica Brasileira (AMB) decidiram realizar esta prova específica.

Atualmente, há no Brasil 1,3 mil médicos atuantes no SESMT sem especialização na área. Com o objetivo de facilitar o acesso dos profissionais interessados, a ANAMT irá aplicar a prova simultaneamente em quatro cidades: Brasília (DF), Fortaleza (CE), Porto Alegre (RS), São Paulo (SP). O exame é composto de prova teórica e prática, a serem realizadas nos dias 26 e 27 de maio. As informações sobre a prova estão disponíveis no edital. A ANAMT também disponibilizou em seu site um documento de Perguntas Frequentes da XLIV Prova de Título de Especialista, com informações sobre quais profissionais podem prestar o exame. As inscrições estão disponíveis até 26 de fevereiro nesta página.