Associação Brasileira de Medicina Física e Reabilitação tem nova diretoria

A ABMFR – Associação Brasileira de Medicina Física e Reabilitação – conta com nova diretoria a partir deste mês. Dra. Regina Helena Morganti Fornari Chueire assume a presidência para o biênio 2015/2016 com Dr. Marcelo Riberto, como vice-presidente. Dra. Regina sucede Dr. Carlos Alberto Issa Musse, que ocupa agora o cargo de secretário geral.

A nova presidente é médica fisiatra do Hospital de Base de São José do Rio Preto, professora da Faculdade de Medicina de Rio Preto – Famerp e diretora da Unidade São José do Rio Preto do Instituto de Reabilitação Lucy Montoro.

nova diretoria AMBFR foto em altaA nova diretoria da ABMFR junto à Secretária do Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência, Dra. Linamara Rizzo Battistella

Com 60 anos e mais de 800 associados, a ABMFR possui vice-presidentes de todas as regiões Norte, Nordeste, Sudeste, Centro-Oeste e Sul do país, além de presidentes de Regionais de Minas Gerais, São Paulo, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul.

As prioridades da nova gestão são valorizar o fisiatra enquanto profissional, sobretudo perante a sociedade, através de várias frentes, entre elas, com ações de marketing e comunicação para que, com a colaboração da mídia, a população compreenda melhor a importância da fisiatria para a qualidade de vida e bem-estar de todos.
“O papel do fisiatra torna-se cada vez mais relevante, sobretudo no Brasil onde a população está envelhecendo. O fisiatria tem também atuação preponderante no tratamento e recuperação de pessoas sequeladas em acidentes automobilísticos e de trabalho e, infelizmente, o país assiste o aumento do número destes acidentes”, afirma Dra. Regina Chueire.

SBMN lança edital para Prova de Título de Especialista em Medicina Nuclear 2015

A Sociedade Brasileira de Medicina Nuclear, com anuência da Associação Médica Brasileira (AMB), entidade a qual é filiada, torna pública a abertura das inscrições para o Exame de Suficiência para Concessão do Título de Especialista em Medicina Nuclear. De 15 de janeiro  a 15 de fevereiro os interessados em participar do concurso podem efetivar as inscrições.
Dividida em três etapas eliminatórias realizadas nos dias 11 e 12 de abril, em São Paulo, a avaliação tem como base os resultados alcançados em provas teóricas e teórico-práticas. Entre os temas aos quais os candidatos terão seus conhecimentos submetidos estão cintilografia; PET e SPECT/CT; física aplicada à MN; bem como aspectos diagnósticos da medicina nuclear e todos os procedimentos in vivo e in vitro incluindo terapias com radionuclídeos. Os aspectos referentes à proteção radiológica ficarão a cargo da Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN).
Conforme previsto na normativa do exame as questões foram elaboradas pela Comissão Científica e Departamento de Centros Formadores da Sociedade. Além da SBMN, a banca examinadora foi composta pela CNEN; e também por físicos ligados à medicina nuclear, indicados pela Sociedade.
Acesse o edital e inscreva-se! http://twixar.me/Kmg
Esta é a segunda vez que a SBMN aplica a prova. A primeira ocorreu há um ano e representou um marco na história da Sociedade no âmbito da qualificação de profissionais no campo da MN. Ao todo foram 41 inscritos de diferentes regiões do País em 2014. Os candidatos aprovados no exame recebem o título sob a chancela “SBMN/AMB”.
 
Benefícios da obtenção do Título de Especialista em MN
De acordo com o presidente da SBMN, Cláudio Tinoco, a obtenção do Título de Especialista representa a conquista do reconhecimento oficial da formação e habilitação especializada do médico. Entre os diversos benefícios de ser titulado está a possibilidade de o médico assumir a responsabilidade técnica de um Serviço de Medicina Nuclear, conforme a Norma CNEN 3.05 vigente, na qual seu Art. 5° estabelece que “o responsável técnico do Serviço de Medicina Nuclear deve ser médico com título de especialista em Medicina Nuclear”.
Mais informações acesse www.sbmn.org.br

ARTIGO: Órteses, próteses e stents: lugar de médico corrupto é na cadeia

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O exercício da medicina é uma atividade nobre, visa a assistir da melhor maneira às necessidades de saúde dos cidadãos, zelando pelo bem-estar individual e coletivo. Para ser um bom médico, é essencial não somente habilidade técnica, mas sensibilidade humana e inabalável ética. Fora desse escopo, toda e qualquer conduta que fira o paciente – física, psicológica ou economicamente – deve ser repudiada e condenada.

Faço essa ponderação em virtude das operações fraudulentas no uso e compra das órteses e próteses, e do escândalo dos stents, denunciados seguidamente na imprensa nas últimas semanas. Não é de hoje, algumas entidades médicas já expunham essa chaga, buscando criar regras para evitar que maus profissionais recebessem propinas, inclusive para fazer intervenções desnecessárias, prejudicando pacientes.

Existe uma máfia que seduz médicos corruptíveis e sem ética. Estão no mesmo saco alguns representantes comerciais, técnicos especializados nas aludidas peças, diretores de hospitais, gestores de saúde ligados ao Governo, gestores dos próprios planos de saúde e até auditores; todos embolsando comissões milionárias.

A tática usada é imoral. No caso dos médicos, tornou-se público que muitos recebiam por fora das empresas pelo uso dos dispositivos de órteses e próteses em cirurgias, emitindo notas superfaturadas. Também havia o esquema de certos hospitais e gestores fraudarem licitações, estabelecendo exigências que direcionavam o processo para a indústria com a qual já estavam mancomunados.

No campo de cardiologia, imoralidade semelhante envolve o receituário de stents, expondo ao risco vidas de inocentes. Tubos metálicos usados para normalizar a circulação, expandindo os vasos sanguíneos entupidos do coração, são implantados sem a menor necessidade. Outra agravante: parte do material utilizado estava vencido.

Segundo os artigos 68 e 69 do Código de Ética Médica, é proibido ao médico manter relações com segmentos da indústria farmacêutica e de outros insumos de saúde com a intenção de influenciar, promover ou comercializarprodutos por meio da prescrição. Então não resta perdão nem guarida moral para aqueles que cedem às tentações do enriquecimento ilícito em detrimento dos pacientes.

Esses charlatões prejudicam o já combalido Sistema Único de Saúde, SUS, e as operadoras de saúde, que arcam com cirurgias desnecessárias ou superfaturadas em até 1000%. A consequência da roubalheira acaba sendo a falta de recursos para investir em melhorias de infraestrutura e na valorização dos recursos humanos, por exemplo. Ainda mais grave é o risco de danos irreversíveis e fatais ao qual se expõe o paciente.

Para coibir esses infratores, a fiscalização constante do governo e órgãos reguladores, como os Conselhos Federal e Regionais é crucial. Precisamos da união de todas as entidades médicas e da sociedade para por fim a tal prática criminosa e extirpar o mal pela raiz. Aliás, o paciente pode ser um dos melhores fiscais nessa empreitada; por isso, indicamos que denuncie qualquer problema do gênero. Com o auxilio da população, da imprensa e dos órgãos responsáveis do governo podemos e temos a obrigação de diminuir as brechas para os ilícitos, criando mecanismos de transparência às negociações.

Obviamente que devemos tratar esse escândalo no campo das exceções. Os 400 mil médicos brasileiros não merecem ter a imagem maculada por uma minoria imoral. Entretanto, não devemos ter a menor clemência com os corruptos de nosso meio: o lugar deles é na cadeia.

Antonio Carlos Lopes é presidente da Sociedade Brasileira de Clínica Médica

SBMN – Curso para Profissionais Operadores de PET/CT será dia 31

A segunda edição do Curso para Profissionais Operadores de PET/CT irá inaugurar as atividades da Sociedade Brasileira de Medicina Nuclear em 2015. Direcionado para biomédicos, biólogos, técnicos e tecnólogos operadores de PET/CT, o curso será realizado no Hotel Grand Plaza, em São Paulo, no dia 31 de janeiro, entre 8h e 17h.

De acordo com Solange Amorim Nogueira, coordenadora do curso e do Departamento de Biomédicos e Tecnólogos da SBMN, em pouco mais de cinco anos, o número de equipamentos de PET/CT instalados no Brasil saltou de cinco para 100 equipamentos. “Essa tecnologia está presente em todas as regiões do País. Com isso, faz-se necessário orientar os profissionais que operam esses equipamentos quanto aos conceitos físicos e tecnológicos relacionados à formação da imagem, proteção radiológica e biodistribuição do FDG-18F, principal radiofármaco utilizado no Brasil”, ressaltou.

Nesse contexto, seguindo os modelos dos cursos anteriores voltados à divulgação da RDC 38, a SBMN organizou um curso de curta duração que pudesse levar esses conceitos básicos aos profissionais envolvidos na operação dos equipamentos de PET/CT. “No primeiro evento realizado em outubro de 2014, os participantes avaliaram o conteúdo, sua aplicação às atividades diárias e a contribuição para o crescimento profissional como 70% excelente e 30% bom. Esses resultados nos motivaram a continuar com o curso em 2015”, avaliou Solange.

O curso do dia 31 de janeiro terá como principais temas: proteção radiológica no PET/CT e normas CNEN 3.05 e Anvisa RDC 38, uso do CT no PET – cuidados com a administração de contraste, processamento da imagem de PET e artefatos relacionados ao processamento, e aplicações clínicas atuais e futuras.

Confira a programação e inscreva-se: http://ow.ly/HGzHE

COMUNICADO À POPULAÇÃO BRASILEIRA

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A AMB – Associação Médica Brasileira, representando as sociedades de especialidades médicas, com base nas informações apresentadas pela mídia, contendo denúncias graves sobre atitudes antiéticas e criminosas na indicação e utilização de materiais em procedimentos médicos, vem a público informar:

Repudiamos que fatos dessa natureza ocorram em nosso meio e consideramos que tais denúncias devam ser investigadas pelos órgãos competentes com a punição dos culpados dentro do rigor da Lei.

A Classe Médica Brasileira, na sua grande maioria, é constituída por profissionais bem formados, supervisionados e treinados pelas Sociedades Médicas de Especialidades, os quais conduzem suas atividades pautadas nos mais rigorosos critérios técnico e ético e fundamentadas nas normas de cada Sociedade.

Os médicos brasileiros orientam seu trabalho com base em condutas reconhecidas internacionalmente e contrárias às apresentadas nas reportagens.

As atitudes ilícitas de alguns não podem colocar em descrédito a Classe Médica, cuja atuação prioriza a saúde e a segurança do paciente, fundamentais para o sucesso no tratamento. Temos convicção de que imprensa e sociedade brasileira saberão fazer essa distinção.

A AMB está convocando uma força-tarefa com as entidades públicas e privadas envolvidas neste tema, no sentido de criar e aperfeiçoar mecanismos para coibir de forma rigorosa tais práticas, e continuará trabalhando para proporcionar formação técnica e ética aos médicos brasileiros.

 

Florentino Cardoso

Presidente da Associação Médica Brasileira

Também são signatárias deste posicionamento as seguintes entidades médicas:

Academia Brasileira de Neurologia
Associação Brasileira de Alergia e Imunologia
Associação Brasileira de Cirurgia Pediátrica
Associação Brasileira de Medicina de Tráfego
Associação Brasileira de Medicina Física e Reabilitação
Associação de Medicina Intensiva Brasileira
Colégio Brasileiro de Radiologia e Diagnóstico por Imagem
Conselho Brasileiro de Oftalmologia
Federação Brasileira de Gastroenterologia
Sociedade Brasileira de Angiologia e Cirurgia Vascular
Sociedade Brasileira de Cardiologia
Sociedade Brasileira de Cancerologia
Sociedade Brasileira de Cirurgia Cardiovascular
Sociedade Brasileira de Cirurgia da Mão
Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica
Sociedade Brasileira de Citopatologia
Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia
Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia
Sociedade Brasileira de Hansenologia
Sociedade Brasileira de Hemodinâmica e Cardiologia Intervencionista
Sociedade Brasileira de Hepatologia
Sociedade Brasileira de Infectologia
Sociedade Brasileira de Mastologia
Sociedade Brasileira de Medicina Nuclear
Sociedade Brasileira de Nefrologia
Sociedade Brasileira de Neurofisiologia Clínica
Sociedade Brasileira de Neurocirurgia
Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia
Sociedade Brasileira de Patologia
Sociedade Brasileira de Pediatria
Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia
Sociedade Brasileira de Radioterapia
Sociedade Brasileira de Urologia

Carta de Aracajú (FEBRASGO) aos obstetras do Brasil

A FEBRASGO constituída pelas associações federadas, reunida em Aracajú – Sergipe para tratar da Assistência Obstétrica no Brasil, considerando que:

  • no atual panorama são encontrados muitos problemas e conflitos, tanto no sistema privado quanto público, sem que as autoridades ofereçam soluções;
  • a especialidade obstétrica, além de vivenciar todos os problemas médicos nacionais, possui ainda questões específicas, tais como alta incidência de processos éticos e jurídicos, baixa remuneração aplicada pelos planos de saúde, desvalorização da especialidade, dificuldade de montar equipes de plantonistas nas maternidades e dificuldade da definição de papéis específicos dos profissionais de saúde na assistência ao parto, o que ocasiona conflitos;
  • a saúde suplementar atende 25% da população brasileira e a Agência Nacional de Saúde (ANS) não regula a relação entre os prestadores de serviços (médicos)e as operadoras;
  • as entidades que regulamentam a Saúde Suplementar (ANS, CADE, ANVISA, SDE e outras) não têm manifestado interesse em ajudar ou mesmo mediar as relações entre os prestadores de serviços de saúde e as operadoras;
  • a ANS e o Ministério Público iniciaram intervenções para redução de cesarianas no Brasil, sem focar a organização de equipes e obrigatoriedade de plantonistas nas maternidades;
  • os obstetras estão sendo apontados como culpados exclusivos da violência obstétrica;
  • a obstetrícia tornou-se excessivamente intervencionista e há necessidade de se discutir posturas e protocolos para organizar e melhorar a assistência obstétrica no Brasil;

decidiu realizar o I Fórum de Assistência Obstétrica, no dia 21 de novembro de 2014, coordenado pela Dra. Maria Inês de Miranda Lima, presidente da SOGIMIG.

O evento atingiu seus objetivos com grande frequência, participação das associações federadas, diretoria da Febrasgo e representante do Conselho Federal de Medicina.

O programa do fórum foi dividido em duas partes. O primeiro abordou o panorama da assistência obstétrica no Brasil, no sistema público e na rede suplementar com suas particularidades, as ações do Ministério Público e da ANS. A segunda discussão foi sobre a violência obstétrica, as evidências científicas de boas práticas e as ações das entidades para orientação e proteção dos associados.

Nesse I Fórum de Assistência Obstétrica da Febrasgo os participantes solicitaram que fosse realizada a divulgação das recomendações aprovadas em âmbito nacional, para que se possa avançar na organização da assistência obstétrica e nos conceitos das boas práticas, com o objetivo principal de redução da morbiletalidade materna e perinatal e do número de processos éticos e jurídicos, além da necessidade de se criar indicadores que meçam os desfechos perinatais e se resgatar a dignidade dos profissionais que prestam cuidados de saúde às mulheres brasileiras.

As seguintes recomendações foram aprovadas:

1- que a Febrasgo constituirá um grupo permanente de estudo, com representantes de todas as regiões do Brasil, para elaborar orientações de “Boas práticas em Obstetrícia” para contribuir na organização e orientações ao atendimento obstétrico;

2- que o modelo de assistência obstétrica aprovado deve ser o multiprofissional com a coordenação do obstetra, por ser o profissional apto a resolver as distócias e realizar as intervenções cirúrgicas;

3- que a respeito da disponibilidade do atendimento obstétrico na assistência ao parto, a relação entre o médico e a cliente que o escolheu é autônoma, o que permite a livre contratação do seu trabalho sem a interferência dos planos de saúde;

4- que, por ter o obstetra uma relação de trabalho distinta das outras especialidades, os planos de saúde devem deixar muito claro para as pacientes a GARANTIA DO PARTO COM O MÉDICO DE PLANTÃO porque o médico conveniado NÃO tem obrigação de prestar atendimento fora do seu horário de trabalho no consultório ou plantão;

5- que a Febrasgo proporá ao CFM uma nova discussão a respeito da disponibilidade obstétrica no sentido de esclarecer o real significado de disponibilidade em relação ao procedimento – parto normal ou cesariana, como aspectos distintos da assistência; enquanto isto não acontece o Fórum recomenda aos obstetras seguirem a orientação do Conselho Federal de Medicina de não fazer dupla cobrança. Em casos de cobrança de disponibilidade, cobrar apenas da paciente.

6- que a presença de equipe completa na maternidade evita vulnerabilidade da paciente e do médico que se propõe à disponibilidade;

7- que as boas práticas orientadas pela Organização Mundial de Saúde e pelo Ministério da Saúde: para o parto espontâneo oferecer a posição mais confortável, líquidos e métodos não farmacológicos e farmacológicos para alívio da dor, não indicação sistemática de venóclise, enema e tricotomia, devem ser o foco primário da assistência e as intervenções devem ser avaliadas na busca dos melhores resultados maternos e perinatais;

8- que conforme o que reza as boas práticas assistenciais a Febrasgo atue junto às operadoras para que as maternidades tenham plantão com equipes completas, obstetra, pediatra, anestesista e enfermagem presencial.

9- que a Febrasgo elaborará cartilha de boas práticas em obstetrícia no conceito do PARTO SEGURO, e, juntamente com as associações federadas, divulgará a importância da especialidade, o respeito ao direito de escolha da paciente com foco na segurança e esclarecendo eventuais excessos como o romanceamento que se faz do parto natural domiciliar;

10- que a Febrasgo sugerirá às academias a elaboração de pesquisas referentes ao modelo de assistência ao parto no Brasil, organização do atendimento e criação de indicadores para resultados perinatais.

11- que os obstetras entendam ser o plano de parto o reflexo do desejo da paciente e, por isso, deve ser discutido durante o pré-natal com os esclarecimentos sobre eventuais necessidades de intervenções face a riscos e que mudanças podem ser necessárias;

12- que o termo violência obstétrica não se refere exclusivamente ao médico e seria melhor designada como violência no parto, já que envolve as más condições do local do atendimento assim como todos os atores que participam do processo – médicos, enfermeiros, técnicos de enfermagem, doulas. O Fórum repudia os profissionais que a praticam, bem como a inadequação de muitas maternidades;

13- que o obstetra atente para o fato de quando uma cesariana for realizada a pedido da paciente, essa indicação deve constar no prontuário e ser assinado, pela parturiente, o termo de consentimento livre e esclarecido.

Em vista das consultas públicas da ANS, vigentes na época, os membros do Fórum as discutiu e a FEBRASGO emitiu posição contrária à divulgação dos índices de cesariana aos pacientes pelas operadoras de saúde e foi favorável à necessidade do cartão de pré-natal e o registro do acompanhamento do trabalho de parto.

A Febrasgo, todas as Federadas e o Fórum têm plena consciência do seu papel na defesa do obstetra e que devem manter as ações e elaborar outras necessárias, especialmente em relação à assistência ao parto. Por mais justas que sejam nossas reivindicações devemos nos tornar os protagonistas da nossa própria história.

Maria Inês de Miranda Lima
Coordenadora do I Fórum de Assistência

Etelvino de Souza Trindade
Presidente da Febrasgo

Nota oficial da Academia Brasileira de Neurologia sobre o uso do Canabidiol em Epilepsia

A Academia Brasileira de Neurologia –  ABN através de seu departamento científico – DC de Epilepsia e a LIGA BRASILEIRA DE EPILEPSIA – LBE, respaldada pela Liga Internacional contra Epilepsia – ILAE, posiciona-se quanto ao uso do canabidiol (CBD) em epilepsias de difícil controle.

O CBD é o principal componente não psicoativo da cannabis, com reconhecido efeito antiepiléptico porém com mecanismo de ação, segurança a longo prazo, propriedades farmacocinéticas e interações com outros fármacos, ainda obscuros. As pesquisas clínicas bem conduzidas metodologicamente são limitadas, pois há restrição legal ao uso de medicamentos derivados do cannabis, embora o CBD não possua propriedades psicoativas.

Dr. Orrin Devinsky, médico da New York University School of Medicine foi autorizado pelo FDA a conduzir um estudo aberto com um produto contendo 98% de CBD cujo nome comercial é Epidiolex fabricado pela GW Pharmaceuticals. Neste estudo, Dr. Devinsky administrou inicialmente uma dose de 5 mg/kg/dia associado aos medicamentos que o paciente já utilizava. A dose diária foi gradualmente aumentada até o máximo de 25 mg/kg/dia. Os resultados dos primeiros 23 pacientes, cuja média de idade foi de 10 anos, demonstraram que 39% dos pacientes tiveram redução de 50% de suas crises. Apenas 3 dos 9 pacientes com síndrome de Dravet (um tipo de epilepsia muito grave da infância) obtiveram controle total das crises e 1 dos 14 pacientes com outras formas de epilepsia. Os efeitos colaterais mais comuns foram sonolência, fadiga, perda ou ganho de peso, diarreia e aumento ou redução do apetite. Todos os pacientes recebiam mais de um fármaco antiepiléptico. Os resultados preliminares mostraram uma redução de 50% de crises em cerca de 40% dos pacientes. Tal resultado não difere dos resultados disponíveis na literatura dos mais de 20 fármacos antiepilépticos disponíveis no mercado.

As populações expostas ao CBD são compostas por pacientes com síndromes epilépticas heterogêneas que não responderam a qualquer outro fármaco, ou tiveram sérios efeitos colaterais com os medicamentos disponíveis no mercado. Neste cenário, um composto que tenha qualquer efeito benéfico torna-se potencialmente útil.

Os dados científicos até agora disponíveis permitem concluir que o canabidiol não tem o efeito milagroso para todas as formas de epilepsia como evocado pelos leigos em relação a qualquer outro fármaco disponível no mercado, mas poderá desempenhar um papel importante no tratamento de epilepsias muito difíceis, em casos específicos, ainda não definidos cientificamente.

Enfatizamos que o canabidiol terá aplicabilidade dentro do cenário das epilepsias intratáveis, de dificílimo controle, possivelmente com excelente resposta em alguns casos, razoável resposta em outros e nenhuma resposta em alguns, como observado com o uso de outros fármacos. Um dos exemplos similares é a vigabatrina, fármaco antiepiléptico com excelente resposta terapêutica para síndrome de West por esclerose tuberosa.

A ABN e LBE solidariza-se com as famílias das crianças e adultos com epilepsia refratária, resistente aos fármacos antiepilépticos, compartilha e reconhece a realidade de que em muitos casos o médico assistente não possui opção terapêutica a oferecer, mas acredita que a segurança e eficácia do CBD necessitam ser melhor estabelecidas por estudos bem conduzidos, uma vez que os dados disponíveis na literatura atual não preenchem os critérios científicos exigidos para que tal composto seja utilizado como medicamento de forma indiscriminada. Ressalta também que o uso recreativo de cannabis para epilepsia é completamente contra-indicado.

Sociedade Brasileira de Infectologia

SBI divulga nota oficial sobre Vírus Ebola

Apesar de considerada improvável a introdução do vírus no país, a detecção do primeiro caso suspeito da doença, no último dia 9, deixou as autoridades de saúde e os médicos em alerta. Procedente da Guiné, o individuo estava em Cascavel, Paraná, quando os sintomas surgiram. Foi a oportunidade de testar os planos de contingência elaborados, comprovando sua necessidade e importância no cenário atual, assim como a possibilidade do Ebola chegar ao Brasil.

“É evidente que o Ebola se tornou uma ameaça global, uma Emergência Internacional em Saúde Pública segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS). Ainda que endêmica em países africanos, o que diferencia a magnitude deste surto, entre outras coisas, são número de vítimas significativamente maior, envolvimento de 3 países simultâneos e a globalização que permite  que doenças emergentes se dissipem pelo mundo”, comenta Rodrigo Angerami, coordenador do Comitê Científico de Doenças Emergentes/reemergentes/negligenciadas da SBI.

Com intensa transmissão e elevada incidência nos países afetados – Libéria, Serra Leoa e Guiné –, o vírus mantém sua letalidade. Dados da OMS, até 17 de outubro, mostram 9.191 os casos de doença, com 4.596 mortes.

Para a Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI), é mandatória a existência de planos de contingência bem estruturados e atualizados, amplamente divulgados e de fácil aplicação em serviços de saúde, públicos e privados, de todo o território nacional.

“A SBI possui um contingente de infectologistas que representam um papel fundamental no âmbito da saúde pública, como avaliador de casos suspeitos, agente divulgador de informações técnicas e científicas e como consultores junto aos órgãos de Governo, na elaboração de documentos e planos norteadores das ações de vigilância, assistência, prevenção e controle de infecção pelo vírus Ebola”, destaca dr. Rodrigo.

Além disso, o especialista tem forte atuação na adoção de medidas preventivas para evitar a transmissão da infecção em serviços de saúde – com especial preocupação à vulnerabilidade nesta situação, com 416 de profissionais infectados; destes, 233 com evolução fatal.

Confira a nota na íntegra em www.infectologia.org.br/pdf/nota_sobre_ebola.pdf. Acompanhe também o vídeo com orientações sobre o uso de EPI (transportes) em www.alscience.com.br

Sociedade Brasileira de Mastologia

Diferenças geográficas alteram tipos de câncer de mama

Sex, 24 de Outubro de 2014 12:48
Estudo realizado por pesquisadores da Sociedade Brasileira de Mastologia poderá ajudar a traçar melhor estratégia de prevenção e cuidados com a saúde das mulheres brasileiras

A Sociedade Brasileira de Mastologia (SBM) aproveita o Outubro Rosa, mês de conscientização e prevenção ao câncer de mama, para lançar os resultados de um estudo que comprova que as diferenças geográficas alteram os tipos de câncer de mama nas brasileiras. As mulheres das regiões Sul e Sudeste, por exemplo, apesar de maior incidência do câncer de mama, apresentam tumores menos agressivos, enquanto as do Norte e Nordeste, têm menor frequência de casos, mas tumores mais agressivos.
Segundo a patologista Filomena M. Carvalho, membro da SBM e que liderou a pesquisa junto com Carlos E. Bacchi, diretor do Laboratório Bacchi, em Botucatu (SP), esse fato é atribuído à grande diversidade econômica, racial, cultural e ambiental que o Brasil oferece e demonstra a importância de aplicar estratégias de abordagem diferentes ao câncer de mama, levando em consideração a localidade. “Encontramos diferenças significativas entre as cinco regiões geográficas brasileiras – tendo cada uma suas distintas composições raciais e diferenças de clima, hábitos alimentares, urbanização e condições socioeconômicas. Essas diferenças devem ser contempladas nos programas de prevenção e detecção do câncer de mama”, explica a médica.
Os pesquisadores estudaram os casos de 5.687 mulheres, no período de dois anos, provenientes das regiões Sul, Sudeste, Centro-Oeste, Norte e Nordeste, sendo 2.461, 1.056, 551, 678 e 553 pacientes, respectivamente. As diferenças nestes números refletem o tamanho da população em cada região e a incidência de câncer em cada uma delas. Segundo dados do Instituto Nacional do Câncer (INCA), as regiões Sul e Sudeste apresentam as maiores incidências, ou seja, 71 casos para cada 100 mil mulheres, enquanto que a menor incidência é vista na região Norte, com 21 casos para cada 100 mil mulheres.
O estudo mostrou que a distribuição dos diferentes tipos de câncer de mama difere significativamente nas diferentes regiões geográficas brasileiras. Os tumores menos agressivos, ou seja, aqueles que apresentam receptores hormonais (denominados luminais), predominam nas populações com maior frequência da doença, ou seja, nas regiões Sul e Sudeste, enquanto aqueles mais agressivos, sem expressão de receptores hormonais (perfis denominados HER2 e triplo-negativo) têm maior frequência na região Norte, seguida das regiões Centro-Oeste e Nordeste, regiões que possuem menos casos.
Considerando o alto grau de misturas raciais na população brasileira, não se pode negar que outros fatores contribuem para as diferenças encontradas, tais como o clima, hábitos alimentares, fatores culturais e grau de industrialização. O Sul e o Sudeste têm maior contribuição de descendentes de europeus, não só racial, mas de hábitos alimentares e, inclusive, um clima mais ameno. Assim como as mulheres europeias, as brasileiras destas regiões têm histórico de tumores menos agressivos. Já as regiões Norte e Nordeste têm a maior contribuição da raça negra. “Outros trabalhos científicos da literatura internacional já apresentaram dados que mostram que mulheres afrodescendentes, sejam europeias ou americanas, apresentam tumores mais agressivos do que as mulheres da raça branca”, explica Filomena, afirmando que os dados têm que ser discutidos e devem ser contemplados pelos órgãos responsáveis pelos programas de prevenção e detecção precoce.
O estudo conseguiu fazer um melhor levantamento das disparidades geográficas, que tem por objetivo traçar uma estratégia mais focada de cuidados de saúde. “Para entender melhor a biologia do câncer de mama em países grandes como o Brasil, com diversificada composição econômica, racial e climática entre as diferentes regiões geográficas, são necessários estudos como esse para optimização do investimento estratégico e atenção às minorias, no nosso caso, sobretudo a região Norte”, ressalta Filomena. Os diferentes tipos de câncer têm apresentação clínica, evolução e resposta aos tratamentos convencionais bastante diversos, mas todos merecem atenção para o diagnóstico o mais precoce possível. Neste sentido, a SBM alerta para a importância da mamografia e incentiva as mulheres a fazerem o exame anualmente, a partir dos 40 anos, por se tratar de um método eficaz para detectar de forma precoce o câncer de mama.

Sociedade Brasileira de Dermatologia

Em São Paulo, presidente da SBD recebe certificado pelo apoio ao Ceads

 31/10/2014 às 18:06, em CampanhasEventosNa MídiaNotas

Em nome da Diretoria da SBD, a atual presidente, Denise Steiner, recebeu nesta sexta-feira (31/10) um certificado da Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo (Usp) e do Centro de Estudos e de Apoio à Dermatologia Sanitária (Ceads), em resposta ao Acordo de Cooperação Científica entre a SBD Nacional e o Ceads para capacitação dos associados efetivos da SBD ao longo de 2013 e 2014. Neste período, médicos dermatologistas participaram de cursos de DST, hanseníase, gestão de consultório, atendimento em situações de abuso sexual, media trainning, pesquisas científicas pela internet e fotografia digital, todos eles realizados no Ambulatório de Dermatologia Sanitária do Centro de Saúde Escola Geraldo de Paula Souza da Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo (Usp).

A homenagem ocorreu na parte da manhã durante o 37o Fórum de Debates do Ceads, no Centro de Tecnologia (Cetec) da Disciplina de Telemedicina da Faculdade de Medicina da Usp. Sob coordenação do Prof. Dr. Silvio de Alencar Marques, o encontro abordou o tema “Desafios da Educação Médica Brasileira” e também teve o apoio científico da SBD.

Cartilhas educativas  

A coordenadora do Departamento de DST e Aids da SBD, Luiza Keiko, fez a intermediação entre a Diretoria da SBD e os médicos interessados em realizar o estágio, além de tê-los capacitado em doenças infectocontagiosas no Instituto de Infectologia Emilio Ribas.

Com a parceria também foram desenvolvidas cartilhas educativas em forma de história em quadrinhos, com orientações e medidas de prevenção de doenças dermatológicas, como o câncer da pele, hanseníase, doenças sexualmente transmissíveis e dermatoses ocupacionais.