Sobrice 2017

Sobrice 2017, o maior encontro nacional dedicado inteiramente a procedimentos minimamente invasivos e guiados por imagens, vai se realizar em São Paulo, de 06 a 08 de Julho.

A Radiologia intervencionista está evoluindo rápida e continuamente, explorando novas áreas, mostrando sua força de inovação que sempre foi seu DNA e consolidando-se em alguns territórios já explorados. Cada vez mais pautada pela geração de dados e evidências do seu valor para o paciente.

O desafio do Congresso Sobrice 2017 é ser o seu portal de acesso para manter-se a par de todas essas mudanças e novidades , um desafio também de criar durante esse evento um ambiente de interação entre todos os profissionais e empresas envolvidos no dia a dia da intervenção num fórum abrangente para a educação e intercâmbio de experiencias.

Mais informações: http://congressosobrice.com.br/

AMB, SBCP E SBACV PROTOCOLAM AÇÃO CIVIL PÚBLICA CONTRA RESOLUÇÃO QUE AUTORIZA ENFERMEIROS A ATUAREM EM PROCEDIMENTOS ESTÉTICOS.

 

Resolução do Conselho Federal de Enfermagem (COFEN) regulariza os chamados “enfermeiros estetas” e permite que os profissionais da enfermagem apliquem toxina botulínica, dentre outras atividades.

A Associação Médica Brasileira (AMB), a Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP) e a Sociedade Brasileira de Angiologia e de Cirurgia Vascular (SBAVC), protocolaram ontem, 04/05/2017, uma ação civel pública no Tribunal Regional de São Paulo, contra a resolução do Conselho Federal de Enfermagem (COFEN), divulgada 27/04, que amplia a atuação de enfermeiros na área estética permitindo, dentre outras coisas, que os chamados “enfermeiros estetas” apliquem toxina botulínica. A resolução ainda não foi publicada no Diário Oficial da União.

Para o Dr. Florentino Cardoso, Presidente da Associação Médica Brasileira (AMB) “A AMB sempre estará na defesa do paciente, em especial no que se refere a recorrente invasão de não médicos buscando atuar em áreas restritas pela Lei do Ato Médico, colocando em risco qualidade dos procedimentos e principalmente segurança do paciente. Atuamos e atuaremos sempre que necessário, em conjunto com CFM e sociedades de especialidades, em todas esferas, administrativas ou jurídicas. Os motivos não são corporativistas, estão fundamentados em razões científicas, clínicas e acadêmicas, para que somente médicos especialistas estejam habilitados a realizar determinados procedimentos.”

A Cirurgia Plástica tem sido uma das especialidades mais afetadas pela invasão de não médicos buscando atuar em áreas restritas, assim a SBCP segue atenta e incansável na defesa da especialidade de cirurgia plástica, atuando com rapidez e em parceria com entidades sérias e comprometidas com a qualidade do exercício da medicina e com a saúde da população em geral. “Esse é um processo importante do Projeto de Defesa da Especialidade e merece a atenção e união de todos os profissionais. Somente atuando em conjunto, será possível diminuir cada vez mais as invasões na cirurgia plástica e minimizar danos aos pacientes, afirma o Dr. Luciano Chaves, presidente da SBCP.

“A atual diretoria da SBACV em compasso com a AMB, tem preocupação inenarrável com a segurança do paciente. O Programa de Defesa da Especialidade Médica em Angiologia e Cirurgia Vascular, garante o cumprimento da Lei do Ato Médico e promove a valorização do Título de Especialista AMB. O combate à invasão da especialidade é nossa responsabilidade estatutária, institucional e jurídica, devendo ser seguido por outras sociedades de especialidades em idêntica situação e plena união de esforços.” Informou Dr. Ivanesio Merlo, presidente da SBACV.

As entidades médicas entendem que os procedimentos autorizados nessa resolução, que ainda não foi publicada no Diário Oficial da União, extrapolam a formação técnica desses profissionais. “A campanha jurídica da AMB alinhada com as sociedades de especialidades interessadas, demonstra ao Poder Judiciário o desrespeito às normas da Lei do Ato Médico. A celeridade jurídica e tecnicidade nestas ações são fundamentais para garantir a defesa das especialidades, que busca nova decisão liminar contra o exercício ilegal da medicina e garantindo a plenitude da segurança do paciente”, informa Carlos Michaelis Jr. coordenador jurídico da AMB e responsável pela ação em nome das sociedades e especialidades.

ASMA CAUSA CERCA DE SEIS ÓBITOS POR DIA NO BRASIL. FALTA DE TRATAMENTO AINDA É O PRINCIPAL MOTIVO.

Dois de maio é o Dia Mundial de Combate à Asma. Nesta ocasião especial, a Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia (SBPT) traz informações e dicas para evitar crises e hospitalização por causa da doença.
A asma é uma inflamação crônica das vias aéreas que causa contração dos brônquios e bronquíolos (tubos que levam o ar para os pulmões). Os sintomas mais comuns são falta de ar (principalmente dificuldade de expirar o ar), aperto e chiado no peito, tosse seca e persistente e fôlego curto. “Esses indícios na infância podem ser facilmente confundidos com bronquite ou bronquiolite, o que é muito perigoso, já que a asma não reconhecida não será tratada de forma adequada. A diferença é que, no caso da asma, após os 3 anos de idade os sintomas persistem, vão e voltam conforme há exposição a algum alergênico”, explica a pneumologista Dra. Alenita Oliveira, coordenadora da Comissão Científica de Asma da SBPT.
Os alérgenos que desencadeiam a asma podem ser poeira, ácaro, pelo de animais, fumaça, mofo, perfume, produtos químicos ou medicamentos. A doença também pode estar relacionada à prática de exercício físico vigoroso, ao estresse emocional e às mudanças de temperatura.
Nesta época mais fria do ano, as pessoas tendem a se fechar nos ambientes que acumulam mofo e poeira, por isso, as crises de asma podem ser mais frequentes. Além disso, quadros virais e outras alergias, como a rinite, também provocam a doença. Cerca de 80% dos asmáticos têm rinite, o que pode agravar a asma se não controlada. Por isso, é essencial manter os cômodos sempre muito limpos, utilizando o aspirador de pó diariamente.
De acordo com dados da SBPT, dois milhões de brasileiros são diagnosticados com asma todos os anos. O total de internações pela doença em 2014 chegou a 111.723.
O exame mais indicado para detectar a asma é o Teste de Função Pulmonar ou Espirometria, realizado por pneumologistas certificados pela SBPT.
A asma não tem cura, mas como toda doença crônica, é fundamental que o paciente reconheça as crises, evite fatores agravantes, como a fumaça do cigarro, e a exposição à alérgenos, como o mofo. Além disso, os medicamentos utilizados de forma adequada restabelecem a qualidade de vida dos asmáticos. “A principal forma de administrar os fármacos para a asma é a via inalatória, as chamadas bombinhas”, explica a Dra. Alenita.
De acordo com a pneumologista, a maioria é tratada com dois tipos de medicação: (1) controladora ou de manutenção, que reduz a inflamação dos brônquios, previne os sintomas e evita as crises (os corticoides inalatórios), e (2) medicação de alívio ou de resgate, que ameniza os sintomas quando há piora da asma (broncodilatadores).
Porém, é importante mencionar que a terapia é muito variável para cada caso. “Temos alguns pacientes que podem necessitar de fármacos específicos, como os novos medicamentos biológicos. Somente a avaliação minuciosa vai ajudar na indicação adequada”, completa a especialista. Por isso, é essencial não se automedicar e contar sempre com um pneumologista.
Mitos e Verdades Sobre a Asma
Na infância, a asma é mais comum em meninos – Verdade
Até os 10 anos de idade, crianças do sexo masculino têm mais chances de serem diagnosticadas com asma por terem vias aéreas mais estreitas. Na idade adulta, a doença predomina entre o gênero feminino.
Asma e obesidade podem estar diretamente relacionadas – Verdade
O excesso de gordura no corpo leva a altos níveis de leptina e citocina inflamatórias, que estão ligadas ao surgimento da asma. Além disso, a obesidade altera propriedades mecânicas do sistema respiratório.
A “bombinha” de asma vicia – Mito
O broncodilatador de curta ação ou medicação de resgate alivia momentaneamente a falta de ar quando inalado. O que acontece, muitas vezes, é que o paciente não trata a asma de maneira contínua – o que não é o correto – e necessita das bombinhas com maior frequência, mas isso nada tem a ver com “vício”.
A “bombinha” faz mal para o coração – Mito
Quando surgiram os primeiros remédios broncodilatadores para asma, eram substâncias que tinham como efeito colateral a aceleração do coração (taquicardia). Com as novas e melhores drogas e dispositivos, esse efeito foi desaparecendo.
Asma em adultos pode estar relacionada à insônia – Verdade
Segundo pesquisa recente da Universidade de Pittsburgh, as crises de asma são mais frequentes em pacientes que têm problemas para dormir. Além disso, pessoas que apresentam as duas doenças costumam ter mais depressão e sintomas de ansiedade.

HIPERTENSÃO MAL CONTROLADA É RESPONSÁVEL POR METADE DAS MORTES POR DOENÇAS CARDIOVASCULARES

Sociedade Brasileira de Cardiologia participará de campanha mundial de conscientização. No Brasil, o controle da hipertensão varia de 10,1% a 35,5%, segundo Diretriz da SBC.

No Dia Nacional de Prevenção e Controle da Hipertensão Arterial, 26 de abril, a Sociedade Brasileira de Cardiologia – SBC – lança uma campanha, associada à Internacional Society Hipertension – ISH. A ação pretende medir a pressão arterial em mais de 100 países, incluindo o Brasil, em 100 centros de cada país com a aferição de pelo menos 100 pessoas em cada um, totalizando 25 milhões em todo o mundo. O objetivo é chamar a atenção para a doença que é responsável direta ou indiretamente por 50% das mortes cardiovasculares no país.
“A hipertensão é uma doença silenciosa com tratamento conhecido, mas que os brasileiros ainda negligenciam por não aderirem ao tratamento quando é diagnosticada, ou por sequer saberem que têm pressão alta”, conta o presidente da SBC, Marcus Bolívar Malachias. A 7ª Diretriz Brasileira de Hipertensão Arterial da SBC, recentemente publicada, analisou 14 estudos publicados nas regiões Sudeste, Sul e Centro Oeste e constatou que o controle da hipertensão no Brasil é muito baixo, variando de 10,1% a 35,5%.
A Hipertensão atinge 32,5% (36 milhões) dos adultos e as suas complicações (cardíacas, renais e cerebrais) têm impacto elevado na perda da produtividade do trabalho e da renda familiar, estimada em R$ 13,7 bilhões entre 2006 e 2015. “A adesão ao tratamento é essencial para impactarmos nos índices e reduzirmos as mortes por doença cardiovascular”, lembra o presidente do Departamento de Hipertensão da SBC, Eduardo Barbosa.

MMM.17

A campanha mundial MMM.17 – Mês (Maio) Mundial da Medição da pressão arterial – foi deflagrada para detectar um maior número de hipertensos e ainda alertar a população para a necessidade de aferição. “Os adultos devem medir a pressão com regularidade”, ressalta o diretor de Promoção da Saúde Cardiovascular da SBC, Weimar Sebba Barroso.
Durante toda a campanha, no mês de maio, a SBC reforçará a mensagem “Eu sou 12 por 8” para que a população conheça os níveis ideias de pressão arterial. O site www.eusou12por8.com.br traz explicações básicas sobre a doença: o que é, quais as causas, os níveis ideais, prevenção e tratamento. Além de 25 perguntas e respostas para as principais dúvidas.
“A conscientização sobre a Hipertensão tem que ser cada vez maior, principalmente por conta do aumento da expectativa de vida”, diz o presidente do Departamento de Hipertensão da SBC, Eduardo Barbosa. A 7ª Diretriz mostrou uma associação direta e linear entre envelhecimento e prevalência da Hipertensão. Na última década, o número de idosos aumentou de 6,7% para 10,8% e uma análise de uma série de estudos com 13.978 idosos revelou que 68% deles tinham pressão alta. “Sem tratamento, essas pessoas podem ter um infarto, um derrame ou complicações renais, às vezes, irreversíveis”, completa Eduardo Barbosa.

Infecções de repetição podem acender o sinal de alerta para as IDPs

 

Cerca de 70% a 90% dos pacientes ainda não estão diagnosticados

Entre os dias 22 e 29 de abril acontece a Semana Mundial de Imunodeficiências Primárias (IDPs), que traz como tema este ano “Testar, Diagnosticar e Tratar”. Várias entidades pelo mundo estarão reunidas nesta semana de conscientização, sendo no Brasil a Associação Brasileira de Alergia e Imunologia (ASBAI) e o Grupo Brasileiro de Imunodeficiências (BRAGID) assim como associação de pacientes. Diversos serviços de saúde que prestam atendimento às IDPs farão trabalhos com a população para alertar sobre estas doenças.

As IDPs ocorrem em pessoas nascidas com o sistema imunológico deficiente em algum setor e manifesta-se por meio de infecções “comuns”, como otites, pneumonia, sinusites, entre outras. São mais de 300 doenças diferentes e, por isso, a prevalência varia muito. “As mais comuns são aquelas em que há defeitos na produção de anticorpos. Assim sendo, o fundamental para o tratamento destas doenças é garantir aos pacientes o acesso à reposição de imunoglobulina por via venosa ou subcutânea regularmente”, explica a especialista da ASBAI Dra. Ekaterini Goudouris.

Chegar à conclusão de que uma pessoa tem IDP não é tarefa simples. Atualmente, cerca 70% a 90% dos pacientes ainda não estão diagnosticados. Para auxiliar os médicos no diagnóstico, foram listados os 10 principais sinais para crianças e adultos que podem caracterizar uma pessoa com imunodeficiência primária. São eles:

Os 10 Sinais de Alerta para Imunodeficiências Primárias em Adultos

• Duas ou mais novas otites por ano
• Duas ou mais novas sinusites no período de um ano, na ausência de alergia
• Uma pneumonia por ano
• Diarreia crônica com perda de peso
• Infecções virais de repetição (resfriados, herpes, verrugas)
• Uso de antibiótico intravenoso de repetição para tratar infecção
• Abcessos profundos de repetição na pele ou órgãos internos
• Monilíase persistente ou infecção fungica na pele ou qualquer lugar
• Infecção por micobactéria da tuberculose ou atípica
• História familiar positiva de imunodeficiência
Os 10 Sinais de Alerta para Imunodeficiências Primárias em Crianças

• Duas ou mais pneumonias no ano
• Quatro ou mais otites no último ano
• Estomatites de repetição ou monilíase por mais de dois meses
• Abcessos de repetição ou ectima
• Um episódio de infecção sistêmica grave (meningite, osteoartrite, septicemia)
• Infecções intestinais de repetição/diarreia crônica
• Asma grave, doença do colágeno ou doença autoimune
• Efeito adverso ao BCG e/ou infecção por micobactéria
• Fenótipo clínico sugestivo de síndrome associada à imunodeficiência
• História familiar positiva de imunodeficiência

“Suspeita-se do diagnóstico das IDPs sempre que há processos infecciosos graves ou difíceis de tratar e/ou muito frequentes e/ou por agentes infecciosos não comuns. Febre, sinais de inflamação sem infecções ou doenças autoimunes em crianças pequenas também são sinais de alerta”, explica a Dra. Beatriz Tavares Costa Carvalho, especialista do Departamento Científico de Imunodeficiências da ASBAI e membro do Jeffrey Modell, instituição que apoia eventos sobre IDPs em todo o mundo.

Entre os desafios de se chegar ao diagnóstico de imunodeficiência primária está o desconhecimento da própria classe médica sobre estas doenças. Além disso, a dificuldade do acesso a determinados exames que confirmam a doença e o ingresso no tratamento.

Mais informações sobre a Semana Mundial de Imunodeficiências Primárias podem ser obtidas no site http://www.worldpiweek.org/resources/campaign-materials
Sobre a ASBAI
A Associação Brasileira de Alergia e Imunologia existe desde 1946. É uma associação sem finalidade lucrativa, de caráter científico, cujo objetivo é promover o estudo, a discussão e a divulgação de questões relacionadas à Alergologia e à Imunologia Clínica, além da concessão de Título de Especialista em Alergia Clínica e Imunologia a seus sócios, de acordo com convênio celebrado com a Associação Médica Brasileira. Atualmente, a ASBAI tem representações regionais em 21 estados brasileiros.
Sobre o BRAGID
O Grupo Brasileiro de Imunodeficiências foi criado para oferecer aos médicos acesso a informações sobre as Imunodeficiências Primárias, procurando promover educação continuada sobre seu diagnóstico e tratamento, desenvolver uma rede nacional de diagnóstico laboratorial e estabelecer uma rede de cooperação entre os centros de referência nacionais e da América Latina.

Serviço
Twitter: @asbai_alergia
Facebook: Asbai Alergia
www.asbai.org.br

AMB SUSPENDE EXAME DE SUFICIÊNCIA PARA OBTENÇÃO DO TÍTULO DE ESPECIALISTA EM NUTROLOGIA 2017

A Associação Médica Brasileira (AMB) decidiu pela imediata suspensão do exame de suficiência para obtenção do Título de Especialista em Nutrologia 2017, considerando que a AMB identificou inscrições de candidatos à prova que não atendem ao item 2.2.4 do edital enviado pela ABRAN: cumprimento obrigatório de carga horária mínima de 2.880 horas de treinamento.
Desta forma a AMB está garantindo a lisura e cumprimento inequívoco dos diplomas legais em respeito ao determinado pela Comissão Mista de Especialidade.

ABN marca presença nos 200 anos da Doença de Parkinson

Palestras, debates e ações educativas em todo país fazem parte da campanha de conscientização sobre a doença

Em 1817, o médico inglês James Parkinson publicou um artigo no qual definia uma nova doença, que veio a levar o seu próprio nome. Com a proximidade de 11 de abril, Dia Mundial de Combate à Doença de Parkinson, a Academia Brasileira de Neurologia (ABN) lança a Campanha Nacional da Doença de Parkinson – 200 Anos de História e Conhecimento, com o objetivo de avaliar os avanços científicos nesses dois séculos de busca para melhorar a situação dos parkinsonianos.

Além de várias ações em diversas partes do País, a campanha contou com uma coletiva de imprensa on-line com o Dr. João Carlos Papaterra Limongi, doutor em Ciências pela Faculdade de Medicina da USP, médico neurologista do Grupo de Distúrbios do Movimento do Hospital das Clínicas da FMUSP e membro titular da ABN. Na ocasião, ele vai apresentar um panorama das pesquisas sobre a Doença de Parkinson e o que vem sendo feito em termos de diagnóstico e tratamento.

Palestras, panfletagem e debates com pacientes, entre outras ações educativas, também serão realizadas em capitais e cidades do interior de estados como São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Paraná, Amazonas, Pará, Rio Grande do Sul, Pernambuco, Espírito Santo, Mato Grosso e Santa Catarina até 30 de abril como parte da Campanha Nacional da Doença de Parkinson – 200 Anos de História e Conhecimento.

Falta de medicamentos e dificuldade de acesso: problemas do SUS

Dados da Organização Mundial de Saúde (OMS) atestam que cerca de 1% da população mundial acima de 65 anos é portador da Doença de Parkinson. A prevalência estimada é de 100 a 200 casos por 200 mil habitantes. No Brasil, são poucas estatísticas, mas estima-se que 200 mil pessoas sofram da doença.

Novas drogas estão em estudo, algumas já no mercado, como a rasagilina, um inibidor da monoamina oxidase que potencializa a levodopa e pode interferir na evolução da doença. Existem outras não-dopaminérgicas que visam melhorar os sintomas sem os movimentos involuntários anormais, como a istradefilina.

“Outra abordagem é a terapia genética, uma vez que se sabe da existência de genes que influenciam a doença. Neste sentido, há tentativas de modificação genética visando mudar ou alterar os mecanismos celulares envolvidos na degeneração celular, em fase experimental e ainda sem aplicabilidade clínica. Existem, ainda, estudos com células-tronco em andamento, mas não se conhece exatamente como elas poderiam refazer certas conexões neurais”, comenta Limongi.

Para o especialista, é importante salientar neste contexto que o paciente com Doença de Parkinson não precisa somente do neurologista, mas de um acompanhamento multiprofissional. Fisioterapia por conta das alterações posturais e da marcha, além das contraturas das alterações musculares; alterações da voz altamente prevalentes requer tratamento fonoterápico; além de acompanhamentos nutricional e psicológico – a depressão é um dos sintomas, então é importante estar atento aos aspectos neuropsiquiátricos da doença.

De acordo com o dr. Henrique Ballalai Ferraz, membro titular da ABN e professor de neurologia da UNIFESP, há alguns medicamentos importantes que ainda não estão disponíveis no SUS. As demais medicações conseguem tratar a maioria dos pacientes, no entanto, alguns portadores da doença se beneficiariam se houvesse amplo acesso a essas drogas. “Ainda há uma lentidão para aprovar estes medicamentos mais novos”, diz.

Outra deficiência é o acesso ao tratamento cirúrgico com estimulação cerebral profunda. A saúde pública disponibiliza em poucos serviços e é insuficiente para atender as demandas.

Estudos

O que as pesquisas mostram, em primeiro lugar, é que a atividade física regular tem papel fundamental com a melhora na evolução da doença, e esse é um conhecimento relativamente novo. Combinada à fisioterapia, fonoterapia e reabilitação, é altamente benéfica. Nos últimos anos, surgiram novos medicamentos que melhoraram muito a capacidade de controlar os sintomas, com maior tolerância e doses mais baixas, em uma combinação adequada.

Outras pesquisas procuram um tratamento curativo, que impeça a progressão dos sintomas e restaure as perdas decorrentes do processo degenerativo. “Não foram aplicados à prática clínica, mas esperamos que, em um espaço curto, ainda indeterminado, venham novos procedimentos e medicamentos para melhorar a qualidade de vida. Os pacientes precisam ter essa certeza de que a ciência não parou. Apesar de não ter descoberto a cura, a pesquisa é incessante, cada vez mais avançada, até se tornar disponível”, argumenta Limongi.

História

Na década de 1960, começou a se entender os mecanismos bioquímicos envolvidos, como a deficiência do neurotransmissor dopamina. Hoje, é consenso que o parkinsoniano não consegue produzir a substância.

O primeiro tratamento realmente eficaz, considerado o maior avanço, foi a reposição com levodopa, um precursor bem absorvido pelo organismo e que atravessa a barreira hemato-encefálica (do sangue para o cérebro), onde é transformada em dopamina. Isso revolucionou completamente o tratamento no início da década de 1970, período em que os medicamentos eram bem rudimentares – basicamente os anticolinérgicos, de efeito muito discreto e excessivos efeitos colaterais -, reduzindo significativamente sua eficácia.

O tratamento farmacológico passou por um processo de refinamento, desde métodos de melhor administração, com drogas mais eficazes, até medicamentos que potencializam a levodopa, como inibidores enzimáticos que permitem uma ação mais duradoura nos receptores dopaminérgicos do cérebro. Outras drogas de ação semelhante, chamadas agonistas dopaminérgicos, indicadas para infecções, como, por exemplo, a rotigotina, até métodos mais sofisticados de administração, como a intraregional, usados em escala ainda muito reduzida devido ao alto custo, também estão em estudo.

Além dos sintomas clássicos de Parkinson, passou a se observar que, por exemplo, depois de 15 anos de doença, a maioria dos pacientes começa a apresentar problemas cognitivos. Outros, depois de 20 anos, apresentam algum grau de demência. Surge, então, um novo problema: como lidar com esses tipos de sintomas. “Temos o aparecimento das demências nas fases avançadas, de alterações de postura com muita frequência, entre outras complicações clínicas que não apareciam, o surgimento de movimentos involuntários anormais devido ao uso crônico da levodopa, que acabou gerando outro tipo de problema motor, as famosas discinesias induzidas pela levodopa, e a cada novo empecilho que surge, novas terapêuticas entram em cena para contorná-los”, enfatiza Limongi.

O tratamento cirúrgico, o famoso DBS, (do inglês deep brain stimulation), veio em socorro dos movimentos involuntários anormais, considerado atualmente o método mais eficaz para controlar esses sinais que a maioria dos pacientes desenvolve ao longo dos anos.

Panorama

A maior parte da monografia de James Parkinson ainda é considerada correta pela classe médica, em especial os quatro principais sintomas – doença motora caracterizada por tremores de repouso, rigidez muscular, dificuldade com movimentos e alterações posturais. Uma nova percepção ficou evidente nos últimos 20 anos e diz respeito à enorme quantidade de sintomas não-motores, por vezes predominante em determinadas fases do distúrbio.

“O comprometimento cognitivo que pode acarretar em demências, a disfunção do sistema nervoso autônomo, os transtornos de sono, a depressão e as alterações sensoriais (principalmente do olfato) ganharam um peso considerável, especialmente por sua interferência na qualidade de vida dos pacientes, o que não estava contemplado na descrição clínica original de James Parkinson”, explica Limongi.

Desde então, a Doença de Parkinson passou por diversas fases, com as alterações anatomopatológicas, depois os transtornos bioquímicos e finalmente a fase atual, em que já se avançou, e ainda há muito a avançar, acerca dos mecanismos celulares envolvidos na degeneração das células. “Ou seja, por que as células, em determinado momento, passam a degenerar, o que causam os sintomas da doença, e tentar, inclusive, interferir nesse processo, modificando sua evolução, o que ainda não foi alcançado”, evidencia o médico.

Rotina

O cuidado de quem convive com o parkinsoniano, tema da campanha do ano passado, continua de grande importância. Outro ponto de destaque é o estímulo a uma vida ativa, tanto profissional quanto social, essencial para manter o paciente o mais próximo possível do que era antes do diagnóstico.

“Fazer caminhadas, praticar atividades físicas regulares, conviver com amigos, sair de casa, mesmo com as dificuldades, e não se preocupar com as limitações, resulta em um tratamento medicamentoso mais bem sucedido, pois a preservação da saúde mental do paciente também é fundamental”, reforça Ballalai.

19ª CAMPANHA NACIONAL DA VOZ OCORRE EM 16 DE ABRIL NO PARQUE DO POVO, EM SÃO PAULO

A Campanha Nacional da Voz tem como objetivo primordial conscientizar a população sobre os cuidados necessários em relação ao sistema vocal, já que um problema de voz reflete muito mais que uma simples dificuldade na produção do som básico para a fala, podendo interferir na própria habilidade de se comunicar. Celebrado em 16 de abril, o evento será realizado no Parque do Povo, em São Paulo, das 9h às 17h, e conta com diversas atrações para despertar o interesse do público.

Neste ano, entre outras atividades, está confirmada a presença de artistas circenses, desafio de Beat Box, cabine de Karaokê e uma laringe gigante, que sempre chama muito a atenção de adultos e crianças. “Trata-se de uma superestrutura inflável em formato de boca imensa. Os visitantes, que podem entrar nela, conferirão os principais elementos da boca e da laringe, como dentes, língua, amígdalas, úvula e cordas vocais”, detalha o otorrinolaringologista Dr. Gustavo Korn, coordenador do evento.

O especialista detecta que, muitas vezes, as pessoas não levam a sério problemas apresentados na voz, que é a principal ferramenta de comunicação do ser humano. “Por meio de ações de orientação e conscientização, a campanha promove um processo de sensibilização permanente em relação aos cuidados com a voz. Ela tem papel fundamental na informação constante da sociedade sobre os cuidados necessários com o sistema vocal”, alerta o médico.

O evento é organizado, em parceria, pela Academia Brasileira de Laringologia e Voz (ABLV) e pela Associação Brasileira de Otorrinolaringologia e Cirurgia Cérvico-Facial (ABORL-CCF). “Realizada desde 2003, a campanha é a ação social de maior tradição da Otorrinolaringologia brasileira, promovendo projetos integrados em países como EUA, Espanha, Portugal, Bélgica, Suíça, Itália, Argentina, Chile, Venezuela e Panamá”, finaliza Dr. Gustavo Korn.

Serviço
O que: 19ª Campanha Nacional da Voz;
Data: 16 de abril de 2017;
Local: Parque do Povo;
Endereço: Avenida Henrique Chamma, 420 – Itaim, São Paulo;
Horário: das 9h às 17h.

 

XXXII Congresso Brasileiro de Cirurgia

Evento reunirá diversos especialistas da cirurgia mundial

Avanços no tratamento do câncer, cirurgia robótica, cirurgia metabólica, infecção na cirurgia, transplante de órgãos e trauma serão alguns dos inúmeros temas apresentados em palestras, mesas-redondas, painéis e conferências por conferencistas nacionais e internacionais.

O XXXII Congresso Brasileiro de Cirurgia, acontece de 28/04 a 1/05, no Sheraton WTC, em São Paulo. O evento é uma realização do Colégio Brasileiro de Cirurgiões, considerada a maior associação cirúrgica da América Latina. Paralelo à programação científica acontecerá o V Congresso do Hospital Albert Einstein sobre cirurgia robótica.

Conferência embaixadora americana

Um dos destaques da programação será a conferência da Embaixadora americana Nancy G Brinker para um grupo de mastologistas, oncologistas e representantes do terceiro setor sobre o impacto do câncer de mama no mundo. A embaixadora é fundadora e coordenadora da Susan G Komen – principal organização para o câncer de mama dos EUA. Em sua primeira viagem ao Brasil, Nancy Brinker também visitará alguns serviços de assistência aos doentes com câncer de mama em São Paulo.

A conferência abrirá o Simpósio Susan G. Komen  – CBC no dia 29 de abril, das das 8h30 às 9h  e faz parte de uma ampla programação sobre câncer de mama, que terá a participação de especialistas da Unifesp, Sociedade Brasileira de Mastologia, Santa Casa de Misericórdia de São Paulo e outras entidades.

O evento é uma realização do Colégio Brasileiro de Cirurgiões, considerada a maior associação cirúrgica da América Latina.

Informações e inscrições diretamente no site do congresso: http://cirurgia2017.com.br/

 

Convidados internacionais

Avanços no tratamento do câncer, cirurgia robótica, cirurgia metabólica, infecção na cirurgia, transplante de órgãos e trauma serão alguns dos inúmeros temas apresentados em palestras, mesas-redondas, painéis e conferências internacionais nos quatro dias do evento.

O cirurgião brasileiro radicado nos EUA, Antônio Marttos, diretor do departamento de trauma e telemedicina da Universidade de Miami, integra o time de convidados internacionais.

Entre os inúmeros especialistas estrangeiros destacam-se os cirurgiões americanos John Morton, (chefe de cirurgia bariátrica e cirurgia minimamente invasiva da Faculdade de Medicina de Stanford – Califórnia), Michael J. Zinner (diretor médico executivo do Miami Câncer Institute, na Baptist Health South Florida, em Miami; Michael M. Awad (diretor do Instituto Universitário de Washington para a Educação Cirúrgica da Escola de Medicina da Universidade de Washington, em Saint Louis.) Ralph Tuffano (diretor da Divisão de cirurgia de cabeça e cirurgia endócrina do pescoço do Johns Hopkins Hospital).

Além disso, o italiano Franco Roviello (professor de cirurgia oncológica da Universidade de Siena e o belga Giovanni Dapri (departamento de Cirurgia Gastrointestinal – Escola Europeia de Cirurgia Laparoscópica – Hospital Universitário de Saint-Pierre, em Bruxelas).

Urticária é o tema da Semana Mundial de Alergia 2017

A doença no estágio crônico atinge mais mulheres
#semanamundialdealergia

“A Agonia da Urticária: O Que Fazer Quando a Coceira e os Inchaços Não Vão Embora”. Esse é o tema da Semana Mundial de Alergia 2017, que será realizada entre os dias 2 e 08 de abril em todo o mundo.

A Associação Brasileira de Alergia e Imunologia (ASBAI), por meio de suas regionais localizadas em várias cidades do Brasil, realizará atividades que abordarão o tema, com ações que envolverão médicos e a população. “Temos como objetivo levar informação para o maior número de pessoas, para que elas busquem tratamento adequado e de qualidade”, disse Dra. Norma Rubini, presidente da ASBAI.

Cerca de 20% da população apresenta um episódio de urticária em algum momento da vida. Ela se manifesta através de lesões avermelhadas na pele, que coçam muito e incomodam bastante. Podem ter tamanhos diferentes e se juntar formando placas, que duram até 24 horas.

“Em algumas pessoas, a urticária pode vir acompanhada de angioedema (‘inchaço’), que pode aparecer em qualquer parte do corpo, sendo mais comum nas pálpebras e lábios. Na maior parte das vezes, não coça. Às vezes, pode ser acompanhado de dor ou queimação. Além disso, desaparece mais lentamente”, explica a Dra. Solange Valle, membro do Departamento Científico de Urticária da ASBAI.

Existem dois tipos de urticária:

– Aguda – que dura menos tempo, no máximo seis semanas. É a mais frequente e ocorre principalmente nas crianças e adultos jovens.

Crônica – com duração igual ou superior a seis semanas. Ocorre mais em mulheres entre 25 a 45 anos de idade.
A urticária crônica, por sua vez, pode ser dividida em 2 subtipos:

Urticária crônica espontânea, que é a mais frequente e as lesões surgem sem que se encontre qualquer fator externo responsável.

Urticária crônica induzida, em que as lesões são desencadeadas por fatores externos específicos (frio, calor), identificados pela história clínica e testes de provocação.

Segundo a Organização Mundial de Alergia (WAO) o tema Urticária para este ano objetiva conscientizar sobre a doença e buscar informações que visam a qualidade de vida do paciente.

Sobre a ASBAI
A Associação Brasileira de Alergia e Imunologia existe desde 1946. É uma associação sem finalidade lucrativa, de caráter científico, cujo objetivo é promover o estudo, a discussão e a divulgação de questões relacionadas à Alergologia e à Imunologia Clínica, além da concessão de Título de Especialista em Alergia Clínica e Imunologia a seus sócios, de acordo com convênio celebrado com a Associação Médica Brasileira. Atualmente, a ASBAI tem representações regionais em 21 estados brasileiros.

Serviço
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