SBGG participa de I Fórum de Especialistas em Vacinação do Adulto e do Idoso

Organizado pela SBIM encontro reuniu mais de 300 participantes de todo País no último dia 25 de fevereiro, em São Paulo

 

Com o objetivo de traçar estratégias para conscientizar a população, os médicos e demais profissionais da área da saúde sobre o papel da imunização na manutenção da saúde e qualidade de vida de adultos e idosos, bem como na prevenção de doenças, mais de 300 participantes de todo Brasil reuniram-se no I Fórum de Especialistas em Vacinação do Adulto e do Idoso.

 

Organizado pela Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIM) o encontro aconteceu em 25 de fevereiro, na cidade de São Paulo, e reuniu representantes da geriatria e gerontologia, imunologia, pneumologia, ginecologia e obstetrícia, reumatologia e alergologia, entre outros.

 

Para a coordenadora do encontro e presidente da SBIM, Isabella Ballalai, o Fórum possibilitou a aproximação e a troca de experiências dos agentes ligados à saúde do adulto e idoso, ampliando o diálogo sobre a vacinação além da vivência no campo da pediatria. “No Brasil já é tradição a vacinação de crianças, mas no caso dos idosos, isso ainda não ocorre. Por isso consideramos como prioridade a sensibilização de nosso olhar a esta parcela da população, que a cada dia aumenta exponencialmente”, avalia Isabella.

 

Representada pelo presidente, João Bastos Freire Neto, a Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia (SBGG) integrou os grupos de discussões que debateram a situação da imunização do idoso, ponto alto do Fórum. “Esta é considerada pela Sociedade uma importante iniciativa por proporcionar a ampliação das informações sobre as perspectivas de vacinação das quais os idosos podem ser beneficiados”, avalia o geriatra.

 

Hoje, segundo Freire Neto a vacina mais conhecida é a da gripe, entretanto, é preciso chamar a atenção para as demais possibilidades preventivas, tais como a pneumonia e a herpes zoster, por exemplo. Assim como Freire Neto, a presidente da SBIM, Isabella, reforça a avaliação de que a gripe acabou se tornando uma bandeira no campo da imunização de pessoas acima dos 60 anos de idade. “Da mesma forma devemos agir no que cabe às demais doenças, orientando os especialistas sobre as vacinas que devem ser recomendadas a esta população”, reforça.

 

Com base nos pontos avaliados pelos diferentes grupos será elaborado um documento com proposições de ações a serem efetivadas no sentido de ampliar a cobertura da imunização da população adulta e idosa. O material proveniente do Fórum deve ser entregue nos próximos meses ao Ministério da Saúde. De acordo com a presidente da SBIM os grupos de discussão estabelecidos no encontro devem ser mantidos de maneira permanente.

 

Parcerias promissoras

Há mais de dois anos a SBGG e a SBIM tem empreendido esforços conjuntos neste sentido. Juntas as sociedades de especialidades elaboraram o “Guia de Vacinação Geriátrica”, que foi lançado em 2013.

 

Principais objetivos do calendário de vacinação do idoso

  • Proteger de doenças infecciosas potencialmente graves
  • Reduzir a suscetibilidade e o risco de quadros infecciosos graves pela presença de comorbidades.
  • Prevenir a descompensação de doenças crônicas e de base causadas por doenças infecciosas.
  • Melhorar a qualidade e a expectativa de vida

 

O Guia tem sido um importante instrumento de conhecimento e de valorização da imunização, além de trazer recomendações sobre aplicação.

 

Pela SBGG, atuaram diretamente na concepção do material Alana Meneses Santos; João Toniolo Neto e Priscila Gaeta Baptistão.

Entidades de Saúde e OAB/RS solicitam audiência com governador do Estado para garantir recursos ao setor

As entidades médicas, hospitalares e de servidores da saúde, que representam o setor no Estado, juntamente com a Ordem dos Advogados do Brasil/RS, querem uma audiência com o governador José Ivo Sartori para tratar do quadro atual e do futuro da assistência à saúde da população gaúcha. Essa foi a decisão conjunta de todas as entidades, deliberada durante uma reunião realizada na sede da OAB/RS, na noite de quinta-feira. O objetivo do encontro foi debater o corte de 30% dos recursos da Secretaria da Saúde do Estado. Houve uma redução de R$ 103 milhões/mês para R$ 70 milhões.
O presidente da AMRIGS, Dr. Alfredo Cantalice, alerta que o corte de verba para a saúde pode ocasionar o fechamento de hospitais no interior do Estado e, além da desassistência à população, a demissão de médicos e trabalhadores da saúde.  “Hospitais, médicos, enfermagem, nutricionistas e demais servidores trabalham unidos. Se fechar um hospital no interior é um caos na cidade. Todos perdem, principalmente a população. A AMRIGS está atenda aos problemas que afetam a área da saúde no Estado e se soma ao conjunto de forças públicas em defesa da sociedade gaúcha”.
Após a reunião, foi assinado um documento de pedido de audiência, em caráter de urgência, com o governo do Estado. As entidades de Saúde e a OAB/RS buscam evitar o corte orçamentário de 30% dos recursos e requerer ao governador um aporte mínimo ao setor. Também será debatida a necessidade da implantação de um calendário para o repasse de quantias já previstas para 2015 e o pagamento imediato de valores atrasados.
Hoje 70% de toda assistência do SUS no Estado é prestada pelas Santas Casas e hospitais filantrópicos, sendo responsáveis por 520 mil internações/ano. Cerca de 7 milhões de gaúchos só têm acesso ao SUS.

Virtudes Médicas – Confiabilidade

Uma virtude central em toda relação humana sem dúvida nenhuma é a confiabilidade[1].

Alain Peyrefitte já apontava o valor que a confiança tem no caminhar de uma sociedade e qual o seu papel no desenvolvimento: sem confiança não há ambiente para nenhum tipo de progresso, somente há o caos[2].

Das relações de confiança que perduram nas diferentes sociedades, uma das mais emblemáticas e complexas, porém essencial, é a Relação Médico-Paciente. E parte dessa relação de confiança é a crença na disposição alheia em contar a verdade.

O paciente busca o médico confiando que, geralmente:

  • O médico o informará se o problema de saúde estiver acima de sua capacidade de resolução ou auxílio;
  • O médico informará tudo o que é importante saber acerca da condição de saúde;
  • O médico informará as melhores opções possíveis ao paciente, explicando cada uma e aconselhando se preciso for;
  • O médico não esconderá informações intencionalmente ou, se o fizer considerando o bem do paciente, o fará apenas de forma temporária.

Essa confiabilidade repousa sobre outras características também essenciais ao médico.

A principal dessas características é o espírito de benevolência junto com seu complemento indispensável: a não maleficência. O médico porta-se de forma confiável sabendo que isso se traduz num bem para seu paciente, e este bem envolve a comunicação da verdade e a atuação sincera como elementos para a manutenção da integridade do paciente, considerando acima de tudo a integridade como um elemento beneficente, e a autonomia do paciente como um dos componentes da sua integridade.

Outra característica é o autoconhecimento do médico, que deve verificar em sua consciência o que sabe, o quanto sabe e com que fim sabe algo. Sem a noção adequada do próprio conhecimento o médico age de forma imprudente (o contrário da grande virtude médica: a prudência ou phronesis).

O médico utiliza a confiabilidade em diversas situações. Comento acerca de duas situações.

Hoje em dia se fala muito acerca do Testamento Vital, no qual o paciente deixa um relato de como quer ser tratado próximo à sua morte. Cabe ao médico assistente fazer cumprir a vontade de seu paciente mesmo na ausência de sua consciência por motivo de agravo à saúde. O médico que recebeu a honrosa posição de protetor da vontade de seu paciente deve zelar com honra, veracidade e extrema confiabilidade no momento mais frágil da existência humana.

Uma situação mais comum na realidade do médico brasileiro é o momento de comunicar más notícias, como o diagnóstico de um câncer intratável ou a baixa expectativa de sobrevida num paciente grave internado na Unidade de Tratamento Intensivo.

Alguns defendem que o médico pode ocultar o diagnóstico ou o prognóstico para oferecer momentos mais proveitosos ao paciente, para que se desfrute do resto da vida sem o peso da consciência da morte. Tal postura de ocultação da verdade, porém, é uma armadilha.

Negar a realidade ao paciente autônomo é negar-lhe o conhecimento necessário acerca de sua vida para que ele programe de forma adequada suas prioridades. Se o diagnóstico e a informação do prognóstico demorarem muito, tempo precioso pode ser perdido, e danos irreversíveis podem ser acrescidos à situação já dramática do paciente.

Com isso não quero dizer que a informação deve ser dada de qualquer forma e imediatamente. Daí a necessidade de treinar os jovens médicos na arte de comunicar más notícias.

Jean Hamburger já avisava que certas palavras não devem ser utilizadas, e que um resquício de esperança, por menor que seja, nunca deve ser extirpado. Tais medidas temperam a confiabilidade do médico com tratos humanísticos e empáticos ao sofrimento do paciente[3].

Algumas dicas preciosas do nefrologista Jean Hamburger:

  1. O ponto primordial é a formação da relação com o paciente;
  2. Não basta se apoiar somente no instinto e no amor ao próximo (há formas adequadas de executar ações em saúde);
  3. Entender reações psicológicas do paciente;
  4. Utilizar auxílio, informação e conforto como instrumentos terapêuticos;
  5. Não utilizar palavras com forte conteúdo emotivo negativo como: morte, lepra, câncer, coma ou autópsia (ou fazê-lo de forma gradual e empática);
  6. Explicar tudo ao paciente e jamais, jamais mentir;
  7. A explicação de cada ato praticado reduz o desconforto e a dor;
  8. Jamais anunciar uma doença como absolutamente incurável ou intratável; permitir um mínimo de esperança.

O último conselho poderia ser questionado, mas o fato real é que inúmeras pesquisas acontecem todos os dias buscando soluções e alívio para doenças ainda incuráveis ou intratáveis, e a esperança de alguma novidade sempre existe.

Até mesmo as situações mais corriqueiras do cotidiano médico exigem confiabilidade.

Ao solicitar exames para diagnosticar determinada condição de saúde do paciente, o médico precisa ser claro e veraz em suas suspeitas, e informar ao paciente sobre as repercussões do diagnóstico. Ao realizar o diagnóstico, o médico precisa informar ao paciente o prognóstico de acordo com as diferentes formas de tratamento adotadas.

O paciente precisa acreditar que o médico é confiável e benevolente, ou jamais confiará no plano terapêutico prescrito. E é preciso lembrar que o médico é buscado em uma situação extrema, na qual o paciente se encontra frágil, assustado e disposto a entregar, muitas vezes, grande parcela de sua autonomia em mãos de outrem, em quem deposita grandes esperanças.

Cabe ao médico avaliar de forma verdadeira a esperança nele depositada e agir de acordo.

Interesses discretos ou ocultos não cabem numa Relação Médico-Paciente saudável. O médico precisa ser bem claro e confiável até mesmo em relações entre profissionais, como apresentações acadêmicas nos congressos, informando possíveis interações com laboratórios e verbas recebidas de fontes privadas ou públicas. A confiabilidade também é crucial nas passagens de plantão, nas quais a informação transmitida poderá auxiliar a salvar vidas e ganhar tempo.

Sem confiabilidade, a Medicina gerará somente desconfiança e hostilidade. Não está em jogo somente o nome do médico, mas toda a confiabilidade da sociedade na Medicina e a percepção dessa antiga profissão como empreendimento honrado.

 

[1] PELLEGRINO, Edmund D.; THOMASMA, David C. The Virtues in Medical Practice. New York, NY: Oxford University Press, 1993, p. 65-78. [2] PEYREFITTE, Alain. La societe de confiance: Essai sur les origines et la nature du developpement. France: Editions O. Jacob, 1995. [3] HAMBURGER, Jean. Conseils aux étudiants en médicine dans mon service. Paris: Flammarion; 1963.

 

Fonte: Academia Médica

Profissionais liberais de saúde terão que detalhar declaração para Receita

A fim de melhorar o cruzamento de dados com as informações passadas pelos contribuintes na declaração do IRPF (Imposto de Renda da Pessoa Física), a Receita Federal vai solicitar a médicos, psicólogos, dentistas e fonoaudiólogos que forneçam, já no Carnê-Leão (entregue mensalmente) de janeiro, que vence dia 27, sexta-feira, os CPFs dos pacientes e discriminar os valores recebidos.

Até o ano passado, os médicos sem vínculo empregatício passavam apenas o valor total recebido mensalmente, sem a discriminação do CPF dos pacientes. A medida deve assegurar a veracidade das informações e da realização da prestação de serviços do profissional. Empresas como clínicas, hospitais e companhias de convênios já fornecem desde 2011 ao Fisco as informações detalhadas por meio do Dmed (Declaração de Serviços Médicos de Saúde).

Com informações do Diário do Grande ABC

Anvisa suspende medicamentos e suplementos vitamínicos

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A Anvisa suspendeu a fabricação, distribuição, comercialização e uso do medicamento Policlavumoxil 250MG/5ML + 62,5MG/5ML pó para suspensão oral fabricado pela empresa EMS S/A.A medida se aplica a todos os lotes deste produto. A determinação está na edição do Diário Oficial da União (DOU) desta quarta-feira (18/2).
No último dia 4 de fevereiro a Agência já havia determinado uma medida semelhante para o medicamento genérico da EMS com esta mesma formulação, Amoxicilina + Clavulanato de Potássio 50 Mg/ML + 12,5 Mg/ML Pó Para Suspensão Oral.

Esta nova ação se deve a constatação de que o Policlavumoxil, que é o medicamento similar, possui a mesma fórmula do produto suspenso anteriormente. A medida foi motivada pela constatação de que o medicamento estava sendo fabricado com excipiente diferente do que foi aprovado pela Anvisa e ainda pelo uso de um insumo farmacêutico que estava sendo sintetizado de forma diferente do que consta no registro do produtos. As duas mudanças podem levar a alterações no resultado final do produto. A própria empresa deverá realizar o recolhimento dos produtos no mercado.

O medicamento Reutrite (diclofenaco potássico) 50 mg comprimido revestido com validade de 24 meses, fabricado pela Multilab Indústria e Comércio de Produtos Farmacêuticos Ltda., também teve determinação de suspensão de distribuição, comercialização e uso em todo o território nacional. O medicamento foi suspenso por não apresentar resultados dentro das especificações no ensaio de dissolução e a empresa pedir para reduzir o prazo de validade de 24 meses para 12 meses.

Três suplementos vitamínicos também foram proibidos de circular em todo território nacional. A razão é que os produtos não têm segurança e eficácia comprovada da Anvisa e as composições dos produtos não estão especificadas na Farmacopeia Brasileira ou em outras Farmacopeias oficiais e ou do Food Chemical Codex, compêndio internacional de qualidade aprovada para alimentos.

Os suplementos são Suplemento Mineral Cromo da fábrica Maxinutri Laboratório Nutraceutico Ltda-ME, o Suplemento Vitamínico Mineral Quelatus e Suplemento Vitamínico Mineral Quelatus Sênior da fábrica Eurofarma Laboratórios S.A.

No caso do Suplemento Mineral Cromo a proibição foi motivada pela presença da substância cromo glicina complexado. No Suplemento Vitamínico Mineral Quelatus foi encontrada a substância nicotinato glicinato de cromo e selênio glicina. No terceiro Suplemento Vitamínico Mineral Quelatus Sênior havia a substância nicotinato glicinato de cromo e glicinato de selênio. Nenhuma da substâncias têm comprovações de segurança para o consumo humano.

Com informações da Anvisa.

Congresso Brasileiro de Mastologia da SBM abre inscrições

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O 18º Congresso Brasileiro de Mastologia, que acontece de 3 a 6 de junho, em Curitiba (PR) já está com as inscrições abertas. O evento acontece logo após o encerramento do congresso da American Society of Clinical Oncology – ASCO, considerado mundialmente como o mais importante da área de oncologia, realizado em Chicago (EUA), e promete apresentar o que há de mais inovador no mundo em relação ao tratamento do câncer de mama.

Um número recorde de palestrantes internacionais já vistos em congressos brasileiros já confirmaram presença, entre eles, os renomados médicos Jorge Reis Filho (EUA), Luciane R. Cavalli (EUA), Michael Alvarado (EUA), Robert Mansel (Inglaterra), Virgílio Sachini (EUA), Mario Rietjens (Itália), Emiel Rutgers (Holanda) e Ruffo de Freitas Júnior (Brasil). As inscrições estão abertas até o dia 20 de maio.

Promovido pela Regional Paraná da Sociedade Brasileira de Mastologia, o congresso terá como tema “Câncer de mama: da abordagem multidisciplinar ao tratamento individualizado”. Além de mastologistas e oncologistas, esta edição irá ampliar a participação para outros profissionais ao oferecer atividades exclusivas a psicólogos, nutricionistas, enfermeiras, fisioterapeutas e outros profissionais da saúde que têm grande importância no tratamento multidisciplinar aos pacientes com câncer de mama. Os temas serão apresentados em sala única para facilitar as discussões e o aproveitamento dos conteúdos, evitando o deslocamento para atividades paralelas.

“O congresso brasileiro é o evento mais importante da especialidade no Brasil e estamos trabalhando para promover uma programação científica da melhor qualidade com o objetivo de ampliar a troca de informações entre os especialistas. Serão apresentados temas de atualização proferidos por lideranças com publicações relevantes e queremos aproveitar ao máximo a experiência de cada um”, afirma Vinicius Budel presidente da SBM Regional Paraná.

Uma programação científica de altíssimo nível irá contemplar os temas atuais no campo da mastologia, como: cirurgia, patologia, genética, oncologia clínica, oncoplástica, quimioterapia, radiologia e radioterapia. Os debates ocorrerão por meio de mesas redondas, conferências, simpósio satélites, entre outras atividades. Já o pré-congresso oferecerá quatro temas importantes para os médicos que desejam um conhecimento mais aprofundado sobre capacitação para atenção básica em mastologia; situações especiais em mastologia; cirurgia reparadora da mama e imagem.

As inscrições devem ser realizadas pelo site www.cancerdemama2015.com.br, que também fornece o regulamento para submissão dos resumos dos trabalhos científicos. Estes estão subdivididos nas seguintes áreas: Diagnóstico Imagem, Citologia, Histologia, Epidemiologia,Cirurgia,Quimioterapia, Radioterapia e Endocrinoterapia, Genética e Biologia Tumoral, Doenças Benignas e Qualidade deVida.

SERVIÇO:
Evento: XVIII Congresso Brasileiro de Mastologia
Data: 3 a 6 de junho de 2015
Local: Centro de Convenções ExpoUnimed, Curitiba (PR)
Mais informações: (21) 2286 2846
Site: www.cancerdemama2015.com.br

Caixa-Preta registra via-crúcis em tratamento de câncer de mama

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Após anos tratando a doença no Instituto Brasileiro de Controle do Câncer, a situação de Regina Bassetto se agravou, apontando para a necessidade de uma segunda cirurgia, em que seria feita a retirada da mama. Paciente de câncer no grau 4, a perigosa proximidade de metástase em seu quadro não teve qualquer influência para agilizar a marcação do procedimento. “Houve uma série de desencontros na marcação de consultas, de exames, alguns foram perdidos, até que comecei a fazer denúncias no Caixa Preta da Saúde”, relata Tatiana Bassetto, nora de Regina.

Em contato desde outubro, a cirurgia só conseguiu ser finalmente realizada no início de janeiro deste ano. Mas não é a primeira vez que a paciente enfrenta adiamentos nos procedimentos. “A primeira cirurgia, para que ocorresse, precisou ter uma indicação de um candidato a deputado federal”, desabafa.

Vencidas as dificuldades burocráticas, Regina enfrentou ainda as consequências da má gestão no serviço de saúde. Sua nora elogia o serviço e o atendimento prestado pelos profissionais, mas alega que a desorganização administrativa quase vitimou a sogra: “apesar da existência de bons profissionais, o hospital é totalmente desorganizado, não há comunicação adequada entre todos os funcionários. O procedimento foi muito bem feito, as acomodações do quarto foram muito boas; porém retiraram um seio e deram alta para a paciente sem nenhum antibiótico, apenas anti-inflamatórios”.

De acordo com Tatiana, Regina teve uma séria infecção no local da cirurgia, que não tendo a assistência necessária durante as trocas de curativo. “Diziam que era normal ter febre e que não tomar antibiótico era um procedimento do hospital”, explica. Após resistência da instituição, a internação da paciente foi realizada, quando constataram a gravidade da complicação. “Segundo o laudo, mais um pouco e poderia ter virado infecção generalizada, e ter acontecido o óbito”, ressalta.

SOBOPE – Nota oficial: Possível falta de Dactinomicina

Nota oficial da Sociedade Brasileira de Oncologia Pediátrica (SOBOPE): Possível falta de Dactinomicina

Devido ao indicativo de um possível desabastecimento da droga dactinomicina no Brasil – medicamento indispensável no tratamento de crianças com cânceres de rabdomiossarcoma e nefroblastoma (tumor de Wilms), a qual não tem substitutos equivalentes no País – foi realizada uma reunião, no dia 6 de fevereiro, entre a Sociedade Brasileira de Oncologia Pediátrica (SOBOPE), representantes do Ministério da Saúde e do laboratório Bagó do Brasil S/A. Na qual foi deliberado que:

– O laboratório manterá o abastecimento da dactinomicina até o final do mês de julho, importando o que for necessário para a manutenção dos estoques.

– Após este período, o Ministério da Saúde irá comprar remessas da droga em laboratórios estrangeiros para suprir a demanda até que outro laboratório nacional possa produzir o medicamento, por essa razão está previsto que não haja desabastecimento da medicação no País.

Sobre a utilidade do medicamento:

No Brasil há uma expectativa de 200 e 500 casos novos por ano de rabdomiossarcoma e tumor de Wilms, respectivamente. O potencial de cura destas neoplasias é em torno de 70% nos casos de rabdomiossarcoma e 90% de nefroblastoma. A droga também é utilizada para outras doenças como sarcomas não Rabdomiossarcomas, Sarcoma de Ewing e Doença Trofoblástica Gestacional. Hoje, cerca de 700 crianças utilizam o medicamento no Brasil.

O paciente VIP

A função do médico é curar. Quando ele não pode curar, precisa aliviar. E quando não pode curar nem aliviar, precisa confortar. O médico precisa ser especialista em gente.

Celebridades fazem notícias. Suas vidas despertam interesse público. Quando doentes as luzes sobre estas personalidades parecem brilhar mais. Esta é a Síndrome do Paciente VIP – Very Important Person. Artistas, políticos, atletas, milionários e a realeza sofrem desta síndrome. Médicos e familiares, quando doentes, são considerados como VIPs. Suas doenças receberam até o termo especial de esmeraldose. O nome deriva da esmeralda – pedra do anel símbolo do médico.

A maioria dos pacientes, incluído os VIPs, não pede nada especial. Quando tratados de modo diferente desvia-se do ideal. Mais medicina não é melhor medicina. Abrir mão de regras por pressões, é aceitar o conveniente do menos custoso, ao invés de realizar o menos custoso do inconveniente.

Profissionais de saúde devem proteger a privacidade de seus pacientes, o que nem sempre ocorre. Opiniões inverídicas, verdades fora do contexto, auto-promoção, nada contribuem para o bem do paciente e para a serenidade da equipe.  A insatisfação da sociedade por “mais detalhes” pressiona os profissionais e instituições a se ver frente a questionamentos sobre a sua competência profissional.

Romper o silêncio ético? Como agir nesta situação?

O Código de Ética Médica trata o tema em diversos capítulos. É vetado ao médico revelar fato de que tenha conhecimento em virtude do exercício de sua profissão, salvo por motivo justo, dever legal ou consentimento, por escrito, do paciente.

Artistas no palco aprendem a esquecer o público. Devem fazer sua missão de nos entreter de forma firme. Esta é uma das premissas para o seu sucesso. Profissionais de saúde não são treinados a fazer em público sua atividade anônima. Acabam se confundindo e esquecendo que o principal papel da informação médica é primar pelo seu caráter educacional da sociedade.

Dr. Adib Jatene, um exemplo de ética e profissionalismo, possivelmente tenha sido o cirurgião que mais operou corações VIPs. Talvez inspirado em Oliver Homes (1809-1894), médico, escreveu que:  “A função do médico é curar. Quando ele não pode curar, precisa aliviar. E quando não pode curar nem aliviar, precisa confortar. O médico precisa ser especialista em gente.”

Dr. Júlio Sanderson, cirurgião de gente humilde, escreveu que a cura é anônima, mas a morte é notícia.

Façamos da cura notícia e dos insucessos lições para ensino. Que a sociedade entenda nosso eventual silêncio ao não expor privacidades. O paciente vai continuar sendo VIP e não sua doença. No entanto, os bastidores das histórias médicas de pessoas cheia de anéis ou coroas, servem de aprendizado no longo prazo. Ajudam entender o processo de tomada de decisão no sistema de saúde, cenário complexo e difuso, cheio de narcisismo e vaidades. Isto não é ensinado no livros didáticos. Hoje eu sei!

Alfredo Guarischi, médico

 

 

Dois médicos cubanos fraudam sistema de saúde português em mais de um milhão de euros

De acordo com o jornal português Diário de Notícias, dois profissionais cubanos, contratados há cinco anos, foram detidos pela Polícia Judiciária, equivalente à Polícia Federal Brasileira, sob acusação de fraude ao Serviço Nacional de Saúde (SNS) calculada em mais de um milhão de euros. Ainda de acordo com a publicação, os dois supostos médicos exerciam atividade em dois centros de saúde da zona do Algarve e emitiam receitas falsas para fazer ganhos extras.

Com o regime de contratação semelhante ao realizado pelo programa Mais Médicos, no Brasil, os profissionais cubanos receberiam apenas parte do valor total que seria pago individualmente a cada um pelo governo português segundo o acordo, que existe entre os países desde 2009. A Embaixada da República de Cuba em Portugal alegou que os profissionais detidos “não fariam parte da brigada médica” que trabalha em Portugal importados pelo contrato de prestação de serviço.

Fonte: Diário de Notícias, Observador.Pt, Expresso.Sapo