Em reunião com participação da ABM, médicos baianos decidem não aderir à greve de servidores públicos da saúde

Embora não participem do movimento de paralisação, médicos do Estado da Bahia enviaram carta de reivindicações ao Governo com indicativo de greve

 

O Presidente da ABM (Associação Bahiana de Medicina), Dr. Robson Moura, participou nesta quarta-feira, (22), de assembleia a respeito da greve dos Servidores da Secretaria de Saúde do Estado da Bahia (Sindsaúde). Em pauta, a possibilidade dos médicos também cruzarem os braços, algo que acabou descartado, por enquanto. Embora os médicos do estado não estejam paralisados, as entidades enviaram carta de reivindicações ao Governo da Bahia com indicativo de greve.

Além da ABM e o Sindsaúde, a assembleia também contou com a presença do Cremeb (Conselho Regional de Medicina do Estado da Bahia). De acordo com o presidente da ABM foram reivindicados alguns itens fundamentais para o melhor atendimento dos pacientes e melhor estrutura de trabalho aos médicos. “Queremos concurso público exclusivo para médicos no Estado da Bahia e melhora nas condições de trabalho nos hospitais”, revela.

Outros itens também foram expostos ao Governo do Estado, como: mais segurança aos médicos no exercício do atendimento; reavaliação de insalubridade em casos que a justiça retirou o recebimento de forma indevida; reabertura de hospitais de grande capacidade de atendimento fechados; posição contrária à terceirização; recebimento da URV (Unidade de Real de Valor), onde o recebimento deste direito foi julgado, aprovado e que profissionais de outras áreas receberam, no entanto, o governo ainda não realizou os pagamentos aos profissionais da saúde.

Iniciada na sexta-feira, (17), a greve dos servidores estaduais foi considerada ilegal pelo Tribunal de Justiça da Bahia, com multa diária de descumprimento de R$ 50 mil, porém os servidores decidiram manter a paralisação.  Durante essa semana, a classe médica da Bahia, representada por suas entidades, deverá realizar nova com a Secretaria da Saúde do Estado sobre o atendimento das reivindicações.

Compartilhar em: